IBOVESPA +0,23% | 182.127 Pontos
CÂMBIO +0,42% | 5,25/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em leve alta de 0,2%, aos 182.127 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -1,2%; Nasdaq, -1,4%). O movimento marcou uma recuperação parcial após a queda de 2,2% registrada na sessão anterior.
Entre os destaques positivos, as construtoras voltadas ao segmento de baixa renda lideraram os ganhos, com MRV (MRVE3, +6,9%) e Cury (CURY3, +3,7%). Na ponta negativa, Vale (VALE3, -3,3%) recuou, refletindo a queda dos preços do minério de ferro (-2,3%).
Nesta sexta-feira, pela temporada internacional de resultados do 4T25, haverá divulgação do balanço da Toyota.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta‑feira em queda nos Estados Unidos, após a divulgação de dados de emprego mais fracos do que o esperado. A T‑Note de 2 anos recuou para 3,56% (-10 bps), a de 10 anos para 4,28% (-9 bps) e o T‑Bond de 30 anos caiu para 4,85% (-6 bps). No Brasil, na ausência de grandes novidades no mercado local, observou‑se um leve movimento de inclinação da curva, com alta nos vértices mais longos. Além disso, o Tesouro Nacional realizou leilão de títulos prefixados, sem impacto relevante sobre a curva, uma vez que o mercado esperava uma emissão maior. Foram colocados 14 milhões de LTN e 4 milhões de NTN‑F. O DI jan/27 encerrou a 13,40% (-1 bp), o DI jan/29 a 12,76% (0 bps) e o DI jan/31 a 13,18% (+2 bps).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta, após três pregões consecutivos de queda liderados pelo setor de tecnologia, em meio às preocupações do mercado com a indústria de software e com os elevados investimentos (capex) em inteligência artificial anunciados nas últimas divulgações de resultados das big techs.
O índice pan-europeu também opera em alta nesta manhã (Stoxx 600: +0,4%), enquanto as bolsas chinesas fecharam em queda (HSI: -1,2%; CSI 300: -0,6%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira praticamente estável, em um pregão marcado por movimentos mistos entre os diferentes segmentos. Os Fundos de Papel e os Fundos Híbridos apresentaram desempenho positivo, com altas de 0,15% e 0,12%, respectivamente. Já os Fundos de Tijolo recuaram 0,12%, influenciados principalmente pelos Fundos de Lajes Corporativas (-0,09%) e pelos Fundos de Logística (-0,10%). Os Fundos de Fundos e os Fundos Multiestratégia também fecharam no campo negativo, com quedas de 0,33% e 0,37%, respectivamente. Entre as maiores altas do dia destacaram-se XPSF11 (+2,4%), PMIS11 (+2,4%) e GZIT11 (+2,0%). No lado negativo, as principais baixas foram BRCR11 (-2,3%), BTHF11 (-2,2%) e BBIG11 (-2,1%).
Economia
Os dados do relatório Jolts indicam uma continuação do arrefecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos. O número de vagas de emprego em aberto recuou para 6,5 milhões em dezembro de 2025, abaixo das expectativas, que apontavam para cerca de 7,2 milhões de vagas. Na Europa, tanto o Banco Central Europeu quanto o Banco da Inglaterra mantiveram as taxas de juros. Sem agenda de indicadores relevantes hoje.
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Economia
Relatório de emprego nos EUA aponta arrefecimento no mercado de trabalho
- Os dados do relatório Jolts indicam uma continuação do arrefecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos. O número de vagas de emprego em aberto recuou para 6,5 milhões em dezembro de 2025, queda de 386 mil em relação a novembro e de cerca de 1 milhão na comparação anual, atingindo o menor nível desde setembro de 2020. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para cerca de 7,2 milhões de vagas, reforçando a leitura de menor demanda por mão de obra. Apesar disso, os fluxos do mercado permaneceram relativamente estáveis, com contratações e desligamentos em torno de 5,3 milhões, enquanto os pedidos de demissão ficaram praticamente inalterados, sinalizando uma desaceleração gradual, e não abrupta, das condições de emprego;
- O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros inalteradas em 2%, conforme esperado, marcando o quinto encontro consecutivo sem mudanças. O comunicado reforçou o alto grau de incerteza que cerca o cenário econômico, especialmente diante das tensões geopolíticas e da política comercial global. O BCE avaliou que a inflação deve se estabilizar em torno da meta de 2% no médio prazo, com a economia da zona do euro mostrando resiliência. Entretanto, reconheceu fatores relevantes, incluindo a apreciação recente do euro, que pode exercer pressão desinflacionária adicional. O banco central parece confortável em manter a política monetária inalterada ao longo de 2026, ainda que o balanço de riscos siga levemente inclinado para uma eventual flexibilização;
- O Banco da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 3,75% em sua primeira reunião de 2026, em decisão apertada tomada por 5 votos a 4, que votaram por corte. Apesar da manutenção, o comunicado indicou que novos cortes seguem no horizonte, embora o momento exato dependa da trajetória da inflação, que permanece acima da meta de 2%, e da evolução da atividade e do mercado de trabalho. A divisão interna do comitê resulta de sinais recentes de crescimento um pouco mais forte e pressões inflacionárias ainda persistentes, o que tende a levar o banco central a adotar uma estratégia gradual e cautelosa de flexibilização;
- A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro de 2026. As exportações totalizaram US$ 25,2 bilhões no mês, enquanto as importações alcançaram US$ 20,8 bilhões. Olhando para 2026, esperamos mais uma safra recorde de grãos, enquanto os volumes exportados de carnes (bovina, suína e de frango) devem continuar em expansão, em meio a uma demanda externa mais forte. Esses fatores representam riscos altistas para a balança comercial neste ano. As importações, por sua vez, devem permanecer elevadas, uma vez que a reaceleração esperada do componente cíclico do PIB tende a sustentar a demanda por importados. No agregado, projetamos um superávit comercial de US$ 64,9 bilhões em 2026;
- Sem agenda de indicadores relevantes hoje.
Commodities
Proteínas | Exportações de Janeiro sustentam o momentum de 2025
- As exportações de carne bovina iniciaram o ano de forma bastante robusta, bem acima do ritmo necessário para atingir nossa projeção de crescimento de 6% em 2026. No entanto, dado os novos mecanismos de salvaguarda adotados pela China para a carne bovina global, os embarques em 2026 tendem a ser concentrados no início do ano, à medida que os exportadores antecipam volumes para preencher as cotas de exportação.
- Nos mercados de frango e suínos, volumes e preços começaram 2026 em patamares superiores aos observados em jan/25. As exportações de frango ainda refletem a reabertura de todos os mercados após o caso de gripe aviária ocorrido em meados de 2025, o que também sustenta os preços de exportação em relação a dezembro.
- Já os embarques de carne suína seguem redirecionando volumes para fora da China e em direção ao Sudeste Asiático, com destaque para as Filipinas.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/proteinas-exportacoes-de-janeiro-sustentam-o-momentum-de-2025/
Empresas
BrasilAgro (AGRO3) | Colheita amarga; estratégia doce
- O desempenho da safra de cana-de-açúcar deixou um gosto amargo nos resultados da BrasilAgro, que, somado a bases comparáveis difíceis — decorrentes da esperada e bem-vinda ausência de vendas de fazendas no período (vs. BRL 108 Mn no 6M25) — resultou em um resultado fraco.
- A receita líquida totalizou BRL 494,0 Mn no semestre (-19% A/A), mas alcançou BRL 191,1 Mn no trimestre (+25% A/A e em linha vs. XPe), com um modesto EBITDA ajustado de BRL 7 Mn (-77% A/A e -63% vs. XPe), apenas parcialmente compensado por margens melhores em outras culturas (como soja, milho e feijão).
- A decisão de postergar vendas para o 2T26 também foi positiva, mas a deterioração das margens em algodão e pecuária somou-se ao impacto negativo da cana-de-açúcar.
- Veja o relatório aqui: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/brasilagro-agro3-revisao-do-2t26-4t25-cy-colheita-amarga-estrategia-doce/
AmBev (ABEV3) | A leitura irregular do terceiro player obscurece o cenário do setor
- O Grupo Petrópolis (GP, não listado) divulgou seus números de dezembro, com queda de 22,4% A/A na produção.
- Em linha com nossos comentários sobre os dados de PIM de dezembro, que destacaram as fraquezas do setor, ao ajustarmos o PIM pelos volumes do GP observamos uma contração de 1,7%, versus o dado oficial de queda de 5,0%.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/ambev-abev3-a-leitura-irregular-do-terceiro-player-obscurece-o-cenario-do-setor/
BR Partners (BRBI11): Um trimestre de disciplina e entrega
- Apesar de um cenário macro ainda desafiador e de volumes de M&A abaixo das médias históricas, o BR Partners entregou resultados positivos no 4T25, impulsionados por um sólido movimento sequencial de recuperação em Investment Banking e Capital Markets e pela disciplina contínua de custos, resultando em um ROE robusto de 22%.
- Os números do 4T25 e de 2025 reforçam nossa visão construtiva sobre a capacidade da gestão de aprofundar e diversificar o pipeline de IB, mantendo a rentabilidade saudável ao longo dos ciclos.
- Também destacamos a agilidade do banco em capturar oportunidades de mercado por meio de operações de warehousing de títulos, emissões de letras financeiras, pré-pagamentos de dividendos e ADRs para aumentar a liquidez das ações.
- No geral, vemos 2025 como um ano construtivo: o desempenho fortaleceu nossa visão positiva sobre a franquia e confirmou sua capacidade de execução mesmo em cenários macro mais difíceis, além de deixar o banco melhor posicionado para capturar alta quando as condições se tornarem mais favoráveis.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
TOTVS (TOTS3): Sell-off global pressiona TOTS3
- O movimento de sell-off em software lá fora ganhou tração nas últimas semanas.
- O ETF iShares Expanded Tech-Software (IGV), principal proxy global do setor, caiu cerca de 21% nos últimos 30 dias e 9% nos últimos 7 dias.
- No Brasil, a TOTVS acompanhou esse movimento e recuou aproximadamente 18% (em USD) nos últimos 7 dias, apesar de não haver mudanças relevantes em seus fundamentos.
- Do lado operacional, nada mudou: a companhia segue entregando execução sólida no core, com um sistema de ERP crítico para as operações dos clientes, altos custos de substituição e receita altamente recorrente.
- Após a correção, a ação negocia a ~19x P/E 2026 (ex-Linx), abaixo da média histórica de 3 anos (~23x).
- Além disso, a TOTVS está próxima de concluir a venda da Dimensa e a aquisição da Linx, reforçando foco estratégico e disciplina de capital.
- Na nossa visão, o ajuste foi excessivo e o nível de preço atual começa a abrir uma oportunidade, ainda que fatores técnicos sigam desafiadores e a volatilidade de curto prazo permaneça elevada.
- Reiteramos recomendação de Compra para TOTVS e preço-alvo de final de 2026 de R$ 50,5/ação.
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Bradesco (BBDC4): Momento sólido, maior visibilidade
- O Bradesco entregou um sólido 4T25, amplamente em linha com as expectativas do mercado e com nossas estimativas.
- Um leve beat no lucro líquido de 2% e um ROAE em torno de 15% confirmam a recuperação gradual da rentabilidade, sem grandes surpresas.
- O NII permaneceu como o principal suporte, impulsionado por margens resilientes com clientes, crescimento da carteira e uma melhora na dinâmica de funding, enquanto o NII de Mercado seguiu modesto.
- As receitas de serviços ficaram amplamente em linha com as projeções da XPe, enquanto o segmento de seguros mostrou uma desaceleração relevante no trimestre, ainda assim mantendo índices de ROE sólidos.
- A qualidade dos ativos permaneceu sob controle, favorecendo uma leve melhora no custo do crédito.
- Do lado das despesas, o banco continua apresentando progresso gradual em eficiência, embora os investimentos em transformação ainda devam pesar no curto prazo.
- O guidance para 2026 sustenta uma visão construtiva, com crescimento da carteira no ponto médio do intervalo (~9,5% A/A) e crescimento do NII ajustado ao risco em cerca de 12,5% A/A no ponto médio, apontando para um perfil robusto de crescimento.
- No geral, o trimestre reforça uma visão de execução consistente e previsível, com maior visibilidade para 2026.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- US job cuts surge to highest January total since 2009 (Financial Times);
- Importação sente efeito da desaceleração da economia e recua em janeiro (Valor Econômico);
- BRB apresenta nesta sexta ao BC plano para recompor perdas com Master, com mais de uma opção (Folha de S.Paulo);
- Negociação com credores segue dura e Braskem Idesa fica mais perto de ‘Chapter 11’, dizem fontes (Valor Econômico);
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX renova recordes e juros em queda impulsionam FIIs (Suno);
- Três lições para o investidor de FIIs antes da aguardada queda de juros (InfoMoney);
- MXRF11 aumenta lucro novamente e anuncia compra de R$ 260 mi em CRIs (FIIs);
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ESG
Brasileira Serra Verde recebe financiamento de US$ 570 milhões dos EUA para terras raras | Café com ESG, 06/02
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território levemente positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,23% e 0,85%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Axia Energia (antiga Eletrobras) fechou uma parceria com a Cooperação Brasil-Alemanha, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), para a construção da primeira planta para produção de aço de baixo carbono a partir do hidrogênio verde no Brasil; e (ii) a Serra Verde, dona da única mina que produz terras raras em escala comercial no Brasil, anunciou financiamento de US$ 565 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) – os recursos serão usados para refinanciar dívidas e ampliar a produção para 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até o início de 2027;
- No internacional, o primeiro-ministro canadense Mark Carney disse que seu governo está revogando um mandato nacional que implica a obrigatoriedade de vendas de veículos elétricos, mas está aumentando os incentivos para compra e carregamento dos mesmos – Carney disse que o Canadá fornecerá 2,3 bilhões de dólares canadenses para financiar incentivos de até 5.000 dólares canadenses na compra ou locação de veículos elétricos por indivíduos e empresas;
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