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Exportações de veículos da China e tendências globais de energia em destaque | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. China exporta mais carros elétricos a bateria e híbridos plug‑in do que veículos com motor a combustão pela primeira vez em abril

Na mídia. Demanda doméstica por carros na China permanece fraca, mas as exportações se fortalecem – Reuters, 10 de maio (link)

Nossa visão. Nesta semana, a China Passenger Car Association (CPCA) divulgou os dados de vendas de veículos de abril, apontando para uma mudança gradual em direção a um mercado automotivo chinês mais voltado para exportações. As exportações totais de veículos aumentaram 80% na comparação anual, enquanto as exportações de NEVs (veículos elétricos a bateria e híbridos plug-in) cresceram 112% no mesmo período, superando pela primeira vez as exportações de veículos movidos a gasolina e diesel. De forma mais ampla, a CPCA espera que as exportações se tornem o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China, sustentadas por: (i) preços globais de combustíveis mais elevados, intensificados pelo conflito entre EUA e Irã; e (ii) montadoras chinesas redirecionando o excesso de capacidade doméstica para mercados externos, especialmente Europa e América Latina, incluindo o Brasil. No mercado doméstico chinês, no entanto, o cenário é outro. Abril marcou o sétimo declínio mensal consecutivo nas vendas de carros de passeio (-22% A/A). Ao mesmo tempo, os NEVs já representam cerca de 61% das vendas domésticas na China, sugerindo um estágio mais maduro de penetração, com o crescimento incremental sendo cada vez mais impulsionado por ganhos de participação de mercado, em vez da expansão da categoria. Ainda segundo a associação, a intensa concorrência de preços e os grandes descontos continuam pressionando as margens da indústria no país asiático, particularmente entre as montadoras locais. Diante desse cenário, esperamos que a pressão competitiva das exportações de veículos elétricos chineses em mercados internacionais se intensifique ainda mais, elevando o nível de exigência para montadoras não chinesas em termos de precificação, posicionamento de produto e atuação junto a políticas públicas. No entanto, o aumento do escrutínio regulatório sobre as importações de veículos chineses (incluindo possíveis medidas antidumping/subsídios e tarifas) permanece um fator chave de incerteza e o principal potencial contraponto a essa tese, sendo válido acompanhar daqui para frente.

#2. Demanda global por energia atinge nível recorde, com fontes limpas impulsionando a maior parte do crescimento

Na mídia.Consumo mundial de energia em 2025 foi o maior já registrado na história – Valor Econômico, 11 de maio (link)

Nossa visão. A Agência Internacional de Energia (IEA) divulgou nesta semana o seu Global Energy Review 2026. Entre os principais destaques, observamos que: (i) a demanda global por energia aumentou 1,3% na comparação anual em 2025, atingindo um nível recorde; (ii) embora os combustíveis fósseis ainda tenham representado cerca de 80% da oferta total global de energia, as fontes de baixa emissão (renováveis e nuclear) responderam por ~60% do crescimento incremental da demanda no ano, reforçando que a maior parte das novas adições de capacidade vem crescendo a partir de tecnologias mais limpas; e (iii) a energia solar fotovoltaica foi a maior contribuinte individual para o crescimento da demanda (27%), seguida pelo gás natural (17%). Na nossa visão, o relatório reforça que a transição energética global continua avançando, mesmo com a matriz energética ainda fortemente dependente de combustíveis fósseis. Além disso, fontes renováveis e convencionais tendem a se expandir em paralelo no médio prazo, em vez de as renováveis substituírem totalmente os combustíveis fósseis no curto prazo.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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