IBOVESPA -0,84% | 183.133 Pontos
CÂMBIO +0,23% | 5,19/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 0,8%, aos 183.133 pontos, interrompendo a sequência de recordes históricos de fechamento do índice. O dia começou em tom positivo, com os mercados locais reagindo à decisão do Copom, mas o movimento se inverteu ao longo da sessão, acompanhando o viés negativo dos mercados globais, que foram pressionados sobretudo pela reação ao resultado do 4T25 de Microsoft.
Prio (PRIO3, +2,0%) foi o destaque positivo do dia, beneficiada pela alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Suzano (SUZB3, -4,6%) recuou em mais um dia de apreciação do real, com o dólar fechando a R$ 5,19, movimento que tende a pressionar empresas exportadoras.
Nesta sexta-feira, a agenda internacional inclui a divulgação dos PMIs de manufatura e serviços referentes a janeiro nos Estados Unidos.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta-feira sem direcional único nos Estados Unidos. O movimento foi influenciado pelo ambiente de incertezas, diante do risco de shutdown com a proximidade do prazo final para aprovação de verbas nesta sexta-feira, além do adiamento da indicação do próximo presidente do banco central (Fed) por Donald Trump. Nesse contexto, as Treasuries oscilaram: os títulos de 2 anos fecharam em 3,6% (+2 bps); os de 10 anos, em 4,23% (-2 bps); e os de 30 anos, em 4,86% (0 bps).
No Brasil, as taxas de juros recuaram pelo sexto pregão seguido, após a sinalização do Copom, na quarta-feira (28), sobre a possibilidade de início da flexibilização monetária na próxima reunião. Além disso, o movimento foi impulsionado pelos dados do Caged de dezembro, que vieram mais fracos do que o esperado (‑618,2 mil vs. consenso Bloomberg ‑472,4 mil; XP (P) ‑505 mil). O DI jan/27 fechou a 13,48% (-4 bps), o DI jan/29 a 12,70% (-9 bps) e o DI jan/31 a 13,06% (-4 bps).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -0,9%), diante da expectativa de nomeação de um novo presidente do Federal Reserve por Donald Trump nesta manhã, com apostas concentradas em Kevin Warsh. Os mercados permanecem na temporada de resultados, na expectativa do balanço de ExxonMobil para o 4T25, e das Big Techs Amazon e Alphabet na próxima semana. Ontem, Apple divulgou resultados melhores que o esperado com surpresa na venda de iPhones e na receita proveniente da China.
O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,4%), e as bolsas chinesas fecharam em forte queda (HSI:-2,1%; CSI 300: -1,0%).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de quinta‑feira em queda de 0,14%, em movimento de correção após as altas consecutivas, mesmo diante do fechamento da curva de juros influenciado pela crescente possibilidade de início da flexibilização monetária na reunião de março. No desempenho setorial, os Fundos de Tijolo recuaram 0,11%, enquanto os Fundos de Papel registraram queda de 0,18%. Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se OUJP11 (+3,1%), PVBI11 (+1,7%) e BBIG11 (+1,4%). No campo negativo, as principais baixas foram URPR11 (-4,0%), HSLG11 (-3,2%) e DEVA11 (-2,2%).
Economia
O Senado dos Estados Unidos bloqueou o avanço de um amplo pacote de financiamento do governo, aumentando o risco de um shutdown. Negociações de última hora discutem um arranjo temporário para financiar as demais agências até setembro. Sobre o Fed (banco central), Trump deve anunciar seu indicado ainda hoje. No Brasil, o relatório do Caged registrou destruição líquida de 618,2 mil vagas formais em dezembro, resultado significativamente pior do que o esperado. Porém, o cenário de taxa de desemprego historicamente baixa e salários em alta permanece.
Na agenda internacional, os destaques ficam por conta da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos e do PMI da China — indicadores de sondagem empresarial que ajudam a captar o pulso da atividade econômica. No Brasil, o destaque será a Pnad de dezembro, que deve seguir apontando a taxa de desemprego na mínima histórica, reforçando o diagnóstico de um mercado de trabalho aquecido. No campo fiscal, o governo divulgará o resultado do setor público consolidado, em que esperamos superávit de R$ 4,5 bilhões no mês, mas déficit de R$ 56,2 bilhões em 2025.
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Economia
Donald Trump deve anunciar seu candidato para presidir Fed
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar hoje o indicado para presidir o Federal Reserve (Fed, banco central), em substituição a Jerome Powell. O candidato favorito é Kevin Warsh (de acordo com o Polymarket, as chances superam 96%), que teria se reunido com Trump ontem, segundo a Reuters. Warsh já integrou o Conselho de Diretores do Fed, foi assessor de George W. Bush e tem carreira no mercado financeiro. Ele é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas, mas como uma opção menos radical entre outros candidatos cogitados;
- O Senado dos Estados Unidos bloqueou o avanço de um amplo pacote de financiamento do governo, aumentando o risco de um shutdown parcial nos próximos dias, após todos os democratas e sete republicanos votarem contra a proposta em uma votação de 55 a 45. O impasse está concentrado no financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), que inclui o ICE – polícia de imigração -, já que os democratas exigem separar esse orçamento do restante do pacote para renegociar políticas migratórias. Sem acordo, áreas como Defesa, Saúde, Educação, Trabalho e Transporte podem ficar sem recursos. Negociações de última hora discutem um arranjo temporário para financiar as demais agências até setembro, enquanto o orçamento do DHS seria prorrogado por curto prazo, na tentativa de evitar a paralisação do governo federal;
- No Brasil, o relatório do Caged registrou destruição líquida de 618,2 mil vagas formais em dezembro, resultado significativamente pior do que o esperado (XP: -505,0 mil; Mercado: -472,5 mil). No acumulado de 2025, houve criação líquida de 1,28 milhão de empregos formais, abaixo dos quase 1,68 milhão registrados em 2024. Em síntese, o emprego formal segue em trajetória de expansão, apesar da elevada volatilidade mensal. O ritmo médio de criação de vagas desacelerou de cerca de 135 mil no 1S25 para 80 mil no 2S25, em linha com a desaceleração gradual da atividade doméstica. O cenário de taxa de desemprego historicamente baixa e salários em alta permanece. Projetamos que a taxa de desemprego atingirá 5,7% no final de 2026, após encerrar 2025 em 5,4% (com ajuste sazonal). A demanda doméstica deve continuar robusta ao longo deste ano, em linha com impulsos de renda e crédito. Além disso, a escassez de mão de obra — refletida na queda da taxa de participação — seguirá pressionando o mercado de trabalho. Projetamos criação líquida de 900 mil empregos com carteira assinada em 2026;
- O governo central registrou um superávit primário de R$ 22,1 bilhões em dezembro, abaixo do superávit de R$ 24,1 bilhões registrado no mesmo mês de 2024. O resultado ficou bem acima do consenso do mercado (R$ 14,4 bilhões) e ligeiramente acima da nossa previsão (R$ 20,4 bilhões). Em 2025, o governo apresentou um déficit de R$ 61,7 bilhões, correspondente a 0,5% do PIB – pior do que os 0,4% do PIB alcançados em 2024. Considerando as despesas excluídas do cálculo da meta primária (R$ 48,7 bilhões), o governo central alcançou um déficit de R$ 13,0 bilhões (0,1% do PIB), portanto, entre o ponto médio e o limite inferior da meta do resultado primário (zero e um déficit de R$ 31 bilhões, respectivamente). Para os próximos meses, esperamos uma recuperação no crescimento da receita tributária, à medida que a atividade econômica reacelera e as medidas para aumentar a receita entram em vigor. Em relação às despesas, esperamos que a execução mais intensa das despesas discricionárias no início deste ano devido ao ciclo eleitoral e a redução do acúmulo de pedidos de benefícios da previdência social e do BPC/LOAS, continue a pressionar o resultado primário. Nossa previsão atualizada para 2026 é de um déficit de R$ 45,9 bilhões (0,3% do PIB), ou um superávit de R$ 4,0 bilhões (0,0% do PIB) excluindo exceções para o cálculo da meta do resultado primário — permanecendo, assim, acima do limite inferior da meta do resultado primário (R$ 0);
- Na agenda internacional, os destaques ficam por conta da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos e do PMI da China — indicadores de sondagem empresarial que ajudam a captar o pulso da atividade econômica. No Brasil, o destaque será a PNAD de dezembro, que deve seguir apontando a taxa de desemprego na mínima histórica, reforçando o diagnóstico de um mercado de trabalho aquecido. No campo fiscal, o governo divulgará o resultado do setor público consolidado, em que esperamos superávit de R$ 4,5 bilhões no mês, mas déficit de R$ 56,2 bilhões em 2025.
Empresas
Agronegócio | Prévia de resultados do 4T25 & atualização de modelos: permanecemos Neutros em SLCE3/AGRO3
- Atualizamos recentemente nosso Modelo Proprietário de Oferta & Demanda (S&D) para grãos e agora aproveitamos para divulgar nossa Prévia de Resultados do 4T25, ao mesmo tempo em que atualizamos nossas estimativas e preço‑alvo para as empresas agrícolas SLCE e AGRO, reforçando nossa recomendação Neutra para ambos os nomes.
- Outro recorde na safra de soja no Brasil: visões mistas Na nossa atualização mais recente, elevamos as estimativas de produção de soja principalmente devido a maiores produtividades, possibilitadas por condições climáticas favoráveis. Pelo lado positivo, as perspectivas de produtividade indicam que ambas as companhias não devem ficar abaixo do guidance, o que foi uma frustração na safra 2024/25. Pelo lado negativo, safras recordes no Brasil, combinadas com estoques nos EUA revisados para cima, reforçam nossa visão de um Supply‑Driven Bear Market.
- Permanecemos Neutros em SLCE e AGRO. Destaques:
- SLCE: reduzimos nossas estimativas de 26E adj. EBITDA e EPS em 8% e 7%, respectivamente, principalmente devido a preços abaixo do esperado. Mantemos recomendação Neutra, dado o Valuation pouco atrativo, com fluxo de caixa livre (FCF) negativo em 2026 e próximo do breakeven em 2027.
- AGRO: cortamos nossas estimativas de 26E adj. EBITDA e EPS em 41% e 96%, respectivamente, refletindo preços mais baixos e uma rampa de produtividade mais lenta do que o antecipado. Elevamos levemente nosso preço‑alvo de Jun/27E para BRL 22,5/ação (antes BRL 22,0/ação). Permanecemos Neutros em Valuation, embora vejamos um carry melhor para AGRO em relação à SLCE, devido aos recebíveis de vendas de fazendas.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/agronegocio-previa-de-resultados-do-4t25-atualizacao-de-modelos-permanecemos-neutros-em-slce3-agro3/
WEG (WEGE3): Aceleração em ordem geral nos resultados da ABB indica demanda saudável
- Novidades? Esta manhã, a ABB divulgou seus resultados do 4T25, com a ação atualmente subindo +10% após resultados otimistas (lucro líquido +12% acima do consenso, segundo a MorgningStar), revisão altíssima do guidance
- e anúncios do programa de dividendos/recompra de ações.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
CBA (CBAV3): Tem sido uma boa jornada
- De acordo com um fato relevante publicado pela CBA (link), a Chalco (Aluminum Corporation of China) e a Rio Tinto assinaram um contrato de compra de ações para adquirir ~68,6% da CBA (446,6 milhões de ações) da Votorantim S.A. por R$4.689 milhões (ou ~R$10,50/ação, em linha versus o preço de fechamento de hoje).
- Os compradores podem posteriormente lançar uma oferta obrigatória para adquirir os 31,4% restantes de free float após o fechamento do deal, implicando um valor total de ações de R$6,8 bilhões (EV/EBITDA implícito de 2026 entre 5,5 e 6,0x).
- Espera-se que o veículo operacional brasileiro seja estruturado como uma joint venture, com a Chalco detendo 67% e a Rio Tinto os 33% restantes.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Donald Trump preparing to nominate Kevin Warsh as Federal Reserve chair (Financial Times);
- Darling leva fábricas da Patense por R$ 560 milhões (TheAgriBiz);
- Agibank lança IPO nos EUA que pode levantar US$ 830 milhões (Broadcast);
- S&P Global rebaixa rating do BRB – Banco de Brasília S.A. de brBBB-/brA-3 para brBB/brB’; perspectiva negativa (S&P Global);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Copom: como as decisões sobre a Selic afetam o mercado de FIIs (Research XP);
- IFIX recua 0,14% em pregão volátil e fecha aos 3.843,02 (Suno);
- Com m² acima de R$ 300, aluguel de escritórios sobe 6% em um ano em SP (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Investimento global em energia limpa supera combustíveis fósseis pelo o 2º ano consecutivo | Café com ESG, 30/01
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,84% e 1,38%, respectivamente;
- No Brasil, a missão oficial do governo federal ao Panamá encerrou na quarta-feira com um acordo que prevê estudos para a criação de um corredor verde entre o Brasil e o Canal do Panamá, rota que movimenta uma média de 5,8 milhões de toneladas de cargas por ano – segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), o objetivo é incentivar o uso de combustíveis sustentáveis na navegação, alinhando a eficiência logística às metas globais de redução de emissões;
- No internacional, (i) o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a iniciativa C40 Cities Climate Leadership Group assinaram um memorando de entendimento para firmar uma parceria estratégica com o objetivo de acelerar o financiamento climático urbano e a implementação de projetos em cidades da América Latina; e (ii) o investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, mostra relatório anual Energy Transition Investment Trends da BloombergNEF – pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou os aportes em oferta de combustíveis fósseis, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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