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Brasil avança plano de transição energética; Conferência de Santa Marta debate combustíveis fósseis | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Brasil abre consulta sobre Plano Nacional de Transição Energética, reforçando mapa de descarbonização de longo prazo

Na mídia.Governo lança consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética – Valor Econômico, 29 de abril (link)

Nossa visão. Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou a consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética (“Plante”), uma política de longo prazo voltada a guiar o país rumo à neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor de energia. O plano se baseia em cenários descritos no Plano Nacional de Energia 2055, que sugerem que o Brasil pode alcançar uma participação de 81% de renováveis em sua matriz energética total até 2055 (vs. ~50% hoje) e de 99% de renováveis na matriz elétrica no mesmo período (vs. ~88% atualmente). A consulta ficará aberta por 45 dias; ao fim desse prazo, a proposta consolidada será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para aprovação, juntamente com a criação de um grupo de trabalho interministerial responsável por acompanhar a implementação. De forma geral, vemos a consulta como um passo positivo para melhorar a visibilidade de políticas de longo prazo e fortalecer a coordenação entre os setores público e privado. No mais, a criação de um marco nacional pode aumentar a atratividade do Brasil como destino de capital voltado à transição energética, ao mesmo tempo em que reforça sua trajetória de descarbonização de longo prazo. Por outro lado, vale destacar que as maiores oportunidades para a redução das emissões do país — e os alvos mais relevantes para a ação de políticas públicas — estão em segmentos mais centrais ao perfil de emissões do Brasil do que o setor de energia, incluindo uso da terra e manejo florestal, setores industriais de difícil redução de emissões e eletrificação do transporte.

#2. Conferência de Santa Marta avança agenda de transição dos combustíveis fósseis, mas baixa participação de grandes emissores reduz expectativas

Na mídia.Conferência de Santa Marta lança ideia de comércio livre de combustíveis fósseis – Valor Econômico, 30 de abril (link)

Nossa visão. Nesta semana, a Colômbia sediou a Conferência de Santa Marta, um encontro de dois dias que se tornou o primeiro fórum internacional dedicado exclusivamente a tratar de uma transição global para longe dos combustíveis fósseis. O objetivo era incentivar os governos participantes a desenvolverem guias nacionais de caráter voluntário, definindo caminhos para a eliminação gradual da produção e do consumo de combustíveis fósseis. A conferência reuniu cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Entre os principais resultados, destacam-se: (i) a criação de um novo painel científico internacional sobre transição energética; e (ii) o lançamento de um comitê diretivo voluntário para apoiar países na elaboração de seus mapas de transição e na mobilização de cooperação financeira internacional. Embora essas iniciativas representem um esforço coordenado inicial para traçar, de forma coletiva, caminhos de eliminação dos combustíveis fósseis, seu caráter voluntário e não vinculante limita sua capacidade de execução. Além disso, a ausência dos três maiores emissores do mundo — China, Estados Unidos e Índia —, assim como de importantes produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Rússia, reduziu a ambição e o potencial de impacto da iniciativa. Como resultado, ainda que a conferência represente um passo positivo de coordenação internacional, pode ser desafiador traduzir os resultados em ações concretas de política pública, mantendo os riscos de execução elevados.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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