Jack Ma: como o fundador do Alibaba, a “Amazon chinesa”, se tornou um dos homens mais ricos da China

Como o "Jeff Bezos chinês" e dono de uma fortuna de US$ 45,8 revolucionou o mercado de comércio eletrônico da China com o grupo Alibaba


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Jack Ma: como o fundador do Alibaba, a “Amazon chinesa”, se tornou um dos homens mais ricos da China

Muito mais que um simplório “Jeff Bezos chinês”, Jack Ma, fundador do Alibaba e maior conglomerado tecnológico da China, revolucionou o mercado e a economia de seu país.

De guia turístico e professor de inglês até o posto de um dos homens mais ricos da China, com fortuna avaliada em quase US$ 50 bilhões, Jack Ma – ou Ma Yun, seu nome de nascimento – tem uma jornada de empreendedorismo repleta de desafios.

De origem humilde, descobriu o mundo e o explorou através da construção do seu império, hoje com valor de mercado na casa do US$ 570 bilhões, representando mais de 60% de todo ecommerce chinês e, ainda, em plena ascensão

Saiba mais sobre ele no nosso texto:

Infância humilde

Nascido em Hangzhou, Zhejiang, a menos de 200 km de distância de Shanghai, era o segundo dos três filhos do casal Cui Wencia e Ma Laifa. Sem muito dinheiro, Ma Yun tinha hábitos pouco comuns para crianças. Um deles e que começaria sua trajetória profissional, seria ser um “guia turístico” para viajantes que chegavam a sua cidade.

Interessado pela língua inglesa desde a visita do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, na década de 70, Ma Yun pedalava cerca de 30 km em sua bicicleta até um dos principais hotéis da sua cidade. O apelido que virou nome, de Jack Ma, nasceu de um turista que tinha dificuldade de pronunciar seu nome corretamente.

No entanto, esse passatempo não dava dinheiro e, com muitas dificuldades na escola, o futuro de Jack Ma não parecia muito promissor. Ainda assim, o chinês começava a mostrar os sinais de suas principais características, ambas tão importantes para qualquer empreendedor: determinação e resiliência.

Jack levou sete anos para terminar o ensino fundamental, seguido por mais três anos para conseguir entrar em uma faculdade “medíocre” segundo ele, a Hangzhou Normal University. Formou-se em 1988 em arte em inglês e precisou persistir bastante para conseguir seu primeiro emprego,

Foram cerca de 30 candidaturas, para os mais variados cargos: de policial a gerente da rede de fast-food KFC. Em discurso para a Universidade de Nairobi, contou que na seleção da polícia, ele foi o único entre 34 candidatos a ser rejeitado. Acostumado a rejeição, acumula mais 10 negativas da Universidade de Harvard, o que conta hoje com orgulho, pois discursou por diversas vezes na universidade mais respeitada dos EUA.

Primeiros passos nos negócios

Acabou conseguindo seu primeiro emprego como professor de inglês, onde ficou até 1994. Fundou então sua primeira empresa, a Hangzhou Haibo Translation Agency, que funcionava como uma agência de tradutores e interpretes. Em 1995, ao viajar para os Estados Unidos com um de seus clientes, teve seu primeiro contato com a internet.

Acessando diversas páginas, buscadores, percebeu que ali tinha pouca ou quase nenhuma informação sobre seu país. Então, quando voltou, criou o site China Pages, que continha algumas informações gerais sobre a China. O site foi lançado pela manhã algumas horas depois, Ma e He Yebing, professor de informática e amigo de Jack que ajudou a botar o site no ar, já recebiam as primeiras ligações de investidores interessados no seu projeto e no seu país.

Disputou por quase um ano com a China Telecom, uma das maiores empresas de telecomunicações do país, o mercado de criação de sites. Mas acabou vendendo sua empresa ao seu grande concorrente por US$ 185 mil, um valor astronômico para a realidade simples de Jack até então.

Fundação do Alibaba

Fora de sua empresa, trabalhou para o governo chinês em um comitê do Ministério do Comércio Exterior, que visava promover e desenvolver o comércio eletrônico no país. Mas sua próxima ideia de negócio já estava formatada e se desenvolvia enquanto trabalhava no cargo governamental.

Em 1999, reuniu 18 amigos para apresentar o projeto de uma loja virtual que conectaria vendedores e compradores de todo o mundo. Todos compraram a ideia e fundaram com investimento inicial de US$ 60 mil o Alibaba. Em menos de seis meses de funcionamento, a iniciativa atrairia mais US$ 25 milhões investidos pelo Goldman Sachs e Softbank.

Em cerca de três anos, o Alibaba já trazia lucros e começava a se expandir. Primeiro com a Taobao, um marketplace concorrente do Ebay, seguindo com a AliMama, uma plataforma B2B para desenvolvimento de lojas virtuais, a Lynx e a AliPay, divisão de pagamentos digitais.

Você Sabia?

um dos maiores magnatas da tecnologia do mundo, Jack Ma comprou seu primeiro computador somente aos 33 anos e nunca teve conhecimento sobre programação de sites

Maior IPO da história

Hoje, o Alibaba é um conglomerado de tecnologia comparado à Amazon por muitas vezes. No entanto, se no tamanho ele ainda não se aproxima da criação de Jeff Bezos, o potencial pode ser de até ultrapassá-la. Com AliPay, Taobao, AliExpress, Alibaba, Alibaba Cloud Computing e tantas outras subsidiárias, é como se a holding chinesa tivesse dentro de sua estrutura as equivalências asiáticas de potencias como Ebay, PayPal e Amazon. São cerca de 800 milhões de usuários passando pelo ecossistema Alibaba diariamente.

Depois do Yahoo aportar US$ 1 bilhão em 2003, por 40% da empresa, o Alibaba se tornou o maior IPO – processo de abertura de capital para o mercado de ações – no mundo. Em 2014, a empresa levantou US$ 25 bilhões em sua oferta primária na Bolsa de Nova Iorque. Mais de 60% de todo o volume do ecommerce chinês passa pelo Alibaba. Sua dominância em um dos maiores mercado do planeta, indica para um futuro tão grande quanto o que já foi construído.

Desde 2012, a empresa cresce anualmente de forma exponencial e em 2020 atingiu o recorde de receita, faturando quase US$ 80 bilhões. E a projeção para 2021 é de um novo recorde.

Fonte: Yahoo Finance

Aposentadoria e foco em filantropia

Em setembro de 2018, Jack Ma desceu do posto de CEO do Alibaba, deixando como seu sucessor Daniel Zhang. Com 9% das ações da empresa, acumula uma fortuna de US$ 48.4 bilhões, é uma das cinco pessoas mais ricas da China e uma das 20 do mundo.

Desde então vem focando em seu trabalho focado à filantropia, sendo nomeado um dos Heróis da Filantropia na Ásia em 2019, por seu apoio à comunidades menos favorecidas na China, África, Austrália e Oriente Médio através de sua fundação.

Durante a pandemia também se destacou doando milhões de máscaras e testes para diversos países pelo mundo.

Desaparecimento e atritos com o governo

Durante o lançamento da oferta pública inicial de ações do AntGroup, subsidiária do Alibaba que comanda a divisão de pagamento Alipay, Jack Ma deu declarações fortes sobre o sistema financeiro e bancário chinês. Com duras críticas à administração da economia chinesa, também comparou o mercado financeiro do seu país a uma loja de penhores.

Essas declarações causaram muito desconforto e irritação na alta cúpula do setor e do governo, com o presidente Xi Jinping sendo um dos mais incomodados.

Após esse episódio, os reguladores e representantes da empresa realizaram uma reunião que ocasionou na interrupção da oferta de ações e num desaparecimento do empreendedor chinês. Por três meses, Jack Ma não foi visto publicamente, com diversos rumores aparecendo sobre seu paradeiro.

Ele voltou a ser visto em janeiro de 2021, mas as repercussões do caso ainda são sentidas, uma vez que o governo chinês investiga o grupo Alibaba por antitruste. Para alguns especialistas, o resultado dessa investigação pode refletir em todo o setor de tecnologia chinês. Nessa onda, Tencent e Baidu já teriam sido multadas e seriam ameaçadas com investigações semelhantes.

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