O exemplo de Biden


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Antes mesmo da eleição de Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos, já sabíamos que a vitória do democrata traria aos holofotes às questões ambientais. Segundo pesquisa do Pew Research Institute do ano passado, o assunto meio ambiente era o quarto mais relevante para eleitores do partido democrata na disputa presidencial da maior economia do mundo – 68% apontava o tema como “muito importante” na hora de escolher seu candidato à presidência, enquanto apenas 11% dos republicanos diziam o mesmo.

E, de fato, nós não estavámos enganados. Desde a vitória de Biden, confirmada no dia 7 de janeiro, com a posse feita no dia 20 do mesmo mês, o tema ambiental tem ganhado as discussões, afinal, o presidente Biden faz do combate às mudanças climáticas uma das principais prioridades de seu governo, com o plano do democrata para enfrentar as mudanças climáticas tendo sido descrito como o mais ambicioso de qualquer candidato presidencial dos Estados Unidos.

E Biden começou com o pé direito: cinco horas depois de prestar juramento como 46º presidente dos Estados Unidos, o mandatário assinou cerca de 15 ordens executivas que revertem, em sua maioria, medidas da Administração de Donald Trump. No pacote de decretos não faltam compromissos para lutar contra a mudança climática, corrigir a política migratória da Administração anterior, e garantir a justiça racial e o respeito às minorias.

O retorno da maior economia do mundo nessa importante agenda é um passo importante. Assim como a pandemia, as mudanças climáticas exigem respostas construídas por meio da colaboração global.

Dentre as 15 ordens, a decisão de recuperar a condição de membro da à Organização Mundial da Saúde (OMS) e reincorporar os Estados Unidos ao Acordo de Paris, acordo climático global assinado em 2016, são as duas primeiras promessas eleitorais cumpridas. Promover a igualdade, a justiça racial e a defesa das minorias, bem como deter de maneira imediata a construção do muro com o México, são os objetivos de outras medidas que, na forma de decretos executivos, diretrizes, memorandos ou cartas, Biden adotou no primeiro dia de sua presidência.

Além disso, Joe Biden propõe um plano ambiental que prevê o investimento de USD 1,7 trilhões em infraestrutura de energia limpa nos setores de transporte, energia e construção civil ao longo de quatro anos, por meio do qual também espera gerar empregos. O c andidato propõe tornar a produção de energia americana livre de carbono até 2035 e fazer com que o país atinja emissões líquidas zero at é 2050.

Mas, afinal, o que significa termos novamente os EUA como membro da OMS e do Acordo de Paris?

Para Biden, a decisão de recuperar a condição de membro da OMS se deve ao seu papel “fundamental” na coordenação da resposta internacional à covid-19 e, por extensão, a “propiciar que os norte-americanos e o mundo estejam mais seguros”. Quanto ao Acordo de Paris, este é um compromisso mundial sobre as alterações climáticas e prevê metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa, que foi criado no final de 2015, entrando em vigor em 4 de novembro de 2016. Durante o mandato de Donald Trump, os EUA se retiraram do acordo climático de Paris. O retorno da maior economia do mundo nessa importante agenda é um passo importante. Assim como a pandemia, as mudanças climáticas exigem respostas construídas por meio da colaboração global.

A migração para uma economia de baixo carbono é uma tendência que se acelerou no último ano e temos visto cada vez mais países e empresas comprometidas com metas para redução de emissões de gases do efeito estufa (GEEs). Essa é uma evolução essencial e com o reforço dos Estados Unidos nessa agenda torna-se ainda mais importante que o Brasil dê sinais no mesmo sentido.

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