IBOVESPA -0,13% | 157.981 Pontos
CÂMBIO +0,26% | 5,43/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (9) em queda de 0,1%, aos 157.981 pontos. O índice chegou a recuar 1,8% pela manhã, mas reduziu as perdas ao longo do dia após a notícia de que o PL da Dosimetria deveria ser pautado ainda hoje na Câmara dos Deputados, o que trouxe algum alívio ao mercado.
Entre os destaques positivos da sessão esteve Embraer (EMBR3, +3,0%). A companhia anunciou, na segunda-feira (8), dividendos e juros sobre capital próprio que somam cerca de R$ 180 milhões. Na ponta negativa, Cyrela (CYRE3, -2,6%) devolveu parte da alta de 4,2% registrada no pregão anterior.
Para a sessão desta quarta-feira (10), o foco dos investidores estará na “Superquarta”, marcada pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a terça-feira em alta ao longo da curva, após um dia marcado por forte pressão decorrente do noticiário político. Apesar de algum alívio no fim da sessão, o movimento não foi suficiente para reverter a alta acumulada. Assim, o DI jan/26 encerrou em 14,91% (+0,5 bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,76% (+0,6 bps); DI jan/29 em 13,19% (+4,7 bps); DI jan/31 em 13,47% (+7,2 bps). Nos Estados Unidos, os dados do JOLTS vieram acima do esperado, com 7,67 milhões de vagas abertas em outubro frente a 7,12 milhões do consenso. Com isso, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,61% (+3,96 bps vs. pregão anterior); enquanto os de 10 anos em 4,18% (+1,86 bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), enquanto os investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve, que deve anunciar hoje o terceiro corte consecutivo de 25 bps. A divisão interna entre membros do FOMC reforça a incerteza sobre o tom do comunicado e da coletiva de Powell, já que parte do comitê teme enfraquecimento adicional do mercado de trabalho, enquanto outra parcela avalia que novos cortes poderiam reacender pressões inflacionárias. As negociações de ontem mostraram movimentos marginais nos principais índices, com pressão em bancos, especialmente JPMorgan, e uma rotação contínua para small caps, que voltam a ganhar força diante da perspectiva de queda nos custos de financiamento em 2026.
Na Europa, os mercados operam em queda antes da decisão do Fed (Stoxx 600: -0,1%), com investidores também monitorando a sinalização dos demais bancos centrais que se reúnem ao longo de dezembro. A percepção de que cortes adicionais podem ocorrer apenas em 2026 também pesa sobre o sentimento, em meio às recentes declarações de Donald Trump sobre a “fraqueza” dos líderes europeus e às negociações sensíveis envolvendo Ucrânia. Dados regionais, como vendas no varejo britânico e indicadores de exportação alemã, também entram no radar.
Na China, os mercados fecharam com desempenhos mistos (HSI: +0,4%; CSI 300: -0,1%) após a divulgação do CPI de novembro, enquanto o PPI permanece em território negativo, sinalizando persistência de deflação industrial. Demais mercados asiáticos mostram desempenho variado, com Nikkei e Kospi recuando, enquanto o Kosdaq avança com apoio do setor tecnológico. O ambiente regional segue cauteloso à espera da decisão do Fed e de eventuais sinais sobre o ritmo de cortes em 2026.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira em leve queda de 0,06%, refletindo a abertura da curva de juros em resposta ao noticiário político. O movimento pressionou principalmente os fundos de tijolo, que recuaram 0,07%, enquanto os fundos de papel registraram queda marginal de 0,02%. Com esse desempenho, o IFIX acumula alta de 0,41% no mês e de 17,95% no ano. Entre os destaques positivos da sessão estiveram URPR11 (+4,4%), BRCR11 (+2,1%) e BBIG11 (+2,0%). Já entre as principais quedas, destacaram-se SNFF11 (-1,6%), VINO11 (-1,6%) e FATN11 (-1,3%).
Economia
Nos Estados Unidos, as vagas de emprego mostraram um aumento no mês de outubro, mas as contratações e as demissões continuaram a cair, sugerindo que o mercado de trabalho permanece em um estado “sem contratações, sem demissões”. Na China, o índice preços ao consumidor mostrou aceleração e subiu 0,7% na comparação anual ante 0,2% registrado em outubro, mas ficou abaixo da expectativa de 0,8%. Já o índice de preços ao produtor mostrou declínio de 2,2%, pior do que o mês anterior e as estimativas do mercado.
Na agenda do dia, destaque nos Estados para a decisão de política monetária pelo comitê de mercado aberto (Fomc). Espera-se um corte adicional de 0,25 p.p. na esteira do desaquecimento do mercado de trabalho. Contudo, o mercado deve ficar atento à divisão do comitê e, principalmente, ao comunicado e à entrevista pós-decisão. No Brasil, teremos a divulgação da inflação de novembro, na qual esperamos alta de 0,17% ante o mês anterior para o indicador cheio e de 0,21% para a média dos núcleos. Por fim, teremos a decisão da taxa de juros pelo Copom. A expectativa amplamente majoritária é de manutenção do atual patamar, mas o mercado estará atento principalmente ao comunicado pós-decisão. Esperamos que o Copom inicie o ciclo afrouxamento monetário com corte de 0,5 p.p. em março do ano que vem.
Veja todos os detalhes
Economia
Super quarta-feira! FOMC deve reduzir taxas de juros nos EUA, COPOM deve mantê-las no Brasil
- As vagas de emprego nos EUA, uma medida da demanda por mão de obra, aumentaram 12.000, para 7,670 milhões, até o último dia de outubro, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho em sua Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra, ou relatório JOLTS. Economistas previam 7,150 milhões de vagas não preenchidas. As contratações caíram 218.000, para 5,149 milhões em outubro, enquanto as demissões subiram 73.000, para 1,854 milhão, ainda um número baixo, concentradas no setor de hospedagem e serviços de alimentação. Os relatórios combinados de setembro e outubro sugeriram que o mercado de trabalho permaneceu no que economistas e formuladores de políticas chamam de estado de “sem contratações, sem demissões”;
- O índice de preços ao consumidor (CPI) da China subiu 0,7% em novembro ante igual mês do ano passado, ganhando força depois de avançar apenas 0,2% em outubro, mas ficando abaixo das estimativas de mercado, que esperavam alta de 0,8%. Já o índice de preços ao produtor (PPI) teve queda anual de 2,2%, ligeiramente maior que o declínio de 2,1% visto em outubro e das expectativas dos analistas, que esperavam queda de 1,9%;
- Na agenda internacional de hoje, o principal evento será a decisão de política monetária nos Estados Unidos. Espera-se que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) reduza as taxas de juros em 25 pontos-base em uma decisão dividida, levando-as para 3,5%-3,75%, na esteira do arrefecimento do mercado de trabalho. Por sua vez, a declaração pós-decisão e a coletiva de imprensa devem manter um tom cauteloso em relação aos próximos passos do Fed;
- No Brasil, os destaques são a inflação do IPCA de novembro e a decisão sobre a política monetária. Em relação ao primeiro, prevemos que o índice geral aumente 0,17% M/M, um pouco abaixo do consenso do mercado (0,19%). Também projetamos um aumento de 0,21% para a média dos núcleos e de 0,35% para os serviços subjacentes. No geral, o resultado deve manter nossa visão de que a inflação continua em uma tendência de queda, impulsionada por alimentos e bens industrializados, enquanto os serviços continuam a exercer pressão. Sobre a decisão de política monetária, o Copom deve manter a taxa de juros atual (15,0%). Em nossa opinião, o Copom concluirá que ainda é muito cedo para mudar para uma abordagem totalmente dependente dos dados. De fato, acreditamos que o comunicado desta semana continuará indicando taxas de juros estáveis no futuro. Continuamos a ver o Copom iniciando um ciclo de flexibilização de 50 pontos-base em março.
Empresas
Vale (VALE3): alocação de capital disciplinada equilibrando crescimento e dividendos
Feedback da nossa reunião com o Diretor de RI da Vale, Thiago Lofiego
- Esta semana, realizamos uma reunião com o Diretor de RI e JVs da Vale, Sr. Thiago Lofiego, para discutir prioridades estratégicas e principais tendências operacionais;
- Em um nível macro, as discussões reforçaram a visão de que os preços do minério de ferro estruturalmente > US$100/t, com o esgotamento compensando as expectativas de aumento de capacidade, enquanto a expansão de Simandou pode enfrentar atrasos devido a desafios logísticos e geológicos;
- Além disso, observamos um sentimento melhorado em relação aos Metais Básicos, apoiado por um plano de expansão mais concreto do cobre em direção a 700 kt até 2035 e uma meta de equilíbrio de níquel até 2026.
- Além disso, a Vale reiterou suas metas de dívida líquida expandida em ~US$15 bilhões, com nossas estimativas sugerindo espaço para distribuições extraordinárias adicionais caso os preços do minério de ferro permaneçam dentro da faixa de ~US$100-105/t ao longo de 2026E;
- Em suma, mantemos nossa recomendação Neutra para a Vale em meio a preocupações relacionadas ao minério de ferro, mas reconhecemos melhorias bottom-up importantes na história do equity;
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Klabin (KLBN11): desalavancagem em Progresso
Feedback do Investor Day 2025 da Klabin
- Hoje, a Klabin sediou seu Investor Day 2025, oferecendo uma perspectiva atualizada em áreas estratégicas importantes;
- Dentro dos principais temas, o capex foi revisado para baixo para 2025E, com desembolsos maiores esperados para 2026E, devido à transferência de projetos atrasados para 2025E e ao aumento do capex sustentado, enquanto o guidance de longo prazo foi reduzido e sugere uma normalização a partir de 2028E;
- O guidance de custos permanece amplamente estável, com um aumento modesto em 2026E, incluindo potenciais vendas de terrenos e diluição de custos devido a volumes mais altos;
- Na alocação de capital, a empresa prioriza a desalavancagem nos anos seguintes, enquanto (a) mantem sua política de dividendos e (b) avalia oportunidades greenfield seletivas em fluff/papel;
- Reiteramos nossa recomendação de compra no papel, com a trajetória de desalavancagem impulsionando parte do potencial de upside que vemos para as ações;
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Vibra Energia (VBBR3) | Combate à ilegalidade – Destaques do Investor Day
- Nesta terça-feira (9), participamos do Investor Day 2025 da Vibra, realizado no Rio de Janeiro;
- Um dos principais focos do evento foi o combate às práticas ilegais no setor. De forma geral, a empresa acredita que o mercado atingiu um novo patamar de competitividade, o que deve apoiar ganhos de market share e rentabilidade;
- Outros destaques importantes foram: (i) alocação disciplinada de capital, (ii) iniciativas de redução de custos, (iii) agenda de eficiência na Comerc e (iv) expansão do negócio de lubrificantes;
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Agronegócio | Buscando resposta para demanda incerta
- Com a incerteza política, o USDA precisa especular sobre o resultado do acordo EUA-China. A decisão do departamento foi manter a exportação americana de soja inalterada, enquanto o consenso esperava alguma redução. Com as safras se desenvolvendo bem na América do Sul, preços da soja em Chicago estão perdendo momentum devido à lentidão das compras chinesas;
- Em contrapartida, exportações de milho foram elevadas, resultando em estoques menores. No entanto, a demanda por ração animal permaneceu inalterada pelo USDA, que espera um crescimento de dois dígitos para 25/26, irreal em nossa opinião;
- A previsão para a safra global de trigo foi revisada para cima pelo 2° mês consecutivo, reduzindo o prêmio entre trigo e milho, à medida que o preço do milho avança;
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/agro-alimentos-e-bebidas-data-expert-analise-do-wasde-dez-25/
- Varejo XP: ainda à espera do verão
- Estamos atualizando o nosso XP Termômetro de Varejo, com novembro apresentando um padrão mais normalizado em várias regiões, mas as previsões iniciais indicam que essa tendência deve se reverter e as temperaturas voltarão a ficar abaixo da média em dezembro, embora em menor intensidade em comparação ao terceiro trimestre. No entanto, há uma probabilidade de 55% de um La Niña fraco entre dezembro e fevereiro, o que pode levar a temperaturas mais altas;
- Acreditamos que a volatilidade do clima continuará sendo um tema importante, com temperaturas atípicas podendo permanecer como um obstáculo no quarto trimestre, com riscos de afetar a sazonalidade mais forte do período;
- Em relação às empresas, a queda média ano a ano da temperatura da LREN em dezembro deve ser ligeiramente menor do que a dos concorrentes;
- Assim, não esperamos grandes divergências de desempenho entre esses três players devido à volatilidade climática;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Asian investors flock to Gulf debt in hunt for yield and growth (Financial Times);
- Crédito privado pode ter ‘risco oculto’ para investidores (Valor Econômico);
- Klabin descarta investir em fábricas no exterior: ‘Brasil ainda é o melhor lugar do mundo para investir em fibras’ (Valor Econômico) ;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha com primeira queda na semana, à espera de decisões de juros (FIIs);
- O plano do Patria para um HGLG11 de R$ 10 bi — e o impacto no mercado de FIIs (InfoMoney);
- Lucro do XPLG11 salta 24% e FII anuncia movimentações na carteira (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Petrobras (PETR4) busca parceiros para expandir a produção de biodiesel no Brasil | Café com ESG, 10/12
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território levemente negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,13% e 0,53%, respectivamente;
- No cenário doméstico, segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), a produção global de combustíveis sustentáveis para a aviação (SAF, em inglês) está perdendo o ritmo e expondo os desafios das ambições climáticas do transporte aéreo – de acordo com a organização que reúne mais de 80% do tráfego aéreo global, em 2025, a produção de SAF deve atingir 1,9 milhão de toneladas, o dobro em relação a 2024, mas esse crescimento deve desacelerar em 2026, e ficar em 2,4 Mt;
- Do lado das empresas, (i) a diretora de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, disse que a estatal está em busca de parceiros para crescer na produção de biodiesel no Brasil – segundo ela, no Fórum Técnico PPSA 2025, nesta terça-feira, a estatal também quer parceiros “relevantes” para o mercado de etanol, segmento no qual a empresa estuda entrar com participação minoritária; e (ii) na terça-feira, a Eve, empresa da Embraer focada no desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical, anunciou um novo financiamento, de R$ 200 milhões, concedido pelo BNDES – o recurso vai apoiar a integração e o funcionamento dos motores elétricos da primeira aeronave de certificação, bem como a preparação do veículo para a campanha de testes junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac);
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As tendências que os investidores não podem ignorar
- Embora os riscos de curto prazo – incluindo a volatilidade macro e geopolítica global – continuem dominando as discussões, as mudanças estruturais em direção à transição energética e os investimentos ESG estão criando oportunidades que exigem a atenção dos investidores e a alocação estratégica de capital;
- Neste relatório, destacamos as principais tendências na agenda que devem moldar o cenário de investimentos no próximo ano: (i) corrida por data centers; (ii) necessidade de minerais críticos; (iii) papel das baterias; (iv) maior integridade nos mercados de carbono; e (v) avanço na transparência da divulgação ESG;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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