Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território misto, com o IBOV avançando 0,17%, enquanto o ISE recuou 0,33%.
• Na Brasil, a Acelen Renováveis deu início efetivo à implantação da primeira de um pacote de cinco biorrefinarias que a empresa planeja construir no país, com investimentos estimados em US$12,5 bilhões – nesta quinta-feira (21), a empresa anunciou o investimento de US$1,5 bilhão para a construção da planta que terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustível renovável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e diesel verde (HVO, também em inglês).
• No internacional, (i) a Arafura Rare Earths aprovou a construção de uma mina de terras raras na Austrália, que poderá fornecer cerca de 4% do neodímio e praseodímio do mundo, minerais críticos usados em ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas e caças – o projeto Nolans, de US$1,6 bilhão, será desenvolvido num momento em que os Estados Unidos e seus aliados buscam quebrar o domínio da China sobre o fornecimento global de terras raras; e (ii) desenvolvedores de sistemas de armazenamento de energia nos EUA instalaram 9,7 gigawatts-hora de nova capacidade no primeiro trimestre de 2026, marcando um recorde histórico para o período, segundo dados da Solar Energy Industries Association (SEIA) – a capacidade de armazenamento avançou 32% na comparação anual no trimestre, mesmo diante de medidas federais que, segundo a indústria, vêm desacelerando o desenvolvimento de energia limpa.
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Brasil
Empresas
Acelen Renováveis inicia implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bi na Bahia
“A Acelen Renováveis deu início efetivo à implantação da primeira de um pacote de cinco biorrefinarias que a empresa planeja construir no país, com investimentos estimados em US$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 62,5 bilhões em valores atuais). Nesta quinta-feira (21), a empresa anunciou o investimento de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões) para a construção da planta que terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustível renovável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e diesel verde (HVO, também em inglês). O volume corresponde a uma produção de 20 mil barris/dia de biocombustíveis. A empresa fechou também a estrutura de financiamento para a construção da unidade baiana, ao contratar operação de crédito com um consórcio composto por 12 instituições financeiras nacionais e internacionais, liderado pelo HSBC e IFC, instituição do Grupo Banco Mundial voltada ao desenvolvimento do setor privado. A modalidade é do tipo “project finance” e o prazo de amortização é de 5,5 anos. Do total de US$ 1,5 bilhão, US$ 650 milhões serão aportados pelo Mubadala Capital, controlador da Acelen Renováveis, e os restantes US$ 850 milhões serão aportados por meio de financiamento que conta com as seguintes instituições: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, First Abu Dhabi Bank (FAB), Abu Dhabi Commercial Bank (ADCB), BID Invest, Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), Development Finance Institute Canada (FinDev Canada), KfW IPEX-Bank, BBVA e Bank of China.”
Fonte: Valor Econômico; 21/05/2026
Marca chinesa lança tratores híbridos no Brasil e mira 10% do mercado
“A Zoomlion Heavy Industry Science & Technology Co., Ltd., gigante chinesa de maquinários nas áreas de engenharia e agropecuária, apresentou recentemente uma linha de tratores de 70 a 350 cavalos de potência. O destaque são dois modelos híbridos inéditos no país, que rodam com motores a diesel e elétrico. O equipamento foi apresentado pela primeira vez neste ano na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). A companhia de capital aberto atua em 60 países nas áreas de mineração, construção e agrícola, e no ano passado faturou quase US$ 10 bilhões. Os equipamentos híbridos, segundo a empresa, fazem parte da estratégia de ampliar o uso de tecnologias voltadas à eficiência energética e à redução de impactos ambientais no setor agrícola. Os equipamentos foram desenvolvidos para atender operações de grande escala, com foco em desempenho, consumo de combustível e eficiência na operação. A empresa estreou sua linha agrícola no Brasil no ano passado, depois que uma pesquisa identificou uma oportunidade boa de negócios no país, na esteira da chegada dos fabricantes chineses de carros como a BYD, que também participou da Agrishow com estande na frente da Zoomlion. Xiangbo Li, CEO da divisão agrícola da Zoomlion no exterior, disse ao Valor que a empresa pretende trazer para o Brasil toda sua linha de tratores, colheitadeiras (uma versão híbrida será lançada no final do ano) e plantadeiras visando alcançar 10% de market share até 2030.”
Fonte: Valor Econômico; 21/05/2026
Internacional
Empresas
“A Arafura Rare Earths aprovou a construção de uma mina de terras raras no Território do Norte, na Austrália, que poderá fornecer cerca de 4% do neodímio e praseodímio do mundo, minerais críticos usados em ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas e caças. O projeto Nolans, de US$ 1,6 bilhão, será desenvolvido num momento em que os Estados Unidos e seus aliados buscam quebrar o domínio da China sobre o fornecimento global de terras raras, ajudando a financiar novos projetos e estabelecendo estoques liderados por governos. Espera-se que Nolans seja a primeira operação de terras raras totalmente integrada da Austrália, abrangendo atividades de mineração e processamento, declarou a Arafura nesta quinta-feira. “A diversificação das cadeias globais de suprimentos de terras raras é um imperativo, não apenas uma oportunidade”, disse o diretor-presidente, Darryl Cuzzubbo. Atualmente, a China produz cerca de 90% de toda a oferta global de terras raras refinadas. A Lynas Rare Earths, da Austrália, é a maior produtora de terras raras separadas fora da China, processando seus metais na Malásia. A mineradora australiana Iluka Resources também está construindo uma refinaria no país que inicialmente processará o material estocado de suas operações de areias minerais.”
Fonte: Valor Econômico; 21/05/2026
Política
Mundo constrói mais usinas a carvão em 2025, mas consome menos
“O mundo construiu e colocou em operação mais usinas a carvão em 2025, mas consumiu menos desse combustível poluente, com os Estados Unidos sendo a única grande economia que aumentou substancialmente a geração, revelou nesta quinta-feira, 21, uma análise do Global Energy Monitor. O carvão é um dos principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta, e sua eliminação gradual é crucial para controlar as mudanças climáticas. A maior acessibilidade e abundância das energias renováveis significa que a energia solar e eólica agora podem atender à crescente demanda por eletricidade em grande parte do mundo. Isso contribuiu para que a geração de energia à base de carvão diminuísse globalmente em 0,6% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo um novo relatório da companhia, que monitora a geração com esse combustível fóssil há mais de uma década. Mas, apesar dessa queda, a capacidade de produção de energia à base de carvão – ou seja, as usinas que entraram em funcionamento ou foram colocadas em operação – aumentou 3,5% no ano passado. A esmagadora maioria dessa capacidade (95%) se concentrou na China e na Índia, afirmou o GEM. A capacidade de carvão da China cresceu 6% no ano passado, mas a geração de eletricidade a partir do carvão caiu 1,2%, em parte devido ao aumento vertiginoso da produção de energias renováveis. O mesmo ocorreu na Índia, onde a capacidade cresceu quase 4%, apesar de a geração ter caído quase 3%.”
Fonte: NovaCana; 21/05/2026
Adições de armazenamento de energia nos EUA atingem recorde no 1º trimestre, mostra relatório
“Desenvolvedores de armazenamento de energia nos Estados Unidos instalaram 9,7 gigawatts-hora de nova capacidade no primeiro trimestre de 2026, marcando um recorde histórico para o período, segundo um relatório do setor divulgado na quinta-feira. A capacidade de armazenamento cresceu 32% na comparação anual no trimestre, apesar de ações federais que, segundo a indústria, estão desacelerando o desenvolvimento de energia limpa, de acordo com o relatório da Solar Energy Industries Association (SEIA) e da Benchmark Mineral Intelligence. A SEIA afirmou que a demanda está sendo impulsionada por data centers, preços voláteis de eletricidade e interrupções no fornecimento global de gás e turbinas a gás. Grandes empresas de tecnologia, incluindo Google e Meta, anunciaram neste ano acordos para adquirir dezenas de milhares de megawatts-hora de armazenamento para abastecer data centers necessários para operar tecnologias de IA. O setor solar enfrenta pressões tarifárias e uma suspensão na aprovação de grandes projetos sob a administração Trump, como parte de uma agenda focada em petróleo, gás, carvão e energia nuclear. O relatório mostrou que 467 projetos de solar e armazenamento estão com licenças pendentes e podem enfrentar atrasos ou cancelamentos. “Se os gargalos no licenciamento federal persistirem, as contas de energia das famílias continuarão a subir e a China avançará ainda mais na corrida pela liderança em IA”, afirmou o relatório. O relatório estima mais de 610 GWh de adições de armazenamento até 2030.”
Fonte: Reuters; 21/05/2026
Japão revisa regras de green bonds e amplia elegibilidade de projetos
“O Japão deve ampliar o escopo dos títulos verdes para incluir baterias de veículos elétricos, turbinas a gás de hidrogênio e outras tecnologias, em meio ao impacto do aumento das taxas de juros, que tem reduzido o apetite por esse tipo de financiamento voltado à sustentabilidade. Já em junho, o Ministério do Meio Ambiente pretende revisar as diretrizes que orientam a emissão de títulos verdes por empresas, instituições financeiras e governos locais. As mudanças vão incorporar as alterações feitas no ano passado aos princípios da Associação Internacional do Mercado de Capitais (ICMA). Até agora, o uso dos recursos captados com títulos verdes no Japão era restrito a projetos com impacto ambiental direto, como energia renovável, edifícios eficientes em termos energéticos e veículos elétricos. Com a atualização, as diretrizes devem passar a incluir também componentes e uma gama mais ampla de projetos com benefícios ambientais, como iniciativas voltadas à redução de emissões ao longo da cadeia de suprimentos. Na prática, a mudança permitirá que títulos verdes financiem novos tipos de projetos e componentes, como baterias de armazenamento de energia — incluindo materiais essenciais como cátodos — além de turbinas a gás movidas a hidrogênio para geração de eletricidade.”
Fonte: Valor Econômico; 21/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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