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Data Expert | Carrinho XP – Como estão Shopee e Shein no Brasil?

Nessa edição do Carrinho XP, analisamos os principais destaques para os resultados do setor de moda no mundo, segundo a McKinsey

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Competição esta estruturalmente maior, mas existem mitigadores

Na edição deste mês do Carrinho XP, apresentamos uma visão rápida de como estão a Shein e a Shopee no Brasil. Em geral, ambas as plataformas já respondem por um faturamento de mais de R$10 bilhões no país, enquanto o desenvolvimento de operações locais (fornecedores, vendedores, logística) parece ser sua próxima fronteira, embora a rentabilidade também continue sendo uma prioridade para os executivos. Nesse sentido, apesar da possível tributação de plataformas internacionais estar novamente em pauta, acreditamos que o cenário competitivo para as plataformas de e-commerce e varejistas de média renda continuará desafiador, enquanto vemos a capilaridade das lojas físicas e a logística como vantagens competitivas dos players locais.

Shopee e Shein: um faturamento de mais de R$10 bilhões no Brasil.

Plataformas internacionais asiáticas, como Shein e Shopee, chegaram ao Brasil em 2020 e 2019, respectivamente, e têm chamado a atenção dos consumidores locais desde então, principalmente devido aos preços baixos e à grande variedade de produtos de cauda longa. Notícias locais recentes apontam que ambas as plataformas juntas registraram um faturamento de mais de R$10 bilhões no Brasil em 2021, com o país se tornando o novo mercado número 1 da Shopee e o terceiro principal mercado da Shein, superando empresas tradicionais como a Casas Bahia em pesquisas recentes de brand awareness.

Investimentos em operações locais como a próxima fronteira…

Após seu crescimento massivo no país, a estratégia das empresas está se movendo de plataformas puramente internacionais (cross-border) para fortalecer suas operações locais de produção e logística. Nesse sentido, notícias locais recentes apontam que a Shein tem contatado fornecedores locais para estabelecer uma linha de produção local, enquanto três lojas pop-up já foram lançadas e espera-se outras abram em 2023. Enquanto isso, a Shopee conta com uma base de mais de 1 milhão de vendedores, seis centros de distribuição, parcerias com varejistas de alimentos (GPA, Dia e Oba Hortifruti), operadores logísticos (Sequoia, Loggi, Jadlog) e uma instituição de pagamentos (SHPP Brasil) certificada pelo Banco Central.

… enquanto a busca pela rentabilidade é fundamental.

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Nos últimos trimestres, a Sea Ltd. (controladora da Shopee) tem sido muito clara sobre a busca pela rentabilidade em todas as unidades de negócios, resultando em uma abordagem mais racional em relação aos investimentos em marketing e promoção da plataforma, bem como desinvestimentos em unidades de negócios e mercados não-chave, como Argentina, México, Espanha e Índia. O Brasil, no entanto, permanece como uma prioridade, com indicadores econômicos das unidades no país apresentando melhorias sequenciais impressionantes, embora a contribuição por pedido ainda esteja em terreno negativo (-US$0,47). Quanto à Shein, notícias apontam que a empresa está visando um IPO até o segundo semestre de 2023, além de estar analisando a entrada em itens mais caros.

Um possível obstáculo: a tributação em pauta novamente

Os varejistas estão pressionando o governo por uma tributação e inspeção mais rigorosas dessas plataformas, uma vez que as compras cross-border abaixo de US$50 feitas entre dois indivíduos sem fins comerciais estão isentas de impostos. Dado o posicionamento de preço baixo das plataformas estrangeiras, acreditamos que uma parte significativa de seu GMV se enquadra nesse limite, enquanto as varejistas de vestuário argumentam que a Shein não é uma plataforma P2P e, portanto, deve ser tributada independentemente do valor do pedido, levando os varejistas locais a exigir uma regulamentação atualizada das autoridades, argumentando que o governo está deixando até R$14 bilhões em impostos para trás anualmente.

Nossa visão: a competição deve permanecer acirrada; Logística e capilaridade como pilares dos players locais

À medida que os players asiáticos intensificam seus esforços no Brasil, vemos uma competição estrutural mais elevada para os varejistas de média renda e as plataformas de ecommerce brasileiras, mas com a capilaridade e logística das lojas físicas como vantagens competitivas dos players locais. Enquanto isso, se a tributação for aprovada, as compras cross-border podem perder o principal apelo dos consumidores, uma vez que estimamos que os preços da Shein estão 50%-64% abaixo de LREN, GUAR, CEAB e Hering. Mantemos, portanto, nossa visão cautelosa para o setor de ecommerce e observamos que as notícias sobre o assunto devem ser monitoradas.

Veja o relatório completo abaixo.

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Disclaimer:

Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

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O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. 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