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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 0,42%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 25/11 a 29/11

Ibovespa: -0,42% | 108.233,3 pontos

O Ibovespa fechou a semana em queda de 0,42% em 108.233,3 pontos. O foco da semana foi a disparada do dólar frente ao real, que atingiu a máxima histórica de R$4,24 na quarta-feira. A maioria das moedas latino-americanas foi impactada por uma percepção de risco mais alta na região, levando o Banco Central do Brasil a anunciar alguns leilões de dólares no mercado à vista na tentativa de conter a tendência de alta no curto prazo. Apesar da intervenção bem-sucedida e da revisão positiva da balança comercial de novembro, acreditamos que os determinantes estruturais do câmbio, como taxas de juros historicamente baixas e uma recuperação ainda gradual da atividade econômica, manterão o Real depreciado por mais tempo. Além disso, o BC limitou os juros no cheque especial, o que vimos como negativo, principalmente devido à abordagem intervencionista.

No internacional, tensões comerciais voltaram ao radar com preocupações elevadas depois de Donald Trump ter sancionado a lei que apoia os manifestantes de Hong Kong. Em reação ao gesto de Trump, a China prometeu tomar “contramedidas”. Com isso, investidores temem que essa intervenção reflita negativamente nas negociações sino-americanas que pareciam caminhar no sentido de um acordo comercial preliminar, ou “de fase 1”. Na Zona do Euro, dados melhores foram divulgados na semana e reforçaram a mensagem de que o risco de recessão das principais economias globais tem se tornado menor.


Câmbio e juros

Durante a semana, houve nova (e leve) abertura na curva DI futuro (aumento das expectativas para a taxa de juros no futuro) em relação à semana anterior, de 8 bps (basis points; pontos-base) para janeiro de 2031.

O movimento se deu por notícias consideradas menos otimistas pelo mercado:

  • Fortes desvalorizações do câmbio, com o real atingindo máxima histórica de R$4,24/US$. Isso manteve o tom de cautela do mercado em relação a novos cortes na Selic.
  • Anúncio feito pelo Banco Central de que os juros do cheque especial serão limitados a 8% ao mês, medida vista como negativa pelo mercado, dada a abordagem intervencionista.

O que esperar

Na próxima semana, no Brasil, o principal destaque da agenda econômica será a divulgação do PIB do terceiro trimestre de 2019 que, de acordo com a nossa expectativa, deve apresentar expansão de +1% na comparação anual e +0,4% na comparação trimestral. Além disso, serão divulgados o IPCA de novembro e a produção industrial de outubro.

No campo externo, será divulgado o relatório de empregos nos Estados Unidos, o PIB da Zona do Euro, e o PMI composto da Zona do Euro e da China. Os indicadores devem reforçar mais uma vez a mensagem de que o cenário internacional permanece desafiador, mas com riscos gradativamente menores.


Ações

As ações reagiram positivamente ao otimismo em relação ao desempenho de vendas da companhia durante a Black Friday. Além disso, outra casa de análise elevou a sua recomendação de Neutro para Compra.

A ação foi impulsionada pela divulgação de dados positivos de importação de proteínas pela China e pela possibilidade do país asiático reduzir tarifas sobre proteínas brasileiras

Ações em alta nessa semana devido ao anúncio da empresa de antecipação da meta para EBITDA de R$2 bilhões em pelo menos um ano por conta da aquisição da Adlatem (dona do Ibmec). A previsão era que esse patamar fosse atingido apenas em 2023

Sem notícias específicas sobre a empresa, acreditamos que as ações foram positivamente impactadas pela expectativa de crescimento do volume de vendas nessa Black Friday, tanto para a própria companhia quanto para a sua controlada – B2W.

Ações em alta por conta do bom momento do setor aliado a anúncio no começo da semana de dados positivos de importações de proteínas por parte da China, além de expectativa positiva para o resultado da empresa nas operações nacionais

Após alta na semana anterior, devido a especulações do mercado a respeito de uma possível oferta subsequente de ações (follow-on), acreditamos que essa semana tenha ocorrido uma realização de lucros, mesmo com a notícia da aprovação da aquisição do Grupo Ghelfond.

O papel tem reagido mal pela combinação de três fatores: i) o resultado do terceiro trimestre de 2019 (3T19), que decepcionou principalmente no crescimento da margem financeira com clientes; ii) possível investigação do CADE, que estaria preocupado com barreiras para clientes da Getnet que tem conta em outros bancos; e iii) regulação do Banco Central que limitou o juro do cheque especial em 8% por mês

Mesmo após o anúncio de recompra de 7,25 milhões de ações pela empresa (5% do total), o desempenho da ação continua pressionado pelo pessimismo do mercado em relação aos resultados da companhia.

As ações reverteram a alta da semana anterior, dado que ainda há uma incerteza com relação a melhora consistente dos resultados

Sem notícias específicas sobre a empresa, as ações continuam pressionadas após o pico atingido no início do mês de Novembro.


Na semana terminada no dia 29 de novembro, quase todos os títulos negociados no Tesouro Direto apresentaram rentabilidade negativa, em decorrência da nova abertura da curva DI.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

As exceções foram o Tesouro Selic e o Tesouro Prefixado 2022.

Vale destacar que o Tesouro Selic não sofre efeito de marcação a mercado, por isso tem rentabilidade constantemente positiva, acompanhando a taxa Selic.

A variação positiva do Tesouro Prefixado com vencimento em 2022 foi de 17 bps, o que podemos atribuir a um efeito de abertura muito branda da curva para esse vencimento, menor do que o efeito de carrego do título.

É importante ter em mente que os efeitos da marcação a mercado só são capturados de fato em caso de venda dos títulos antes do vencimento.

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