IBOVESPA -0,69% | 186.464 Pontos
CÂMBIO +1,19% | 5,22/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,9% em reais e 1,7% em dólares, aos 186.464 pontos.
Suzano (SUZB3, +16,2%) foi o principal destaque positivo da semana, após a divulgação de resultados sólidos no 4T25 (veja mais detalhes aqui).
Na ponta negativa, Cogna (COGN3, –9,2%) apresentou desempenho negativo após um banco de investimentos rebaixar a recomendação do papel de compra para neutro.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros dos EUA recuaram após o CPI de janeiro vir abaixo do esperado, reforçando as expectativas de um Federal Reserve mais brando. As Treasuries encerraram a semana com a T-Note de 2 anos em 3,4% (-9 bps vs. semana anterior), a de 10 anos em 4,05% (-15 bps) e o T-Bond de 30 anos em 4,70% (-15 bps).
No Brasil, os vértices curtos e longos firmaram queda em relação à semana anterior, em linha com o alívio nas Treasuries e com as expectativas de um corte de 0,50 ponto percentual em março. A NTN-B 2030 terminou a semana em 7,72% a.a. Na curva nominal, o DI jan/27 fechou a 13,31% (-5 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 12,665% (-10 bps) e o DI jan/31 a 13,08% (-13 bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os índices nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,8%; Nasdaq 100: +1,2%), com o mercado sendo impulsionado por ganhos nas principais ações de tecnologia. O movimento ocorre enquanto investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve e monitoram o índice de preços de gastos com consumo (PCE), previsto para sexta-feira. As ações da Nvidia avançam cerca de 2% após a Meta anunciar que utilizará milhões de chips da companhia na expansão de seus data centers. Amazon também sobe 2%, após a Pershing Square aumentar sua participação na empresa.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +1,1%), refletindo o desempenho positivo de tecnologia e a repercussão de dados econômicos no Reino Unido. A inflação britânica desacelerou para 3% em janeiro, em linha com as expectativas e abaixo dos 3,4% registrados em dezembro, reforçando apostas de que o Banco da Inglaterra possa ter espaço para cortar juros ao longo do ano. Entre os destaques corporativos, a Bayer recua mais de 8% após propor um acordo de US$ 7,25 bilhões relacionado a processos envolvendo o Roundup.
Na Ásia, diversos mercados permanecem fechados devido ao feriado do Ano Novo Lunar, incluindo China continental, Hong Kong, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul. No Japão, o Nikkei 225 avançou 0,93%, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 subiu 0,5%. O movimento ocorre apesar das incertezas em torno do tema de inteligência artificial e após sinais de progresso nas negociações nucleares entre EUA e Irã, que pressionaram os preços do petróleo.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avançou 0,15% na semana passada. Até o pregão de quinta‑feira, o IFIX acumulava queda de 0,37%, mantendo o movimento observado na semana anterior e devolvendo parte dos ganhos recentes após a forte valorização dos últimos meses. No entanto, o pregão de sexta-feira foi marcado por uma recuperação expressiva, com o índice subindo 0,51%, influenciado pelo fechamento da curva de juros, sobretudo nos vértices mais longos. Assim, o IFIX acumula queda de 0,22% no mês e alta de 2,05% no ano.
O principal destaque negativo da semana foi o desempenho dos fundos de lajes corporativas, que recuaram 0,96% no período, com atenção para o PVBI11, que caiu 4,2%. Apesar da performance mais fraca, os fundamentos do setor seguem sólidos, com demanda consistente e dinâmicas favoráveis de aluguéis e ocupação, inclusive em regiões secundárias. Entendemos que o movimento pode refletir uma compressão dos spreads em relação à NTN-B de referência. Como consequência, os fundos de tijolo encerraram a semana com queda de 0,08%, mesmo com a performance positiva dos fundos de galpões e shoppings, que registraram altas de 0,06% e 0,44%, respectivamente.
Além disso, os fundos de multiestratégia apresentaram queda de 0,19%. No campo positivo, o destaque ficou para os fundos de papel, que avançaram 0,40%, seguidos pelos fundos de fundos, com alta de 0,31%. Os fundos híbridos tiveram um avanço mais moderado, de 0,18%.
Economia
A inflação ao consumidor do Reino Unido mostrou alta de 3,0% em janeiro, uma queda ante o 3,4% registrado no mês anterior, e o núcleo da inflação subiu 3,1%, o menor valor desde 2021. Os dados corroboram a percepção de uma convergência da inflação à meta e abrem espaço para novos cortes de juros naquele país. Nos Estados Unidos, a produção industrial mostrou alta de 0,7% em janeiro, acima das expectativas do mercado, enquanto construções de novas moradias cresceram 6,2% em dezembro. Ambos os indicadores continuam apontando a resiliência da atividade econômica no país.
Na agenda do dia, destaque para a divulgação da ata da última reunião do FOMC, que deve fornecer sinais sobre os próximos passos da política monetária. No Brasil, teremos a divulgação da pesquisa Focus após a pausa do Carnaval.
Veja todos os detalhes
Economia
Ata do FOMC em destaque hoje
- A inflação ao consumidor do Reino Unido avançou 3,0% em termos anuais em janeiro, desacelerando acentuadamente de 3,4% em dezembro, informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira. O núcleo da inflação, que exclui energia, alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, subiu 3,1% em janeiro, a menor leitura desde 2021. Os futuros de juros atribuíram probabilidade de quase 90% a um corte de juros em março pelo BoE — ante cerca de 80% antes dos dados — seguido de outro no final de 2026;
- A produção industrial nos Estados Unidos teve alta de 0,7% em janeiro na comparação com o mês anterior, informou hoje o Federal Reserve (Fed). A leitura veio acima da expectativa do mercado – alta de 0,4% – e representa uma elevação em relação ao dado de dezembro revisado, que mostrou crescimento de 0,2%;
- As construções de novas moradias nos Estados Unidos subiram 6,2% em dezembro ante a estimativa revisada de 2025, para uma taxa anualizada de 1.404 milhão, segundo pesquisa do Departamento de Comércio divulgada nesta quarta-feira. Por sua vez, as permissões para novas obras aumentaram 4,3% no período, para uma taxa anualizada de 1.448 milhão;
- A agenda internacional desta quarta-feira destaca a divulgação da Ata do FOMC, que deve fornecer sinais sobre o sentimento dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) quanto aos próximos passos da política monetária nos EUA. No Brasil, a divulgação da Pesquisa Focus do Banco Central (BCB) é o único indicador econômico esperado após a pausa de Carnaval.
Empresas
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Relatório temático | O peso do GLP-1 no prato
- Para avaliar o impacto do GLP‑1 no consumo de alimentos e bebidas, revisamos os principais estudos disponíveis.
- As conclusões indicam que: (i) usuários de GLP‑1 reduzem o consumo geral de F&B ; (ii) reduzem a ingestão de álcool; (iii) apresentam menor elasticidade-preço para proteínas; (iv) ocorre uma mudança no valuation do consumidor, aumentando a disposição a pagar por produtos proteicos; mas (v) o impacto agregado sobre a demanda de volume parece marginal.
- Nesse contexto, vemos as empresas de proteína (JBS, MBRF e Minerva) como os principais beneficiários da adoção de GLP‑1, enquanto Camil, M. Dias Branco e AmBev parecem negativamente expostas — como esperado, mas com ressalvas.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/relatorio-tematico-o-peso-do-glp-1-no-prato/
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM, que faziam parte do Master (O Globo);
- Preços-teto de leilão criaram ruído em momento ‘tenso’ para sistema elétrico (Valor Econômico);
- Federal Reserve set to loosen US bank rules in attempt to boost mortgage lending (Financial Times);
- Espaço fiscal se estreita para governos regionais (Valor Econômico);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Semana agitada nos FIIs tem compra milionária, emissão bilionária e acordo judicial (FIIs);
- Concorrentes lado a lado: Meli e Shopee fazem dobradinha logística em Guarulhos (Buildings);
- XPML11 divulga resultado 4 vezes maior; veja o valor e os motivos disso (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.

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