29/09, 18h | Cenário para crédito privado e oportunidade em títulos isentos de IR

Pedro Sturm, sócio e head da mesa institucional de crédito privado da XP, Camilla Dolle, head de research de renda fixa da XP, e Marcos Rodrigues, head produtos renda fixa da XP, comentaram sobre as tendências para o mercado de crédito privado no Brasil e as oportunidades de investimento em papéis de crédito privado com isenção de Imposto de Renda, como as debêntures de infraestrutura. O painel abordou como está a relação entre oferta e demanda para os papéis e como isso se reflete no preço dos títulos. Ainda é um momento para comprar? Assista e saiba mais sobre o assunto.

O que é crédito privado? 

Crédito privado é um tipo de emissão de renda fixa. Constitui uma captação de dívida realizada por uma empresa buscando financiamento para um novo projeto, expansão de suas operações ou até mesmo para capital de giro. 

Ou seja, ao investir em um desses títulos, o investidor está emprestando dinheiro à empresa em troca de uma remuneração previamente acordada. 

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Taxa de juros x crédito privado

Durante o painel, os analistas explicaram como o cenário da taxa de juros nos últimos anos tem afetado o mercado de crédito privado no país.  

Segundo Sturm, houve um fluxo de resgate no final de 2019, quando a Selic atingia a mínima histórica à época, de 4,5%. Com o impacto da pandemia de Covid-19 na economia, esse fluxo se intensificou.  

Com a volta do aumento da taxa de juros – a Selic está atualmente em 6,25%— o interesse pela renda fixa voltou a crescer. “Os ativos de renda fixa começaram a ficar bem atrativos como eram antigamente. O fluxo de captação, desde abril até hoje, já recuperou praticamente tudo da época da Covid-19”, disse Sturm. “E a tendência é captar ainda mais”, afirmou, lembrando que há muitas oportunidades no mercado de renda fixa atualmente.  

Já Rodrigues destacou o dinamismo existente nos últimos anos dentro da categoria de investimento.  “[Seja] Durante o momento de redução de taxa de juros, seja no momento de uma crise global, os investidores que estavam buscando por alternativas tiveram alternativas dentro da própria renda fixa”, disse.   

Novas emissões 

Outro assunto abordado no painel foram as novas emissões de ativos. “A classe de crédito privado, por ser uma classe mais nova, sempre foi muito dependente do mercado primário”, afirmou Rodrigues, que aponta uma retomada maior desse mercado, mas sem afetar o secundário.  

Ele lembrou, ainda, que é preciso lembrar da sazonalidade que influencia o crédito privado. “Assim como sorvete é um produto que vende mais no verão, o mercado de crédito privado é mais aquecido no final do ano”, disse.  

“São as empresas emitindo dívidas para financiar as operações, e as empresas acabam emitindo dívida no final do ano para que consigam desenhar o planejamento do ano seguinte, consigam apresentar os números de balanço. É natural que o último semestre do ano, o último trimestre do ano tenha maior volume de ofertas públicas”, explicou.  

Prêmio de risco

Os spreads dos títulos de crédito privado também foram tema do painel da Semana da Renda Fixa desta quarta-feira.  

O spread de crédito, ou prêmio de risco, é um diferencial na taxa de remuneração pago pelo emissor em relação ao ativo livre de risco. O ativo livre de risco, por sua vez, são os títulos públicos emitidos pelo governo federal, que apresentam o menor risco de crédito do país.  

Segundo Sturm, a Selic está mais alta mas o spread de crédito tem diminuído. Rodrigues lembrou que é preciso analisar diversos fatores que influenciam nesse fator, e para isso é indicado estar em contato com o assessor de investimentos.  

Saiba qual é o seu perfil 

Além de receber o auxílio do assessor de investimentos, os analistas lembraram ainda que é preciso saber qual o seu perfil de investidor para identificar as melhores oportunidades no mercado de renda fixa. 

Segundo Rodrigues, há “oportunidades em novos instrumentos, em novos prazos, em novos indexadores, em novos setores”. “É um oceano azul bastante tentador”, afirmou.  

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