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O atual regime macroeconômico no Brasil está prestes a mudar?

Um choque de petróleo traz risco ao atual regime de juros baixos e baixa inflação

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Atualizamos nosso monitor quantitativo de regimes macro no Brasil, após o choque recente de petróleo e seus impactos sobre as expectativas de inflação e as taxas de juros. Nosso modelo segue indicando que o regime macro atual no Brasil é de “baixa inflação, juros em queda”, historicamente o melhor regime para ativos de risco, como ações. No entanto, vemos o risco de que o próximo regime migre para “baixa inflação, juros em alta” ou “inflação alta, juros em queda”. Historicamente, o melhor regime para o Ibovespa é o atual, seguido pelo regime de “inflação em queda, juros em alta”, enquanto o pior regime, do ponto de vista histórico, é o de “inflação em alta, juros em alta”. Neste relatório, apresentamos os patamares de quando e em que níveis de juros e inflação pode ocorrer a mudança de regime. A liderança setorial e de fatores também varia em cada regime, o que detalhamos nesta nota. Mineração & Siderurgia e Bancos mostraram o desempenho mais consistente ao longo dos diferentes regimes macro.

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Um ciclo de afrouxamento monetário tem início em meio a um cenário macroeconômico incerto. O Copom iniciou seu ciclo de cortes de juros com uma redução de 25bps, em linha com as expectativas de consenso recentemente revisadas. Após o início do conflito no Oriente Médio, a elevação significativa dos preços do petróleo aumentou os riscos para o processo de desinflação e para as expectativas de queda das taxas futuras. Nesse contexto, atualizamos nosso monitor de regimes macroeconômicos para o Brasil. Atualmente, seguimos em um ambiente de Inflação em Queda, Juros em Queda, historicamente o melhor para ativos de risco. Investigamos qual é o regime mais provável a seguir e como se posicionar em cada um desses cenários.

Vemos o regime atual permanecendo favorável para ativos de risco locais pelo menos até o segundo semestre de 2026. Historicamente, a transição mais comum a partir de Inflação em queda, Juros em queda é para Inflação em queda, Juros em alta. Olhando para juros, nosso framework sugere que: (i) para que ocorra uma mudança para Juros em alta ainda neste ano, o swap Pré-DI 360d precisaria permanecer acima de aproximadamente 13,3%; e (ii) se a curva se mantiver próxima aos níveis atuais, o modelo aponta para uma mudança de regime por volta de setembro. Olhando para inflação, nossa análise indica que: (i) se o IPCA começar a rodar acima de cerca de 4,7% neste ano, um movimento para um regime de Inflação em alta se torna mais provável; e (ii) os preços de mercado atuais sugerem que essa mudança só ocorreria por volta de janeiro de 2027.

Como as ações brasileiras se comportariam nos regimes mais prováveis à frente? Historicamente, o Ibovespa tem gerado retornos mais altos em períodos de Inflação em queda, Juros em alta do que em Inflação em alta, Juros em queda — porém, com uma taxa de acerto (% das vezes que o ibovespa superou o CDI) significativamente menor no primeiro caso.

Em termos de posicionamento, o regime de Inflação em alta, Juros em queda historicamente favorece setores de Alto Valor, Alta Qualidade e segmentos ligados a commodities. Por outro lado, quando a inflação está em trajetória de queda, mas os juros começam a subir, Qualidade e Momentum tendem a liderar. No nível setorial, Mineração & Siderurgia e Bancos são os únicos segmentos com taxa de acerto acima de 50%, enquanto setores mais domésticos como Educação, Saúde e TMT (Tecnologia, Mídia e Telecom) tendem a ficar para trás.

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