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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa recua devido a saída de capital estrangeiro

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 2,6% em reais e de 4,3% em dólares, por conta da depreciação de 2,5% do real, aos 169.140 pontos.
  • Os mercados globais encerraram a semana em queda (S&P 500: +1,4%; Nasdaq: +2,9%; Dow Jones: +0,9%; ACWI: +1,6%), com o S&P 500 encerrando sua sequência de nove semanas consecutivas de ganhos. No micro, o principal gatilho foi o resultado de Broadcom (AVGO: -13,7%), que ficou aquém do entusiasmo mais elevado do mercado e desencadeou um movimento relativamente forte de realização nas ações globais ligadas a inteligência artificial, além das dúvidas sobre a capacidade do mercado de absorver a onda de grandes IPOs que devem chegar nos próximos trimestres. No macro, a semana foi marcada por dados ainda resilientes de atividade e emprego nos EUA, reforçando a leitura de que o crescimento segue sólido no curto prazo. Ao mesmo tempo, a combinação entre demanda firme, preços de energia ainda elevados, novas tarifas e incertezas no Oriente Médio manteve a percepção de inflação mais persistente. Nesse contexto, a taxa das Treasuries avançaram, e o mercado passou a precificar mais de 70% de pelo menos um aumento de juros pelo Fed em 2026.
  • Enquanto isso, a bolsa brasileira acompanhou o tom negativo dos mercados globais. Nos juros futuros, o contrato para Jan/29 e Jan/36 abriram 13 bps e 8 bps, respectivamente, enquanto o dólar avançou 2,6% na semana para R$ 5,16. Com isso, desde o último pico, em 14 de abril, o Ibovespa acumula queda de 14,8% em reais e de 17,3% em dólares. O principal vetor por trás desse movimento segue sendo a saída de capital estrangeiro, que somou R$ 930 milhões na semana (dados até terça-feira), e já ultrapassa R$ 26,1 bilhões desde 15 de abril, quando o mercado iniciou sua correção. A reprecificação da trajetória da Selic também pesou sobre os ativos locais, com a curva de juros passando a embutir maior probabilidade de pausa no ciclo de afrouxamento do Copom e taxa terminal próxima de 14,50% no fim de 2026. Além disso, o governo dos EUA propôs duas tarifas adicionais sobre parte das exportações do Brasil, uma de 25% e outra de 12,5%, que, caso implementadas, podem levar a tarifa média efetiva do Brasil de 12% para 22%. Por fim, após a divulgação de dados forte no payroll dos Estados Unidos, o mercado elevou para 60% a probabilidade de manutenção da Selic na reunião de junho, ante 30% na semana anterior.
  • A Usiminas foi destaque positivo da semana (USIM5, +8,6%) devido medidas de antidumping contra o aço chinês e eventual espaço para aumento de preços no mercado doméstico, sustentando potencial revisão de earnings para cima. Por outro lado, Braskem (BRKM5, -26,1%) foi o destaque negativo da semana devido expectativas de piora nos spreads e notícias de recuperação extrajudicial.

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