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Carrefour (CRFB3) e Grupo Big: órgão do CADE aprova compra, confira a visão de nossos analistas

Superintendência Geral do CADE recomendou a aprovação da aquisição, operação ainda depende de análise pelo Tribunal do Cade; entenda

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Na terça-feira, 25, o Carrefour (CRFB3) anunciou, através de Comunicado ao Mercado, a recomendação da Superintendência-Geral do CADE de aprovação da aquisição do Grupo BIG. Isso significa que, agora, a operação será analisada pelo Tribunal do CADE até junho de 2022 (prazo máximo para apreciação previsto no regulamento, levando em consideração possíveis extensões).

Há, ainda, na recomendação da Superintendência a previsão de celebração de Acordo em Controle de Concentrações (ACC), com termos diversos do previsto no anúncio de aquisição divulgado pelo Carrefour anteriormente.

Entenda a aquisição

A compra no Grupo BIG foi anunciada pelo Carrefour em 24 de março de 2021, por meio de Fato Relevante. O contrato prevê a compra da totalidade de ações pelo valor de mais de R$ 7 bilhões de reais.

Na época, foi apresentado que a principal estratégia com a aquisição seria aumentar a presença do Carrefour Brasil em algumas regiões nas quais, hoje, tem pouca presença, como Nordeste e Sul do Brasil. Portanto, o fundamento que embasou a compra era justamente a complementariedade geográfica que a rede de lojas que o BIG poderia oferecer.

Além disso, há também a oportunidade de expansão dos formatos atualmente presentes no Carrefour, em especial em relação ao Atacado e Hipermercados. Outros formatos que estão englobados na expansão são os supermercados, soft discount e o segmento de mercado representado pelo Sam’s Club, que tem seu funcionamento atrelado a um sistema de associados com mais de 2 milhões de membros.

De acordo com o comunicado de março, esse modelo de negócios, presente através de contrato de licenciamento com o Walmart Inc., é voltado para o B2C e se apresenta como “único, premium e altamente rentável”. Confira a visão completa do nosso time de Varejo sobre a aquisição nesta análise.

Em novembro, o Grupo Carrefour Brasil informou a emissão da declaração de complexidade pela Superintendência-Geral do CADE. O comunicado trazia, ainda, que as expectativas da companhia já divulgadas pelo Grupo não se alteravam. uma vez que a declaração de complexidade já era esperada entre as etapas do processo de aquisição.

A previsão atual é que, após a conclusão da operação, o Carrefour inicie os trabalhos para converter 3.881 lojas, sendo 63 Maxxi, 43 Sam’s Club, 86 BIG, 45 Super Bompreço, 54 Nacional e 97 TodoDia. Essa etapa, de acordo com o time de Varejo do Research da XP, será fundamental para a percepção dos efeitos da operação para o grupo.

“A companhia vem sinalizando desde a aquisição da operação do BIG que devemos esperar remédios em algumas regiões de forte atuação das duas empresas, mas a aprovação da combinação entre as empresas já é amplamente esperada pelo mercado. Devemos ter um efeito mais concreto nas ações do Grupo Carrefour a partir da conversão das lojas e entrega de resultados da operação, que deve começar a acontecer logo após a aprovação pelo CADE, com previsão de ser concluída até junho de 2022”, afirmam os analistas.

Vale a pena investir no Carrefour?

Entre as possibilidade previstas para o grupo a partir da conclusão da operação, nosso time de especialistas do Research entende que o principal ponto positivo será afirmar o lugar do Carrefour entre as maiores do segmento.

“Com a transação, o maior ganho na nossa visão para o Grupo é a consolidação da sua posição entre as maiores empresas do segmento de varejo alimentar no Brasil, que vem com desafios principalmente de conversão de lojas das marcas e formatos do Grupo BIG, além de um novo formato de operação (Sam’s Club), que a companhia não tem ainda em seu portfólio”, explicam os analistas da XP. Contudo, eles destacam que os novos formatos no portfólio também podem se apresentar como desafios, em especial na execução, uma vez que o Grupo BIG vinha passando por uma reestruturação desde 2018.

Mas, afinal, para o time de Varejo do Research da XP, vale a pena investir em Carrefour? De acordo com os analistas, a recomendação segue Neutra, com preço-alvo de R$ 22,40:

“Não houve mudança na recomendação na época do anúncio, e mantemos nossa visão para o papel nesse momento, uma vez que esperamos um curto prazo ainda desafiador para o segmento de varejo do grupo (principalmente na categoria não alimentar) enquanto só devemos ver os impactos positivos da aquisição nos resultados da companhia a partir do 2º semestre do ano”, concluem os analistas.

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