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Óleo e Gás | Destaques da primeira XP O&G Conference

Veja os destaques da nossa conferência setorial de Óleo e Gás.

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Momentum positivo, mas incerteza em meio aos acontecimentos globais e às medidas governamentais

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Na semana passada (31 de março e 1º de abril), realizamos a primeira edição da XP Oil & Gas Conference no Rio de Janeiro. O evento reuniu C-levels das principais empresas do setor (incluindo Vibra Energia, Brava Energia, PetroReconcavo, PRIO, Origem Energia e Shell Brasil), bem como representantes da ANP, do Ministério de Minas e Energia e do ICL, além de mais de 90 investidores e executivos. A conferência ocorreu em um momento oportuno, com grande parte da discussão focada nos impactos do conflito entre EUA/Israel e Irã e nas possíveis implicações das recentes medidas governamentais destinadas a amenizar os efeitos do aumento dos preços do petróleo. Do ponto de vista específico das empresas, saímos com uma percepção positiva, particularmente em relação à PRIO e à Vibra. De maneira mais geral, quanto às medidas para conter os preços nas bombas, ficamos com a impressão de que ainda estamos em meio a uma situação em desenvolvimento.

E&P: Sentimentos mistos, apesar dos preços mais altos do petróleo. O cenário de preços mais elevados do petróleo é positivo para as empresas independentes de E&P, e esperamos um impulso significativo nos resultados de curto prazo, embora a Brava e a PetroReconcavo estejam menos expostas devido às operações de hedge. Em relação ao imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, a visão predominante é de que a medida será temporária, com duração de 120 dias a partir de sua implementação – o prazo máximo antes de que deva ser convertida em lei. Além disso, os esforços do setor para contestar judicialmente a medida estão em andamento. Quanto aos hedges, o atual ambiente de preços elevados e alta volatilidade implícita nas opções parece estar limitando as empresas a estabelecer novas estruturas.

Distribuição de combustíveis: Positivo no curto prazo, embora haja incertezas. De modo geral, a dinâmica competitiva no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis continua favorável às grandes distribuidoras (aquelas com maior participação de produtos provenientes da Petrobras em seu mix de abastecimento). Do lado da oferta, o mercado parece tranquilo quanto à disponibilidade de diesel para abril, apesar de alguma incerteza em torno de uma parte dos volumes importados. Dito isso, surgiram várias distorções, principalmente relacionadas a medidas governamentais destinadas a conter os preços do diesel para os consumidores finais, incluindo: (i) a operacionalização e a eficácia dos subsídios anunciados, e (ii) a fiscalização relacionada a possíveis práticas abusivas de precificação. No que diz respeito aos esforços para coibir práticas ilegais no setor, o consenso é de que houve um progresso significativo ao longo do último ano. No entanto, há preocupações de que o atual ambiente extraordinário de preços do petróleo possa levar a uma perda de impulso.

Vibra Energia – CEO, Ernesto Pousada

Momentum positivo. A Vibra transmitiu uma mensagem positiva. A evolução das margens deverá ser sólida no curto prazo, uma vez que a empresa se beneficia de uma melhor proposta de valor para os postos bandeirados no atual ambiente competitivo. O foco principal da administração é prolongar essa dinâmica favorável para o médio e longo prazo. A empresa destacou um forte impulso para acelerar o embandeiramento dos postos. De forma mais ampla, o objetivo da Vibra continua sendo reduzir a dívida e a alavancagem, em vez de ampliar a distribuição de dividendos. As principais vias de crescimento estão focadas no negócio principal de distribuição de combustíveis, mas as discussões também incluíram: (i) lojas de conveniência (expansão orgânica), (ii) lubrificantes, (iii) ativos de logística e (iv) gás natural.

PRIO – CEO, Roberto Monteiro

Todos os olhos voltados para os dividendos. Saímos do painel da PRIO com uma impressão positiva. Em nossa visão, a empresa está bem posicionada para aproveitar o potencial de valorização no curto prazo decorrente dos preços mais altos do petróleo, inclusive com o aumento da produção em Wahoo. Monteiro compartilhou insights sobre uma mudança na área de foco da empresa. Por um longo período, a PRIO concentrou-se principalmente na busca por oportunidades de fusões e aquisições. Mais recentemente, porém, a empresa redirecionou sua atenção para uma avaliação mais profunda e otimização de seu portfólio de ativos e operações. No que diz respeito à alocação de capital, a PRIO está pronta para se concentrar mais na distribuição de capital aos acionistas por meio de recompras e dividendos. Como esperado, uma parte significativa da discussão centrou-se em Wahoo. O campo superou as expectativas de produtividade até o momento e está a caminho de atingir seu nível de produção previsto de cerca de 40 mil bpd. A administração também forneceu maior visibilidade sobre os próximos projetos, incluindo as campanhas de Frade e Albacora Leste, bem como os poços injetores de Wahoo.

Brava Energia – Diretor Financeiro, Luiz Carvalho

Foco na alocação de capital. A comunicação da Brava mantém-se consistente com a prioridade da empresa em manter o foco na alocação de capital, incluindo possíveis fusões e aquisições e a gestão contínua do passivo. A administração reiterou que o objetivo principal continua sendo construir resiliência para ambientes de preços baixos de petróleo. Sobre o hedge, Carvalho enfatizou que a empresa não faz apostas direcionais, observando que as estruturas existentes foram projetadas para proteger o balanço contra uma perspectiva anteriormente mais fraca do Brent, em um momento de maior alavancagem. Em relação a M&A, a Brava destacou a necessidade de preparar a empresa para oportunidades futuras, ao mesmo tempo em que indicou que a empresa está aberta a analisar possíveis desinvestimentos.

PetroReconcavo – CEO, José Firmo

Analisando perspectivas futuras de produção. Nossa conversa com a PetroReconcavo centrou-se principalmente nas alternativas da empresa para conter o declínio da produção em toda a sua carteira de ativos, bem como nos possíveis catalisadores para o crescimento futuro da produção. Ao longo de 2025, a PetroReconcavo empreendeu uma série de iniciativas de perfuração não convencional, incluindo poços ultraprofundos e horizontais. Olhando para 2026, espera-se que a estratégia de capex da RECV retorne a uma abordagem mais conservadora e voltada para o básico, o que implica uma redução significativa nos níveis de investimento. A respeito de M&A, em nossa visão, é improvável que transações se concretizem nos atuais níveis de preço do petróleo (cerca de +USD 90/bbl). Dito isso, reconhecemos que oportunidades seletivas podem surgir ao longo do tempo.

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