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Interesse em investimentos internacionais cai fortemente; desaceleração global é vista como maior risco: Pesquisa com assessores XP

Confira os destaques da edição de março da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Nos últimos dias, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre a Bolsa brasileira. Nesta edição, obtivemos 255 respostas únicas.

Alocação em Renda Variável continua em baixa. O percentual dos assessores que disseram que seus clientes visam diminuir a alocação em Renda Variável aumentou em +3p.p. M/M atingindo um patamar de 31%. Enquanto isso, os investidores interessados em manter seus investimentos em nessa classe de ativos ficou em 57%, -5p.p. M/M, e 12% dos clientes pretendem aumentar seus investimentos na classe de ativos, +2p.p M/M.

Interesse em Renda Fixa ainda em alta, enquanto interesse em Investimentos Internacionais cai fortemente. Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Tesouro Direto e Renda Fixa (77%, +2p.p. M/M); 2) Fundos de Renda Fixa (62%, +1p.p. M/M); 3) Fundos Imobiliários (49%, -3p.p. M/M); 4) Fundos Multimercado (44%, -5p.p. M/M ); 5) Investimentos Internacionais (20%, -24p.p. M/M); 6) Criptoativos (17%, -12p.p M/M); 7) Fundos de Renda Variável (9%, -3p.p. M/M); e 8) Ouro (5%, -5p.p. M/M).

Perspectivas quanto ao Ibovespa continuam otimistas. Segundo a pesquisa desse mês, 44% dos assessores acreditam que o Ibovespa ficará entre os 120.000 e 130.000 pontos ao final de 2022, um aumento de +2p.p. com relação a última pesquisa realizada em abril. Em seguida, 25% acreditam que o índice deve fechar o ano entre 110.000 e 120.000 pontos, um aumento de +8p.p M/M. A média de palpites calculada foi de 122.108 pontos, uma queda de -3,5% em relação a abril (126.594 pontos na pesquisa passada).

Desaceleração econômica global passa a ser o maior risco para investidores. Em relação aos riscos, o destaque passou a ser a desaceleração econômica, chegando a 32%, um aumento de +13p.p M/M. Eleições presidenciais foi visto como o segundo maior risco em 19% (-6p.p. M/M), junto com alta de juros nos Estados Unidos em 19% (+3p.p. M/M).

Alocação em Renda Variável continua em níveis baixos

Em maio, mercados continuaram a repercutir incertezas em relação ao conflito na Ucrânia que continua sem uma resolução, taxas de inflação recordes, continuação da política de zero-COVID na China que permanece pressionando as cadeias de suprimentos globais, e o aumento das taxas de juros por bancos centrais.

Com isso, os investidores permanecem mais um mês cautelosos em ativos de risco. Segundo os assessores, 63% de seus clientes possuem entre 0% e 25% de alocação em Renda Variável (-3p.p. M/M), 29% possui entre 25% e 50% (+2p.p. M/M), 5% entre 50% e 75% (+0p.p. M/M) e por fim, 3% entre 75% e 100% (+1p.p. M/M).

O percentual dos assessores que disseram que seus clientes visam diminuir a alocação em Renda Variável aumentou em +3p.p. M/M atingindo um patamar de 31%. Enquanto isso, os investidores interessados em manter seus investimentos em nessa classe de ativos ficou em 57%, -5p.p. M/M. Por fim, apenas 12% dos clientes pretendem aumentar seus investimentos na classe de ativos, +2p.p M/M.

Fonte: XP Research

Interesse em Renda Fixa continua alto

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Tesouro Direto e Renda Fixa (77%, +2p.p. M/M); 2) Fundos de Renda Fixa (62%, +1p.p. M/M); 3) Fundos Imobiliários (49%, -3p.p. M/M); 4) Fundos Multimercado (44%, -5p.p. M/M ); 5) Investimentos Internacionais (20%, -24p.p. M/M); 6) Criptoativos (17%, -12p.p M/M); 7) Fundos de Renda Variável (9%, -3p.p. M/M); e 8) Ouro (5%, -5p.p. M/M).

Nesse mês, o destaque continuou sendo o alto interesse em Renda Fixa. Isso pode ser explicado pelo aumento da taxa de juros Selic, que foi de 2,0% aos atuais 12,75%, tornando a Renda Fixa mais atrativa, além de sinalizações de que os juros devem continuar a subir mais ainda pra controlar a inflação.

Na outra ponta, o interesse em Investimentos Internacionais e criptomoedas caíram fortemente. Isso reflete o desempenho bem negativo dos mercados fora do Brasil até agora nesse ano. Olhando mais especificamente para as criptomoedas, essa classe de ativo vêm passando por um período de alta volatilidade à medida que o cenário macroeconômico se deteriora, e tem sofrido junto com as ações com o sentimento de aversão ao risco ao longo dos últimos meses.

Fonte: XP Research

Interesse em investimentos internacionais cai

Neste ano, a Bolsa brasileira tem sido um dos mercados mais beneficiados pela subida nos preços de commodities e pela subida de juros para controlar a inflação em alta, fazendo com que investidores globais buscassem principalmente empresas de valor. Contudo, em termos de tamanho, o Brasil representa menos de 1% do mercado de ações global, e investir só em ações brasileiras é ignorar de 99% das oportunidades oferecidas por diversas empresas globais. E ter exposição a ativos internacionais é importante em períodos de incerteza e volatilidade como o atual.

Diante de um cenário cada vez mais negativo no exterior, o interesse de assessores e seus clientes em diferentes tipos de investimentos internacionais caíram fortemente no último mês. Segundo a pesquisa desse mês, os resultados foram: 1) Fundos Internacionais (45%, -13p.p. M/M); 2) Dólar (34%, -7p.p. M/M); 3) BDRs (28%, -7p.p. M/M); e 4) ETFs (20%, -13p.p. M/M). Por fim, 25% dos que responderam disseram que não estão interessados em investimentos internacionais, um aumento de +15p.p M/M.

Também decidimos incluir novamente na pesquisa desse mês quais são as temáticas de investimentos mais procurados pelos clientes na visão dos assessores, os maiores são: 1) Commodities (67%, -2p.p M/M); 2) Tecnologia (49%, +2 p.p M/M) e 3) Criptoativos e Blockchain (37%, -4p.p M/M).

Fonte: XP Research

Quer saber mais sobre ações internacionais? Acesse aqui e saiba se vale a pena investir em Apple, Google, Amazon, Disney e outras Ações Internacionais.

Ibovespa acima dos 120.000 pontos até o fim de 2022?

Segundo a pesquisa desse mês, 44% dos assessores acreditam que o Ibovespa ficará entre os 120.000 e 130.000 pontos ao final de 2022, um aumento de +2p.p. com relação a última pesquisa realizada em abril. Em seguida, 25% acreditam que o índice deve fechar o ano entre 110.000 e 120.000 pontos, um aumento de +8p.p M/M. Outros 18% acreditam que o índice ficará entre 130.000 e 140.000, -12p.p M/M, 2% acredita que ficará acima dos 140.000, -2p.p M/M, e 8% acredita que terminará o ano entre 100.000 e 110.000 pontos (+3p.p M/M). Por fim, os 3% restantes acreditam que o Ibovespa terminará 2022 abaixo dos 100.000 pontos.

A média de palpites calculada foi de 122.108 pontos, uma queda de -3,5% em relação a abril (126.594 pontos na pesquisa passada).

Fonte: XP Research

Foco no cenário econômico global e riscos políticos domésticos

Em relação aos riscos, o destaque passou a ser a desaceleração econômica, chegando a 32%, um aumento de +13p.p M/M. Eleições presidenciais foi visto como o segundo maior risco em 19% (-6p.p. M/M), junto com alta de juros nos Estados Unidos em 19% (+3p.p. M/M).

Em relação aos propulsores da Bolsa, na visão dos assessores, os maiores são: 1) cenário econômico global (35%, +3p.p. M/M); 2) cenário econômico brasileiro (31%, +0p.p. M/M); 3) resultado das eleições presidenciais (26%, -1p.p. M/M); 4) fim da pandemia (7%, +0p.p. M/M) e 5) outros (2%, -2p.p. M/M). Esses resultados mostram que os assessores estão atentos ao cenário internacional em relação ao que pode interferir no desempenho da Bolsa em 2022, mas também estão começando a olhar mais para o cenário interno, à medida que as eleições se aproximam.

Fonte: XP Research

A edição de maio da pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 26 de maio de 2022, via um formulário eletrônico contendo dez questões e obteve 255 respostas únicas.

Abra sua conta na XP Investimentos e conte com o nosso time especializado de assessores.

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