IBOVESPA +0,26% | 187.953 Pontos
CÂMBIO -0,43% | 5,15/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (1º) em alta de 0,26%, aos 187.953 pontos. O movimento refletiu um ambiente mais favorável para ativos de risco, em meio a expectativas de cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. A fala de Donald Trump sobre o conflito após o fechamento do mercado, no entanto, trouxe novas incertezas ao cenário e deve repercutir no desempenho das ações brasileiras no pregão de hoje.
Na ponta positiva, Gerdau (GGBR4, +4,9%) avançou após revisão de recomendação por um banco de investimentos. Por outro lado, Braskem (BRKM5, -2,9%) recuou, refletindo notícias sobre possível reestruturação financeira e movimentações no mercado de crédito da companhia.
Para o pregão desta quinta-feira (2), destaque para a divulgação dos PMIs de serviços e manufatura no Japão.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram movimentos distintos na quarta‑feira, em meio às expectativas de um possível desfecho do conflito no Oriente Médio. No Brasil, o cenário externo mais construtivo e a queda do petróleo favoreceram nova acomodação das taxas, com o DI jan/27 em 14,04% (‑3 bps), o DI jan/29 em 13,68% (‑5 bps) e o DI jan/31 em 13,82% (‑2 bps). Já nos EUA, os Treasuries fecharam em alta diante da combinação entre incerteza geopolítica, dados de emprego ADP acima do esperado e falas de membros do Fed. A T‑Note de 2 anos encerrou em 3,81% (+2 bps), a de 10 anos em 4,33% (+1 bp) e o T‑Bond de 30 anos em 4,92% (+1 bp).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -1,2%; Nasdaq 100: -1,6%), pressionados pela nova escalada nas tensões no Oriente Médio após declarações de Donald Trump indicando que o conflito com o Irã deve se estender por mais algumas semanas. O WTI (+7,8%) e o Brent (+7,3%) sobem para ~US$ 108, após o discurso do presidente americano reforçar a possibilidade de ataques mais intensos. No radar, investidores acompanham pedidos de seguro-desemprego, em uma sessão de negociações mais curta antes do feriado.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,0%), com perdas generalizadas entre setores. O destaque negativo fica para tecnologia (-2,8%), refletindo sensibilidade maior ao movimento de alta das taxas implícitas e ao cenário de risco global. O movimento acompanha a deterioração do sentimento após o discurso de Trump, que elevou novamente o prêmio de risco geopolítico. Além disso, há preocupação adicional com possíveis novas tarifas sobre o setor farmacêutico nos EUA.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,7%; CSI 300: -1,0%), acompanhando o movimento global de aversão a risco. No restante da Ásia, as perdas foram mais intensas, com o Kospi recuando 4,5% e o Kosdaq 5,4%, enquanto o Nikkei caiu 2,4%. O pano de fundo segue sendo de elevada volatilidade, com o mercado alternando rapidamente entre cenários de resolução e escalada.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta‑feira em alta de 0,16%, em um dia marcado pelo fechamento da curva de juros, com a possível desescalada do conflito no Oriente Médio permanecendo no radar dos investidores.
Os principais destaques do pregão foram os segmentos mais sensíveis aos movimentos da curva de juros: os Fundos de Tijolo avançaram 0,39%, impulsionados sobretudo pelos Fundos de Shoppings e de Logística, que registraram altas de 0,57% e 0,42%, respectivamente. Os Fundos Multiestratégia e os Fundos de Fundos também encerraram o dia no campo positivo, com valorizações de 0,42% e 0,07%, respectivamente.
Em sentido oposto, os Fundos Híbridos registraram queda de 0,26%, enquanto os Fundos de Recebíveis fecharam o pregão praticamente estáveis. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção CLIN11 (+2,4%), PVBI11 (+2,0%) e GRUL11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram observadas em VGRI11 (‑4,1%), PCIP11 (‑2,4%) e XPCI11 (‑2,1%).
Economia
Ontem à noite, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede nacional, trazendo uma atualização sobre a guerra no Oriente Médio. Na agenda de indicadores, o setor privado dos Estados Unidos registrou criação líquida de 62 mil empregos em março. Além disso, as vendas no varejo cresceram 0,6% em fevereiro, superando as estimativas. O índice de atividade industrial ISM também veio um pouco acima do esperado, reforçando o cenário de crescimento moderado no setor. Do lado negativo, o componente de preços subiu de forma expressiva.
No Brasil, a Petrobras confirmou reajuste de 55% no querosene de aviação para abril. Porém, a empresa anunciou uma iniciativa que permite às distribuidoras do combustível o pagamento de apenas 18% neste mês, com a diferença a ser quitada em seis parcelas a partir de julho.
Hoje, a agenda doméstica traz a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro.
Veja todos os detalhes
Economia
Trump afirma que objetivos militares no Oriente Médio estão perto de serem concluídos, mas não oferece plano para reabertura do Estreito de Ormuz
- Ontem à noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede nacional, trazendo uma atualização sobre a guerra no Oriente Médio. Trump afirmou que os “objetivos centrais estão perto de serem concluídos” no Irã (tradução própria), salientando que os Estados Unidos estão “claramente vencendo”. O Presidente também declarou que os países que dependem do petróleo oriundo do Oriente Médio deveriam, a partir de agora, assumir a liderança nos esforços para manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação. Os preços do petróleo continuaram pressionados após o discurso de Trump, com analistas enfatizando a ausência de sinalização de que os bloqueios na rota marítima se dissiparão no curto prazo. O Estreito de Ormuz é um trecho de navegação crucial para a economia global, já que cerca de 20% da oferta mundial de energia é transportada por essa rota;
- Na agenda de indicadores econômicos, o setor privado dos Estados Unidos registrou criação líquida de 62 mil empregos em março. Os dados do Relatório de Emprego Nacional ADP vieram acima das projeções (Mercado: 39 mil), sugerindo que a demanda por trabalho permanece resiliente. A geração de postos foi heterogênea entre as atividades, com destaque à forte expansão nos serviços de saúde e educação. Enquanto isso, a alta dos salários continuou em trajetória de desaceleração gradual. As principais estatísticas sobre o mercado de trabalho americano serão divulgadas amanhã, no relatório Nonfarm Payroll de abril. A mediana das estimativas de mercado aponta para geração líquida de 60 mil empregos, estabilidade da taxa de desemprego em 4,4% e elevação mensal de 0,3% no rendimento médio por hora trabalhada;
- Ainda em relação à economia dos Estados Unidos, as vendas no varejo registraram avanço de 0,6% em fevereiro, após ligeira queda de 0,1% em janeiro. O resultado superou as estimativas, que indicavam aumento de 0,5%. Excluindo o segmento de automóveis, o comércio varejista cresceu 0,5%, ante uma projeção de 0,3%. Além disso, o índice de atividade industrial ISM apresentou leitura ligeiramente acima do esperado (52,7 vs. 52,3), corroborando o cenário de crescimento moderado no setor. Do lado negativo, o componente de preços avançou de forma expressiva para 78,3, um salto mensal de 7,8 pontos, atingindo assim o maior nível desde junho de 2022. No contexto de solidez da atividade econômica e choque de oferta global (alta de custos) causado pela guerra no Oriente Médio, acreditamos que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manterá a taxa de juros de referência no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao longo deste ano;
- No Brasil, a Petrobras confirmou reajuste de 55% no querosene de aviação para abril. Porém, a empresa anunciou uma iniciativa que permite às distribuidoras do combustível o pagamento de apenas 18% neste mês, com a diferença a ser quitada em seis parcelas a partir de julho. Hoje, a agenda doméstica traz a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro. Estimamos que a indústria geral cresceu 0,8% em comparação com janeiro, a segunda alta consecutiva. Mais uma vez, a indústria extrativa deve ser o destaque, impulsionada pela crescente produção de petróleo.
Empresas
Bens de capital: avaliando o impacto de um estresse prolongado
- Trazemos uma reflexão sobre os impactos indiretos do atual contexto geopolítico sobre as empresas de Bens de Capital;
- Preços mais elevados de combustíveis geram pressões imediatas de custo e contribuem para um ambiente mais inflacionário, aumentando a incerteza em torno da trajetória das taxas de juros;
- Ainda assim, os efeitos sobre a demanda por bens de capital tendem a ser de segunda ordem, com choques precisando persistir por vários meses para se traduzirem em impactos mais materiais sobre entrada de pedidos, execução de capex e revisões de resultados para companhias industriais;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Aura Minerals (AURA33): relatório atualizado de reservas corrobora a tese de crescimento de produção
- Hoje, a Aura divulgou seu Formulário Anual de Informações referente a 2025, com reservas provadas e prováveis aumentando de ~3,4 Moz em 2024 para ~7,2 Moz em 2025;
- Destacamos: (i) M&A adicionou ~2,5 Moz de reservas, sendo ~1,8 Moz de Era Dorada e ~0,7 Moz de MSG;
- (ii) Borborema contribuiu com ~1,2 Moz, principalmente impulsionada pela obtenção das licenças de realocação da estrada; e;
- (iii) otimizações de mina nos demais ativos, juntamente com a adoção de uma premissa mais elevada de preço do ouro (US$2.600/oz vs. US$2.000/oz anteriormente), ajudaram a compensar a esgotamento total (~0,1 Moz líquidos);
- Além disso, seguimos vendo potencial adicional de aumento de reservas à frente, uma vez que o desenvolvimento inicial de Era Dorada acaba de começar (sujeito à aprovação do conselho até o 2T26E), Matupá deve apresentar um estudo de viabilidade atualizado até o fim do ano, a operação subterrânea de Almas já foi incorporada, mas deve continuar a melhorar com campanhas contínuas de sondagem, e a expansão planejada da capacidade da planta de Borborema deve sustentar volumes mais elevados adiante;
- Em suma, mantemos uma visão positiva para a Aura, apoiada por nossa perspectiva favorável para o ouro, com potencial adicional de upside proveniente de novos projetos de alto retorno e oportunidades de M&A;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Rodovias: Ecorodovias vence o leilão de Rotas Gerais; Positivo | Tráfego e opex sustentam o retorno, apesar de capex acima do esperado
- A Ecorodovias venceu a concessão de Rotas Gerais e, posteriormente, realizou uma conference call com o mercado, o que, em nossa visão, ajudou a mitigar preocupações relacionadas a lances agressivos, especialmente dado o elevado nível de detalhe e granularidade apresentado pela administração;
- Destacamos:
- Rm leilão moderadamente competitivo, com dois players apresentando propostas relevantes, sendo que a oferta vencedora da ECOR foi praticamente referendada pela segunda colocada (o desconto tarifário de 19,0% ficou apenas 10bps acima da proposta de 18,9% da YVY);
- Estimamos retornos atrativos (~16% de IRR real alavancado), sustentados por (a) uma perspectiva favorável de tráfego, (b) ganhos de eficiência em Opex decorrentes de sinergias operacionais dentro da forte presença regional da ECOR e (c) sólida capacidade de financiamento, parcialmente compensados por (d) um capex mais elevado, principalmente relacionado a obras de expansão;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen propõe conversão de 45% de suas dívidas em ações, dizem fontes (Valor Econômico);
- Braskem avalia proteção judicial contra credores (Valor Econômico);
- Riscos no crédito privado dos EUA aumentam e acendem alerta (Valor Econômico);
- S&P Global Ratings rebaixa ratings da Aegea para ‘B+’ devido ao atraso na divulgação dos resultados (S&P Global).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs: confira o calendário de dividendos de abril de 2026 (Research XP);
- Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários – Abril de 2026 (Research XP);
- IFIX sobe 0,16% e se aproxima das máximas recentes (Suno);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Agência norte americana DFC concede US$565mn à mineradora de terras raras Serra Verde | Café com ESG, 02/04
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,26% e 0,64%, respectivamente;
- Na política, (i) o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira (01) uma resolução que estabelece diretrizes para regulamentação da lei que institui o marco das eólicas offshore – entre as regras divulgadas pelo MME, está a consideração de uma faixa de afastamento mínima de 12 milhas náuticas da costa para o desenvolvimento de projetos; e (ii) o CNPE também aprovou, nesta quarta, a meta de descarbonização de produtores e importadores de gás natural para 2026, fixando em 0,5% a redução de emissões por meio da participação de biometano no consumo – o percentual representa uma vitória do agronegócio, que conseguiu que o Ministério de Minas e Energia (MME) revisasse a proposta original de 0,25%;
- No internacional, de olho nas reservas de terras raras do Brasil, a agência norte americana International Development Finance Corporation (DFC) concedeu um financiamento de US$ 565 milhões à mineradora Serra Verde – o acordo, que faz parte da estratégia dos EUA de reduzir sua dependência da China, que hoje domina a cadeia global de terras raras, inclui mecanismos que permitem aos americanos influenciar o destino da produção;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Carteira ESG XP: uma alteração no nosso portfólio para abril de 2026
- Com o objetivo de ajudar os investidores no processo de alocação de recursos, lançamos em set/21 nossa carteira ESG, combinando 10 nomes que gostamos sob uma perspectiva fundamentalista e que possuem altos padrões ESG;
- Para abril, estamos fazendo uma mudança: retirando MOTV3, realizando lucros após o forte desempenho desde a inclusão e diante de um valuation relativo mais esticado em relação aos pares, ainda que sigamos enxergando a companhia como um nome de alta qualidade no setor; e incluindo RENT3, sustentados por: (i) seu perfil de alta qualidade, com boa exposição a uma eventual recuperação dos fluxos para renda variável; (ii) melhora do momento operacional; (iii) valuation atrativo após a correção recente, com a tese de investimento permanecendo inalterada; e (iv) bom posicionamento na agenda ESG;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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