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Riscos fiscais seguem deteriorando sentimento em relação à Bolsa – Pesquisa com assessores XP

Confira os destaques dessa edição da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Nos últimos dias, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre investimentos. Nesta edição, obtivemos 174 respostas únicas.

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A maioria dos clientes ainda têm uma baixa alocação em Renda Variável. Segundo os assessores, 74% de seus clientes possuem entre 0% e 25% de alocação em Renda Variável (-1p.p. M/M), 15% possui entre 25% e 50% (+1p.p. M/M), 8% entre 50% e 75% (+0p.p. M/M) e, por fim, 3% entre 75% e 100% (+0p.p. M/M).

O percentual dos assessores que disseram que seus clientes visam diminuir a alocação em Renda Variável aumentou em 9p.p. M/M atingindo um patamar de 32%
. Enquanto isso, os investidores interessados em manter seus investimentos nessa classe de ativos ficou em 52%, -9p.p. M/M. Por fim, 16% dos clientes pretendem aumentar seus investimentos na classe de ativos, +0p.p. M/M.

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Tesouro Direto e Renda Fixa (79%, +0p.p. M/M); 2) Fundos de Renda Fixa (64%, +4p.p. M/M); 3) Investimentos Internacionais (57%, +0p.p. M/M); 4) Fundos Imobiliários (50%, -4p.p. M/M); 5) Fundos Multimercado (50%, +0p.p. M/M); 6) Fundos de Renda Variável (12%, +0p.p. M/M); 7) Criptoativos (6%, +0p.p. M/M); e 8) Ouro (6%, +0p.p. M/M).

Maioria acredita que o índice vai ficar entre 110 e 120 mil pontos até o final de 2023. Segundo a pesquisa desse mês, 36% dos assessores acreditam que o Ibovespa ficará entre os 110.000 e 120.000 pontos até o final de 2023, um aumento de 1p.p. em relação a pesquisa do mês anterior. Em seguida, 32% acreditam que o índice deve fechar o ano entre 120.000 e 130.000 pontos, -4p.p. M/M. A média de palpites calculada foi de 119.252 pontos, uma redução de -1,5% em relação a pesquisa realizada em fevereiro.

Em relação aos riscos, o destaque agora para 2023 continuam sendo os riscos fiscais, chegando a 65%, +1p.p. M/M. Riscos relacionados a uma recessão global foi visto como a segunda maior preocupação em 12%, -1p.p. M/M, seguido de alta nas taxas de juros americanas com 6%, +1p.p. M/M.

Em fevereiro, o Ibovespa caiu -7,5% em reais, em linha com os mercados globais que também caíram devido à dados de inflação dos EUA acima do esperado, assim como fortes dados de consumo e mercado de trabalho, que levantaram preocupações sobre a necessidade de novos aumentos das taxas de juros pelo Federal Reserve. Para o mercado brasileiro, temos que lembrar que também estamos em um cenário incerto. A dúvida em relação à política macroeconômica futura permanece, em especial como se dará a política fiscal e a política monetária.

Mais recentemente no mês de março, os mercados foram afetados pelas preocupações em relação ao setor bancário dos Estados Unidos após o fechamento de dois bancos americanos, o Silicon Valley Bank e o Signature Bank pelos reguladores e também pela crise do banco Credit Suisse. Lembramos que os dados da Pesquisa com Assessores desta edição não contemplam esses eventos recentes, pois a coleta de dados foi finalizada antes.

Alocação em Renda Variável ainda em baixa

A maioria dos clientes ainda têm uma baixa alocação em Renda Variável. Segundo os assessores, 74% de seus clientes possuem entre 0% e 25% de alocação em Renda Variável (-1p.p. M/M), 15% possui entre 25% e 50% (+1p.p. M/M), 8% entre 50% e 75% (+0p.p. M/M) e por fim, 3% entre 75% e 100% (+0p.p. M/M).

O percentual dos assessores que disseram que seus clientes visam diminuir a alocação em Renda Variável aumentou em 9p.p. M/M atingindo um patamar de 32%. Enquanto isso, os investidores interessados em manter seus investimentos nessa classe de ativos ficou em 52%, -9p.p. M/M. Por fim, 16% dos clientes pretendem aumentar seus investimentos na classe de ativos, +0p.p. M/M.

Fonte: XP Research. Dados de 20/3/2023.

Interesse em Renda Fixa continua em alta

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Tesouro Direto e Renda Fixa (79%, +0p.p. M/M); 2) Fundos de Renda Fixa (64%, +4p.p. M/M); 3) Investimentos Internacionais (57%, +0p.p. M/M); 4) Fundos Imobiliários (50%, -4p.p. M/M); 5) Fundos Multimercado (50%, +0p.p. M/M); 6) Fundos de Renda Variável (12%, +0p.p. M/M); 7) Criptoativos (6%, +0p.p. M/M); e 8) Ouro (6%, +0p.p. M/M).

Nos últimos meses, o destaque continua sendo o alto interesse em Renda Fixa. Essa classe de ativos segue oferecendo um retorno atrativo para investidores com a manutenção da taxa de juros Selic em 13,75%.

Na outra ponta, destaca-se o aumento no interesse em investimentos internacionais nos últimos meses, que pode ser atribuído ao aumento da volatilidade na Bolsa brasileira com maiores riscos fiscais e políticos no radar.

Fonte: XP Research. Dados de 20/3/2023.

Interesse em investimentos internacionais começar a voltar ao radar dos investidores

Neste ano, apesar de um cenário ainda bastante desafiador globalmente com riscos de recessão lá fora aumentando, continuamos a acreditar na importância estrutural de ter exposição ao mercado fora do Brasil. Com o aumento de riscos fiscais no cenário doméstico, ficou ainda mais importante investir em ativos internacionais. Ter exposição diversificada em ativos, regiões e moedas diferentes tende a ser a melhor estratégia para bons retornos no longo prazo.

Diante de um cenário doméstico mais negativo no último mês, vimos o interesse em ativos internacionais aumentarem. Segundo a pesquisa desse mês, os resultados foram: 1) Bonds (49%, +2p.p. M/M); 2) Dólar (51%, +2p.p. M/M); 3) Ações internacionais (27%, -2p.p. M/M); 4) ETFs (31%, +1p.p. M/M); 5) Fundos Internacionais (30%, +1p.p. M/M). Por fim, 16% dos que responderam disseram que não estão interessados em investimentos internacionais – taxa que diminuiu bastante desde o pico de 34% em junho de 2022.

Também incluímos novamente na pesquisa desse mês quais são as temáticas de investimentos mais procurados pelos clientes na visão dos assessores, os maiores são: 1) Commodities (69%, +2p.p. M/M); 2) Tecnologia (44%, +1 p.p. M/M); 3) Estratégias Quantitativas (26%, +0p.p. M/M); e 4) ESG (19%, +0p.p. M/M).

Fonte: XP Research. Dados de 20/3/2023.

Quer saber mais sobre cenário internacional? Veja aqui os relatórios do time de Internacional.

Ibovespa abaixo de 120.000 pontos até o final de 2023?

Segundo a pesquisa desse mês, 36% dos assessores acreditam que o Ibovespa ficará entre os 110.000 e 120.000 pontos até o final de 2023, um aumento de 1p.p. em relação a pesquisa do mês anterior. Em seguida, 32% acreditam que o índice deve fechar o ano entre 120.000 e 130.000 pontos, -4p.p. M/M . Outros 14% acreditam que o índice ficará entre 100.000 e 110.000, +2p.p. M/M, 9% acredita que ficará entre 130.000 e 140.000, -1p.p. M/M, e 8% acredita que terminará o ano abaixo dos 100.000 pontos, +2p.p. M/M. Por fim, os 1% restantes acreditam que o índice brasileiro terminará 2023 acima dos 140.000 pontos

A média de palpites calculada foi de 119.252 pontos, uma redução de -1,5% em relação a pesquisa realizada em fevereiro.

Foco nos riscos fiscais

Em relação aos riscos, o destaque agora para 2023 continuam sendo os riscos fiscais, chegando a 65%, +1p.p. M/M. Riscos relacionados a uma recessão global foi visto como a segunda maior preocupação em 12%, -1p.p. M/M, seguido de alta nas taxas de juros americanas com 6%, +1p.p. M/M.

Fonte: XP Research. Dados de 20/3/2023.

A edição de março da pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de março de 2023, via um formulário eletrônico contendo nove questões e obteve 174 respostas únicas.

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