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Ômicron, o que sabemos até agora? Quais os riscos para o mercado?

A nova variante do Covid-19 (Omicron) foi descoberta na Africa do Sul mas já se espalha pelos 4 continentes. O que sabemos até agora e o que esperar para a economia e os mercados?

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Você já deve ter ouvido falar que o maior risco é sempre aquele que a gente não enxerga. Aquele risco que vem de frentes que a gente menos espera.

Por exemplo, se estamos em uma selva e sabemos que existem leões por perto, nossos sistemas de defesa já ficam em alerta, e provavelmente vamos nos preparar bastante para um potencial encontro com eles. Porém, se não soubermos do perigo, o risco de encontrar com os leões e de não ter um desfecho favorável é muito maior.

No Brasil, os últimos 5 meses foram quase que 100% dominados por notícias ruins vindas dos campos Macro e Político. Não é à toa que o Ibovespa entrou em um “bear-market”, caindo mais de 20% do pico nesse período, mesmo com os mercados globais atingindo novas máximas.

A pandemia, apesar de seguir sendo um risco constante para os mercados, já vinha sendo assumida pelos investidores como um risco menor, dado o grande sucesso da vacinação pelo mundo. Assim sendo, a reabertura e a “normalização” da economia global poderiam seguir intactas em 2022.

Na última sexta-feira, porém, o mundo voltou a ser exposto novamente ao risco da pandemia. Após a notícia da última variante da COVID-19 ser confirmada, as bolsas globais caíram entre 2-5%, o petróleo caiu 11%, as moedas dos países emergentes se depreciaram frente ao Dólar, e outros ativos de risco também sofreram em dia de fuga do risco (“flight to safety”).

A variante Ômicron, o que sabemos até agora

A variante Ômicron foi descoberta em Botsuana em meados de novembro, mas se propagou na África do Sul, onde a notícia da sua descoberta tomou maiores proporções. Até agora, mais de 11 países já tiveram casos confirmados dessa nova cepa, sendo vários deles na Europa.

Mas se o risco de novas variantes já era sabido, por que então os mercados globais reagiram tão mal a essa notícia?

O risco de novas variantes não é nenhuma novidade ao mercado. Porém, o que assustou os investidores foi: 1) a alta taxa de transmissibilidade dessa nova cepa, reportado que pode ser até 4x mais transmissível que a variante Delta (veja gráfico do FT abaixo), e 2) o grande número de mutações no vírus, 50 no total e 30 apenas na proteína S. Segundo especialistas, isso poderia indicar um risco maior das vacinas existentes serem menos eficazes contra essa nova variante (o que ainda segue sendo uma incógnita). Veja mais nessa notícia “O que se sabe até agora sobre a variante Ômicron”.

Riscos de restrições de viagens e lockdowns voltam à tona

Após a confirmação dessa variante, vários governos anunciaram prontamente restrições de viagens de voos vindos de países da África. Além disso, a Inglaterra anunciou uma série de novas restrições aos viajantes ingressos no país, e retornou com o mandato de uso de máscaras a partir dessa semana (veja aqui). Israel foi mais longe e foi o primeiro país a anunciar fechamento de fronteiras (veja aqui).

Especialistas em virologia já afirmam que essa nova variante deva se tornar a variante principal no mundo daqui adiante, pela alta taxa de transmissibilidade (veja aqui). Porém, muitas dúvidas ainda seguem sem resposta: 1) quais os efeitos dessa nova variante nos pacientes?, 2) a taxa de pacientes graves e óbitos será igual às outras cepas?, e 3) as vacinas e medicamentos atuais serão eficazes para combater essa nova variante?

Em relação à severidade dos casos reportados, a presidente da Associação Médica da África do Sul afirmou ontem que até agora os casos confirmados dessa nova variante foram leves, e que a taxa de hospitalização não aumentou de forma expressiva (leia aqui). Mas ainda é cedo para afirmar que será assim quando um número de pessoas maior for infectado, qual a porcentagem de casos graves e qual a taxa de mortalidade da nova variante em relação às outras cepas.

Uma outra notícia positiva é que as farmacêuticas fabricantes das vacinas já afirmaram que conseguem atualizar a vacina para essa nova cepa já para início de 2022.

Qual o risco para os mercados e economia?

Há razões para acreditar que as novas variantes do vírus não sejam tão impactantes para a economia global quanto observamos em 2020, dado: 1) o avanço e o sucesso da vacinação até agora, 2) o fato que os cientistas já conhecem melhor o vírus, após mais de 2 anos de estudos e pesquisa, 3) os novos medicamentos aprovados recentemente no exterior para o tratamento da Covid-19, além de vários outros fatores.

Por outro lado, o fato de novas restrições severas de fronteiras já estarem sendo colocadas em prática já atrasa o plano de “normalização” da economia global. Por isso que as ações de companhias aéreas caíram quase 15% na sexta-feira, além do petróleo, que caiu 11%. Por enquanto, esses setores mais impactados são os que sofrem mais. Porém, caso tenhamos medidas restritivas mais drásticas sendo anunciadas no futuro (como o fechamento de lojas e espaços públicos), outros setores também poderão ser afetados, como os setores de serviços, por exemplo shoppings e varejo, como vimos ao longo de 2020.

Se existe algo de “positivo” para extrair dessa notícia muito ruim, é que o risco de um sobreaquecimento da economia global, levando a uma inflação descontrolada, diminui na margem. Um exemplo disso é a forte queda do preço do petróleo na sexta-feira (-11%). Um outro exemplo é a curva de juros futura nos EUA, que já precificava mais de 2 aumentos de juros pelo Federal Reserve nos próximos 12 meses. Na sexta-feira, a curva passou a precificar 1,5 aumentos no período.

Um outro debate relevante no mundo é a grande diferença na taxa de vacinação entre países ricos e pobres (ver gráfico abaixo do FT). Isso porque enquanto o mundo todo não estiver vacinado e com um alto números de anticorpos, o risco de novas mutações continuarem surgindo, e seguirmos num eterno “abre e fecha” da economia, aumenta bastante. (veja mais aqui e aqui)

Fonte: Financial Times

Conclusão: ainda é cedo, as próximas duas semanas serão relevantes

Ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre a variante Ômicron, pois várias dúvidas ainda persistem. Os próximos 15 dias serão muito relevantes, pois teremos mais dados e detalhes sobre a nova variante. Também saberemos a resposta dada por governos ao redor do mundo em relação à restrições.

Uma conclusão já parece certa, a de que algum impacto sobre a economia global será inevitável. A normalização das viagens, dos eventos e a volta da vida “pré-pandemia” corre o risco de ser postergada novamente. A dúvida é saber quanto tempo, e qual a magnitude desse impacto, além do efeito deletério sobre a saúde das pessoas.

Como diz o ditado: “Vamos esperar pelo melhor, mas se preparar para o pior.”

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