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Vibra Energia (VBBR3) | Resultados do 2T26: Trimestre forte, acima do consenso

A Vibra reportou seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026. Veja nossos comentários.

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Margens fortes na distribuição superam as expectativas. Dividend yield de 1,2% anunciado

Nesta sexta-feira (14), após o fechamento do mercado, a Vibra Energia divulgou seus resultados do 2T26. O EBITDA recorrente de R$ 4,31 bilhões ficou ligeiramente acima da nossa estimativa (+3% vs. XPe de R$ 4,20 bilhões) e superou o consenso em +8% (consenso de R$ 3,99 bilhões). Os resultados foram fortes e aumentaram sequencialmente (+79% t/t), impulsionados por margens EBITDA muito fortes na distribuição, de R$ 456/m³ (vs. R$ 258/m³ no 1T26). O lucro líquido de R$ 2,35 bilhões ficou em linha com a XPe. Para o 3T26, esperamos que o momento positivo continue, uma vez que os preços domésticos dos combustíveis permanecem relativamente estáveis e descontados em relação à paridade de importação. Esperamos uma reação positiva das ações. No entanto, não vemos as margens do 2T26 como representativas dos níveis recorrentes futuros. Ainda assim, os resultados fortes podem reforçar a percepção do mercado de que as margens se estabeleceram em um patamar estruturalmente mais elevado, sustentado por um ambiente competitivo mais equilibrado à medida que a concorrência ilícita diminui.

Dividend yield de 1,2%. A Vibra Energia também anunciou R$ 499 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), ou R$ 0,42/VBBR3, equivalente a um yield de 1,2%. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos em 22 de setembro de 2026, com pagamento em caixa em 16 de novembro de 2027, sem qualquer correção monetária.

Dívida líquida e alavancagem em queda. A dívida líquida da Vibra (incluindo desconto de duplicatas e excluindo arrendamentos) recuou -R$ 2,63 bilhões t/t, para R$ 15,10 bilhões (R$ 16,06 bilhões incluindo arrendamentos) ao final do 2T26. A alavancagem caiu -0,7x t/t, para 1,3x Dívida Líquida/EBITDA LTM. Durante o 2T26, o consumo de capital de giro de R$ 165 milhões permaneceu relativamente controlado, apesar de um impacto negativo de -R$ 983 milhões em contas a receber. Excluindo capital de giro, o FCFE recorrente atingiu c.R$ 2,80 bilhões no trimestre (6,9% de yield ou 27,8% anualizado).

Margem EBITDA de R$ 456/m³. O EBITDA da distribuição da Vibra (ex-Comerc) de R$ 4,12 bilhões (+83% t/t) ficou ligeiramente acima da nossa estimativa (+3% vs. XPe). A margem EBITDA de R$ 456/m³ (+3% vs. XPe de R$ 445/m³) aumentou significativamente na comparação sequencial (+77% t/t) e superou o consenso de R$ 422/m³ (+8%). Os volumes totais foram sólidos, atingindo 9.053 mil m³ (+4% a/a), com o varejo avançando +6% a/a, enquanto o segmento B2B permaneceu estável. O número de postos aumentou em +42 t/t, para 7.556.

Performance relativa: VBBR vs. UGPA. Tanto a Vibra (+3% vs. XPe) quanto a Ultrapar (-0% vs. XPe) reportaram resultados fortes no 2T26, refletindo uma dinâmica competitiva favorável para os fornecedores estruturais (com maior participação de volumes oriundos da Petrobras no mix de suprimento), uma vez que os preços domésticos na porta da refinaria permaneceram significativamente abaixo da paridade de importação. Vale destacar que as margens EBITDA da distribuição da Vibra (R$ 456/m³) e da Ipiranga (R$ 451/m³) no 2T26 foram excepcionalmente altas, algo que dificilmente deve se repetir à frente (embora continuemos esperando margens fortes, com a Vibra ligeiramente acima da Ipiranga). Ambas as companhias também geraram fluxo de caixa relevante. A dívida líquida da Vibra recuou -R$ 2,63 bilhões t/t (6,5% do valor de mercado), versus uma redução de -R$ 2,60 bilhões t/t (7,2% do valor de mercado) na Ultrapar, esta última beneficiada por uma liberação de capital de giro. As duas empresas também anunciaram dividendos: Vibra com yield de 1,2% (ou 3,6% incluindo dividendos anunciados anteriormente em 2026), versus 3,0% de yield da Ultrapar.

Comerc: Ainda pressionada. A Comerc foi um destaque negativo nos resultados consolidados da Vibra, registrando prejuízo líquido ajustado de -R$ 109 milhões. O EBITDA ajustado de R$ 188 milhões (-16% a/a) ficou ligeiramente abaixo da nossa estimativa (-3% vs. XPe). O EBITDA proporcional à participação da Vibra na Comerc (incluindo participações minoritárias em parques eólicos) alcançou R$ 228 milhões (-17% a/a). O desempenho mais fraco reflete principalmente: (i) altos níveis de curtailment (c.28% no 2T26); (ii) resultados mais fracos na atividade de comercialização; e (iii) menor geração tanto solar quanto eólica. A dívida líquida da Comerc recuou -R$ 855 milhões t/t, encerrando o 2T26 em R$ 2,9 bilhões, refletindo principalmente uma injeção de capital de c.R$ 1,0 bilhão realizada pela Vibra.

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