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Resumo da Semana | 14/04/22: Ibovespa fecha em baixa de -1,80%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 08/04 a 14/04

Ibovespa: -1,80% | 116.014 pontos

Em semana mais curta devido ao feriado, o Ibovespa encerra em queda de -0,5% com 116 mil pontos. Na parte de economia do país, tivemos a divulgação dos dados de serviços, com uma queda de -0,2%, frustrando as expectativas do mercado, que esperava alta de 0,7%. Também foram divulgados dados de vendas do comércio varejista de fevereiro, que vieram bem acima das projeções. A retomada do emprego, o aumento das transferências governamentais de renda (Auxílio Brasil) e a melhoria nas estatísticas de Covid-19 foram os principais fatores explicativos do bom desempenho do varejo no mês. Ainda sobre os dados varejistas, as recentes medidas de estímulo anunciadas recentemente pelo governo, como a liberação de saques do FGTS, devem contribuir para a sustentação do consumo privado no curto prazo. Na parte política, o governo federal decidiu conceder aumento de 5% aos servidores públicos federais a partir de julho. A medida teria impacto ao redor de R$ 6,3 bilhões este ano, acima do montante de R$ 1,7 bilhão previsto para reajustes salariais no orçamento de 2022, levando o governo a cortar despesas em outras áreas.

Nos EUA, começou o início da temporada de resultados do 1T22, com resultados mistos até o momento.  A semana foi marcada pela divulgação de dados de inflação. O índice de preços ao consumidor saltou 1,2% no mês passado, o maior ganho mensal desde setembro de 2005, em linha com a expectativa dos economistas, e 8,5% nos 12 meses, o maior ganho anual desde 1981. Apesar dos resultados, há uma esperança cautelosa de que março possa marcar o pico da taxa anual do CPI, uma vez que as pressões inflacionárias subjacentes mensais se moderaram à medida que os preços dos bens, excluindo alimentos e energia, tiveram maior queda em dois anos. A inflação ao produtor dos Estados Unidos ficou acima das expectativas ao atingir 11,2% no acumulado em 12 meses até março, o patamar mais elevado desde novembro de 2010. A medida de núcleo (exclui os itens voláteis de alimentos e energia) avançou 7% no mesmo período, acelerando em relação à divulgação anterior, e sugerindo que a inflação americana poderá continuar bastante elevada nos próximos meses.

Ainda sobre inflação, a inflação do Reino Unido subiu para 7% em março, a maior desde 1992, puxada pelo aumento dos preços dos combustíveis, adicionando mais pressão sobre o Banco da Inglaterra para aumentar as taxas de juros na reunião de maio. Na Europa, o índice de inflação ao consumidor chegou a 7,5% em março, a maior taxa anual da série histórica de dados, porém o BCE decidiu manter as suas principais taxas de juros em zero e confirmou que, apesar da inflação histórica, vai continuar com suas compras líquidas de dívida até o terceiro semestre.

Na China, o People’s Bank of China sinalizou uma possível redução na taxa de juros para empréstimos de 1 ano e redução no requerimento de reservas dos bancos em um “momento apropriado”. O movimento poderá compensar parcialmente a desaceleração econômica no país, causada pelas restrições para combater o avanço dos casos de Covid-19.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com queda de -1,65% em relação ao Real, em R$ 4,69/US$. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -54bps na semana, atingindo 11,47%.


O que esperar para semana que vem?

Entre os dados econômicos, as principais divulgações serão a inflação ao produtor e ao consumidor na Zona do Euro referentes ao mês de março, que deve capturar mais efeitos da guerra. Também são esperados dados de atividade econômica de fevereiro da Europa, a prévia de abril do PMI de países desenvolvidos e a publicação do Livro Bege pelo Fed, que trata de perspectivas de política monetária nos EUA. Dados de atividade na China também ficam no radar do mercado.

No Brasil, permanece a incerteza quanto à divulgação da pesquisa Focus, dos dados fiscais e de atividade pelo Banco Central, já que a greve dos servidores continua. Na próxima semana, o TCU deverá julgar a desestatização da Eletrobras.

Ações

Sem notícias específicas. Atribuímos a performance positiva ao bom desempenho dos preços de petróleo, óleo e gás, que também beneficia os ativos da empresa.

Atribuímos a performance positiva das ações à conclusão da alienação da subsidiária, Merchant E-Solutions, e a aprovação do programa de recompra de mais de 13 milhões de ações.

Estamos restritos por determinação da nossa área de compliance.

Atribuímos a performance positiva à valorização dos preços do Brent e aos números operacionais de março reportados na semana.

Atribuímos a performance negativa ao movimento de alta das taxas de juros futuras.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a reação negativa do mercado à divulgação da prévia operacional do banco nessa semana.

BRF

A performance do papel segue impactada pela atualização das perspectivas da empresa para este ano, uma vez que a pressão de alta de milho e soja sinaliza margens menores, sobretudo diante da dificuldade do repasse para o produto final dado o cenário inflacionário.

Sem notícias específicas.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de -R$1,6 bilhões*.

*Até dia 13/04/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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