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Resumo da Semana: Ibovespa fecha a semana estável

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 01/10 a 08/10

Ibovespa: -0,06% | 112.833 pontos

Em semana com a Bolsa brasileira negociando quase todos os dias de lado, os ganhos aceleraram na sexta-feira com após divulgações da inflação no Brasil e payroll americano. Uma leitura positiva desses dados levou o Ibovespa a fechar o dia com ganhos de +2,0%, terminando a semana praticamente estável, com leves perdas de -0,06% aos 112.833 pontos.

Nos EUA, mercados foram pressionados durante a semana pelo impasse do teto de dívidas, que foi resolvido com uma resolução temporária. O Senado americano aprovou uma medida para elevar o teto por US$ 480 bilhões, evitando assim um calote. Porém, o acordo é de curto prazo e deve ser resolvido até 3 de dezembro.

Ainda nos EUA, destaque também para a divulgação do relatório de emprego que veio misto. O non-farm payroll – dado mais importante para os mercados – mostrou que a economia americana criou 194 mil vagas, bem abaixo das expectativas de 500 mil novos empregos. Por outro lado, a taxa de desemprego caiu para o menor nível desde 2016 em 4,8%. Apesar do payroll bem menor do que esperado, mantemos a visão de que o Federal Reserve deve anunciar a redução gradual da compras de ativos (“tapering”) na próxima reunião em novembro. Com sinalizações de retirada de estímulos, as taxas de juros das Treasuries continuaram o movimento de alta, fechando a sexta-feira em 1,61%, uma nova alta desde junho.

No Brasil, tivemos a divulgação de uma série de dados econômicos que vieram abaixo das estimativas. Em agosto, a produção industrial caiu mais do que esperado em -0,7% por conta de escassez de insumos. As vendas do varejo durante o mês também desapontaram expectativas, levantando atenção para um cenário desafiador para o Banco Central com atividade fraca e inflação elevada. Quanto à este último dado, o IPCA de setembro mostrou uma alta 1,16%, a maior alta mensal desde 1994. Apesar disso, a surpresa foi positiva pois veio abaixo das projeções do mercado.

Na China, as Bolsas locais permaneceram fechadas em grande parte da semana para um feriado nacional, e voltaram na sexta-feira em alta com dados de atividade positivos. O setor de serviços mostrou recuperação com o índice PMI voltando para a indicar expansão, subindo de 46,7 para 53,4 pontos.

Em commodities, a semana foi marcada por mais avanços dos preços das commodities de energia. Notícias de baixo estoques de carvão e gás natural na Europa, Reino Unido, Índia e China pressionaram os preços, que viram um alívio depois que a Rússia disse que pode aumentar o fornecimento de gás para a Europa. Os preços de petróleo também subiram desde o início da semana com a decisão da OPEP+ de manter a política de aumentar a produção em 400 mil barris por dia. Um anúncio da secretária de energia dos EUA de que pode usar reservas estratégicas deu um alívio temporário, porém o movimento reverteu depois que o departamento de energia americano voltou atrás.

Na semana que vem, investidores ficarão de olho no início da temporada de resultados do terceiro trimestre nos EUA. Como tipicamente ocorre, teremos a divulgação dos balanços de grandes bancos americanos.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma alta de +2,88% em relação ao Real, em R$ 5,51/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de 9 bps na semana, atingindo 10,87%.


O que esperar para semana que vem?

Do lado internacional, destaque para a ata da última reunião de política monetária dos EUA, o FOMC, além de inflação ao consumidor e ao produtor, e das vendas do varejo – todos referentes a setembro. A divulgação de dados de produção industrial de agosto na zona do euro e inflação de setembro na Alemanha, além de dados de setembro do setor externo e inflação ao consumidor na China serão termômetros importantes da recuperação econômica após restrições provocadas pela variante delta.

No cenário doméstico, a CPI da Pandemia se encaminha para um final e a PEC dos Precatórios deve seguir para votação em breve. Além disso, a proposta de alteração no ICMS deve seguir em discussão. Na seara de indicadores, teremos a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, e o IBC-Br (proxy mensal do PIB) referente ao mês de agosto.


Ações

A ação corrigiu parte das sequenciais quedas nos últimos meses após divulgação de dados de inflação mais positivos do que o esperado.

Atribuímos a performance positiva à divulgação de dados operacionais positivos por outra empresa do setor (Ser Educacional), indicando boa performance no processo de captação do segundo semestre e uma possível melhora no quadro para todos as companhias de educação superior.

Sem notícias relevantes.

O mercado reagiu de forma positiva à maior visibilidade dada pela Rumo em relação aos detalhes de seu projeto de expansão a Lucas do Rio Verde, no estado do Mato Grosso, o qual, de acordo com nossos cálculos, há um alto potencial de criação de valor, com TIR real alavancada de ~25%.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a performance negativa das ações ao ataque cibernético sofrido pela empresa, que impactou o funcionamento do site e de diversos sistemas.

Atribuímos a performance negativa das ações à notícias indicando a saída de executivos chave da companhia.

Atribuímos a queda das ações devido ao aumento da aversão ao risco no Brasil e da competição após oferta de aquisição da Mosaico pelo Banco Pan.

Atribuímos a queda das ações devido ao aumento da aversão ao risco no Brasil. Lembramos também que a companhia fez uma oferta de compra da Mosaico (MOSI3) com prêmio de 9,7% do valor da companhia.

A performance negativa acompanhou a queda das ações de saúde e da bolsa como um todo, não tendo sido relacionada a fatores intrínsecos à operação da companhia, em nossa visão. Outros papéis com exposição ao segmento farmacêutico como Blau e Viveo apresentaram performance similarmente negativa no período.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de R$ 2,8 bilhões*.

*Até dia 06/10/2021

Performance das Bolsas mundiais na semana

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