Crédito de carbono: o que é e como investir no mercado que tenta salvar o planeta

Entenda como funciona o mercado de crédito carbono, criado para limitar as emissões de gases de efeito estufa e incentivar os investimentos em sustentabilidade, e saiba como investir nesse mercado


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Crédito de carbono: o que é e como investir no mercado que tenta salvar o planeta

Já passamos da época de olhar para os problemas do nosso planeta. Atualmente, entendemos que é hora de agir e corrigir o quanto antes os rumos do meio ambiente. Essa preocupação e ação se estende desde iniciativas individuais até grandes países e corporações.

Na última reunião do G7, cúpula que reúne governantes de Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, França e Japão, os representantes das sete maiores economia do mundo reafirmaram as metas agressivas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa. A meta estabelecida pelo Acordo de Paris é reduzir pelo menos em 50% a emissão de dióxido de carbono na atmosfera até 2030, limitando o aumento da temperatura global em 1,5º C. Para isso, esses países planejam investir US$100 bilhões em iniciativas sustentáveis até 2025.

Como o mercado financeiro pode contribuir para isso? Além da oferta crescente por investimentos atrelados a índices ESG, o mercado de créditos de carbono também começa a se tornar mais acessível para investidores globalmente. Mas o que são os créditos de carbono, como eles influenciam as iniciativas sustentáveis e como é possível valorizar seu capital com eles? Veja no texto abaixo:

O que é crédito de carbono?

Uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. A redução da emissão desse gás pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de carbono equivalente (a cada tonelada de CO2 não emitida à atmosfera ou reduzida gera um crédito de carbono). Com isso, podemos dizer que os créditos de carbono representam, basicamente, uma “não emissão” de gases do efeito estufa na atmosfera, ou uma redução na quantidade esperada de emissões.

Existem dois mercados de carbono: o regulado e o voluntário.

Nos mercados regulados, os governos determinam uma meta para setores específicos e para cada player. Sendo assim, cada empresa tem uma meta de emissão de CO2 que, se não for cumprida, essa corporação é obrigada a comprar créditos para compensar esse excedente. Do outro lado, as empresas que emitem menos que o valor estabelecido podem comercializar esse saldo em excesso — um mercado em franca expansão que gerou mais de US$ 45 bilhões em 2019.

Lá fora, isso é chamado de Cap and trade. Os países que se tornaram mais sustentáveis após esses compromissos se beneficiaram pelos projetos, criando um ciclo virtuoso.

Como investir em crédito de carbono?

Com metas agressivas de corte de emissões, a tendência do crédito de carbono é ficar cada vez mais caro, sendo negociado hoje próximo de 50 euros por tonelada de CO2 emitida. O valor quase dobrou em relação ao início do ano, refletindo essa tendência cada vez mais restritiva para emissões. Segundo a IHS Markit, para alcançar as metas definidas no Acordo de Paris, o preço do carbono deve estar entre 50 e 100 euros, ou seja, ainda há muito para crescer.

Embora não seja possível negociar o ativo diretamente, pois circulam em ambiente regulado e restrito, o mercado financeiro se aproveita desta alta através de contratos futuros. Existem contratos para o mercado europeu, para o americano e suas subdivisões. Outra forma de investir é através de índices que compilam o retorno desses contratos.

Empresas geradoras de crédito de carbono também são uma boa oportunidade de investimento, já que elas acabam lucrando com a venda do crédito valorizado.

Outra forma de buscar uma exposição ao tema é investir em títulos de dívida atrelados a programas de sustentabilidade, os chamados green bonds.

Fundo Trend Carbono Zero

No Brasil, é possível ter exposição a esse mercado através do fundo Trend Carbono Zero, recém-lançado pela XP Investimentos. A estratégia do fundo é replicar o ETF (Exchange Traded Funds), fundo listado em bolsa, KRBN, da gestora Krane Shares. Este ETF segue o índice IHS Markit Global Carbon Index, que engloba os três principais programas de emissão de créditos de carbono do mundo: o europeu European Union Allowance (EUA) e os americanos California Carbon Allowance (CCA) e Regional Greenhouse Gas Initiative (RGGI).

Ao todo, o índice abrange cinco contratos futuros, sendo três com vencimento em 2021 e mais dois para 2022 dos programas dos EUA e Europa. A maior exposição está aos ativos europeus, que representam mais de 75% do índice e 25% são do mercado americano.

O fundo tem aplicação mínima de R$ 100, taxa de administração de 0,50% e oferece proteção cambial.

Porque investir em crédito de carbono?

Além de aproveitar essa nova dinâmica do mercado, com cada vez mais atenção à investimentos sustentáveis e desenvolvimento de energia limpa, há maior demanda por investimentos ligados a ESG , que abordam as questões ambientais, sociais e de governança, e que envolvem a redução das emissões de carbono para mitigar o aquecimento global, que pode trazer consequências não só para o meio ambiente como riscos econômicos.

Segundo o head de estratégia corporativa e internacional da BlackRock, Mark Wiedman, o risco de mudança climática e seu impacto sobre as economias é o risco mais importante para se olhar em relação a investimentos sustentáveis e os gestores devem favorecer empresas que oferecem um risco menor. “O risco de longo prazo é a economia global não estar organizada para atingir a emissão zero de carbono em 30 anos [até 2050]”, disse o executivo durante a XP International Week. Um aumento da temperatura global, segundo ele teria maior impacto para as economias do Hemisfério Sul, incluindo o Brasil, Índia e África. “Vemos o risco de uma temperatura mais quente impactar a produção de comida ou falta de água na Índia, por exemplo”, disse Wiedman.

A tendência deste movimento é de somente crescer, valorizando o preço dos créditos de carbono e, por consequência, dos ativos a eles atrelados.

Outro ponto importante, mais uma frente de diversificação de carteira. O mercado de crédito de carbono tem baixíssima correlação com classes mais tradicionais como renda fixa, ações e moedas. Assim, pode ser uma boa posição alternativa para alocar seu capital.

E , por último, os investimentos sustentáveis tem se mostrado rentáveis no longo prazo. O ETF KRBN, replicado pelo fundo da XP, acumulava uma valorização de 68,70% desde sua criação, em 30 de julho de 2020, a 31 de maio de 2021.

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