Economia em destaque: Seu resumo semanal do cenário econômico internacional e doméstico

Semana de indicadores de atividade econômica mais positivos no Brasil.


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Cenário internacional

No cenário internacional, a semana começou com as principais emissoras dos Estados Unidos confirmando que Joe Biden, o candidato democrata, venceu a disputa eleitoral americana pela Casa Branca, derrotando o atual presidente e candidato republicano, Donald Trump. Trump ainda não reconheceu a derrota, mas por ora especula-se que o cenário Biden traga melhores perspectivas para o conflito comercial dos EUA com China, Reino Unido e União Europeia.

Apesar da falta de reconhecimento de Trump, o democrata se prepara para assumir a presidência dos Estados Unidos. Nessa semana, Biden indicou Ron Klain como seu chefe de gabinete, um antigo conselheiro que teve papel importante na atuação do governo Obama durante a crise de ebola. Os embates, no entanto, continuam. Geórgia, por exemplo, anunciou que deve fazer recontagem a mão de todos os votos do estado, um processo que tende a ser demorado.

A notícia de que uma das vacinas para a Covid-19 possui 90% de efetividade também ganhou destaque nessa semana, melhorando a perspectiva de crescimento global. Os riscos relacionados ao aumento de casos de coronavírus na Europa e nos Estados Unidos, entretanto, continuam. A sondagem alemã de expectativas ZEW caiu de 56,1 em outubro para 39,0 em novembro, enquanto o Fed divulgou seu relatório semestral de estabilidade financeira, alertando que os mercados podem voltar a sentir se a segunda onda afetar significativamente a economia. Crescem as preocupações com o fortalecimento da segunda onda da covid-19 nos EUA, com restrições em Nova Iorque e São Francisco.

No Japão, o Banco Central destacou a manutenção da política monetária expansionista no país, enquanto na Zona do Euro a produção industrial caiu 0,4% em setembro, frustrando as expectativas (de +0,6%).

Enquanto isso, no Brasil

No Brasil, a semana começou com grande parte da imprensa refletindo os possíveis desdobramentos econômicos da vitória de Biden. Destaque nos jornais também para a evolução do coronavírus no país. Fator determinante para a recuperação da economia em 2021, o número de casos no Brasil continua a cair, trazendo boas notícias para a atividade econômica brasileira.

Na política, as atenções de Brasília estão concentradas no primeiro turno das eleições municipais, que acontecem no domingo. Nesse tempo, o governo prepara as conversas para a retomada das atividades a partir do dia 16, quando as atenções vão recair nas discussões sobre o custeio do programa de transferência de renda planejado pelo Planalto. O ministro Paulo Guedes garantiu que algum tipo de auxílio emergencial somente seria pago em 2021 caso houvesse uma segunda onda de covid-19 no país e afirmou que, ainda assim, o programa teria uma dimensão muito menor.

O líder Ricardo Barros, depois de encontro com o presidente Jair Bolsonaro, publicou extensa pauta econômica para ser discutida na Câmara a partir de terça-feira da semana que vem. A agenda inclui a autonomia do Banco Central, marco da cabotagem, Casa Verde e Amarela, recuperação fiscal dos estados e liberação do estoque de fundos públicos, mas o calendário está apertado e a pauta continua obstruída por divergências entre deputados. O Senado tentará discutir a lei de falências e o marco do gás.

A semana também foi marcada pela decisão da Anvisa de suspender os testes com a vacina Coronavac, que será produzida pelo governo de São Paulo, depois da morte de um participante do estudo. Depois da comprovação de que o episódio não teve a ver com a Coronavac, a Anvisa autorizou a retomada da vacina.

No noticiário econômico da semana, também chamou a atenção que o governo brasileiro aderiu aos princípios de um acordo tecnológico com os EUA, aproximando o país da proposta norte-americana contra o 5G chinês.

A semana também foi marcada pela divulgação de dados mais fortes de atividade econômica no terceiro trimestre de 2020, refletindo a continuidade da recuperação da indústria e do comércio e os melhores resultados apresentados pelo setor de serviços diante da reabertura gradual da economia. O balanço dos três setores trouxe um leve viés de alta para as nossas atuais projeções de PIB para o 3º trimestre desse ano (-4,4% a/a e +7,8% t/t).

Por fim, nós publicamos hoje o nosso relatório macro mensal, onde explicamos que, apesar da perspectiva de uma vacina eficaz, os fatores domésticos serão essenciais para ditar o ritmo de recuperação da economia brasileira. O relatório pode ser acessado na íntegra aqui.

O que esperar?

Depois de uma semana cheia de indicadores econômicos, a agenda econômica brasileira da próxima semana estará esvaziada. As atenções estarão voltadas para os resultados das eleições municipais e para a possibilidade de que o governo traga novos posicionamentos com relação aos estímulos fiscais em 2021. No cenário internacional, os destaques serão a decisão de política monetária na China, o PIB do terceiro trimestre do Chile e da Colômbia e os indicadores de inflação (CPI e PPI) das principais economias globais.

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