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Frigoríficos brasileiros de olho em norma da Febraban sobre rastreamento | Café com ESG, 16/04

Vale atinge meta de descarbonização dois anos antes do previsto; Petrobras deve alterar política de remuneração de acionistas

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em queda, com o IBOV e ISE recuando 0,5% e 0,9%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) a Vale anunciou ontem que atingiu a meta de 100% de consumo de energia renovável no Brasil dois anos antes do previsto – o feito significa que a Vale zerou suas emissões indiretas de dióxido de carbono, correspondente ao Escopo 2, no Brasil, embora a empresa ainda tenha o desafio de alcançar a totalidade de consumo de energia renovável em operações globais até 2030; e (ii) de olho em governança corporativa, segundo informações publicadas no relatório 20-F da Petrobras e enviado a SEC no final da última semana, a política de remuneração a acionistas da companhia, que prevê a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio, está sujeita a alterações por parte do conselho de administração a qualquer momento – segundo a empresa, eventuais alterações poderão impactar parâmetros como periodicidade de pagamentos, fórmulas de cálculo, indicadores financeiros e valores mínimos para pagamento, entre outros fatores.

• Ainda no setor privado, grandes frigoríficos brasileiros começaram a atender uma norma de autorregulação da Febraban lançada em maio passado para garantir que os animais abatidos não tenham passado por áreas desmatadas na Amazônia – a medida prevê que as empresas que não fizerem o rastreamento completo de suas cadeias de fornecimento não poderão mais receber crédito a partir de janeiro de 2026, embora a adesão das instituições financeiras seja voluntária.

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Brasil

Empresas

Desindustrialização do setor eólico acende alerta

“O processo de desindustrialização na cadeia eólica brasileira gerou alarme no setor neste início de ano, com a notícia de que mais fabricantes vão parar ou diminuir a produção devido à baixa demanda de contratos no mercado interno. A empresa catarinense WEG optou por paralisar a linha de montagem, enquanto a alemã Nordex decidiu reduzir a produção. Em março, a fabricante de pás Aeris encerrou o contrato com a Siemens Gamesa e anunciou medidas para adaptar suas linhas de produção e otimizar a capacidade produtiva. Não é de agora que o setor passa por dificuldades. Em 2023, a Siemens Gamesa hibernou as operações da fábrica em Camaçari (BA) para ajustar sua estrutura produtiva e atender às demandas do mercado. Em 2022, a americana GE Renewable Energy revisitou sua estratégia global e anunciou a suspensão da produção de novas turbinas eólicas no Brasil. A decisão das empresas reflete um cenário desafiador para toda indústria eólica, que há mais de um ano não fecha contrato no Brasil. O último acordo de relevância aconteceu no início de 2023 entre Vestas e Casa dos Ventos. Em 2023, o Brasil instalou 4,8 GW em novas unidades. A previsão para 2024 é uma queda de quase 50%. Em nota, a Nordex diz que não paralisou a produção no Brasil, apenas ajustou a capacidade produtiva à baixa demanda atual do mercado eólico. “A Nordex tem fábricas de torres, nacelles e moldes de pás operativas durante 2024 no Brasil, porém com produção reduzida, à espera de que o volume de vendas volte a crescer”, disse a empresa em nota.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

Petrobras inicia estudos para descarbonizar refinaria Lubnor

“A Petrobras informou, nessa segunda-feira (15), que irá iniciar estudos para investir na descarbonização da refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), em Fortaleza (CE). Para isso, a companhia irá substituir o gás natural, usado pela Lubnor para geração de energia, por biometano. O combustível também será utilizado para produção de hidrogênio, afirma a Petrobras. “O uso de biometano deve reduzir em 100% as emissões diretas de gás carbônico da refinaria (atualmente em 60 mil toneladas por ano)”, diz a companhia, em nota. A Lubnor também passará a produzir Biobunker, combustível marítimo com conteúdo renovável, e CAP Pro, um asfalto com menor impacto ambiental na aplicação. A refinaria passará a utilizar energia elétrica renovável em seus processos, o que deverá neutralizar em 100% suas emissões indiretas de gás carbônico. A Petrobras ainda estuda a inclusão de novos produtos para compor uma carteira mais sustentável: lubrificantes naftênicos produzidos com hidrogênio de baixo carbono, querosene de aviação com conteúdo renovável ou de baixo carbono, e combustíveis diesel tipo S10 RX — com baixo teor de enxofre e conteúdo renovável em sua composição. Inaugurada em 24 de junho de 1966, a Lubnor tem capacidade de processamento de 10 mil barris de petróleo por dia e atende a cerca de 12% do mercado nacional de asfaltos. Atualmente, a refinaria não utiliza conteúdo renovável. Com a iniciativa, o uso pode chegar a 10%.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Política de remuneração a acionistas está sujeita a alterações, diz Petrobras

“A política de remuneração a acionistas da Petrobras, que prevê a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio, está sujeita a alterações por parte do conselho de administração, a qualquer momento, afirmou a Petrobras em documento a investidores internacionais. Segundo a empresa, eventuais alterações poderão impactar parâmetros como periodicidade de pagamentos, fórmulas de cálculo, indicadores financeiros e valores mínimos para pagamento, entre outros fatores. A manifestação da Petrobras está registrada num formulário chamado 20-F, depositado na quinta-feira (11) na SEC, órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela regulação do mercado de ações equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira. A empresa afirmou que a política de dividendos depende de fatores como nível de investimentos e fluxo de caixa operacional. Salientou ainda que o pagamento de dividendos acima dos limites mínimos legais e estatutários não é garantia de distribuição futura e não serve como patamar de referência. “Caso optemos por um plano estratégico que exija um maior volume de investimentos, ou alteremos nosso plano estratégico para isso, o valor destinado à distribuição de dividendos poderá ser reduzido. Além disso, o fluxo de caixa operacional pode ser afetado por vários fatores, incluindo o preço e a produção do petróleo, influenciando assim a distribuição de dividendos”, disse a estatal.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Nordex reduz produção de turbinas eólicas no Brasil devido à baixa demanda

“A fabricante alemã de equipamentos eólicos Nordex reduziu a produção no Brasil em resposta à baixa demanda de contratos no mercado interno, apurou o Valor. A medida foi tomada para adequar a capacidade produtiva à realidade do momento e garantir a continuidade das operações em que o setor passa por dificuldades de fechar novos contratos. A decisão da Nordex reflete um cenário desafiador para toda indústria eólica brasileira, que há quase um ano e meio não tem contrato fechado com nenhuma fabricante no Brasil. Em março, o Valor apurou que a catarinense WEG decidiu paralisar temporariamente a linha de produção de aerogeradores em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a partir do segundo semestre de 2024 pelo mesmo motivo. “A Nordex não paralisou a produção no Brasil, apenas ajustou a capacidade produtiva à baixa demanda atual do mercado eólico”. A empresa afirma ter fábricas de torres, nacelles e moldes de pás operativas no Brasil, porém com produção reduzida, à espera de que o volume de vendas volte a crescer. Não é de agora que a cadeia produtiva eólica passa por dificuldades. Em 2023, a Siemens Gamesa hibernou as operações de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, para ajustar sua estrutura produtiva e atender às demandas atuais do mercado. Em 2022, a americana GE Renewable Energy revisitou sua estratégia global e anunciou a suspensão da produção de novas turbinas eólicas no Brasil por questões conjunturais e de reposicionamento em função da cadeia mundial de fornecimento.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Com projeto de hidrogênio verde da Unigel parado, Thyssen busca comprador para equipamentos

“Quase dois anos depois de ter anunciado planos de investir até US$ 1,5 bilhão em uma fábrica de hidrogênio verde no Brasil, a Unigel ainda não tirou o projeto do papel e acabou levando a ThyssenKrupp a procurar novos compradores para os equipamentos encomendados pela petroquímica, apurou o Valor. Enfrentando uma grave crise financeira, a companhia depende de encontrar um sócio que banque o investimento para seguir adiante com o projeto. Segundo fontes da indústria, a multinacional alemã já está em contato com potenciais compradores dos primeiros eletrolisadores que equipariam a fábrica em Camaçari (BA). Os equipamentos foram montados na Europa e estão prontos, mas até agora a Unigel não autorizou seu embarque para o Brasil. A planta da petroquímica seria a primeira em escala industrial no Brasil para produção de amônia e hidrogênio verde, mas a companhia paralisou o projeto diante da piora de sua situação financeira. A Unigel busca um acordo extrajudicial com credores financeiros para equacionar dívidas de R$ 3,9 bilhões. Procurada, a ThyssenKrupp não comentou o assunto. A Unigel disse que ainda procura parceiros estratégicos para viabilizar o projeto.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Vale atinge meta de 100% de energia renovável no Brasil dois anos antes do esperado

“A Vale anunciou nesta segunda-feira (15) que atingiu a meta de 100% de consumo de energia renovável no Brasil dois anos antes do previsto. Em 2023, toda a energia elétrica utilizada pela companhia veio de fontes hidrelétricas, eólicas e solares. O atingimento da meta significa que a Vale zerou suas emissões indiretas de dióxido de carbono, correspondente ao Escopo 2, no Brasil. A empresa ainda tem o desafio de alcançar a totalidade de consumo de energia renovável em operações globais até 2030. Segundo a mineradora, a meta foi atingida por conta do início das operações do complexo solar Sol do Cerrado, em Jaiba (MG), em novembro de 2022. Em julho do ano passado, a usina atingiu capacidade máxima de produção. Atualmente, a Vale detém, por meio de participação direta ou indireta, 14 ativos de geração de energia renovável, sendo dez usinas hidroelétricas, três eólicas e o Sol do Cerrado.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Petrobras diz que pode encontrar riscos associados a projetos de transição energética

“A Petrobras afirmou que pode encontrar riscos associados a projetos de transição energética, com possibilidade de impactar na taxa de retorno do portfólio da companhia. A manifestação da Petrobras está registrada num formulário chamado de 20-F depositado na quinta-feira (11) na SEC, órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela regulação do mercado de ações equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira. Segundo a Petrobras, “podemos decidir investir em novos projetos de transição energética que estão além do nosso escopo atual de experiência e expertise”. A companhia tem planos de investimento em eólicas marinhas (offshore), captura e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla em inglês) e produção de hidrogênio verde (que utiliza energias renováveis no processo de produção do insumo). Além disso, a companhia estuda desenvolver ou adquirir projetos de eólicas terrestres (onshore) e usinas solares fotovoltaicas. Em paralelo, a companhia já desenvolve, ainda em pequena escala, diesel verde (coprocessado nas refinarias, em conjunto com o diesel tradicional).”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Produção eólica da Serena fica abaixo das estimativas no 1º tri, diz banco

“Os números gerais da produção eólica da Serena Energia cresceram 8,2% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, devido ao aumento da capacidade, mas ficaram 11% abaixo das estimativas do J.P. Morgan, principalmente afetados pela geração menor do que o esperado nos complexos de Bahia e Delta, avaliou o banco. “Embora as cifras tenham ficado aquém de nossas expectativas, os preços de compra e venda de energia mais baixos reduzem o impacto financeiro na empresa, especialmente considerando o desempenho superior do projeto eólico Goodnight 1, que vende energia a um preço mais alto, compensando a maior parte do impacto nas operações brasileiras”, escrevem os analistas Henrique Peretti e Victor Burke. Ainda segundo os analistas, no geral, o impacto na estimativa de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) para o primeiro trimestre deve ser mínimo.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Frigoríficos começam a divulgar rastreio de animais na Amazônia

“Grandes frigoríficos brasileiros começaram a atender uma norma de autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançada em maio passado para garantir que os animais abatidos não tenham passado por áreas desmatadas na Amazônia. A medida prevê que as empresas que não fizerem o rastreamento completo de suas cadeias de fornecimento não poderão mais receber crédito a partir de janeiro de 2026. A adesão das instituições financeiras é voluntária. Ao todo, 21 bancos aderiram à normativa, entre eles instituições relevantes no crédito ao agronegócio, como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Sicredi. Nas primeiras divulgações, publicadas ao longo das últimas duas semanas, nem todas as empresas disponibilizaram as informações requisitadas. A norma pede os números absolutos das cabeças de gado abatidas, mas algumas empresas reportaram apenas porcentagens, alegando segredo comercial. As companhias discutem com a Febraban uma maneira de divulgar os números de abate somente para os bancos, sem divulgação pública.”

Fonte: Capital Reset, 15/04/2024

Política

Justiça embarga obra sem estudo ambiental criada para evitar nova tragédia litoral de SP

“Iniciada de forma emergencial um ano após a tragédia que matou 64 pessoas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, o aprofundamento do rio Sahy foi provisoriamente embargado pela Justiça paulista na última sexta-feira (12) devido à ausência de estudos do impacto da obra no meio ambiente. A urgência da intervenção era a justificativa da gestão do prefeito Felipe Augusto (PSDB) para dispensar análises ambientais, mas a decisão judicial liminar considerou o argumento desarrazoado diante do longo intervalo entre o deslizamento das encostas, no Carnaval de 2023, e o início dos trabalhos. Sem citar a ordem assinada pelo juiz Vitor Hugo Aquino de Oliveira, a prefeitura confirmou a interrupção do serviço. O desassoreamento do leito do Sahy é o mais recente episódio do enredo conflituoso desencadeado pela catástrofe nas relações entre poder público, proprietários de imóveis, ambientalistas e a população que mora distante da praia, no sopé da Serra do Mar. Na raiz da questão está a geografia, física e humana. A areia depositada na desembocadura do rio forma uma barra, a Barra do Sahy, represando a água no canto esquerdo da praia e criando uma piscina natural com casarões nas laterais.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Silveira defende exploração de urânio para financiar setor elétrico

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), defendeu, na sexta (12/4), que o Brasil aposte na exploração de urânio para enriquecimento e avanço da energia nuclear no país. “Temos mais urânio no Brasil do que vale a Petrobras. Isso já em reservas apuradas, reservas levantadas”, afirmou Silveira, durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia 2024, no Rio de Janeiro. Em fevereiro a estatal chegou a alcançar R$ 552 bilhões em valor de mercado. O Brasil detém a sexta maior reserva mundial de urânio, com cerca de 309 mil toneladas em reservas já conhecidas. O preço do urânio chegou a bater US$ 107 dólares a libra (cerca de US$ 200 o quilograma), em janeiro e, recentemente, está na faixa de US$ 88 dólares (US$ 165/Kg). Silveira defendeu o avanço da energia nuclear na matriz energética e levantou a possibilidade do segmento financiar o setor elétrico. Recentemente, o governo apresentou uma medida provisória que tenta contornar parte do aumento das tarifas de energia no país, puxado, em grande parte, por subsídios e encargos setoriais.”

Fonte: Epbr, 15/04/2024

Governo tenta recompor Conselho da Petrobras antes da próxima assembleia

“A 10 dias da próxima assembleia de acionistas da Petrobras, o governo federal tenta recompor o Conselho de Administração da estatal, que teve duas baixas na última semana, com a suspensão de Pietro Mendes e Sérgio Rezende pela Justiça Federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª Região contra a liminar que suspendeu Pietro Mendes na última quinta-feira (11/4) da presidência do Conselho por conflito de interesses, pois é também o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia. O órgão já havia recorrido do afastamento de Rezende. Na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) de 25 de abril, os acionistas devem eleger ou reconduzir os conselheiros para o próximo mandato, com duração até 2026, além de decidir temas importantes, como o destino dos dividendos extraordinários da companhia.”

Fonte: Epbr, 15/04/2024

Opinião

Virada energética envolve união entre público e privado

“Financiamento, combate à injustiça social e ao desmatamento e o envolvimento público e privado com propostas comuns são os principais desafios dos projetos de transição energética no Brasil. Juntos, estes elementos podem potencializar as vantagens competitivas do país no setor. No entendimento do governo federal e da iniciativa privada, o planejamento para a transição passa pelas melhorias das condições da sociedade civil e pelos modelos adotados em outros países. Essas foram algumas das conclusões feitas durante o evento Rumos 2024, promovido no dia 8 pelo Valor, no hotel Rosewood, em São Paulo. Na Europa, há leis que preveem redução inflacionária para transformar a economia de forma sustentável. Estudo do Boston Consulting Group (BCG) mostra que a transição energética pode criar 102 milhões de empregos até 2030 e que 40% das habilidades profissionais serão transformadas em cinco anos por conta do novo cenário. “O desafio é a transformação, não só da matriz energética, onde temos vantagem, com mais de 90% de fontes renováveis, mas tratar junto outros elementos da economia, do desmatamento e do social para atingir a transformação ecológica”, afirmou João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

A transição verde brasileira tem que ser uma jabuticaba

“A transição brasileira rumo à economia verde não pode aprofundar desigualdades sociais, como vêm fazendo no caso do crescimento das energias renováveis, por mais espantoso que isso possa soar. E nem é energética, como acontece no mundo desenvolvido e também no em desenvolvimento. A metamorfose brasileira é, em muitos aspectos, uma jabuticaba – tem que ser nativa daqui. Um dos desafios do país, em ano em que preside o G20 e à véspera de ser anfitrião da conferência do clima da ONU, a COP30, é conseguir que os fluxos financeiros globais sejam de doações, empréstimos, investimentos e tecnologias que sustentem a transformação ecológica que o planeta precisa com urgência. Em termos nacionais, o Brasil também precisa disso tudo, além de se adaptar ao novo clima e criar resiliência nas cidades, no campo, na floresta, na agricultura, na infraestrutura, na saúde, em toda parte. Não é pouca tarefa nem pouco obstáculo.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

‘Única forma de ter mais inclusão financeira e ser sustentável é com tecnologia’, diz Campos Neto

“A única maneira de incluir as pessoas que estavam fora do sistema financeiro e ser sustentável era adicionar mais tecnologia, afirmou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participa do evento C. Peter McCoulough Series of International Economics: a Conversation, em Nova York. “A população de baixa renda não estava incluída [no sistema financeiro] e sem tecnologia não seríamos capazes de incluí-las”, acrescentou. Segundo Campos Neto, “achamos que estamos nos movendo para uma economia tokenizada”. Assim “desenvolvemos o Pix, uma forma de pagamento instantâneo e que atingiu um amplo público [rapidamente].”.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

Estratégia ESG ganha relevância nas empresas, mas conseguir dinheiro para as ações é desafio

“Os líderes corporativos passam, hoje, por desafios complexos, tais como lidar com crises econômicas, geopolíticas, de suprimentos e, ainda, atender às novas exigências de consumidores, investidores e funcionários. Mas, uma pesquisa feita pela empresa de tecnologia IBM com 5 mil executivos globais de C-Level em 22 setores e 22 países, incluindo o Brasil, mostra que as práticas ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança corporativa) estão sendo incorporadas, mas conseguir dinheiro para implementá-las ainda é apontado como um desafio. De acordo com o “Além de checar a caixa – Como criar valor de negócio com sustentabilidade incorporada”, conduzido pela IBM Institute for Business Value em colaboração com a Oxford Economics, na média dos brasileiros, 79% dos respondentes disseram que a sustentabilidade é central para o seu negócio. Um terço (35%) dos executivos entrevistados no Brasil também disseram que alcançaram progressos significativos na execução de suas estratégias de sustentabilidade, um resultado bem acima dos 7% do relatório anterior, do ano passado. Carlos Tunes, Líder de Soluções de Sustentabilidade da IBM Brasil, comenta que o estudo deixa perceptível que as empresas estão em diferentes níveis de maturidade no jornada de sustentabilidade. Para ele, o termo “sustentabilidade” é mais adequado por ser mais abrangente e equilibrar as preocupações ambientais e sociais com o desenvolvimento econômico.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

BC prepara novo salto no reporte ambiental dos bancos 

“O ano é 2001. Advogada recém-formada, constato que as normas ambientais brasileiras, válidas e em vigor, não apenas eram ineficazes, mas também desconhecidas e/ou ignoradas pelo mercado. Mesmo inexperiente, me questionava como um banco podia ter liberado um crédito rural sem sequer confirmar se as terras do tomador possuíam reserva legal averbada na matrícula. Desde cedo ficou evidente para mim a relevância do fluxo de capital e o papel central das instituições financeiras como indutoras de conformidade ambiental no país. Parecia o básico do básico: condicionar a concessão de financiamentos ao cumprimento da norma ambiental – isso validaria o contrato como objeto lícito e possível, seria uma alternativa à fiscalização ambiental inexistente, ao desconhecimento do mercado e, a cereja do bolo, reduziria o risco de crédito. Não era uma defesa do fechamento da torneira do crédito. Minha proposta considerava a perspectiva econômica e social: sinal vermelho com negativa de crédito só em última instância, considerando a gravidade e a irreparabilidade do caso. O objetivo era assegurar que um percentual do dinheiro fosse usado para atingir conformidade ou que, na melhor hipótese, houvesse um prêmio com juros menores na operação para conformidade ambiental comprovada na largada.”

Fonte: Capital Reset, 15/04/2024

Entenda o que é a certificação de energia renovável 24/7

“A certificação de energia renovável já é comum no mercado brasileiro. Com ela, empresas podem adquirir certificados (o mais comum se chama I-REC) que comprovem que seu consumo mensal (ou anual) de eletricidade foi obtido a partir de fontes renováveis – principalmente eólicas e solares. Entretanto, na Europa e nos Estados Unidos tem se popularizado a certificação 24/7 de energia renovável (ou “24/7 carbon free energy”, como é conhecida). Mas, qual a diferença? Com a certificação tradicional, uma empresa respalda seu consumo de um dado mês, ou ano, com certificados renováveis. Porém, não necessariamente a energia renovável associada foi produzida nos momentos, ou na mesma localidade, em que o consumo de fato ocorreu. Por exemplo, uma empresa que consome energia durante a noite pode comprar certificados de usinas solares, que produzem apenas durante o dia, e declarar que todo seu consumo foi atendido por energia renovável. Ainda que, uma vez conectado à rede elétrica, seja impossível distinguir qual a origem da eletricidade utilizada por determinado consumidor, a certificação 24/7 é uma alternativa para empresas que buscam “casar” seu consumo verificado com a produção de energia renovável.”

Fonte: Exame, 15/04/2024

Internacional

Empresas

Evento global de branqueamento massivo de corais pode ser o pior já registrado

“Os recifes de coral ao redor do mundo estão passando por um evento de branqueamento em massa à medida que a crise climática gera temperaturas oceânicas sem precedentes, revelou um comunicado conjunto da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) e da Iniciativa Internacional para Recifes de Coral (ICRI, na sigla em inglês), alertando que este pode se tornar o pior período de branqueamento já registrado. Mais de 54% das áreas de recifes de coral do mundo experimentaram branqueamento no último ano, afetando pelo menos 53 países e territórios, incluindo grandes partes dos oceanos Atlântico, segundo o documento divulgado nesta segunda-feira (15). Este é o quarto evento global de branqueamento do mundo e o segundo na última década, com períodos anteriores em 1998, 2010 e entre 2014 e 2017. No último ano, o branqueamento em massa foi confirmado em diversas regiões, incluindo no Brasil. Os últimos 12 meses foram os mais quentes registrados no planeta e as temperaturas oceânicas têm aumentado fora dos padrões, atingindo recordes em fevereiro e novamente em março, segundo dados do Serviço de Mudança Climática Copernicus da Comissão Europeia.”

Fonte: Valor Econômico, 15/04/2024

A Air New Zealand comprará combustível verde da Neste, da Finlândia, para cumprir as metas de emissões líquidas zero

“A Air New Zealand assinou nesta segunda-feira seu maior contrato de combustível de aviação sustentável (SAF) com a refinaria de petróleo finlandesa, em uma tentativa de descarbonizar e cumprir suas metas de emissão líquida zero de carbono. O acordo envolve a compra de nove milhões de litros do combustível verde, que será produzido na refinaria da Neste em Cingapura e fornecido ao Aeroporto Internacional de Los Angeles entre 1º de abril e 30 de novembro de 2024, informou a companhia aérea em um comunicado. A decisão foi tomada semanas depois que a Air New Zealand procurou startups no setor de SAF para se tornar sua parceira de fornecimento. “Espera-se que o SAF reduza as emissões de carbono em até 80% ao longo do ciclo de vida do combustível em comparação com o uso de combustível fóssil para aviação, o que inclui sua produção e as emissões de transporte”, disse a companhia aérea em um comunicado. A companhia aérea prevê que precisará que o SAF represente cerca de 20% de seu consumo total de combustível até 2030, já que seu objetivo é reduzir a intensidade de carbono em 28,9% até o final da década e atingir emissões líquidas zero de carbono até 2050.”

Fonte: Reuters, 15/04/2024

Sem esperança de resgate, algumas empresas europeias de energia solar vão para os EUA

“Os governos europeus, que devem tomar medidas para apoiar seus fabricantes de energia solar nesta semana, chegarão tarde demais para impedir que a fabricante de painéis solares Meyer Burger feche uma fábrica alemã e envie sua produção para os Estados Unidos. A fábrica em Freiberg, no leste da Alemanha, fechou em meados de março, com a perda de 500 empregos, quando a empresa listada na Suíça se juntou a uma lista crescente de fábricas europeias de energia renovável que estão fechando ou se mudando. No ano passado, pelo menos 10 delas afirmaram estar em dificuldades financeiras. Em uma visita recente ao local, braços robóticos brancos gigantescos estavam suspensos sobre paletes de madeira vazios enquanto os trabalhadores preparavam a última linha de produção para o fechamento. As conversas com o governo federal alemão para tentar garantir um futuro para a fábrica terminaram sem sucesso no final de março, disse um porta-voz da empresa à Reuters. O Ministério da Economia da Alemanha disse que estava ciente da “situação muito séria” das empresas alemãs e que vem examinando as opções de financiamento com o setor há mais de um ano. Ele concordou em conceder à Meyer Burger uma garantia de crédito à exportação para equipamentos produzidos na Alemanha a serem usados nas fábricas dos EUA, o que ajudará uma unidade próxima, mas não salvará a de Freiberg.”

Fonte: Reuters, 15/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) (link)

Destaques do evento da ABRAINC e SecoviSP: Construindo uma São Paulo mais sustentável (link)

Brunch com ESG

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)

Governança em destaque: VIVA3 e ASAI3 passam por mudanças (link)


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