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Saídas de capital estrangeiro atingem o maior nível desde o início de 2020 – Fluxo em foco

A indústria de fundos teve um mês positivo, puxado pelos fundos de renda fixa

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Maio foi mais um mês desafiador para os fluxos estrangeiros, com os investidores estrangeiros registrando as maiores saídas mensais no mercado à vista desde 2020 (-R$13,3 bilhões no mercado à vista e +R$2,4 bilhões em futuros). A tendência também permaneceu negativa em junho, com saídas líquidas totais de R$1,7 bilhão até agora. Isso amplia a reversão iniciada em meados de abril, levando as saídas acumuladas no mercado à vista para R$31,0 bilhões desde então. Vemos três principais vetores por trás dessa mudança: (i) a retomada do trade de IA; (ii) a alta das expectativas de inflação e juros; e (iii) a volatilidade eleitoral no Brasil. Enquanto isso, os investidores institucionais locais passaram a compradores líquidos em maio, registrando entradas de R$13,3 bilhões no mercado à vista e encerrando uma sequência de oito meses de saídas líquidas. Os investidores pessoa física também seguiram dando suporte, contribuindo com entradas líquidas de R$5,8 bilhões. Por fim, a indústria de fundos voltou ao terreno positivo, com captação líquida de R$10,3 bilhões, puxada principalmente pelos fundos de renda fixa, enquanto os hedge funds e os fundos de ações continuaram registrando resgates líquidos.

Os investidores estrangeiros registraram as maiores saídas mensais no mercado à vista desde março de 2020. Em maio, os fluxos estrangeiros deram continuidade à tendência negativa iniciada em meados de abril, com saídas líquidas de R$13,3 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$2,4 bilhões em futuros. Desde meados de abril, quando as saídas estrangeiras se intensificaram, as saídas acumuladas já somam R$31,0 bilhões no mercado à vista, com entradas registradas em apenas 3 dos últimos 38 pregões. A tendência permaneceu negativa em junho, com saídas líquidas de R$3,4 bilhões no mercado à vista, apesar de entradas líquidas de R$1,7 bilhão em futuros.

Como resultado, as entradas acumuladas de capital estrangeiro em 2026, que atingiram um pico de R$69,1 bilhões em meados de abril, recuaram para R$40,4 bilhões. Como discutimos em nosso último Raio-XP, vemos três principais fatores por trás dessa reversão nas ações brasileiras: (i) a retomada do trade de IA, que redirecionou fluxos de estratégias ligadas a commodities e HALO para ações nos EUA e outros mercados emergentes, como Coreia e Taiwan; (ii) o aumento das expectativas de inflação e juros, tanto globalmente quanto no mercado doméstico; e (iii) a maior volatilidade política e eleitoral no Brasil. Em nível setorial, quase todos os setores registraram saídas líquidas de capital estrangeiro em maio, com exceção de Inst. Financeiras, Óleo, Gás & Petroquímicos e Mineração & Siderurgia. Em contrapartida, Construção Civil, Alimentos & Bebidas e Saúde foram os setores que sofreram as maiores retiradas por parte dos estrangeiros.

Enquanto isso, os investidores institucionais foram fortes compradores líquidos de ações brasileiras em maio, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de saídas. Eles registraram entradas líquidas de R$13,3 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por saídas líquidas de R$4,0 bilhões em futuros. Até agora em junho, os investidores institucionais seguem como compradores líquidos, com entradas totais de R$0,7 bilhão.

Os investidores pessoa física também permaneceram compradores líquidos, com entradas líquidas de R$5,8 bilhões no mercado à vista e de R$1,5 bilhão em futuros durante maio. Em junho, eles continuaram aumentando exposição, com entradas líquidas acumuladas de R$1,4 bilhão.

Por fim, a indústria de fundos voltou ao terreno positivo em maio, registrando entradas líquidas de R$10,3 bilhões, impulsionadas principalmente por R$10,4 bilhões de captação em fundos de renda fixa. Por outro lado, os hedge funds e os fundos de ações continuaram enfrentando resgates, registrando saídas líquidas de R$6,4 bilhões e R$0,1 bilhão, respectivamente.

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