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Petrobras (PETR4) planeja reabrir usina de biodiesel em Quixadá, diz Magda Chambriard | Café com ESG, 23/03

Petrobras vai reabrir usina de produção de biodiesel; fabricantes de baterias na China ganham mais de US$ 70 bi em meio aos conflitos no Oriente Médio

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 0,81% e o ISE 1,02%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 2,25% e 2,55%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a Petrobras vai reabrir a usina de produção de biodiesel localizada em Quixadá (MG), afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard – em contexto, a usina foi inaugurada em agosto de 2008 e teve a produção interrompida em 2016; e (ii) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços (MDIC) publicou nesta sexta a portaria que detalha as soluções consideradas estratégicas para receber os incentivos previstos no programa Mobilidade Verde (Mover) – a lista inclui baterias para veículos híbridos ou elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias de célula a combustível de hidrogênio.

• No internacional, os principais fabricantes de baterias da China ganharam mais de US$ 70 bilhões em capitalização de mercado desde que EUA e Israel atacaram o Irã, o que reforça as expectativas dos investidores de um impulso de longo prazo para a energia limpa, visando principalmente o aumento da segurança energética.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Vamos reabrir planta de Quixadá para produzir biodiesel, diz presidente da Petrobras

“A Petrobras vai reabrir a usina de produção de biodiesel localizada em Quixadá (MG), afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard. A usina está hibernada: foi inaugurada em agosto de 2008 e teve a produção interrompida em 2016. Chambriard, que participa de cerimônia sobre retomada de investimentos na refinaria Gabriel Passos (Regap) em Betim (MG), disse ainda que a Regap processa diesel coprocessado R5 e R10, que têm a adição de biodiesel em 5% e 10% no momento da produção de diesel. O diesel coprocessado, afirmou, pode permitir redução de emissões da ordem de 87%. A Regap, destacou, é a primeira usina a operar com energia solar – inaugurada hoje, na cerimônia. “Na segunda etapa, a Regap será autossuficiente em energia e ‘muito conservadora’ em [uso de] água”, afirmou Chambriard.”

Fonte: Valor Econômico; 20/03/2026

Vibra dobra importação de diesel para abril, diz CEO

“A Vibra Energia dobrou o volume de importação de diesel para abril e não deixará faltar produto em sua rede de postos com bandeira Petrobras, informou o presidente da maior distribuidora do país, Ernesto Pousada, nesta sexta-feira (20), em entrevista à CNN Brasil. A afirmação vem após o sindicato que representa as três distribuidoras nacionais — Vibra, Raízen e Ipiranga — ter apontado riscos ao abastecimento nacional, em carta enviada ao governo e à reguladora ANP, nesta semana. “Posso assegurar a esse consumidor, a essa população que está lá na ponta, nos postos Petrobras, nós estamos fazendo todos os esforços e teremos o diesel disponível”, disse Pousada, na entrevista, pontuando que os seus estoques estão mais baixos do que estavam, mas que a companhia está regularizando com compras externas. A Vibra, ex-BR Distribuidora, foi privatizada em governos passados, mas mantém ainda o direito de usar a marca Petrobras até 2029. Depois disso, terá alguns anos para desembandeirar sua rede com a marca da estatal.”

Fonte: Valor Econômico; 20/03/2026

Assembleias ganham relevância — mas controle ainda dita resultado

“A temporada de assembleias gerais ordinárias (AGOs), que ocorre entre março e abril no Brasil, é o momento em que o mercado volta os olhos para a qualidade da governança das companhias. Mais do que aprovar contas ou ratificar decisões, as reuniões anuais de acionistas são uma das poucas oportunidades formais para que investidores exerçam, de maneira concreta, sua função de fiscalização sobre os conselhos de administração. Os dados mais recentes indicam que essa participação vem aumentando, ainda que de forma desigual. Levantamento da consultoria Sodali & Co. mostra que o quórum total das assembleias subiu de 77%, em 2024, para 80%, em 2025, sinalizando maior presença formal dos acionistas. Indicador que reflete o engajamento efetivo de investidores minoritários, a participação do free float, porém, recuou de 47% para 43%. “Ano passado muito capital estrangeiro saiu do país e alguns controladores aumentaram sua participação, isso explica essa diminuição, mas ainda assim a participação de investidores vem ganhando relevância”, diz Agnes Blanco, diretora da Sodali no Brasil.”

Fonte: Capital Reset; 23/03/2026

Setor marítimo já deu sinais favoráveis ao etanol brasileiro, diz comandante da Marinha

“A navegação está prestes a abrir uma janela de oportunidades para as fabricantes brasileiras de etanol e metanol. A avaliação é do comandante Flávio Haruo Mathuiy, que atua como assessor da comissão coordenadora para os assuntos da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). “E eu falo com bastante certeza em relação a esse novo mercado”, completa. De acordo com Mathuiy, o processo de transição energética do transporte marítimo já está em andamento há muito tempo, pois a IMO estabeleceu medidas que visam uma melhora na eficiência nos navios, tanto em aspectos técnicos quanto operacionais. “A previsão é que a gente consiga melhorar em 40% a eficiência energética dos navios até 2030. É um avanço muito grande”, observa. O comandante da Marinha ainda explica que a IMO é uma agência especializada da ONU e que suas decisões conseguem “mudar o comportamento do transporte marítimo em um curto espaço de tempo e em uma escala global”. Isso é possível, segundo ele, porque as determinações da IMO não recaem sobre os países – como acontece com outras agências, demandando internalizações pelos Estados-membros –, mas diretamente sobre os navios.”

Fonte: Novacana; 20/03/2026

Minerais críticos podem atrair US$ 5,5 bilhões

“No esforço de converter o potencial do Brasil na produção de minerais críticos em negócios, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) têm oferecido mundo afora um catálogo de 35 projetos, já com concessão de lavra e alguns até com exploração em andamento. Todos envolvem refino e, em alguns casos, a etapa seguinte, que é a produção. Juntos, os investimentos estimados chegam a US$ 5,5 bilhões.”

Fonte: Valor Econômico; 23/03/2026

Portaria inclui combustíveis sintéticos, hidrogênio e biometano no Mover

“O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços (MDIC) publicou nesta sexta (20/3) a portaria que detalha as soluções consideradas estratégicas para receber os incentivos previstos no programa Mobilidade Verde (Mover). A lista vai desde baterias para veículos híbridos ou elétricos até sistemas de armazenamento de energia para suporte aos eletropostos, passando por tecnologias de célula a combustível de hidrogênio, esta última com o maior peso no índice de complexidade tecnológica. Sistemas para viabilizar o uso de combustíveis sintéticos, assim como mais de um produto (dual fuel), como diesel e biometano, também estão no rol de soluções que poderão pontuar para receber os créditos financeiros destinados à indústria automotiva. A portaria GM/MDIC 68/2026 também traz a metodologia de cálculo e o índice que reflete a contribuição ou complexidade tecnológica dos sistemas ou veículos, onde o hidrogênio tem as maiores pontuações. De acordo com o texto, a pontuação considera os impactos na eficiência energética, sustentabilidade, segurança e avanço da condução autônoma.”

Fonte: Eixos; 20/03/2026

Internacional

A Blykalla da Suécia iniciará o processo de licenciamento para construir seis SMRs

“A empresa nuclear sueca Blykalla pretende iniciar este ano um processo de licenciamento para construir seis pequenos reatores modulares fora da cidade sueca de Gavle, que gerariam cerca de 300 megawatts de energia, informou a empresa. A produção no parque em Norrsundet, cerca de 25 km (16 milhas) ao norte de Gavle, corresponderia à demanda de eletricidade de cerca de 150.000 residências, uma grande operação industrial ou um data center de médio porte, disse Blykalla. A instalação poderá estar operacional na primeira metade da década de 2030, acrescentou. “A decisão de avançar em Norrsundet baseia-se tanto nas condições favoráveis do local quanto na crescente necessidade de eletricidade estável e livre de fósseis para viabilizar o desenvolvimento industrial”, disse o CEO da Blykalla, Jakob Stedman, em um comunicado. O projeto precisaria de aprovação de várias autoridades, incluindo a Autoridade Sueca de Segurança Radiológica, o Tribunal de Terras e Meio Ambiente, o governo sueco e a prefeitura de Gavle.”

Fonte: Reuters; 20/03/2026

Reino Unido precisa da China para desenvolver tecnologia limpa, diz CEO britânico

“A Octopus Energy pode ainda não ser um nome familiar fora do Reino Unido, mas a principal fornecedora de energias renováveis do país está expandindo sua atuação na Ásia, buscando cooperação com empresas chinesas e ampliando as oportunidades de venda de seus produtos e tecnologias no Japão e na Coreia do Sul. Nos 10 anos desde sua fundação, a Octopus cresceu de uma concorrente no consolidado mercado de energia do Reino Unido para a maior fornecedora residencial do país, após adquirir a divisão residencial da Shell. A energia renovável representou quase 56% da matriz energética do Reino Unido no ano passado, um aumento em relação aos 36% de 2016, segundo dados da Operadora Nacional do Sistema Energético (Neso). A Octopus tem sido um dos principais motores desse crescimento. Agora, a empresa mira a China, tendo formado uma joint venture para comercialização de energias renováveis chamada Bitong Energy no início deste ano. Esse acordo foi anunciado poucos meses depois da assinatura de um contrato com a fabricante de turbinas eólicas Ming Yang Smart Energy para trazer tecnologias chinesas para o mercado eólico britânico. A energia eólica é, de longe, a maior fonte de energia renovável no Reino Unido, contribuindo com 30% da matriz energética no ano passado.”

Fonte: Valor Econômico; 23/03/2026

Trio de baterias chinesas ganha 70 bilhões de dólares enquanto guerra no Irã desencadeia uma ‘mudança de paradigma’

“Os principais fabricantes de baterias da China ganharam mais de US$ 70 bilhões em capitalização de mercado desde que EUA e Israel atacaram o Irã, destacando as expectativas dos investidores de um impulso de longo prazo para a energia limpa. As ações da CATL, BYD e Sungrow, que produzem baterias e equipamentos de armazenamento de energia, superaram grandes empresas petrolíferas globais como Chevron, ExxonMobil e BP desde o início da guerra. O aumento das ações de energia limpa ilustra como a China e outros importadores de petróleo podem responder à guerra investindo mais em renováveis para aumentar sua segurança energética. Neil Beveridge, que lidera a pesquisa energética de Bernstein, espera que a China, maior importadora de petróleo do mundo, redobre seu plano de “eletrificar tudo”. Outras grandes economias asiáticas, incluindo Japão, Coreia do Sul e Taiwan, também podem buscar energia limpa e combustíveis. “Isso muda totalmente todo o paradigma energético”, disse ele, acrescentando: “Mesmo que a guerra termine no próximo mês…” Não tem volta.”

Fonte: Financial Times; 23/03/2026

Cidade brasileira testa novo biocombustível com o objetivo de substituir totalmente o diesel

“À medida que o conflito crescente no Oriente Médio agita os mercados globais de energia, uma cidade no sul do Brasil planeja operar mais de sua frota municipal com um inovador biocombustível nacional, projetado para substituir completamente o diesel. Situada entre extensas extensões onduladas de fazendas de soja no estado do Rio Grande do Sul, a cidade de Passo Fundo está implantando uma alternativa a diesel para sua frota municipal, feita a partir de matérias-primas como soja, gorduras animais e óleos usados. Enquanto o biodiesel tradicional é misturado com diesel à base de petróleo com uma proporção de 15% no Brasil, o novo combustível foi projetado para substituir totalmente o combustível fóssil em qualquer veículo que utilize diesel, reduzindo as emissões de carbono e potencialmente diminuindo custos. A Be8, uma das maiores empresas brasileiras de biodiesel, recebeu aprovação regulatória no final de 2024 para iniciar a produção do novo combustível, chamado BeVant, no Passo Fundo, com o objetivo inicial de produzir 28 milhões de litros (7,4 milhões de galões) por ano. O BeVant é um chamado drop-in para combustíveis fósseis e pode ser usado em motores diesel comuns sem precisar de modificações, disse o Be8.”

Fonte: Reuters; 20/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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