IBOVESPA +0,27% | 163.370 Pontos
CÂMBIO -0,28% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,8% em reais e 2,9% em dólares, aos 163.370 pontos.
Cogna (COGN3, +17,6%) foi o principal destaque positivo da semana, após elevação de recomendação por um banco de investimentos.
Na ponta negativa, C&A (CEAB3, -13,1%) recuou, refletindo o aumento das preocupações dos investidores com os resultados do 4T25, que serão divulgados em 24 de fevereiro. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com abertura ao longo da curva e ganho de inclinação. Após uma semana de menor liquidez, a sexta-feira (09) trouxe dados econômicos relevantes nas esferas local (IPCA) e internacional (relatório de emprego dos EUA), que influenciaram os preços – vide abaixo. As taxas de juro real apresentaram leve alta, com os rendimentos das NTN-Bs com vencimento em 2030 fechando em 7,81% a.a. (vs. 7,68% na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 13,76% (+5,6bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 13,07% (+2,2bps); DI jan/29 em 13,06% (+0,5bps); DI jan/31 em 13,35% (+2,2bps); DI jan/35 em 13,52% (+14,9bps). Nos EUA, rendimentos da T-Note de 2 anos terminaram o dia em 3,54% (+7bps vs. semana anterior); T-Note de 10 anos em 4,18% (- 1bps); T-Bond de 30 anos 4,82% (-4bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -1,0%), após o Departamento de Justiça abrir uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. A notícia elevou a aversão a risco, com investidores reduzindo exposição diante do temor de interferência política na política monetária e de um enfraquecimento da independência do Fed. Com o aumento das tensões institucionais, o índice de volatilidade (VIX) avançou, enquanto o ouro sobe cerca de 2%, refletindo busca por proteção. O mercado também se prepara para o início da temporada de resultados, com grandes bancos dos EUA divulgando balanços nos próximos dias.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda nesta segunda-feira (Stoxx 600: -0,2%), com investidores acompanhando tanto a pressão política sobre o Fed quanto os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio, especialmente no Irã. O noticiário corporativo traz movimentos pontuais positivos, como a alta de quase 8% da BE Semiconductor após forte crescimento nos pedidos, além de ganhos em Abivax, impulsionada por rumores de aquisição.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,7%; HSI: +1,4%). O movimento ocorreu junto da queda dos preços do petróleo, que recuam com o mercado avaliando possíveis intervenções dos EUA no Irã e seus impactos limitados sobre a oferta global. O ouro renovou recordes, reforçando o ambiente defensivo global. No restante da Ásia, o Japão permaneceu fechado por feriado, e o iene se desvalorizou fortemente, atingindo mínima de um ano frente ao dólar. O destaque da região ficou para a Coreia do Sul, onde o Kospi renovou máximas históricas (+0,8%).
IFIX
O IFIX registrou alta de 0,28% na semana, impulsionado principalmente pelos segmentos híbridos e FOFs, que avançaram 0,83% e 34%, respectivamente. Os fundos de papel registram alta de 0,20% na semana, enquanto os fundos de tijolo avançaram 0,12%, pressionados pelo segmento de logística, que apresentou queda de 0,32%, refletindo spreads mais comprimidos em relação ao padrão histórico, especialmente quando comparados aos segmentos de shoppings e lajes corporativas.
Economia
No Brasil, a inflação medida pelo IPCA subiu 0,33% em dezembro, em linha com as projeções, e fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto do intervalo de tolerância da meta (4,5%). Esse resultado confirma um cenário de desinflação gradual, mas com sinais mistos.
Na agenda internacional desta semana, destaque para a divulgação dos índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos Estados Unidos em dezembro. Ainda na economia americana, os agentes de mercado irão monitorar os dados de vendas varejistas de novembro e produção industrial de dezembro. No Brasil, as atenções estarão voltadas para indicadores de atividade econômica referentes a novembro. O IBGE divulgará as vendas varejistas (PMC) e as receitas de serviços (PMS). Já o Banco Central publicará o IBC-Br, uma proxy mensal do PIB.
Veja todos os detalhes
Economia
Acordo comercial entre União Europeia e Mercosul caminha para aprovação final
- Em declaração no domingo à noite, o presidente do Fed (banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, afirmou ter recebido intimações do Departamento de Justiça relacionadas a estouros de orçamento na reforma da sede da autoridade monetária. Segundo Powell, “essa nova ameaça não diz respeito ao meu depoimento em junho nem à reforma dos prédios do Federal Reserve (…). Esses são pretextos”. Ele destacou que a questão central é “se o Fed continuará a definir as taxas de juros com base em evidências e condições econômicas — ou se, ao contrário, a política monetária será conduzida por pressão política ou intimidação”. Pouco depois, Donald Trump afirmou à NBC que não tinha conhecimento da investigação. O episódio aumentou a percepção de risco institucional e impulsionou a demanda por ouro como ativo de proteção. O metal atingiu nível recorde acima de US$ 4.580 por onça, refletindo também tensões geopolíticas no Irã;
- Após 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul. A maioria dos 27 países votou a favor, com oposição de França, Polônia, Irlanda, Áustria e Hungria, e abstenção da Bélgica. O texto prevê eliminação gradual de tarifas sobre produtos agropecuários e industriais, com prazos que podem chegar a dez anos. Próximos passos incluem assinatura prevista para 17 de janeiro e aprovação pelos parlamentos do Mercosul e da União Europeia. Caso aprovado, a parte comercial poderá entrar em vigor antes da ratificação completa pelos 27 países europeus;
- No Brasil, a inflação medida pelo IPCA subiu 0,33% em dezembro, em linha com as projeções, e fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto do intervalo de tolerância da meta (4,5%). Esse resultado confirma um cenário de desinflação gradual, mas com sinais mistos. Enquanto os preços de alimentos e bens industrializados seguem com aumentos moderados, os preços de serviços continuam pressionados, especialmente aqueles ligados à mão de obra, que subiram quase 8% recentemente (média móvel de três meses, dessazonalizada e anualizada). Esse comportamento reflete o mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego historicamente baixa e salários reais em alta. Para mais informações, acesse nosso relatório aqui;
- Na agenda internacional desta semana, destaque para a divulgação dos índices de inflação ao consumidor (CPI, na 3ª-feira) e ao produtor (PPI, na 4ª-feira) dos Estados Unidos em dezembro. Ainda na economia americana, os agentes de mercado irão monitorar os dados de vendas varejistas de novembro (4ª-feira) e produção industrial de dezembro (6ª-feira). No Brasil, as atenções estarão voltadas para indicadores de atividade econômica referentes a novembro. O IBGE divulgará as vendas varejistas (PMC, na 5ª-feira) e as receitas de serviços (PMS, na 3ª-feira). Já o Banco Central publicará o IBC-Br (6ª-feira), uma proxy mensal do PIB.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- US corporate bond sales hit $95bn in busiest week since Covid pandemic (Financial Times);
- Mercado aposta em ano melhor para as NTN-Bs (Valor Econômico);
- Acordo UE-Mercosul cria isenções para frango e ovos, e cota preferencial para carne suína (Globo Rural);
- Fitch Atribui, Pela Primeira Vez, Rating ‘AAA(bra)’ à TECP – Transmissora de Energia Central Paulis… (Fitch);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Estratégia
Factor Pulse: o que esperar dos fatores em 2026?
- Os fatores Baixo Risco (+0,8%) e Revisões de Sell-side (+0,5%) foram os únicos com ganhos em dezembro. O fator Baixo Risco se beneficiou com a ponta comprada superando a carteira vendida (+2,5% vs. +1,7%), enquanto o fator Revisões de Sell-side subiu depois que ações com revisões negativas caíram (-3,2%), apesar das perdas de ações com piora nas estimativas (-2,7%);
- Valor teve perdas, caindo 4,0% em dezembro, embora tenha permanecido como o melhor desempenho em 2025 (+48,7%), com ações “baratas” disparando 75,7% vs. 34,0% do Ibovespa no último ano. Momentum continuou para trás, com “vencedores” em queda (-2,3%), e Qualidade (-1,9%) e Short Interest (-1,3%) também encerrando o mês em território negativo;
- Desempenho dos fatores em 2025: Apesar da grande dispersão, todos os seis fatores tiveram retornos positivos em 2025. Valor liderou (+48,5%), seguido por Qualidade (+28,7%) e Short Interest (+26,7%), enquanto Momentum sofreu após uma queda em março (-12,9%). Ações “baratas” foram destaque (+75,7%). Nosso monitor de regimes sinaliza força para Momentum em 2026, reforçando a necessidade de exposição diversificada para gerenciar riscos de fatores;
- As 10 melhores ações segundo o modelo multifatores: LAVV3, JHSF3, MILS3, UGPA3, VULC3, ITSA4, ALOS3, GRND3, COGN3, BMOB3;
- As 10 ações para evitar segundo o modelo multifatores: BRKM5, RAIZ4, ONCO3, TUPY3, AURE3, GFSA3, VVEO3, BHIA3, HAPV3, CSAN3;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX retoma alta e fecha semana em recorde histórico, aos 3.789 pontos (FIIs);
- FIIs se reposicionam com vendas, fusões e caixa; veja destaques da semana (FIIs);
- FII da Capitânia vai pagar até R$ 1,9 bi por gigante corporativo de Brasília (Metro Quadrado);
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ESG
Acordo UE-Mercosul pode atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos no Brasil | Café com ESG, 12/01
- O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 1,76% e o ISE 1,68%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve alta de 0,27% e 0,58%, respectivamente;
- No Brasil, a conclusão do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul pode atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos no Brasil, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) – a entidade, que apoia empresas para ampliar a presença brasileira no comércio global, diz que o assunto foi chave para o avanço do acordo, aprovado nesta sexta-feira pelo Conselho Europeu;
- No internacional, (i) as ações da Oklo e da Vistra lideram um movimento de alta de seus pares nesta sexta-feira, depois que a Meta Platforms, de Mark Zuckerberg, concordou em comprar energia nuclear das empresas para operar data centers de inteligência artificial; e (ii) a China vai cancelar os reembolsos de exportação do imposto sobre valor agregado para produtos fotovoltaicos a partir de 1º de abril, informou o ministério das finanças em comunicado conjunto à Administração Tributária Estadual na sexta-feira – o ministério também informou que os reembolsos de IVA para exportação de produtos de bateria serão reduzidos para 6% de 9% entre abril e dezembro e totalmente cancelados a partir de 1º de janeiro de 2027;
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BYD ultrapassa Tesla em vendas de elétricos; BNDES avança na agenda de certificação de carbono | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) BYD ultrapassa Tesla e se torna líder global em vendas de veículos elétricos; (ii) BNDES abre chamada para propostas sobre certificação de créditos de carbono;
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