Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em forte queda, com o IBOV e o ISE caindo 1,8% e 2,62%, respectivamente.
• Na política, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu nesta quarta (13/5) o aumento na mistura de etanol na gasolina, afirmando que os testes já permitem avançar dos atuais 30% para 32% – defendida sobretudo pelo agronegócio, a discussão sobre a ampliação das misturas ganhou fôlego com a alta global dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio.
• No lado das empresas, (i) a BYD afirmou que sua tecnologia de “carga relâmpago” eliminará a “barreira final” para a migração dos consumidores para veículos elétricos, permitindo que a montadora conquiste mais clientes na China e na Europa que hoje usam modelos a combustão interna – indo além, a empresa planeja instalar 3.000 estações de recarga ultrarrápida na Europa, à medida que acelera sua expansão internacional; e (ii) empresas de tecnologia como Meta e Amazon poderão incluir data centers movidos a gás como parte de seus investimentos em energia limpa, após forte pressão de grupos setoriais sobre os principais órgãos de supervisão de metas climáticas corporativas – a iniciativa Science Based Targets (SBTi), por exemplo, decidiu abandonar regras propostas que dificultariam que operadoras de data centers afirmassem que 100% de suas necessidades de energia são atendidas por fontes renováveis para fins de cumprimento de metas climáticas.
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Brasil
Empresas
Amaggi compra 40% de participação na FS, de etanol de milho
“A Amaggi, maior empresa brasileira de grãos e fibras, fechou acordo para adquirir 40% de participação societária na FS, segunda maior produtora de etanol de milho no país. A assinatura do acordo ocorreu nesta quarta-feira (13/5), mesma data de envio do pedido de aprovação do negócio ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas não revelaram o montante valor da operação. As empresas informaram apenas que o acordo prevê um aporte de recursos, com emissão primária de ações da FS, no valor de US$ 100 milhões, e aquisição de uma parcela de ações já existentes, chegando ao total de 40% do capital acionário. O percentual de ações adquiridas dos sócios é mantido em sigilo por questões contratuais. A FS é uma joint venture entre a americana Summit Agricultural Group e a Tapajós Participações. A Amaggi também mantém não divulga a estrutura de financiamento da transação. A conclusão do negócio vai depender da aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras. A entrada da Amaggi como sócia minoritária não implicará mudanças na diretoria da FS. A Amaggi terá representantes no conselho da companhia, mas o número de membros é mantido em sigilo. “A Summit e a Amaggi acreditam na capacidade, no comprometimento e na dedicação da atual diretoria da FS, portanto, o corpo executivo será mantido na gestão da companhia”, afirmou Judiney Carvalho, CEO da Amaggi. Segundo a FS, a parceria tem como foco apoiar o crescimento da empresa e capturar sinergias em áreas estratégicas, como originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo a competitividade das empresas. Para a Amaggi, o negócio faz parte da estratégia de industrialização e verticalização de suas operações. Rafael Abud, CEO e fundador da FS, disse que os planos de expansão seguem inalterados.”
Fonte: Capital Reset; 13/05/2026
Copersucar corta custos e emissões ao trocar diesel por biometano da própria cana
“A Copersucar, cooperativa que movimenta cerca de um terço de toda a produção brasileira de açúcar e etanol, lançou oficialmente o projeto BioRota, operação de logística movida a biometano, gás renovável produzido a partir de resíduos orgânicos e que substitui combustíveis fósseis. A rota conta com 70 caminhões em rodagem entre usinas do interior paulista e o Porto de Santos. Iniciada em abril de 2024, a ação substituiu cerca de cinco milhões de litros de diesel e evitou a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO2 em dois anos. O argumento central não é ambiental, e sim econômico. “Na ponta do lápis, é cerca de 20% a 25% mais barato usar o biometano”, diz Tomás Manzano, presidente da Copersucar. “Essa diferença do combustível é suficiente para remunerar o ativo mais caro e trazer retorno para o investidor.” A Copersucar não comprou novos caminhões. O modelo funciona assim: a cooperativa oferece às transportadoras parceiras dois ativos – um contrato de frete de longo prazo (de dois a cinco anos) e a garantia de fornecimento do biometano produzido em suas usinas. Com essa segurança, as transportadoras investem nos caminhões a gás, que custam mais do que os modelos a diesel, mas se pagam pela economia no combustível. Hoje, cinco transportadoras operam na BioRota: Reiter Log, Transvale, GetOne, Rodomacro e JR, com frotas que variam entre 70 e 74 caminhões, dependendo de manutenções programadas. Esses veículos respondem por 14% do volume de açúcar transportado por caminhões pela Copersucar, que, por sua vez, representa 40% do total movimentado pela cooperativa – o restante segue por ferrovias.”
Fonte: Capital Reset; 13/05/2026
Política
“Está tudo encaminhado para passar para 32% de etanol na gasolina”, diz Alckmin
“O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta quarta (13/5) o aumento na mistura de etanol na gasolina, afirmando que os testes já permitem avançar dos atuais 30% para 32%. “O etanol anidro era 27% na gasolina, passamos para 30%. Os testes autorizam passar para 32%”, disse durante abertura do 4º Congresso Abramilho, em Brasília. “Hoje, o etanol anidro está bem mais barato do que aa gasolina, então tem o ganho econômico, [pois] barateia o preço da gasolina, tem o ganho ambiental e tem o ganho socioeconômico, porque gera emprego no Brasil. Então, está tudo encaminhado para a gente passar de 30% para 32% o etanol na gasolina”, completou. O aumento da mistura estava na pauta da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) marcada para 7 de maio e depois cancelada. Anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD/MG), no final de abril, a proposta é de aumento temporário para o E32. O CNPE foi desmarcado após o presidente Lula (PT) prometer que, além do E32, também estaria em discussão a elevação da mistura de biodiesel no diesel para 16% (B16) — este último, no entanto, nunca entrou oficialmente na pauta. Antes de ser cancelada, a reunião chegou a ser adiada para segunda-feira (11/5), mas o novo cronograma não se confirmou. Defendida sobretudo pelo agronegócio, a discussão sobre a ampliação das misturas ganhou fôlego com a alta global dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio.”
Fonte: Eixos; 13/05/2026
Internacional
Empresas
“A BYD afirmou que sua tecnologia de “carga relâmpago” eliminará a “barreira final” para a migração dos consumidores para veículos elétricos, permitindo que a montadora conquiste mais clientes na China e na Europa que hoje usam modelos a combustão interna. A empresa desenvolveu uma tecnologia de recarga rápida que permite carregar um veículo elétrico em apenas cinco minutos, avanço que, na visão da companhia, pode impulsionar sua tentativa de competir globalmente com carros movidos a gasolina. “Agora a BYD tem a chance de participar de 100% do mercado”, disse Stella Li, principal executiva internacional do grupo, no FT Future of the Car Summit, na quarta‑feira. “Com a tecnologia de carga relâmpago, no futuro poderemos competir em igualdade com o carro a gasolina.” Ela citou como exemplo o mercado do Reino Unido, onde a montadora chinesa já tem presença relevante, mas considerava 70% do mercado como “intocável” para sua oferta elétrica. A BYD, que no ano passado ultrapassou a Tesla como maior fabricante de veículos elétricos do mundo, demonstrou pela primeira vez sua tecnologia de carga relâmpago há um ano — solução que permite recarregar um veículo elétrico quase tão rápido quanto abastecer um carro com gasolina. Agora, a empresa planeja instalar 3.000 estações de recarga ultrarrápida na Europa, à medida que acelera sua expansão internacional. Alguns executivos concorrentes do setor, porém, questionam se a carga relâmpago pode levar a uma degradação mais rápida das baterias e pressionar ainda mais as redes elétricas existentes.”
Fonte: Financial Times; 13/05/2026
Ações disparam na estreia de geradora de energia favorecida pela agenda energética de Trump
“Uma produtora de energia renovável anteriormente apoiada pelo secretário de Energia de Donald Trump saltou em sua estreia na bolsa, à medida que investidores apostam em um grupo visto como beneficiário do apoio do governo à energia geotérmica. A empresa, Fervo Energy, é apoiada por Bill Gates e pelo Google. Seu projeto em Nevada fornece 3,5 megawatts para o gigante de buscas e recentemente assinou um acordo não vinculante para outros 3 gigawatts. A companhia já firmou mais de 600 MW em contratos de compra de energia (PPAs). As ações fecharam a US$ 36,54 na Nasdaq na quarta‑feira, após atingirem US$ 38 ao longo do dia, o que atribuiu à empresa um valor de mercado de US$ 9,8 bilhões. A precificação da oferta havia sido de US$ 27 por ação na noite de terça-feira. Os investidores apostam que a Fervo consiga desenvolver a chamada “geotérmica de próxima geração”, que utiliza técnicas de perfuração da indústria de óleo e gás para criar poços subterrâneos e acessar calor. A geotermia convencional depende de regiões com água quente e vapor naturalmente próximos à superfície. Apesar de ser uma tecnologia de energia renovável, o governo Trump tem uma visão bastante positiva sobre a geotermia devido à sua capacidade de fornecer grandes volumes de energia contínua, ao contrário da geração intermitente de solar e eólica, em um momento em que a demanda elétrica de data centers de IA está em forte expansão. De acordo com a BloombergNEF, a demanda de energia de data centers deve saltar de 34,7 GW em 2024 para 106 GW em 2035.”
Fonte: Financial Times; 13/05/2026
Grupos de tecnologia conseguem vitória em regras de energia limpa para data centers movidos a gás
“Empresas de tecnologia como Meta e Amazon poderão declarar que data centers abastecidos a gás são totalmente cobertos por seus investimentos em energia limpa, após forte pressão de grupos de lobby sobre os principais órgãos de supervisão de metas climáticas corporativas. A iniciativa Science Based Targets (SBTi) decidiu abandonar regras propostas que tornariam mais difícil para operadoras de data centers — que funcionam majoritariamente com combustíveis fósseis — alegarem que suas necessidades de energia são atendidas integralmente por fontes renováveis para alcançar suas metas climáticas, disseram ao FT quatro pessoas familiarizadas com a decisão. Segundo essas fontes, as empresas argumentaram que a proposta era excessivamente onerosa e poderia ter efeito contrário ao desestimular investimentos em energia limpa, apesar de pesquisas indicarem que tal política poderia reduzir significativamente as emissões. A disputa de narrativas sobre como contabilizar gases de efeito estufa levou as Big Tech a investirem pesado em lobby junto a reguladores e organismos de supervisão, além de financiar pesquisas acadêmicas. Amazon, Meta e Microsoft afirmam “compensar” 100% de seu consumo de energia fóssil com investimentos em energia limpa, mesmo enquanto o aumento da demanda energética da IA as leva a reforçar o uso de gás. Essas empresas usam certificados para compensar suas emissões em base anual.”
Fonte: Financial Times; 14/05/2026
Tesla e BYD investem pesado na Europa; elétricos da China estariam na agenda de Trump e Xi?
“O mercado de veículos elétricos na Europa se prepara para investimentos maciços das duas maiores fabricantes do mundo: BYD e Tesla. Na terça-feira, a Tesla anunciou que investirá US$ 250 milhões na expansão da produção de células de bateria em sua fábrica na Alemanha. Enquanto isso, a BYD está em busca de fábricas ociosas em toda a Europa para poder produzir mais carros para sua expansão no continente. “Estamos conversando não apenas com a Stellantis, mas também com outras empresas”, disse a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, à Bloomberg nesta quarta-feira (13). “Estamos procurando qualquer fábrica disponível na Europa porque queremos utilizar esse tipo de capacidade ociosa.” A preferência da BYD é seguir sozinha, sem um parceiro, mas a prioridade é desenvolver a produção local na Europa, acrescentou Li. Na manhã de quarta-feira, as ações da Tesla subiram ligeiramente, enquanto as ações da BYD listadas nos EUA caíram 0,8%. A montadora chinesa está em constante expansão pela Europa. A BYD fez progressos significativos tanto em termos de participação de mercado quanto na instalação de uma estrutura de produção. A construção de fábricas locais ajuda a BYD a evitar tarifas sobre seus veículos. Esse cálculo provavelmente é a justificativa para explorar uma possível joint venture com a Stellantis. A Stellantis já possui uma aliança com a fabricante chinesa de veículos elétricos Leapmotor. O HSBC elevou sua previsão para a taxa de penetração de veículos elétricos a bateria na Europa até 2027 em 1,5 ponto percentual, de acordo com um relatório publicado na terça-feira (12).”
Fonte: Valor Econômico; 13/05/2026
Política
Solar deve superar carvão na geração de energia no Texas em 2026, diz EIA
“A geração anual de eletricidade a partir de usinas solares em escala de rede deve superar, pela primeira vez, a geração a partir de carvão em 2026 no sistema elétrico do Texas, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) em seu mais recente Short-Term Energy Outlook, divulgado nesta quarta‑feira. A geração solar na rede do Electric Reliability Council of Texas (ERCOT), que atende a maior parte do estado, está projetada para chegar a 78 bilhões de quilowatt-hora em 2026, ante 60 bilhões de quilowatt-hora provenientes de carvão, informou a EIA. A projeção é que a geração solar suba ainda mais, para 99 bilhões de quilowatt-hora em 2027, contra 66 bilhões de quilowatt-hora de carvão. A produção solar vem crescendo de forma constante em ERCOT, à medida que nova capacidade ajuda a atender o forte aumento da demanda por eletricidade. O gás natural continua sendo a principal fonte de energia, respondendo por uma média de 44% da geração entre 2021 e 2025, enquanto a participação da solar subiu de 4% para 12% no período, e a do carvão caiu de 19% para 13%.”
Fonte: Reuters; 13/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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