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Resumo semanal da Bolsa | Queda nos preços do petróleo pressiona o Ibovespa

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 3,1% em reais e de 3,2% em dólares, por conta da depreciação de 0,2% do real, aos 172.455 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em alta (S&P 500: +3,5%; Nasdaq: +5,1%; Dow Jones: +3,0%), com o S&P 500 fechando acima de 7.700 pontos pela primeira vez, sustentado pela expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. Na frente geopolítica, o petróleo teve semana volátil. O Brent recuou 5,8% na semana, com cancelamento por parte dos EUA de um ataque planejado contra o Irã e novas perspectivas de acordo entre os países, e encerrou próximo de US$ 83/barril. No macro, o payroll de julho decepcionou, com -23 mil vagas (vs. +80 mil esperadas) e revisões que subtraíram 103 mil postos de maio e junho. Assim, as taxas Treasuries fecharem durante a semana (2 anos: -5 bps; 10 anos: -10 bps). No micro, os destaques ficaram na temporada de resultados. A Palantir disparou +39,8% na semana após reportar avanço de 93% na receita em base anual, reforçando a tese de demanda por inteligência artificial, enquanto a SpaceX subiu cerca de 22,8%, apesar de o capex trimestral ter saltado para US$ 18,4 bilhões.
  • As ações brasileiras encerraram a semana na contração dos mercados globais. A queda nos preços do petróleo durante a semana (Brent: -5,8%) pesou sobre grande parte do índice, com o setor de Óleo, Gás e Petroquímicos recuando -3,1%, ao mesmo tempo que a temporada de resultados seguiu gerando volatilidade nos preços. No macro, o Copom reduziu a taxa Selic para 14% na quarta-feira, conforme amplamente esperado. O comunicado foi interpretado como mais conservador, com o Banco Central mantendo a porta aberta para novos cortes, mas destacando o balanço de riscos com assimetria altista para a inflação, o que dividiu a leitura dos investidores sobre a continuidade do ciclo em setembro. Assim, a curva passou a precificar cerca de 70% de chance de nova redução de 0,25 ponto percentual. No micro, a temporada de resultados tem sido outro fator importante. Até o momento, com 39% das empresas da nossa cobertura já tendo reportado seus resultados, 25% superou as estimativas de receita, 16% de EBITDA e 38% de lucro líquido. Observamos números relativamente em linha com as expectativas para muitos setores, apesar de exceções relevantes.
  • Fleury foi o destaque positivo da semana (FLRY3, +10,8%), após resultados do 2T26 que reforçaram sólida execução e bom momento operacional da companhia (link). Por outro lado, Marcopolo (POMO4, -15,1%) foi o destaque negativo, com resultados fracos do 2T26, pressionados por um mix de produtos menos favorável, maiores custos de matéria prima e efeitos cambiais desfavoráveis (link).

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