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Ambipar (AMBP3) irá propor expansão do conselho e da diretoria na próxima AGO/E | Café com ESG, 02/04

Projetos englobados pelo Fundo Clima já têm taxas definidas; A regulamentação da emissão de debêntures incentivadas terá impacto sobre as petroleiras independentes.

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira terminou em território negativo, com o IBOV e o ISE em queda de 0,87% e 1,12%, respectivamente.

• Do lado das empresas, a Ambipar irá propor aos seus acionistas a expansão do conselho de administração e da sua diretoria executiva durante assembleia geral ordinária e extraordinária no próximo dia 30/abril – a empresa pede que os acionistas ampliem a composição do conselho dos atuais cinco membros para ser composto por, no mínimo, cinco membros e, no máximo, nove, para adequar às necessidades, além da expansão para dez membros na diretora (vs. hoje entre três a cinco membros).

• Na política, (i) após decisão de repassar R$10 bilhões do Fundo Clima, que será gerido pelo BNDES, o governo federal definiu as taxas para os projetos – segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, as taxas para projetos de energia solar e eólica serão de 8% ao ano e, para o restauro de florestas, 1%, já as demais modalidades terão taxa de 6,15% ao ano; e (ii) a regulamentação da emissão de debêntures incentivadas terá impacto sobre as petroleiras independentes e deixa incertezas sobre o acesso dos empreendimentos de gás natural a essa modalidade de financiamento – o decreto publicado na última semana excluiu o petróleo, a geração de energia a biomassa e a produção agrícola para biocombustíveis e biogás das áreas prioritárias para emissão das debêntures.

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Brasil

Empresas

Geração L. Par e outros acionistas indicam candidatos a membros do conselho da Vale

“A Geração L. Par e outros acionistas da Vale indicaram Heloisa Belotti Bedicks e Raphael Manhães Martins como candidatos a membros efetivos do conselho fiscal da Vale. Além dos dois, os acionistas em questão indicaram ainda Adriana de Andrade Solé como candidata a suplente de Bedicks, e Jandaraci Ferreira de Araújo como suplente de Martins. A Vale divulgou aviso aos acionistas no qual informou ter recebido carta com as indicações. A eleição para o conselho fiscal da empresa acontecerá na Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 26 de abril. Para refletir as indicações, a Vale reapresentou o Boletim de Voto a Distância (BVD) da AGO, divulgado em 8 de março de 2024, com a alteração no item referente à eleição dos membros do conselho fiscal. Caso o acionista já tenha encaminhado o BVD e deseje reapresentá-lo, poderá fazê-lo até o prazo limite de sete dias antes da AGO. A companhia também aditou a proposta de administração com a inclusão das informações sobre os candidatos, conforme recebidas dos acionistas. O manual de participação foi ajustado no item de deliberação correspondente. Esses documentos estão disponíveis no website da companhia.”

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2024

Sem custo, pequena empresa terá apoio para economizar energia e reduzir emissões de CO2

“Micro e pequenas empresas do estado do Rio de Janeiro vão poder contar com uma consultoria gratuita para a redução da conta de energia. A iniciativa é coordenada pelo Sebrae Rio e vale para empresas com faturamento entre R$ 81 mil e R$ 4,8 milhões ao ano. O edital beneficiará 800 empresas. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), 70% do custo das indústrias correspondem à conta de energia. No caso do comércio e serviços, esse percentual reduz, porque o consumo é menor, mas ainda é significativo, destacou a analista do Sebrae Rio, Michelle Vaz de Mello. O edital de eficiência energética tem como principal objetivo a redução da conta de luz. Além da conta de energia, a ação prevê a redução das emissões de carbono na atmosfera. “Não só a empresa precisa fazer o seu dever de casa, mas também há a cobrança da sociedade no sentido da imagem corporativa, atendimento aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas e até mesmo gerar uma oportunidade de competitividade para essas empresas. A partir do momento em que elas conseguem ter menor custo de produção, elas automaticamente vão ter maior lucro”, explica Michelle.”

Fonte: Exame, 01/04/2024

Scatec avalia 2 GW em projetos renováveis no Brasil

“A norueguesa Scatec inaugura, na próxima semana (9/4), seu segundo parque fotovoltaico no Brasil e já estuda novos projetos que podem acrescentar 2 gigawatts ao seu portfólio no país nos próximos três anos. Os negócios estão em diferentes estágios de avaliação e amadurecimento – podendo se concretizar ou não – e englobam tanto geração solar, como eólica, disseram executivos da companhia durante um evento no final de março para detalhar o projeto Mendubim que será inaugurado dia 9. O complexo, que já entrou em operação no Rio Grande do Norte, com 531 MW de capacidade instalada, é a sexta maior usina solar do Brasil e a segunda maior da Scatec globalmente. Resultado de uma sociedade entre empresas norueguesas: Scatec, Equinor e Hydro Rein (30% de participação cada), a planta produzirá anualmente 1,2 TWh de eletricidade, dos quais 60% já estão vendidos, em um acordo de compra de energia (PPA) com duração de 20 anos, para a Alunorte, da Norsk Hydro, no Pará. O restante será vendido no mercado livre. A Alunorte também exerceu sua opção de compra e agora detém os 10% restantes na sociedade.”

Fonte: Epbr, 01/04/2024

Só 17% dos bonds com metas sustentáveis seguem a ciência

“Os sustainability-linked bonds (SLBs) com metas em linha com a ciência do clima representam apenas 17% do mercado de US$ 279,4 bilhões ao redor do mundo. É o que mostra um estudo recém-publicado que analisou pela primeira vez o desempenho desses títulos na descarbonização. Os SLBs são um tipo de dívida ESG na qual o emissor se compromete a atingir determinadas metas ambientais ou sociais em um prazo definido, em troca de taxa de juros mais baixa. A Climate Bonds Initiative, uma entidade sem fins lucrativos cujo objetivo é incentivar o financiamento climático, avaliou se os títulos estavam alinhados com a trajetória indicada pela ciência que limitaria o aquecimento global a bem menos que 2ºC. No total, US$ 47,2 bi receberam esse carimbo de qualidade. Outros US$ 232,2 bi não passaram por todas as peneiras da organização. A CBI traçou um funil de perguntas para categorizar as operações. O primeiro critério de eliminação foi o tipo de SLB. Alguns têm metas para ampliar a diversidade racial ou de gênero no conselho das empresas, por exemplo, mas nada relacionado ao clima. Este primeiro filtro tirou de saída pouco mais de um quarto do total da base estudada, ou o correspondente a US$ 73,3 bi – eram bonds sem nenhum indicador ligado às emissões de gases de efeito estufa.”

Fonte: Capital Reset, 01/04/2024

Transição climática pode criar 25 milhões de empregos até 2030

“Garantir empregos verdes é parte fundamental na busca por uma economia limpa. A transição climática, porém, pode incrementar desigualdades socioeconômicas, aponta uma análise da consultoria americana Boston Consulting Group e do Fórum Econômico Mundial. Dados da Organização Mundial do Trabalho apontam que, até 2030, a transição para uma economia de baixo carbono deve gerar 103 milhões de novos empregos. Por outro lado, o impacto de mudanças, como a adoção de uma matriz energética renovável, destruirá 78 milhões de postos de trabalho. O saldo de 25 milhões, que poderia ser animador, ainda esbarra nas garantias de uma transição justa para todos. O estudo aponta que a mudança pode acabar criando ainda mais limitações sociais, seja pelo alto custo de itens da transição climática, como na instalação de energias limpas, ou pelo fim dos empregos em certas áreas, como na exploração de carvão e petróleo. Locais que dependem da produção de combustíveis fósseis, por exemplo, podem ver uma redução no número de empregos, o que acarreta um aumento da vulnerabilidade.”

Fonte: Exame, 01/04/2024

Ambipar irá propor aos acionistas expansão do conselho e da diretoria executiva

“A Ambipar irá propor aos seus acionistas a expansão do conselho de administração e da sua diretoria executiva durante assembleia geral ordinária e extraordinária no próximo dia 30 de abril. A empresa pede que os acionistas ampliem a composição do conselho de administração dos atuais cinco membros para ser composto por, no mínimo, cinco membros e, no máximo, nove, para adequar às necessidades. A companhia também propõe que sua diretoria executiva, atualmente constituída entre três a cinco membros, tenha seu número máximo expandido para dez membros, propondo também criação de novos cargos.”

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2024

Política

Governo define taxas que serão operadas pelo BNDES após formalizar repasse de R$ 10 bi do Fundo Clima

“O governo federal bateu o martelo em relação às taxas do novo Fundo Clima (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima), que será gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, as taxas para projetos de energia solar e eólica serão de 8% ao ano e, para o restauro de florestas, 1%. As demais modalidades terão taxa de 6,15% ao ano. “São taxas muitas baixas, muito competitivas, não tem risco cambial e a demanda é muito forte”, disse Mercadante. O anúncio foi feito depois de uma reunião, no Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, e o próprio Mercadante, na qual formalizaram a decisão de repassar R$ 10 bilhões do Fundo Clima para a gestão do banco. O recurso estará disponível para projetos que visam combater as mudanças climáticas. Podem ser financiados com esses recursos projetos do setor público, de empresas privadas e do terceiro setor em seis áreas prioritárias: Desenvolvimento Urbano Resiliente e Sustentável; Indústria Verde; Logística de Transporte, Transporte Coletivo e Mobilidade Verde; Transição Energética (geração solar e eólica, e biomassa, eficiência energética, entre outros); Florestas Nativas e Recursos Hídricos; e Serviços e Inovação Verdes.”

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2024

Novas regras para debêntures incentivadas afetam petroleiras independentes

“A regulamentação da emissão de debêntures incentivadas terá impacto sobre as petroleiras independentes e deixa incertezas sobre o acesso dos empreendimentos de gás natural a essa modalidade de financiamento, em que o governo renuncia a arrecadação para desonerar empresas e investidores. O decreto publicado na última semana excluiu o petróleo, a geração de energia a biomassa e a produção agrícola para biocombustíveis e biogás das áreas prioritárias para emissão das debêntures. Apesar de ter incluído o gás natural como prioridade, deixou em aberto se a exploração e produção de gás natural poderá ser enquadrada. As regras serão detalhadas em atos ministeriais, que podem restringir mais a lista de setores e projetos enquadrados. A decisão sobre o petróleo já era esperada pelo mercado e afeta especialmente as empresas independentes e de menor porte, que têm recorrido às debêntures para financiar investimentos em exploração e no aumento da produção de campos.”

Fonte: Epbr, 01/04/2024

Emenda pró-carvão atrasa a chegada de eólicas offshore no Brasil

“Uma batalha no Congresso Nacional para prolongar os contratos de usinas térmicas a carvão está travando a chegada da tão esperada indústria eólica offshore na maior economia da América Latina. Um projeto de lei para regular o setor está atualmente parado no Senado Federal, depois de um grupo de deputados terem apresentado uma série de emendas, incluindo uma para estender as usinas térmicas a carvão até 2050. Parlamentares ambientalistas estão descontentes com a manobra, e até a Petrobras criticou a medida. A rapidez com que o Brasil pode iniciar parques eólicos offshore, que custam bilhões de dólares e podem levar quase uma década para serem concluídos, está em jogo. O Brasil planeja usar essa energia limpa para diversificar sua matriz energética e atrair bilhões em investimentos estrangeiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a transição verde e a descarbonização como uma das maiores prioridades de seu terceiro governo, e fez das mudanças climáticas um dos principais temas da presidência brasileira do G20. “Há muitos grandes investidores sentados com projetos com os quais estão muito animados e otimistas”, disse Jonathan Cole, CEO da eólica offshore Corio Generation, que já montou um escritório no Rio de Janeiro e diz que já está engatilhado no aguardo das rodadas de licenciamento.”

Fonte: Bloomberg Línea, 01/04/2024

Carga tributária do setor de óleo e gás pode aumentar até 20% após reforma

“A reforma tributária poderá elevar a carga sobre os investimentos da indústria de petróleo e gás natural em 14%, revela estudo da Infis Consultoria, especializada em tributação do setor. O número poderia chegar a 20%, caso o regime especial de compra e venda de equipamentos para exploração e produção de petróleo, o Repetro, não seja mantido, calcula a consultoria. Segundo a Infis, o impacto se daria pela incidência plena dos novos tributos sobre bens e serviços — Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A consultoria levou em consideração uma alíquota padrão de 28% do novo IVA Dual sobre contratos de desenvolvimento de campos de petróleo e gás do pré-sal. “Essa tributação acarretaria em um aumento de carga tributária significativo das empresas do setor, visto que os gastos com a contratação de serviços, aluguel de máquinas e equipamentos e afretamento de navios e plataformas são vultosos e teriam um incremento de alíquotas significativo”, explica Eduardo Pontes, especialista em tributação do setor e sócio da Infis. “Isso resultaria em reflexos muito negativos para o país na atração de novos investimentos”.”

Fonte: Exame, 01/04/2024

Internacional

Empresas

Incêndios florestais recordes atingem a Venezuela durante a seca amazônica causada pelo clima

“A Venezuela está lutando contra um número recorde de incêndios florestais, de acordo com dados divulgados na segunda-feira, à medida que uma seca provocada pelas mudanças climáticas assola a região da floresta amazônica. Os satélites registraram mais de 30.200 pontos de incêndio na Venezuela de janeiro a março, o nível mais alto para esse período desde que os registros começaram em 1999, de acordo com o órgão de pesquisa Inpe do Brasil, que monitora toda a América do Sul. Os incêndios provocados pelo homem, que muitas vezes são colocados para limpar a terra para a agricultura, estão se espalhando fora de controle graças às altas temperaturas e à baixa precipitação no norte da América do Sul, bem como à falta de planejamento de prevenção, dizem os pesquisadores. Os cientistas atribuem a seca à mudança climática e ao El Niño, um aquecimento natural no Pacífico oriental que altera os padrões climáticos globais. Embora a estação chuvosa tenha trazido alívio nos últimos meses mais ao sul, na Amazônia brasileira, os incêndios na Venezuela podem ser um sinal preocupante para o que está por vir quando a estação seca chegar lá, disse Manoela Machado, pesquisadora de incêndios da Universidade de Oxford.”

Fonte: Reuters, 01/04/2024

Fundação IKEA apoia impulso de EV em mercados emergentes com doação de US$ 100 milhões

“Uma iniciativa global para acelerar a adoção de veículos elétricos recebeu um impulso de financiamento de US$ 100 milhões da IKEA Foundation para ajudar os países em desenvolvimento a evitar os veículos movidos a gasolina e ir direto para a alternativa mais ecológica. A Drive Electric Campaign, cujos investidores filantrópicos também incluem a European Climate Foundation, disse que a mais recente doação de recursos da IKEA Foundation seria usada para ajudar a apoiar os esforços de lobby e a campanha para a transição de veículos elétricos na África, na América Latina e no Sudeste Asiático, em uma iniciativa que será chamada de “Leapfrogging Partnership”. As economias emergentes do mundo devem responder pela maior parte do crescimento da demanda por carros, caminhões, ônibus e veículos de duas ou três rodas até 2050, e a esperança é que investir nos países agora possa ajudar a garantir que o crescimento seja totalmente elétrico. “O transporte rodoviário é responsável por cerca de 15% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia, portanto, se levarmos a sério uma transição global rumo a 1,5 grau de aquecimento global, não poderemos reduzir as emissões sem ele”, disse à Reuters Edgar van de Brug, gerente de portfólio da IKEA Foundation para a economia real.”

Fonte: Reuters, 02/04/2024

As grandes petrolíferas da China enfrentam uma escalada difícil para se adaptar ao futuro dos veículos elétricos

“Escondida em uma rua lateral no subúrbio de Pequim, a estação de carregamento de baterias Xiaowuji, inaugurada pela Sinopec em dezembro de 2023, oferece um vislumbre do futuro pós-gasolina da China. Com 70 pontos de recarga rápida de veículos elétricos, máquinas de café e cadeiras de massagem, a estação é uma das milhares que estão sendo construídas pela gigante estatal do petróleo em todo o país, que busca se adaptar à condução dominada por baterias. Espera-se que as vendas de veículos elétricos no maior mercado automotivo do mundo representem 40% dos 23 milhões de carros vendidos este ano. Prevê-se que a demanda de gasolina da China atinja seu pico em 2025 e possa cair pela metade até 2045, tornando imperativa uma mudança estratégica para suas maiores refinarias e comerciantes de petróleo, a Sinopec e a PetroChina. “As empresas petrolíferas nacionais percebem o que está escrito na parede, e é por isso que estão trabalhando para adaptar seus postos de serviço a uma economia de baixo carbono”, disse Erica Downs, pesquisadora do Centro de Política Energética Global da Universidade de Columbia.”

Fonte: Reuters, 01/04/2024

A escassez global transforma os painéis solares em opções de cercas para jardins

“Os painéis solares se tornaram tão baratos que estão sendo usados para construir cercas para jardins na Holanda e na Alemanha, à medida que um boom na produção chinesa satura o mercado global. Os painéis captam menos luz solar quando usados como cercas do que nos telhados, mas o processo economiza os altos custos de mão de obra e andaimes, de acordo com analistas e publicações nas mídias sociais de famílias que os instalaram. “Esse é o resultado de os painéis solares terem ficado tão baratos que estamos colocando-os em todos os lugares”, disse Jenny Chase, analista solar líder da BloombergNEF. “Como o custo de instalação – mão de obra, andaimes – é a maior parte do custo de instalação de um sistema fotovoltaico no telhado, isso pode fazer sentido”. “Por que colocar uma cerca se você pode simplesmente colocar um monte de painéis solares, mesmo que eles não estejam alinhados exatamente com o sol?”, diz Martin Brough, chefe de pesquisa climática do BNP Paribas Exane.”

Fonte: Financial Times, 01/04/2024

Recurso da Shell contra decisão histórica sobre o clima é iniciado em tribunal holandês

“A Shell lutará para convencer os juízes de Haia, nesta semana, a revogar uma ordem histórica de redução das emissões de gases de efeito estufa, em um teste de perto da capacidade dos poluidores de manter afastadas as ações judiciais relacionadas às mudanças climáticas. Os advogados da empresa britânica Clifford Chance argumentarão que a decisão que obriga a empresa de petróleo e gás a reduzir suas emissões em 45% até 2030, em relação a 2019, não tem base legal e ultrapassa a competência do judiciário. A vitória histórica no tribunal distrital de Haia, em maio de 2021, para a ala holandesa da Friends of the Earth, Milieudefensie, gerou uma série de casos copiados por grupos sem fins lucrativos contra multinacionais, incluindo, mais recentemente, o BNP Paribas e a TotalEnergies. “Essa foi a mãe de todos os casos climáticos contra empresas”, disse Klaas Hendrik Eller, professor assistente do centro de direito privado transformador da Universidade de Amsterdã. “Isso alimentou a ideia de que os tribunais são um ator importante no combate às mudanças climáticas.” As enchentes, ondas de calor e quebras de safra que atingiram partes do mundo desde o primeiro julgamento e as temperaturas globais recordes no ano passado podem ajudar a Milieudefensie a defender seu caso novamente, disse seu diretor Donald Pols ao Financial Times.”

Fonte: Financial Times, 01/04/2024

Para reduzir emissões, correio alemão abandona aviões no transporte doméstico

“Na madrugada da última sexta-feira, 28 de março, a Deutsche Post descontinuou a sua rede de correio aéreo noturno na Alemanha depois de 63 anos de operação. Foram os últimos voos da Eurowings e da Tui Fly com o transporte de cartas no trecho norte e sul da Alemanha, nas rotas Stuttgart-Berlim, Hanover-Munique e Hanover-Stuttgart. A decisão da Deutsche Post está relacionada à decisão de reduzir as emissões de CO2. Dados de 2023 revelam que cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Quando se somam outros gases e os rastros de vapor d’água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por, aproximadamente, 5% do aquecimento global. A partir de agora, a correspondência nestas rotas passa a ser transportada exclusivamente por via rodoviária. Segundo cálculos da empresa, a redução de emissões de CO2 nestas rotas deve ultrapassar os 80%. “Em tempos de mudanças climáticas, o correio aéreo para cartas domésticas dentro da Alemanha já não pode ser justificado, também porque já não existe a mesma urgência associada ao correio postal como nas décadas passadas.”

Fonte: Exame, 01/04/2024

A revolução da IA será um benefício para o gás natural, dizem os chefes dos combustíveis fósseis

“O aumento da demanda por eletricidade para alimentar os centros de dados e impulsionar a revolução da inteligência artificial dará início a uma era de ouro para o gás natural, segundo os produtores. As necessidades crescentes de energia da IA aumentarão muito além do que a energia renovável e as baterias podem oferecer, argumentam os executivos, tornando crucial o fornecimento de combustível fóssil, que aquece o planeta, mesmo que os governos prometam reduzir seu uso. “Isso não será feito sem gás”, disse Toby Rice, executivo-chefe da EQT, a maior produtora de gás do país, sobre o futuro boom da IA. Rice disse que o setor de tecnologia ofereceria uma bonança para os produtores de xisto comparável ao setor de gás natural liquefeito dos EUA, cujo rápido surgimento nos últimos anos ofereceu aos perfuradores novos clientes para seu produto. “Temos um mercado emergente realmente incrível com o GNL. Mas há um novo mercado emergente com o qual as pessoas estão igualmente empolgadas, que é a demanda de energia”, disse Rice.”

Fonte: Financial Times, 01/04/2024

A produção de energia hidrelétrica da Índia registra a maior queda em quase quatro décadas

“A produção de energia hidrelétrica da Índia caiu no ritmo mais acentuado em pelo menos 38 anos durante o ano encerrado em 31 de março, segundo uma análise da Reuters de dados do governo, uma vez que as chuvas irregulares forçaram uma maior dependência da energia movida a carvão em meio à maior demanda. A queda de 16,3% na geração da maior fonte de energia limpa do país coincidiu com a queda da participação das energias renováveis na geração de energia pela primeira vez desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu o compromisso de aumentar a capacidade solar e eólica nas negociações climáticas das Nações Unidas em Paris, em 2015. As energias renováveis foram responsáveis por 11,7% da produção de energia da Índia no ano encerrado em março, abaixo dos 11,8% registrados no ano anterior, segundo uma análise da Reuters dos dados diários de despacho de carga do órgão regulador da rede federal Grid-India. A Índia é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, e o governo frequentemente aponta para emissões per capita mais baixas em comparação com as nações desenvolvidas para defender o aumento do uso de carvão.”

Fonte: Reuters, 01/04/2024

Sob forte concorrência, BYD registra alta nas vendas de veículos elétricos no 1º tri

“A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD relatou um salto nas vendas de março e do primeiro trimestre, um sinal da intensificação da concorrência das montadoras da China no mercado global de veículos elétricos. No primeiro trimestre, a BYD vendeu 626.263 veículos de nova energia, que incluem veículos elétricos e híbridos, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. A empresa disse que as vendas de março aumentaram 46% depois de caírem nos primeiros dois meses do ano. A BYD, apoiada por Warren Buffett, emergiu como uma concorrente feroz dos fabricantes ocidentais de veículos elétricos, incluindo a Tesla e as montadoras tradicionais. No fim do ano passado, a BYD ultrapassou a Tesla como o maior vendedor mundial de veículos elétricos numa base trimestral. Desde que começou em 1995 como fabricante de baterias, a BYD tornou-se o principal vendedor de veículos de energia nova na China. A sua ascensão reflete o crescente domínio da China no espaço de veículos elétricos. Muitas das montadoras do país agiram mais rapidamente do que as montadoras ocidentais para lançar veículos elétricos altamente digitais no mercado. A BYD também vende veículos elétricos mais acessíveis do que os oferecidos pela Tesla, colocando ao seu alcance uma faixa mais ampla do mercado. Ainda não vende automóveis de passageiros nos Estados Unidos, mas está se expandindo globalmente, inclusive na Europa.”

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2024

Política

Eleição de Trump colocaria metas ambientais em xeque, diz ex-chefe do clima da ONU

“A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos este ano poderia colocar em risco as metas ambientais mundiais, diz Patricia Espinosa, que foi a principal autoridade da ONU sobre o clima de 2016 a 2022, em entrevista ao “The Guardian”. Segundo Espinosa, as chances de limitar o aquecimento global à meta de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais já são reduzidas, e a antipatia de Trump em relação à ação climática teria um grande impacto nos EUA, que é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa e o maior exportador de petróleo e gás do mundo. “Estou preocupada com a potencial eleição de Trump porque isso teria consequências muito graves, se víssemos uma regressão em relação às políticas climáticas nos EUA,” afirmou a ex-chefe do clima da ONU. Embora os planos de política de Trump não estejam claros, conversas com seu círculo criaram uma imagem preocupante que poderia incluir o cancelamento da legislação climática do atual presidente Joe Biden, a retirada do Acordo de Paris e um impulso para mais extração de petróleo e gás.”

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2024

Conselho Europeu cancela votação sobre lei de restauração ambiental após projeto ser desidratado

“A votação da proposta de lei da União Europeia (UE) sobre restauração ambiental, inicialmente marcada para esta segunda-feira (01), foi adiada após o projeto perder apoio e ter suas metas reduzidas, em meio a constantes protestos de fazendeiros em todo o continente. A lei de restauração ambiental da UE foi inicialmente proposta em junho de 2022 e passou os últimos meses em processo de discussão entre países membros, que provocou um enfraquecimento das leis propostas devido aos protestos. O texto original incluía a obrigação da adoção de práticas agrícolas sustentáveis, como rotação de culturas e redução do uso de pesticidas, porém algumas medidas foram reduzidas ou retiradas por completo do projeto. O plano de Restauração ambiental é parte do Pacto Ecológico Europeu da UE, que busca estabelecer as metas de clima e biodiversidade mais ambiciosas do mundo para tornar o bloco uma referência global em questões climáticas. O projeto faz parte de um plano da UE para tornar a Europa o primeiro continente neutro em emissões de carbono até 2050, exigindo mudanças de práticas no curto e médio prazo para maior responsabilidade ambiental.”

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

Principais destaques do Fórum de Transição Energética da BloombergNEF(link)

Feedback da reunião sobre energia nuclear com Marcelo Lopez(link)

Dia Internacional das Mulheres: Mapeando a presença delas na liderança das empresas brasileiras (link)

Brunch com ESG

Governança em destaque: VIVA3 e ASAI3 passam por mudanças | Brunch com ESG (link)

Governo acelera programa de transição energética; CMIG4 capta R$2bi em emissão verde (link)

Câmara aprova PL Combustível do Futuro; Positivo para empresas de açúcar e etanol (link)


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