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Esta é a segunda parte da nossa Prévia de Resultados do 1T26 para as companhias sob nossa cobertura. O NU deve entregar mais um trimestre resiliente, com o México seguindo em trajetória de crescimento e o Brasil sustentando um desempenho sólido no core, apesar da pressão sazonal sobre crescimento da carteira, qualidade de ativos e tarifas, além de maiores despesas operacionais. O Banco Inter também deve reportar um trimestre sólido, com expansão consistente da carteira de crédito, melhora de eficiência e qualidade de ativos sob controle. O BTG Pactual deve apresentar um trimestre forte e bem equilibrado, com atividade saudável nas diversas linhas de negócio e rentabilidade permanecendo em patamares elevados, apesar da pressão sazonal de custos. A B3 está posicionada para um trimestre positivo, beneficiada por maior atividade de mercado, diversificação de receitas e disciplina na gestão de custos. A BR Partners deve reportar o trimestre mais fraco do ano, refletindo uma dinâmica de reconhecimento de receitas mais pressionada. O PagBank deve mostrar tendências operacionais estáveis, com o crescimento do crédito sendo parcialmente compensado por maiores custos de funding e riscos de crédito, o que limita o avanço da rentabilidade. A Stone deve apresentar resultados mais fracos, pressionados por desempenho mais suave em pagamentos e pela deterioração da qualidade de crédito, parcialmente mitigados por um reposicionamento do portfólio. Por fim, a Caixa Seguridade deve entregar um início de ano sólido, sustentado por forte crescimento em seguros, produtos de investimento resilientes e índices de sinistralidade bem comportados.
Confira as análises dos resultados das empresas da Bolsa referentes ao 1º trimestre de 2026
Nubank – Divulgação dos resultados: 14 de Maio
Esperamos um trimestre resiliente para o NU, com o México seguindo em trajetória de ramp‑up e o Brasil mantendo um desempenho sólido. No México, os resultados devem refletir de forma ainda mais clara uma fase saudável de ganho de escala, impulsionada pela normalização contínua dos custos de funding e pelo espaço ainda relevante para expansão da carteira de crédito. No Brasil, apesar da sazonalidade negativa, projetamos mais um trimestre de crescimento robusto do crédito, sustentado pela continuidade da atualização dos limites de crédito e por NPLs sob controle, mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Por outro lado, o crédito com garantia deve seguir pressionado, refletindo uma originação mais fraca de FGTS, enquanto os empréstimos via INSS dificilmente devem ganhar tração relevante até que um ciclo de corte de juros mais profundo se materialize. Além disso, o banco segue aparentando cautela em relação à escalada do crédito consignado privado. Do lado do funding, a desaceleração marginal na adoção das Caixinhas deve continuar apoiando as margens. As despesas, no entanto, devem permanecer pressionadas, refletindo as iniciativas de retorno ao escritório, esforços de internacionalização, investimentos contínuos em tecnologia e maiores gastos com marketing, levando a um índice de eficiência temporariamente mais fraco.
No geral, projetamos Receita Total de R$ 5,0 bilhões (+6,3% T/T) e Lucro Bruto de R$ 2,0 bilhões (praticamente estável T/T), o que se traduz em Lucro Líquido de R$ 923 milhões (+3,1% T/T) e ROE de 33,8% (‑200 bps T/T). Olhando adiante, continuamos vendo 2026 como um ano catalisador para o crescimento da receita, enquanto os níveis de valuation seguem oferecendo um ponto de entrada atrativo.
Banco Inter – Divulgação dos resultados: 07 de Maio
Para o 1T26, esperamos que o Banco Inter entregue mais um trimestre resiliente, com o crescimento da carteira de crédito ainda em ritmo saudável, impulsionado por ganhos contínuos de market share, e não por uma mudança no apetite a risco. O mix deve permanecer construtivo: a carteira de FGTS aparenta desacelerar em ritmo mais lento do que inicialmente esperado; o crédito consignado privado volta a acelerar, com um apetite ligeiramente maior por originações em faixas de risco melhores (inadimplência na casa de mid‑teens, mas ainda precificadas a taxas mensais sólidas de 3,7%–3,8%); o consignado público retorna a um crescimento em torno de mid‑teens, apesar do desempenho ainda fraco do INSS; cartões de crédito devem crescer cerca de 25%, sob uma postura mais cautelosa; e o Home Equity deve sustentar um crescimento robusto de 30%–35%.
As PMEs devem continuar expandindo principalmente por meio de produtos com garantia, com potencial adicional vindo da digitalização completa e integração da Interpag (por exemplo, tap‑on‑phone), o que também deve apoiar uma aceleração das receitas de tarifas a partir de 2026. Em qualidade de ativos, esperamos uma deterioração sazonal em cartões, elevando o custo de risco para 5,5%–6%, movimento amplamente explicado pelo mix e já antecipado. O NII deve seguir sustentado por cartões, com receitas crescendo mais rapidamente do que os saldos, parcialmente compensado por um mix de funding sazonalmente mais fraco.
Esperamos uma melhora adicional de eficiência, levando o índice de eficiência para abaixo de 45%, enquanto a alíquota efetiva de imposto deve permanecer na faixa de low‑teens. Como resultado, projetamos lucro líquido de R$ 407 milhões (+8,8% T/T), o que implica um ROE de 15,8% (+70 bps T/T).
BTG Pactual – Divulgação dos resultados: 12 de Maio
O BTG Pactual deve entregar mais um conjunto sólido de resultados no 1T26. Após um 4T forte e recorde, a dinâmica dos negócios deve permanecer amplamente saudável em todas as divisões. Em IB, esperamos um bom trimestre: a atividade em DCM se manteve forte em janeiro e fevereiro, antes de uma desaceleração do mercado em março, enquanto a contribuição de ECM deve vir ligeiramente acima da média histórica. Corporate Lending deve continuar apresentando desempenho estável, sem sinais de deterioração da qualidade de ativos.
Em S&T, esperamos que fluxos positivos de clientes sustentem as receitas, impulsionados pela atividade dos clientes e por um leve aumento na utilização de VaR. Em Asset Management, os resultados do 1T devem se beneficiar do recebimento de dividendos, compensando parcialmente o impacto de um menor número de dias úteis. Em Wealth, as tendências permanecem praticamente inalteradas, com as entradas orgânicas devendo se normalizar em torno de ~R$ 30 bilhões por trimestre, nível que consideramos um run‑rate mais sustentável. Consumer Finance & Banking deve seguir expandindo em linha com a estratégia mais ampla de crescimento da carteira de crédito do grupo.
No consolidado, projetamos Receita Total de R$ 9,7 bilhões (+30,2% A/A). As despesas operacionais devem crescer na comparação trimestral, refletindo os ajustes salariais típicos do primeiro trimestre, mas ainda assim esperamos que o cost‑to‑income permaneça amplamente estável. Como resultado, o BTG deve reportar Lucro Líquido Recorrente de R$ 4,6 bilhões (+35,4% A/A), com o ROE permanecendo em níveis saudáveis, em 25,6%.
B3 – Divulgação dos resultados: 07 de Maio
Esperamos um 1T26 positivo para a B3, sustentado pelo forte momentum em renda variável, pela resiliência contínua em renda fixa e por custos bem controlados. Em Equities, a atividade de negociação manteve um ritmo forte, com volumes crescendo de forma relevante na comparação trimestral, mais do que compensando alguma compressão de margens após mudanças na política de preços. O ambiente geral de derivativos aponta para pressão sequencial, embora os produtos ligados a taxas de juros sigam acompanhando a volatilidade, o que ajuda a amortecer a desaceleração. As tendências em renda fixa e aluguel de ativos permanecem construtivas na comparação anual.
Em Capital Market Solutions, especialmente em serviços de depósito centralizado e custódia, o crescimento de receitas segue forte em base anual, refletindo as mudanças no modelo de precificação implementadas em ago/25, além do ambiente de maior valorização dos mercados. Em Dados, Analytics e Plataformas, as receitas devem apresentar desaceleração na comparação trimestral, em função de cobranças concentradas no 4T25. Já em Serviços de Tecnologia e Plataformas, os resultados devem permanecer amplamente em linha com os trimestres recentes, com tendências de crescimento no 1T26 semelhantes às observadas no 1T25, considerando os reajustes tarifários implementados desde o 2T25.
As despesas devem permanecer praticamente estáveis na comparação trimestral. O resultado financeiro deve crescer na comparação anual, impulsionado por um maior nível de caixa, mas recuar sequencialmente em função de taxas de juros mais baixas e de um menor número de dias úteis. Como resultado, estimamos lucro líquido de R$ 1,49 bilhão (+35% A/A). No geral, a B3 segue se beneficiando de maior atividade de mercado, da diversificação estrutural das receitas e de uma gestão de custos disciplinada.
BR Partners – Divulgação dos resultados: 07 de Maio
Esperamos um trimestre mais fraco, porém organizado, para a BR Partners no 1T26. Apesar da atividade transacional ainda elevada, o reconhecimento de receitas deve novamente ficar defasado, especialmente em Investment Banking, em função de atrasos no fechamento das operações e da natureza inerentemente volátil do negócio. Embora diversas transações tenham avançado de forma relevante, agora esperamos que as receitas se materializem mais à frente ao longo do ano. Como resultado, as taxas de IB devem ficar pressionadas neste trimestre, caracterizando provavelmente o ponto mais desafiador do ciclo em termos de receitas, apesar de uma perspectiva construtiva para o ano cheio.
DCM segue performando bem e se mantém como uma das linhas mais resilientes. Em Tesouraria, o desempenho deve enfraquecer na comparação trimestral, dado que a área tem estado mais exposta ao recente estresse de mercado, em especial pela menor demanda por swaps e pela intensificação da concorrência. Como ponto positivo, o fluxo recorrente de clientes continua a evoluir, ajudando a mitigar parcialmente um ambiente de preços mais desafiador. Em Wealth, a operação segue em fase de ramp‑up, e continuamos a ver essa frente como um dos principais focos estratégicos para 2026. As receitas de Capital devem permanecer amplamente em linha com o trimestre anterior, já que spreads mais abertos, que poderiam reduzir marginalmente os accruals de warehousing, devem ser em grande parte compensados por reavaliações de ativos.
Em custos, o 1T costuma carregar uma pressão maior sobre a linha de remuneração, em função de provisões de bônus e ajustes de pessoal, combinados com um reconhecimento mais fraco de receitas em IB. Como consequência, o compensation ratio deve apresentar alta sequencial. Na última linha, projetamos lucro líquido de R$ 40 milhões (‑8,1% A/A), o que deve fazer do 1T o trimestre mais fraco do ano. Apesar do trimestre pressionado, seguimos com uma visão construtiva sobre o banco e acreditamos que os próximos trimestres devem mostrar melhora sequencial gradual.
PagBank – Divulgação dos resultados: 12 de Maio
Para o 1T26, esperamos um conjunto de tendências mistas, porém controladas, para o PagBank (PAGS), com volumes de pagamentos praticamente estáveis A/A, em meio ao trimestre sazonalmente mais fraco do ano. O desempenho deve ser impulsionado principalmente pelos clientes core de PMEs, e não pelos microempreendedores, enquanto os preços devem permanecer amplamente estáveis.
Em crédito, enxergamos uma clara aceleração da originação, liderada por WK, com crescimento total da carteira provavelmente em linha ou acima do intervalo indicado pelo guidance no 1T. O banco também iniciou testes em crédito consignado privado, o que prepara o terreno para uma contribuição mais visível a partir do 2T. A qualidade dos ativos deve apresentar alguma deterioração, em grande parte em função do crescimento da carteira e do mix, com formação de NPLs acima do observado no 4T e um aumento conservador de cobertura, levando o custo de risco para perto (e ligeiramente acima) de ~5% no ano cheio.
No resultado, o crescimento da receita deve continuar superando a expansão dos volumes de pagamentos, refletindo o efeito de mix e a expansão da vertical bancária. No entanto, custos de funding mais elevados devem absorver grande parte desse avanço, limitando a expansão do lucro bruto. A disciplina em OpEx, com despesas em queda na comparação anual, deve permitir que o EBT cresça de forma amplamente alinhada às receitas. Projetamos uma alíquota efetiva de imposto estruturalmente mais elevada, refletindo os impactos de CSLL na adquirência e uma expansão mais robusta do banco. Como resultado, estimamos lucro líquido de R$ 545 milhões (+3,7% A/A).
Stone – Divulgação dos resultados: 14 de Maio
Para o 1T26, esperamos resultados mais fracos para a Stone (STNE), com a principal surpresa negativa vindo de uma piora na qualidade de crédito. Os volumes de pagamentos devem confirmar um início de ano mais suave, enquanto as receitas de crédito seguem crescendo, sustentadas pela expansão dos saldos e por yields mais elevados. Chamamos atenção para a linha de Outras Receitas Financeiras, que deve se beneficiar do rendimento de um mês sobre os recursos em caixa provenientes da venda da Linx, mantidos antes da distribuição do dividendo extraordinário.
Dito isso, as provisões devem vir mais elevadas, refletindo dois vetores distintos: (i) no portfólio especializado, esperamos um salto na inadimplência de curto prazo; e (ii) no portfólio automatizado, devemos observar a pior performance das safras mais recentes pressionando o custo de risco.
Nesse contexto, o Lucro Bruto deve permanecer praticamente estável na comparação anual, com impacto adicional de custos de funding mais elevados, enquanto o EBT deve recuar A/A. O lucro líquido, por sua vez, tende a apresentar uma dinâmica sequencial melhor, em função de uma alíquota efetiva de imposto mais baixa. Como resultado, projetamos lucro líquido de R$ 523 milhões (+2,1% T/T). Olhando à frente, o crescimento da carteira de crédito no ano segue factível, ainda que com um mix diferente, incluindo a participação em programas com garantia do governo, como o PEAC, que apresentam menores yields, mas também menor risco. As despesas operacionais devem permanecer, em grande parte, dentro do guidance, apesar de impactos pontuais relacionados às recentes reduções no quadro de funcionários.
Caixa Seguridade – Divulgação dos resultados: 7 de Maio
Esperamos um início de ano sólido para a Caixa Seguridade no 1T26, sustentado por um forte desempenho em Seguros Habitacionais, tendências resilientes em Previdência e Capitalização, além de índices de sinistralidade bem controlados.
Em Seguros, o segmento Habitacional segue como o principal motor de crescimento. A originação foi muito forte em janeiro e fevereiro, com prêmios crescendo cerca de 13% A/A, apoiados por um ambiente robusto de financiamento imobiliário da Caixa. Com os recursos do FGTS permanecendo elevados, entradas adicionais provenientes do pré‑sal e do SBPE, e um orçamento total para crédito imobiliário em torno de R$ 270 bilhões no ano, a Caixa deve expandir sua carteira de financiamentos habitacionais próxima ao topo do intervalo do guidance para 2026 (8,5%–12,5%). O Seguro Residencial deve continuar crescendo na comparação anual, ainda que com alguma normalização T/T, beneficiado pela estratégia de produtos combinados e pela elevada duração do relacionamento com clientes.
Em Vida, segue o movimento estratégico de migração para produtos com pagamento mensal. Em Vida Crédito, após um fim de 2025 bastante fraco, impactado pelo efeito do INSS, o 1T26 deve marcar o início de uma recuperação gradual. Janeiro permaneceu sazonalmente fraco, mas a produção mostrou melhora sequencial ao longo de fevereiro. Embora a originação atrelada ao INSS tenha desacelerado, esperamos que o crédito consignado privado compense parcialmente esse movimento.
Em Previdência Privada, o ano começou de forma positiva, com entradas brutas robustas em janeiro e fevereiro, apesar das mudanças no IOF. As entradas líquidas seguem positivas, e as reservas devem se beneficiar do carrego do CDI, mesmo com uma tendência gradual de queda nas taxas médias, refletindo efeitos de mix e portabilidade. As Letras de Crédito devem apresentar desempenho lateral no 1T, em função de efeitos de campanhas e ajustes finos nos incentivos. A Capitalização segue avançando em sua transição para modelos de pagamento mensal, registrando crescimento orgânico estável em torno de R$ 20 milhões por trimestre.
Os índices de sinistralidade permanecem bem comportados em todos os segmentos. A sinistralidade em Residencial ficou temporariamente abaixo das médias históricas no início do ano e deve se normalizar nos próximos meses, enquanto Vida e Vida Crédito seguem com comportamento benigno. O resultado financeiro deve permanecer amplamente estável, com o crescimento de volumes compensando taxas mais baixas, e tende a melhorar gradualmente à medida que o ritmo de cortes da Selic desacelere. Como resultado, esperamos Receita Operacional de R$ 1,5 bilhão no 1T26, praticamente estável na comparação trimestral. O lucro líquido é estimado em R$ 1,1 bilhão (+7,1% A/A).
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