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Data Centers em destaque: Próximos passos após Redata no Brasil; Europa fortalece exigências de sustentabilidade | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Scala Data Centers destaca incentivos estaduais como fundamentais para destravar investimentos em data centers no Brasil

Na mídia. Data centers podem atrair US$ 1 trilhão se Brasil não “perder a segunda onda”, diz Scala – Brazil Journal, 23 de setembro (link)

Nossa visão. Após a aprovação do Redata, o CEO da Scala Data Centers, Marcos Peigo, destacou a necessidade de mais incentivos estaduais para destravar investimentos em data centers e posicionar o Brasil para capturar uma parcela maior da demanda global por infraestrutura digital. Segundo Peigo, a demora de quase dois anos para aprovar o Redata fez com que o Brasil perdesse uma oportunidade inicial de capturar parte do ciclo global de investimentos; por outro lado, as crescentes restrições de capacidade em mercados maduros, como os EUA, podem criar uma nova janela de oportunidade. O Brasil possui atualmente cerca de 650 MW de capacidade instalada em data centers atendendo à demanda interna, um mercado que a Scala estima poder chegar a 3 GW na próxima década. A maior oportunidade, no entanto, reside em posicionar o Brasil como um polo exportador de infraestrutura digital. Aproveitando suas vantagens competitivas em energia renovável, o país poderia expandir a capacidade de data centers para 13 GW–15 GW atendendo à demanda internacional. Em nossa visão, a questão central é o que virá após o Redata. Embora o marco regulatório ofereça uma base importante para investimentos, capturar uma parcela maior da demanda global por data centers deve depender de reduzir ainda mais a diferença de custos tributários no Brasil, bem como de melhorias nos prazos de conexão à rede elétrica e na infraestrutura de transmissão.

#2. Comissão Europeia propõe estrutura de divulgação de critérios de sustentabilidade para data centers

Na mídia. UE exigirá que data centers divulguem eficiência energética e hídrica – Reuters, 21 de setembro (link)

Nossa visão. Nesta semana, a Comissão Europeia propôs um sistema de classificação e rotulagem de sustentabilidade para data centers, visando aumentar a transparência em relação à eficiência energética e hídrica, à medida que a IA e a computação em nuvem impulsionam o rápido crescimento da infraestrutura digital. No modelo proposto, data centers com demanda de potência de TI instalada superior a 500 kW receberiam um selo padronizado de sustentabilidade, com base em indicadores operacionais, como: eficiência energética e hídrica, exposição ao estresse hídrico local, e origem da eletricidade utilizada. O selo serviria como uma forma padronizada de apresentar informações sobre o desempenho de sustentabilidade de cada instalação, sem impor limites ao consumo de eletricidade ou água. Os Estados-Membros da UE e os legisladores têm agora dois meses para apresentar objeções antes que as regras entrem em vigor. Em nossa visão, o principal valor dessa estrutura reside em melhorar a comparabilidade entre as instalações e fornecer a reguladores, clientes, credores e investidores uma base comum para avaliar o desempenho operacional. Em um contexto mais amplo, isso reflete o reconhecimento crescente de que o perfil de sustentabilidade dos data centers vai além da intensidade de carbono de seu suprimento de energia. À medida que o setor cresce, fatores como disponibilidade de água, tecnologias de resfriamento, gestão de calor residual, ruído e impactos na comunidade tornam-se cada vez mais relevantes para o desenvolvimento de projetos. Iniciativas de transparência semelhantes podem surgir em outros mercados, inclusive no Brasil, à medida que as preocupações com a sustentabilidade relacionadas à expansão dos data centers continuam aumentando.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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