XP Expert

13º Fórum do Biogás em destaque: Infraestrutura, regulação e próximos passos | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

Confiança da indústria cresce à medida que o ecossistema de biometano amadurece no Brasil

Na mídia. 13º Fórum do Biogás – Eixos, 12 de agosto (link)

Um breve contexto. Nesta semana, a Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) realizou a 13ª edição do Fórum do Biogás em São Paulo, o principal evento do setor na América Latina. Reunindo representantes de toda a cadeia de valor, membros do setor público e empresas, a conferência proporcionou uma visão abrangente sobre os principais vetores de crescimento e desafios para a consolidação do mercado de biogás e biometano no Brasil. Entre as principais mensagens do evento, destacamos: (i) a oferta segue ganhando tração: os participantes do setor demonstraram confiança na expansão da produção, com diversos produtores, como a Gás Verde, anunciando planos relevantes de aumento de capacidade até 2028; (ii) o transporte urbano desponta como um importante vetor de demanda: a substituição do diesel em frotas urbanas foi amplamente apontada como uma das maiores oportunidades para o biometano, com potencial para criar um mercado até duas vezes maior que o segmento industrial, embora limitações de infraestrutura e entraves regulatórios ainda representem desafios relevantes; (iii) o setor defende uma implementação mais acelerada da obrigatoriedade de uso do biometano: os produtores reforçaram a importância de ter um cronograma plurianual para elevar gradualmente a meta de descarbonização do mercado de gás natural prevista na Lei do Combustível do Futuro, dos atuais 0,5% para 1,5% até 2027 e para 5% a 7% ao longo dos próximos cinco anos; (iv) a geração de energia flexível permanece como uma importante frente de expansão da demanda: a ABiogás estima potencial para a contratação anual de até 400 MW de capacidade térmica a biogás nos futuros Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAPs), criando um mercado complementar ao impulsionado pelas metas de mistura prevista na lei do Combustível do Futuro; e (v) a implementação dos Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs) parece estar próxima: o setor aguarda o avanço da ANP na regulamentação necessária para viabilizar as primeiras emissões de CGOBs, que, segundo sinalizações do órgão regulador, poderão acontecer já no próximo mês.

Nossa visão. O evento reforçou nossa visão construtiva sobre o mercado brasileiro de biometano, dada a crescente confiança do setor tanto na expansão da demanda quanto na capacidade de atendimento da oferta, sustentando a tese de investimento de longo prazo da indústria. Nesse contexto, continuamos vendo o Brasil como um dos mercados mais promissores para capturar a próxima fase de crescimento do mercado de biometano. No entanto, o ritmo e a escala dessa expansão ainda dependem de: (i) uma implementação regulatória eficiente, incluindo a operacionalização do arcabouço dos CGOBs; (ii) o desenvolvimento de mercados finais para além dos mecanismos obrigatórios, uma vez que mandatos de mistura, embora importantes para criar demanda inicial, dificilmente serão suficientes para absorver todo o potencial de expansão da oferta; e (iii) uma execução bem-sucedida do lado da oferta, que dependerá da viabilidade econômica dos projetos, da disponibilidade de matéria-prima, de ganhos de escala e da superação de gargalos de infraestrutura, temas que já haviam sido destacados em nossas discussões com a ABiogás no início de maio (link). Entre as empresas sob cobertura da XP, destacamos a Orizon como uma das companhias melhor posicionada para se beneficiar de uma curva de adoção de biometano mais robusta, dada a sua base de ativos, o acesso à matéria-prima e a exposição direta a alguns dos principais vetores de expansão da demanda no longo prazo. 

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.