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Posicionamento dos Fundos de Ações – Outubro de 2026

Fornecemos uma estimativa atualizada do posicionamento dos fundos de ações a vários setores e fatores. Também mostramos uma carteira de ações que busca replicar a exposição dos fundos aos fatores.

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Atualizamos nossa estimativa do posicionamento dos fundos de ações, analisando regressões em janela móvel que comparam o desempenho dos fundos a vários setores e fatores.

Nosso universo inclui fundos com exposição líquida significativa a ações, calculada como a diferença entre o valor das posições compradas e vendidas em relação ao total de patrimônio líquido. Para esta análise, selecionamos fundos com exposição líquida variando de 50% a 150%, com base nos dados mais recentes disponíveis. No mês passado, isso correspondeu a 992 fundos com um total de patrimônio líquido de R$ 295 bilhões.

Os principais destaques do relatório incluem:

Destaques dos setores: No último mês, os movimentos setoriais foram menores do que em agosto, com a principal mudança de posicionamento ocorrendo nos fatores. Inst. Financeiras (+146 bps; -11,5 p.p. subalocado) registrou o maior aumento, revertendo parcialmente vários meses de reduções, embora siga como a maior subalocação entre os setores e uma posição líquida vendida. Em seguida vieram Transportes (+94 bps; +2,3 p.p. sobrealocado) e Papel & Celulose (+80 bps; +7,0 p.p. sobrealocado), este último permanecendo como o setor de sobrealocação mais concentrada. Por outro lado, Propriedades Comerciais (-155 bps; +2,7 p.p. sobrealocado) apresentou a maior redução pelo segundo mês consecutivo, estendendo o desmonte do mês anterior, seguido por Bancos (-113 bps; -4,8 p.p. subalocado), que devolveu parte do fluxo de agosto, e Óleo, Gás e Petroquímicos (-103 bps; -1,9 p.p. subalocado).

Os setores com sobrealocação mais concentrada (crowded) são Papel & Celulose, TMT e Propriedades Comerciais. Os setores mais subalocados (underbought) são Inst. Financeiras, Bancos e Saneamento.

Destaque dos Fatores. Nas últimas quatro semanas, os fundos migraram para Momentum e Baixo Risco enquanto reduziram de forma relevante a exposição ao mercado. Momentum (+806 bps) registrou o movimento mais forte, o maior aumento mensal desde 2020, voltando a uma exposição positiva pela primeira vez desde março. Baixo Risco (+650 bps) também subiu de forma significativa. Por outro lado, Qualidade (-313 bps) estendeu sua queda pelo quinto mês consecutivo, passando a uma exposição levemente negativa, enquanto Tamanho (-137 bps) recuou pelo segundo mês. Valor (+31 bps) permaneceu relativamente estável após o forte aumento do mês anterior.

A exposição ao mercado caiu 1.038 bps, a maior redução mensal desde 2021, retornando aos níveis observados em março, antes da retomada de risco vista em abril.

O Índice de Risco Ativo subiu levemente (z-score de 5 anos de -0,7 para -0,5), revertendo parcialmente a queda do mês anterior, mas ainda abaixo do neutro.

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