Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG - do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG - Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado terminou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa e o ISE recuando 0,33% e 0,27%, respectivamente. Em linha, o pregão de sexta-feira fechou em queda, com o IBOV caindo 0,93% e o ISE 0,75%.
• No Brasil, (i) o BNDES e a Petrobras devem firmar hoje um protocolo para aquisição de créditos de carbono gerados por projetos de reflorestamento na Amazônia - segundo o banco, o anúncio será feito pelos presidentes das instituições, Aloizio Mercadante e Magda Chambriard durante um evento no Rio de Janeiro; e (ii) a Sabesp deve lançar nos próximos dias o "Programa Parceiros para o Impacto", uma iniciativa que busca elevar os padrões da construção civil com foco em sustentabilidade, inovação e compromisso social - o programa está alinhado à meta da companhia de universalizar o saneamento básico até 2029, quatro anos antes do prazo previsto pelo Marco Legal do Saneamento.
• De olho em governança corporativa, o fundo Saint German, por meio de seu administrador, a Trustee DTVM, pediu ao Grupo Pão de Açúcar (GPA) a convocação de uma assembleia geral extraordinária com o objetivo de destituir todo o atual conselho de administração da companhia e fixar uma nova composição, com nove membros - as informações fazem parte de fato relevante encaminhado ontem pela GPA à CVM.
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Brasil
Empresas
Concessão para reflorestar Amazônia estreia com baixa demanda
"O resultado do primeiro leilão de concessão de áreas desmatadas para reflorestamento foi anunciado nesta sexta-feira (28) e teve a Systemica, que tem o BTG entre os sócios, como vencedora. O modelo inédito desenhado pelo governo do Pará recebeu apenas duas propostas, acendendo um sinal amarelo sobre a demanda para futuras concessões. O governo federal está desenhando um edital para reflorestamento na Floresta Amazônica, e o Pará planeja conceder outros dois territórios na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, em um total de mais de 30 mil hectares, ainda este ano. Os desafios logísticos e especificidades da área afastaram os proponentes, segundo fontes ouvidas pela reportagem. “Não foi atrativo. O desenvolvedor precisa conseguir financiamento e entrar com a expertise, além de lidar com o alto custo burocrático e ter o compromisso com o Estado de um negócio ainda muito novo”, disse o executivo de uma empresa que desenvolve projetos, que pediu para não ser identificado. O certame do Pará envolveu a concessão de 10,4 mil hectares, por 40 anos, para a restauração de áreas degradadas. O investimento estimado para o projeto supera os R$ 250 milhões e tem a venda de créditos de carbono como principal fonte de receita. O edital, lançado na COP29 em Baku, recebeu propostas de apenas duas empresas. Uma delas não entregou todos os documentos exigidos e deixou a Systemica como única competidora apta a participar da disputa pela Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu, próxima à cidade de Altamira."
Fonte: Capital Reset; 28/03/2025
BNDES e Petrobras fecham acordo para compra de créditos de carbono na Amazônia
"O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras irão firmar na próxima segunda-feira (31/3) um protocolo para aquisição de créditos de carbono gerados por projetos de reflorestamento na Amazônia. O anúncio será feito pelos presidentes das instituições, Aloizio Mercadante e Magda Chambriard, no Rio de Janeiro, segundo o banco em nota. No mesmo evento, será lançado o programa ProFloresta+, que financiará iniciativas de recuperação de áreas degradadas no bioma amazônico. O banco de fomento está de olho no potencial de geração de créditos na floresta tropical que abrange nove estados brasileiros. No início de março, BNDES e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram uma consulta pública para levantar demandas na certificação de carbono no Brasil. A intenção é identificar mecanismos financeiros capazes de ajudar a desenvolver certificadoras de projetos voltadas à realidade de florestas tropicais. Atualmente, cerca de 97% das certificações de crédito de carbono no Brasil são feitas por empresas internacionais, que utilizam metodologias desenvolvidas para florestas de climas temperados — o que prejudica a quantidade e qualidade de projetos aprovados aqui. Já a Petrobras, entrou oficialmente no mercado de carbono em 2023, com a compra de 175 mil créditos do projeto Envira Amazônia — sediado no município de Feijó, no Acre. Os títulos foram usados para compensar emissões da gasolina Podium produzida na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP)."
Fonte: Eixos; 28/03/2025
Vast e Be8 querem desenvolver mercado de biocombustíveis marítimos
"A Vast e a Be8 assinaram, nesta semana, um acordo para desenvolver o mercado de biocombustíveis para o setor marítimo no Terminal de Líquidos do Açu (TLA), no Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Segundo maior em movimentação de embarcações no país, o Açu registrou a movimentação de cerca de 7,3 mil navios em 2024. Com a assinatura do memorando de entendimento (MoU, em inglês), a Vast, companhia de infraestrutura e soluções logísticas, se compromete a fornecer a infraestrutura no TLA para receber, armazenar e expedir matérias-primas e biodiesel, além de conectar a Be8 às distribuidoras de combustíveis e aos clientes do porto. Segundo Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8, a parceria com a Vast permitirá à companhia trabalhar com o biodiesel, que pode ser misturado ao bunker ofertado aos navios, além de seu novo biocombustível, patenteado como Be8 Bevant. No final de 2023, a produtora de biodiesel lançou o biocombustível que utiliza biodiesel como matéria-prima, mas tem a característica drop-in do diesel verde (HVO), com a promessa de preços mais competitivos que o HVO. Battistella explica que o produto é voltado para empresas que consomem grandes volumes de combustíveis fósseis e que querem reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) a partir da substituição do diesel. O acordo prevê ainda estudos para avaliar se o Açu poderá ser uma alternativa para importação de metanol para produção de biodiesel, além de um novo ponto para exportação e cabotagem do produto final."
Fonte: Eixos; 28/03/2025
Conselho da Petrobras nomeia Aloisio Macário como membro do colegiado
"O conselho de administração da Petrobras nomeou Aloisio Macário Ferreira de Souza como membro do colegiado, em substituição a Marcelo Gasparino, que apresentou em fevereiro sua renúncia ao cargo de membro do conselho, informou a petroleira nesta sexta-feira (28). O novo conselheiro servirá até a próxima assembleia geral da companhia, já convocada para 16 de abril de 2025, quando ocorrerá nova eleição dos oito membros do conselho eleitos pelo processo de voto múltiplo na assembleia geral ordinária de 2024. Aloisio Macário, inclusive, consta como indicado pelos acionistas minoritários."
Fonte: Valor Econômico; 28/03/2025
Gás Verde e Henkel firmam acordo para descarbonizar fábrica em SP com biometano
"A Gás Verde, produtora de biometano, acaba de firmar um acordo com a Henkel, indústria química multinacional dona de marcas como Loctite, Cascola e Schwarzkopf Professional. O contrato trata do fornecimento de 1,8 milhão de m³ de biometano por ano para a fábrica da empresa em Jundiaí, interior de São Paulo. A planta será a primeira da Henkel no mundo a operar 100% com biometano, proveniente de aterros sanitários. A troca representa uma redução de 3.723 toneladas de emissões de gases de efeito estufa apenas na área industrial a cada ano. O acordo, que entrará em operação em maio de 2025, ajuda a Henkel no atingimento das metas de neutralidade de carbono. Até 2030, a companhia buscar diminuir as emissões nos escopos 1 e 2 em 42%, e escopo 3 em 30%. Até 2045, a redução deve ser de 90% nos três escopos. De acordo com Fellipe Nascimento, gerente responsável pela unidade de Jundiaí, este projeto servirá como um exemplo para o setor químico, incentivando práticas mais sustentáveis e responsáveis. “Entendemos que a descarbonização precisa ser construída em conjunto”, conta. Marcel Jorand, CEO da Gás Verde, destacou a importância do contrato com a Henkel, uma multinacional que se junta a grandes indústrias como Ambev, de bebidas, e Ternium, siderúrgica, que já utilizam o biometano como fonte de energia. "Estamos entusiasmados em fornecer biometano que não só alimentará as operações da Henkel, mas também ajudará a reduzir suas emissões de carbono de forma significativa", afirma Jorand."
Fonte: Exame; 28/03/2025
Sabesp lançará programa para tornar obras mais sustentáveis e alinhadas ao ESG no Brasil
"A Sabesp, empresa de saneamento, lança a partir desta segunda-feira, 31, o "Programa Parceiros para o Impacto", uma iniciativa pioneira que busca elevar os padrões da construção civil com foco em sustentabilidade, inovação e compromisso social. A proposta é padronizar boas práticas de gestão socioambiental, estimular soluções inovadoras nos canteiros de obras e engajar empresas contratadas em ações de impacto positivo. O programa integra a nova fase da companhia após sua desestatização e está alinhado à meta ambiciosa de universalizar o saneamento básico até 2029, quatro anos antes do prazo previsto pelo Marco Legal do Saneamento. Para isso, a Sabesp prevê investir mais de R$ 70 bilhões nos próximos anos, beneficiando 375 municípios."
Fonte: Exame; 29/03/2025
Acionista do GPA pede convocação de assembleia para destituição de todo o conselho de administração
"O fundo Saint German, por meio de seu administrador, a Trustee DTVM, pediu ao Grupo Pão de Açúcar (GPA) a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) com o objetivo de destituir todo o atual conselho de administração da companhia, e a fixação de uma nova composição, com nove membros. As informações fazem parte de fato relevante encaminhado neste domingo (30) pela GPA à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A AGE deve ser realizada junto com a assembleia ordinária da companhia. Em documento encaminhado ao GPA, o Trustee afirma deter mais de 3% das ações da companhia e, com base nessa posição acionária, pede a troca do conselho. A Trustee DTVM é conhecida no mercado financeiro como tendo fortes ligações com o empresário Nelson Tanure, que tem se destacado pela aquisição de participações acionárias em diversas companhias abertas. Conforme antecipou o Valor em dezembro, Tanure tem uma posição acionária no GPA e seu objetivo é unir a empresa à rede concorrente Dia. Ele já seria hoje o segundo maior acionista individual do grupo, com posição maior que a de Ronaldo Iabrudi, ex-CEO do GPA. A carta apresenta sua chapa de candidatos à composição do novo conselho, composta por Ronaldo Iabrudi (presidente), Cristophe José Hidalgo (vice-presidente), Marcelo Pimentel, Helene Esther Bitton (independente), Rodrigo Tostes Solon de Pontes (independente), Pedro de Moraes Borba (independente), Líbano Barroso (independente), Eliana Ambrósio Chimenti (independente) e Sebastián Dario Los (independente)."
Fonte: Valor Econômico; 30/03/2025
Eólicas esperam nova onda em 2027, após freio na expansão
"A energia eólica convive com freios na atividade ao mesmo tempo em que dá sinais, graduais, de superação. “O setor viveu momentos de euforia de 2012 a 2023, com investimentos atingindo um total de U$ 48,6 bilhões, mas a partir daí, em função de uma conjuntura econômica desfavorável, a demanda por novos projetos de parques eólicos caiu violentamente”, afirma Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). O ritmo de instalação de novas usinas eólicas no país caiu 31,25% no ano passado. Foram 3,3 GW de potência, com 76 novos parques, contra 123 projetos implantados em 2023, com recorde 4,8 GW de potência. “Trata-se de uma crise diagnosticada, entendida, e estamos convivendo com ela porque temos boas perspectivas em um futuro muito próximo, a partir de 2027”, afirma Gannoum. Há novos “drives” de demanda, como data centers e a produção de hidrogênio verde. “Novos contratos estão sendo assinados agora, mas demoram pelo menos dois anos para que os parques eólicos realmente se concretizem”, afirma. É o caso, cita, dos investimentos realizados pela Auren Energia, que em 2024 adquiriu negócios da AES no Brasil e pretende expandir seu complexo eólico Cajuína (RN). E o exemplo da dinamarquesa Vestas, que anunciou investimento de R$ 130 milhões em sua fábrica de turbinas eólicas no Ceará. Mesmo empresas como a Siemens Gamesa, controlada pela alemã Siemens Energy, que há dois anos suspendeu sua produção de turbinas em Camaçari (BA), acompanham os novos rumos do mercado."
Fonte: Valor Econômico; 31/03/2025
Mercado de aterros sanitários aposta no reaproveitamento energético do lixo
"As atividades dos aterros sanitários vão além do recebimento e tratamento de resíduos orgânicos e passam pela valorização de resíduos, sobretudo com a produção de biogás e de biometano. “O futuro é o reaproveitamento energético dos resíduos”, declara Hamilton Agle, CEO da Estre Ambiental, ecoando o pensamento do setor. “Até nossos projetos de biogás para gerar energia elétrica estão migrando para o biometano”, ressalta Pedro Maranhão, presidente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). O biogás resulta da decomposição do material orgânico. O biometano, por sua vez, advém do processo de purificação do biogás, um procedimento que requer altos investimentos. Tanto que o setor deve destinar R$ 8 bilhões, até 2029, para essa finalidade, conforme Maranhão. A Lei do Combustível do Futuro é um catalisador para o desenvolvimento da produção ao obrigar as concessionárias de gás a comprar, por dez anos, 1% de biometano equivalente ao que consomem em gás natural. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), em 2024, o Brasil consumiu 52,47 milhões de m3 /dia. “Há também uma grande perspectiva com a substituição do diesel pelo biometano”, lembra Sérgio Arosti, diretor de energia verde da Solví. “Temos um mercado de vastas oportunidades”, reforça Milton Pilão, CEO da Orizon. A Solví inaugurou, em 2024, uma planta de biometano no aterro de Caieiras (SP), que recebe cerca de 10,5 mil toneladas diárias de resíduos, sendo cerca de 50% da cidade de São Paulo, segundo Arosti. A capacidade instalada é de 68 mil m3 /dia."
Fonte: Valor Econômico; 31/03/2025
Internacional
Empresas
Stellantis comprará créditos de CO2 do 'pool' da Tesla também em 2025, diz executivo
"A Stellantis comprará créditos de um “pool” liderado pela Tesla também em 2025, para atender às exigências de redução de CO2 da União Europeia, apesar de Bruxelas ter dado às montadoras três anos para cumprirem as exigências, disse o chefe do grupo na Europa no sábado. As montadoras que enfrentam regras mais rígidas de emissões da UE este ano concordaram em reunir suas emissões e evitar multas pesadas, fazendo com que as empresas com vendas menores de veículos elétricos (EV) comprem créditos de carbono de líderes do segmento, incluindo Tesla e Polestar. A Stellantis, a segunda maior montadora de automóveis da Europa, entrou em um pool liderado pela Tesla, que também inclui outros concorrentes. No entanto, no início deste mês, a Comissão Europeia cedeu à pressão dos fabricantes europeus e permitiu a conformidade com base nas emissões médias de uma montadora no período de 2025 a 2027, em vez de apenas em 2025, como previsto inicialmente. Perguntado se a Stellantis planejava usar créditos comprados da Tesla este ano, o chefe de operações europeias do grupo, Jean-Philippe Imparato, disse: “Vou usar tudo”. Imparato falou em um evento automotivo em Turim, onde disse que o mix atual de EVs da Stellantis em suas vendas europeias era de 14%, em comparação com a meta de 21% estabelecida pela UE."
Fonte: Reuters; 29/03/2025
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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