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Criança pode investir? Inicie a vida financeira dos pequenos!

Entre tanto que queremos passar aos filhos, lidar de forma saudável com dinheiro está entre as lições. Veja aqui como guiar seu pequeno em seus primeiros passos financeiros

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Criança pode investir? Inicie a vida financeira dos pequenos!

Quando chega um filho, novos mundos se abrem. Cada nova fase exige mais preparação e atualização do que a anterior, fazendo com que os pais exercitem características e habilidades que jamais pensaram possuir.

O senso de proteção e cuidado é imediato, assim como a vontade de oferecer as melhores oportunidades. Por isso, o mundo dos investimentos, se não for já familiar e conhecido, pode se abrir como uma ótima possibilidade quando se tem um filho.

Afinal, por mais que não queiramos que nossos filhos cresçam, a certeza que temos é que queremos que cresçam saudáveis e seguros.

Entre os diversos valores que desejamos ensinar aos filhos, lidar de forma saudável com dinheiro tem seu espaço.

Para tanto, a educação financeira deve vir desde os primeiros momentos, mostrando como as finanças familiares são geridas e qual papel a criança pode exercer na economia doméstica.

Contudo, não há melhor forma de ensinar senão pelo exemplo.

Essa é, sem dúvidas, uma das partes mais difíceis da educação: perceber que, por mais que você fale, o que seu filho realmente aprende é o que você faz. E isso não é diferente quando chegamos ao tópico investimentos.

A melhor forma de ensinar seu filho a cuidar de seu dinheiro é mostrar para ele como você cuida do seu. E, se é sua vontade e há possibilidade para a família, iniciar seu filho no mundo dos investimentos pode fazer diferença.

Criança pode investir: os primeiros passinhos

O primeiro passo é definir como será feita a reserva para seu filho.

Parece apenas um detalhe, mas é muito importante definir logo no início quem será o titular dos investimentos, que pode ser realizado em nome da própria criança, com a condição mínima que ela já tenha CPF válido, ou em nome dos pais.

Na primeira opção, inclusive a mais indicada na maioria dos casos, para que um investimento seja feito em nome da criança precisará haver a abertura de uma conta na corretora ou banco.      

Assinalando nesse cadastro a condição de menor e já designando um responsável legal, geralmente os próprios pais ou até mesmo um tutor ou curador, que será o responsável por operar a conta e os investimentos ou no mínimo dar o aval para realização de movimentações e investimentos.

Na XP Investimentos, existe essa possibilidade.

Caso os pais ou responsáveis legais resolvam realizar os investimentos em seu próprio nome para depois transferir ao filho, é importante      se atentar para que esses recursos não se misturem ou se confundam com outros investimentos já existentes.

Outro ponto de atenção será no momento da transferência dos recursos para o filho, pois, a depender das opções escolhidas (ações, fundos, títulos públicos, entre outros), o titular deverá realizar um resgate ou venda, recolhendo  imposto de renda (IR) para depois transferir ao seu filho.

Outra opção seria transferir diretamente esses ativos para o filho através de um instrumento de doação em vida, não haveria a incidência de IR.

Mas assim como na primeira opção, caso o valor ultrapassasse o limite de isenção de doação (valor que varia de Estado para Estado), haveria a necessidade de recolher um imposto que incide sobre doações e heranças, o ITCMD.

Portanto, fica claro que, apesar de também requerer alguns pontos de atenção, a melhor alternativa parece ser realizar esses investimentos em nome da criança.

Economias operacionais e tributárias fazem essa opção valer mais a pena, porém há desafios que não podemos deixar de estar atentos.

Outro ponto muito importante é entender qual o objetivo que você almeja e o prazo que pretende deixar o valor investido.

Um produto que será adequado para uma reserva de emergência, por exemplo, não será o ideal caso você opte por guardar, por mais de uma década, valores para educação superior ou para entregar a seu filho quando chegar a uma determinada idade.

Por isso vale repetir, entenda qual o objetivo dos seus investimentos e por quanto tempo pretende investir!

Mas não só isso, veja quais são os melhores tipos de investimentos para crianças.

Passo a passo para abrir conta para uma criança!

Para garantir um futuro mais promissor para os seus filhos é necessário dar o primeiro passo, certo?

Por isso, segue o passo a passo de como abrir conta para uma criança:

  1. Escolha um banco ou uma corretora de confiança (como a XP);
  1. Defina o titular da conta (será a criança* ou os pais?);
  1. Abra a conta;
  1. Na hora do cadastro defina um responsável legal pela conta;
  1. Trace um objetivo e defina por quanto tempo vai deixar o valor investido;
  1. Conheça os melhores investimentos para crianças;

* Caso decida por abrir uma conta no nome da criança, o que sugerimos, lembre-se que está precisa possuir um CPF.

Educação financeira é fundamental!

Eis que uma criança, independente da sua idade, tem recursos e investimentos em seu nome.

Deste ponto em diante os pais tem um excelente motivo para ir transmitindo ao seu filho noções básicas sobre dinheiro.      

Sempre respeitando a sua idade, sem acelerar o processo, mas também não negligenciando ensinamentos sobre como se ganha, como se poupa e até mesmo como se investe, à medida que a idade permite      compreender tais conceitos.

Se os pais não tiverem conhecimento sobre o assunto, essa é uma oportunidade para aprender junto com seus filhos, seja através de conteúdo, como sites educativos, livros e vídeos ou de profissionais, como professores, assessores de investimentos, consultores ou planejadores financeiros.

A educação financeira da criança pode ser a chave para um dilema que muitos pais que investem para seus filhos vivem: contar ou não contar sobre esses recursos ao filho e, se optar por contar, qual o melhor momento ou idade?

Essa dúvida surge, pois na maioria das vezes os pais têm excelentes intenções e objetivos para esses recursos que vão desde comprar o primeiro carro quando o filho passar dos 18 anos ou quem sabe pagar as mensalidades da faculdade ou até mesmo custear um curso no exterior.

Porém, de nada adiantará ter esse objetivo se o seu filho não foi avisado sobre ele e sobre o volume de dinheiro que passará a ter quando não precisar mais do aval de um responsável legal para movimentar os recursos.

Isso porque uma criança, agora um jovem adulto, que não teve educação financeira adequada ou que não tenha ciência do planejamento esperado pelos pais, pode simplesmente usar os recursos para outras finalidades, levando por terra anos de dedicação e planejamento.         

Superadas as formalidades iniciais, o tema educação financeira volta a rondar. Isso porque é importante definir também qual será a abordagem utilizada para quando, finalmente, o filho tiver acesso aos recursos guardados.

Muitas famílias optam por guardar em segredo, temendo que, na juventude, o filho utilize a reserva de forma irresponsável.

Por isso, educar financeiramente uma criança é parte da criação saudável que você pode prover, bem como é um dos maiores presentes que você pode garantir para seu filho: torná-lo apto para gerir sua vida financeira quando adulto.

Entretanto, há formas de proteger o patrimônio optando por produtos que impeçam decisões por impulso, contando com regras mais rígidas para resgate.

 Vida financeira: “tempo, tempo, tempo…”

Como diz Caetano em sua música famosa: “és um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho, tempo, tempo, tempo”. Ao criar um filho, o tempo é seu melhor amigo e maior inimigo.

Queremos que passe logo o dia, queremos que cada ano demore mais um pouco. Ao investir para seu rebento, no entanto, o tempo será uma das grandes vantagens.

Use-o ao seu favor, entre em um acordo com ele.

Se você trabalha com a perspectiva de deixar o valor investido por um longo período, a volatilidade (termo tão em voga nos últimos tempos) deixa de ser algo para se temer e torna-se uma aliada.

Quando você aconselha um filho, deve considerar a realidade dele, não a sua.

É um desafio, na criação, não projetar seus sonhos e desejos e dar espaço para que seu filho encontre os próprios.

Ao falar de investimentos, isso também é presente porque deve-se considerar o contexto de seu filho, não o seu.

Assim como para um adulto, o leque de opções de produtos de investimentos é extenso, podendo ir de títulos públicos, passando por fundos de previdência e até mesmo as ações de empresas.

A diferença maior estará no tempo, ou melhor, no horizonte de investimento que, para uma criança, poderá ser muito maior do que a de um adulto.

Se considerarmos horizontes de investimentos superiores a 4 ou 5 anos, poderemos escolher produtos de investimentos que ofereçam mais riscos e expectativa de ter retornos muitos superiores a investimentos mais conservadores.

No caso dos títulos públicos, isso se reflete em alongamento de prazo, ou seja, podemos investir em Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA com vencimentos mais longos, por exemplo, depois de 2030.

Um outro exemplo é no caso dos pais escolherem uma excelente opção para essa finalidade que são os fundos de previdência, que diferentemente do passado, estão com custos cada vez mais adequados e opções mais sofisticadas, que buscam maiores retornos, não só em renda fixa, mas multimercados e até mesmo ações.

No caso específico dos fundos de previdência uma outra vantagem também surge com o tempo, nesse caso, depois de 10 anos do investimento.

Passado esse longo período investido, a alíquota de IR que incide sobre os resgates dos recursos será a menor que existe no mercado financeiro: 10% sobre os rendimentos (se escolhido o regime regressivo de tributação e não o progressivo).   

Assuma riscos: “Pode ir, estou te olhando daqui

Muitos pais tendem, ao investir, a se opor veementemente ao risco, visando o futuro de um filho. O que falhamos em perceber é que criar um filho significa cercar-se de riscos, escolhendo conscientemente quais queremos ou não correr.

Desde antes do nascimento, são apresentadas opções na criação de nossos filhos.

Entre optar por parto natural ou cesárea até incentivar um filho a buscar uma faculdade pública ou realizarmos esforços para arcar com educação privada, cada escolha vem com seu risco de não ser a correta ou de apresentar menos benefícios que a oposta.

O ponto é que, tanto na criação quanto na vida, a preocupação em não correr risco já é, por si só, perder. Quando ajudamos um filho a construir sua autonomia, é necessário, com cuidados e segurança, permitir que ele se arrisque.

O paralelo, ao investir, é exato, porque a certeza de não correr riscos é chegar lá na frente com um valor muito inferior ao que poderia ter tido.

Por isso, algo que aconselhamos é considerar fortemente uma maior exposição à renda variável, podendo ser através de ações, fundos de ações, fundos de previdência de ações, ETFs, BDRs, fundos imobiliários, entre outras tantas opções.

Isso porque, com o fator multiplicador dos juros compostos no longo prazo, usando a volatilidade a seu favor, é possível chegar a resultados que dificilmente investimentos mais conservadores e de curto/médio prazo poderão atingir.


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