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Ether? Ethereum? Conheça a smartcoin que valorizou 500% em 2021

Conheça a moeda Ether e a Ethereum, plataforma de blockchain que a originou

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Para muitas pessoas, criptomoeda e Bitcoin são sinônimos, uma vez que o ativo é o mais famoso e buscado para aqueles que querem investir em criptoativos. No entanto, esse mercado tão dinâmico abarca mais de 15 mil ativos hoje em dia, como a Ether, a segunda maior criptomoeda em valor de mercado atualmente, que é erroneamente confundida com Ethereum, a plataforma que a abriga. 

Ether ou Ethereum?

Lançada em 2015, a moeda digital Ether é ligada à plataforma Ethereum, daí a confusão que se faz entre os nomes. Ethereum corresponde à rede blockchain que armazena a criptomoeda, enquanto a moeda em si recebe o nome de Ether.

Considerada uma das mais valiosas smartcoins, a Ether não é uma criptomoeda comum por ser composta pelos chamados smart contracts (em tradução livre, contratos inteligentes). Esse tipo de programação consiste na adição de camadas ao ativo, acrescentando um mecanismo no qual a operação se resolve automaticamente quando certas condições são atingidas.

“A Ethereum incorpora um conceito adicional a blockchain do Bitcoin: capacidade do contrato, da transação não ser apenas financeira mas ela inclui também um programa computacional, como um minisoftware rodando naquela transação”, conta Carlos Eduardo Gomes, head do Research da Hashdex, em painel na Semana de Criptomoedas XP. Você pode conferir esse e todos os painéis do evento na íntegra, no Expert Pass.

“A Ethereum foi o primeiro criptoativo que trouxe essa inovação”, de acordo com o head do Research da Hashdex. Assim, enquanto a Ethereum tem como foco principal a execução dos contratos inteligentes, a Ether foi criada não com objetivo de tornar-se uma criptomoeda negociável, como é o caso do Bitcoin. O que motivou o surgimento da Ether foi justamente recompensar os desenvolvedores envolvidos com a plataforma Ethereum, fazendo com que a rede blockchain se popularizasse. Foi com a intenção de criar a evolução do Bitcoin que Vitalik Buterin chegou à fórmula que hoje está presente na Ethereum.

Os oito cofundadores

Embora o nome do canadense Vitalik Buterin seja mais conhecido como o fundador da Ethereum, outras sete pessoas estiveram envolvidas no processo de desenvolvimento, entre elas Charles Hoskinson, criador da Cardano, e Gavin Wood, que hoje desenvolve a Polkadot. 

Buterin, que aos 27 anos tornou-se o mais jovem bilionário de criptomoedas em 2021, já apontou que a seleção de oito cofundadores está entre seus arrependimentos quando houve o lançamento da plataforma (o que pode explicar o fato de dois deles hoje encabeçarem blockchains concorrentes).

Entre as maiores concorrências enfrentadas hoje pela Ethereum está a plataforma Binance (BSC, Binance Smart Chain), que hoje processa, por dia, uma média de 8 milhões de transações, enquanto a estrutura de Buterin tem realizado, diariamente, 1 milhão de operações. Hoje em dia, além da Binance, Solana, Cardano e Polkadot, também seguem o modelo presente na Ethereum. “É uma das principais plataformas que viabilizaram o surgimento de diversos outros criptoativos sobre esse ecossistema”, resume Cadu sobre a Ethereum.

O fundador canadense foi apresentado ao universo das criptomoedas pelo pai, um engenheiro de computação russo, e enxergou a possibilidade de acrescentar camadas de informação ao Bitcoin, criando, assim, a rede Ethereum. 

Conforme a vocação familiar (o pai, hoje em dia, trabalha em projetos sem fins lucrativos), houve uma polêmica em torno da natureza da Ethereum, questionando se seria ou não uma empresa com fins lucrativos.

Embora a empresa não tenha sido formalizada dessa forma, Vitalik distribui constantemente criptomoedas de forma filantrópica, como realizou em doação de US$ 1,5 bilhão da moeda Shiba Inu Coin à India para combate à Covid-19.

Como é comum em um mercado com tamanha volatilidade e tão sensível ao noticiário, o gesto humanitário automaticamente tornou-se polêmico porque foi interpretado como uma tentativa do criador da Ethereum de se livrar do ativo, o que gerou uma queda na moeda. Isso fez com o que a doação se tornasse muito menor apenas minutos depois da entrega.

Próximos passos para a Ethereum

Recentemente, a Ether e, por consequência, a plataforma Ethereum, passou por grande alta em seu valor de mercado. Se exatamente um ano atrás (14 de dezembro de 2020) era negociada a 2.990,00 reais, hoje vale 21.500,00 reais aproximadamente, distante de seu ponto mais alto, em 8 de novembro de 2021, quando chegou a quase 27 mil reais.

Fonte: Infomoney.com.br

A valorização pode ser, em parte, explicada pela nova atualização que os desenvolvedores pretendem para a plataforma, que deve evoluir para Ethereum 2.0. Recentemente, os usuários receberam a solicitação de atrasar a chamada “bomba de dificuldade” da plataforma, mecanismo que torna maior a dificuldade dos problemas computacionais, fazendo com que mineradores demorem mais para os resolverem e receberem a recompensa.

Assim, o atraso programado foi chamado de “Arrow Glacier”, porque a intenção é que a bomba de dificuldade chegue a um ponto que congele a rede e, assim, há expectativa de que os desenvolvedores ganhem mais tempo para implementar a nova versão da plataforma. A grande inovação esperada para a nova versão da Ethereum é modificar a rede do protocolo “proof-of-work” para “proof-of-stake”, o que na prática significa que será eliminada a mineração da criptomoeda. Entenda mais sobre os formatos de mineração no texto Bitcoin e ESG: entenda os dois lados da moeda.

Como é natural em todas as criptomoedas, é difícil traçar movimentos futuros por se tratarem de ativos altamente voláteis. Na data de fechamento deste texto, por exemplo, Ethereum oscilava em -5%, enquanto o Bitcoin negociava 3% abaixo do dia anterior (em dólar). Por isso, antes de investir em criptomoedas consulte seu assessor e garanta que sua alocação respeite a tolerância de risco do seu perfil de investidor.

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