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Temporada de Resultados Renda Fixa – 2º trimestre de 2026

Confira os resultados do 2º trimestre de 2026 das empresas sob a nova cobertura do XP Credit Research.

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Acompanhe aqui os resultados trimestrais de empresas selecionadas que emitem títulos de crédito privado na plataforma da XP

Em breve…

Camil

Overview do trimestre: A Camil segue como uma companhia relevante no setor de alimentos na América Latina, com portfólio diversificado, mas muito exposta à dinâmica do arroz, que tem pressionado resultados e capital de giro no ciclo atual. O ambiente de preços baixos deve continuar limitando margens e geração de caixa no curto prazo, tornando a redução da dívida líquida o principal ponto de monitoramento. Em nossa visão, a sazonalidade do negócio deve favorecer a desalavancagem gradual ao longo do exercício, ao passo que monetiza os estoques formados no 1T26 e a normaliza seu capital de giro. Ainda assim, enxergamos que a alavancagem deve permanecer em patamares mais elevados o que exigirá disciplina na alocação de capital, especialmente em CAPEX e M&A, para recompor a folga em relação ao covenant, que hoje encontra-se apertado. Como mitigantes, destacamos a liquidez adequada, com baixa pressão de vencimentos de mercado de capitais no curto prazo e a demanda relativamente estável por arroz, fatores que, combinados, reduzem pressões curtos-prazistas – essencial para atravessar este momento mais conturbado, à medida que avançam com a conclusão dos principais projetos industriais e que os preços da commodity estão em patamares mais baixos.

Em breve…

Auren

Overview do trimestre: A Auren reportou resultados neutros no 2T26. A receita líquida cresceu 5,9% A/A, para R$ 3,1 bi, mas o avanço não se converteu em rentabilidade, com a margem líquida recuando 7,5% e o EBITDA caindo 15,4%, para R$ 748,6 mi. O resultado foi pressionado pelo menor recurso eólico, pelo maior curtailment e pelo desempenho mais fraco da comercializadora. Os cortes atingiram 12,9% da geração potencial eólica e 26,0% da solar da companhia, com impacto de R$ 97,8 mi, parcialmente compensado por R$ 70,5 mi em ganhos de modulação, resultando em efeito líquido negativo de R$ 27,3 mi. A dívida líquida caiu R$ 194,2 mi, no entanto a alavancagem reportada pela companhia subiu de 5,2x para 5,3x pela queda do EBITDA dos últimos 12 meses. A Portaria nº 140 regulamentou a compensação dos cortes entre set/23 e nov/25, estimada em cerca de R$ 300 mi, montante que pode contribuir marginalmente para a desalavancagem a partir de 2027. Cortes por razão energética e eventos posteriores seguem sem solução definitiva.

Axia Energia

Overview do trimestre: A AXIA Energia reportou resultados neutros no 2T26, com EBITDA ajustado de R$ 6.683 milhões (+21,5% A/A). A melhora subjacente foi mais moderada: antes das participações societárias, o resultado cresceu 11,9%, pois parte da expansão veio da recuperação do resultado das investidas, e da queda de 64% nas provisões. O principal vetor recorrente foi a geração de energia, com margem de contribuição +17,5%, sustentada pelo processo de descotização, pelo GSF favorável, pelos preços mais altos no Ambiente de Contratação Livre (ACL) capturados e pelo maior resultado de modulação. A dívida líquida somou R$ 45.461 milhões, com alavancagem confortável de 1,7x e caixa de R$ 26,2 bilhões. O FCL atingiu R$ 4.958 milhões, mas foi beneficiado por R$ 3.390 milhões de capital de giro. A leitura de crédito permanece positiva.

Copel

Overview do trimestre: A Copel reportou resultados sólidos no 2T26, com EBITDA de R$ 1.612,6 milhões, aumento de 20,8% A/A. O aumento é reflexo do bom desempenho da Distribuição, que gerou um EBITDA de R$ 765,6 milhões (+34,5% A/A), pautado pelo crescimento de 7,2% do mercado fio faturado, pelo reajuste tarifário de junho de 2025 e pela boa disciplina de custos (PMSO -0,4% A/A). A Geração e Transmissão também reportou resultado bastante positivo (EBITDA de R$ 838,2 milhões, +10,1% A/A), reflexo do ganho de R$ 74,6 milhões com modulação e spread entre submercados, do aumento de 6,4% no preço médio de venda e da queda de 6,3% do PMSO. No trimestre, a companhia iniciou os aportes do LRCAP (R$ 317,9 milhões nas UHEs Foz do Areia e Segredo), sendo esperada aceleração do capex para a entrega dos projetos, com reflexo no endividamento. A dívida líquida é de R$ 19.651,2 milhões, resultando em alavancagem de 2,9x, mantendo o nível do 2T25.

Enel São Paulo

Overview do trimestre: A Enel São Paulo, reportou resultados sólidos no 2T26, sustentados pelo reajuste tarifário vigente desde julho de 2025 (+13,94%) e por um bom controle de custos. Entretanto, este resultado positivo do segundo trimestre não afasta as preocupações quanto ao risco de crédito do Emissor. O CAPEX em forte expansão sem contrapartida em geração de caixa elevou a alavancagem no ano e deixou posição de caixa apertada frente aos vencimentos de curto prazo, ampliando a dependência do suporte do controlador. Soma-se a isso o processo de caducidade da concessão em trâmite na ANEEL, cuja reunião para deliberação ficou agendada para 11 de agosto. Dado esse processo a prorrogação antecipada da concessão foi suspensa por decisão judicial. O contrato vence em junho de 2028, o que têm preocupado o mercado e já se refletiu no rebaixamento do rating pela Fitch, para AA+(bra) com perspectiva negativa, e nos spreads dos papéis no mercado secundário.

Energisa

Overview do trimestre: O Grupo Energisa reportou resultado resiliente no 2T26, com EBITDA ajustado de R$ 1.954 milhões (+1% A/A), sustentado pelo crescimento de 4% do mercado das distribuidoras e pelos reajustes tarifários, parcialmente compensados pelo maior custo de energia e pelo avanço de 15% do PMSO, este aumento reflete o compromisso da empresa com a qualidade do serviço em suas concessões. No balanço, o destaque foi o acordo para venda de cinco ativos de transmissão, reforçando a estratégia de reciclagem de capital e redução da alavancagem, apesar do efeito contábil não caixa de -R$ 596 milhões. A alavancagem recuou de 3,5x no 1T26 para 3,1x, frente a covenant de 4,25x, beneficiada pelo aporte de R$ 1,4 bilhão do Itaú na Denerge e pelo Acordo ERO, que encerrou um contencioso de 20 anos e reduziu o estoque judicial de R$ 1,6 bilhão para R$ 646 milhões. A renovação por 30 anos de quatro das principais concessões de distribuição de reforça a previsibilidade de longo prazo e reduz o risco de crédito da emissora.

Engie Brasil

Overview do trimestre: A ENGIE Brasil Energia reportou resultado sólido no 2T26, com EBITDA de R$ 1.809 milhões, alta de 19,3% A/A. O avanço refletiu o maior volume vendido (+14,1%), o GSF de 99,0% (vs. 95,5% no 2T25), o ganho de R$ 15 milhões no mercado de curto prazo (MCP) (vs. -R$ 28 milhões) e o crescimento da receita regulatória de transmissão, compensados pela queda de 4,0% no preço médio e pelo maior curtailment eólico (17% vs. 12%). A dívida líquida somou R$ 25.210 milhões, com alavancagem de 3,6x, ante 3,7x no 1T26, ainda elevada, mas em estabilização, e com covenant cumprido com folga (dívida bruta/EBITDA contratual de ~3,9x vs. limite de 4,5x). Em julho, a companhia realizou um follow-on de R$ 8,36 bilhões para realizar a incorporação de 40% de Jirau e realizar a repactuação do Uso do Bem Público (UBP), quitado por R$ 2,23 bilhões, o que elimina desembolsos anuais de R$ 773 milhões. Além disso, a companhia anunciou R$770,8 milhões em dividendos. Com isso, a desalavancagem deve seguir gradual.

Neoenergia

Overview do trimestre: A Neoenergia reportou um resultado resiliente no 2T26. Apesar de a geração eólica ter vindo abaixo no comparativo anual e de o curtailment ter aumentado, a companhia conseguiu entregar resultados em linha, demonstrando a força da diversificação de seu portfólio. Do ponto de vista de crédito, a Neoenergia segue apresentando perfil operacional sólido, suportado pela previsibilidade do segmento de distribuição e pela diversificação entre geração e transmissão de energia, com o trimestre marcado por dois eventos estruturalmente positivos: a renovação antecipada das concessões de Coelba, Cosern e Elektro por mais 30 anos e a conclusão da OPA pela Iberdrola, que passou a deter a quase totalidade do capital. Por outro lado, a menor geração renovável, o curtailment e a alavancagem ainda elevada, em decorrência do CAPEX intensivo, permanecem como os principais pontos de atenção no curto prazo, embora a alavancagem tenha recuado na comparação trimestral.

Isa Energia

Overview do trimestre: A ISA Energia reportou resultado neutro no 2T26. A receita regulatória atingiu R$ 1.243,4 mi (+20,9% A/A), impulsionada pelo reajuste da RAP pelo IPCA, pelas energizações de novos projetos (Jacarandá e Piraquê), pelo R&M da Concessão Paulista e pela reversão da Parcela de Ajuste (PA). O EBITDA somou R$ 966,9 Mi, um aumento de 22,5% A/A sobre base deprimida do 2T25, e recuou 5,3% T/T, pressionado pelo PMSO (+13,4%) e por custos de desativação de bens em R&M, que vemos como não recorrentes. O principal detrator do resultado foi o resultado financeiro, puxado pela variação monetária da dívida atrelada ao IPCA e pelo maior endividamento, levando o lucro líquido a R$ 173,9 mi (-32,0% A/A). A dívida líquida atingiu R$ 15,9 bi (+13,0% vs. dez/25), refletindo capex, JCP, emissões e variação monetária, com a alavancagem reportada subindo de 3,63x para 3,78x e a cobertura de juros situando-se em 2,1x. O follow-on de R$ 1,2 bi, liquidado em julho, compensa a troca de ativos com a AXIA (IE Madeira 100% desde agosto) e mantém a alavancagem pro forma estável.

Allos

Overview do trimestre: A Allos reportou um 2T26 positivo, com crescimento de receitas, manutenção da elevada ocupação dos ativos e estrutura de capital conservadora. O trimestre evidenciou a capacidade da companhia de expandir resultados mesmo em um cenário de juros elevados, apoiada tanto pela operação de shopping centers quanto pela crescente contribuição das verticais de mídia, desenvolvimento imobiliário e plataforma digital. Como ponto de acompanhamento, observa-se alguma desaceleração dos indicadores de vendas mesmas lojas e aluguel mesmas lojas em relação aos níveis observados no ano anterior, influenciada pelo cenário macroeconômico e efeitos de calendário da Páscoa e da Copa do Mundo, embora os indicadores permaneçam positivos.

Iguatemi

Overview do trimestre: No 2T26, a Iguatemi reportou um trimestre marcado por crescimento operacional moderado e manutenção de indicadores de crédito sólidos. A companhia continua beneficiada pela qualidade de seu portfólio, refletida na elevada ocupação, baixa inadimplência e alavancagem conservadora, mesmo em um ambiente de consumo mais desafiador e impactado por efeitos de calendário.

MRV

Overview do trimestre: No 2T26, a MRV apresentou resultado neutro, com a continuidade da recuperação operacional da incorporação no Brasil, com crescimento de receita, expansão de margens, geração de caixa positiva e melhora dos indicadores de alavancagem. Em contrapartida, os resultados consolidados permaneceram pressionados pela operação da Resia nos EUA, em função do reconhecimento de US$ 110 milhões em impairments relacionados ao plano de venda de ativos. Ainda assim, a Companhia avançou em sua estratégia de desalavancagem por meio de desinvestimentos ao longo do trimestre, reforçando comprometimento com esta agenda, que visa reduzir o endividamento e simplificar a estrutura corporativa.

Multiplan

Overview do trimestre: A Multiplan reportou um 2T26 com forte desempenho operacional e financeiro, sustentado pelo crescimento das vendas dos lojistas, elevada ocupação dos ativos, expansão da receita recorrente e expressiva geração de caixa. O trimestre também foi beneficiado pelo reconhecimento de créditos tributários de PIS/COFINS, mas mesmo desconsiderando esse efeito, os indicadores operacionais permaneceram sólidos, refletindo a qualidade do portfólio e a elevada demanda pelos ativos da companhia.

Ecorodovias

Overview do trimestre: O 2T26 registrou performance operacional positiva em bases ajustadas, porém com maior consumo de caixa na comparação anual, reflexo das mudanças no portfólio de ativos rodoviários. Trata-se de uma conjectura desfavorável, mas com potencial de reversão à medida que as concessões adicionadas e reequilibradas amadurecem. No trimestre, a Ecovias Sul encerrou seu contrato, enquanto a Rota das Gerais (Ecovias das Gerais) passou a ser consolidada no balanço da Ecorodovias. Destaca-se também a captação do empréstimo-ponte de R$ 2,4 bilhões, contratado pela Companhia para realizar os investimentos iniciais na Ecovias Capixaba.

CSN

Overview do trimestre: A CSN apresentou um resultado neutro, com melhora operacional no 2T26, reflexo da recuperação da siderurgia, desempenho recorde em cimentos e crescimento do EBITDA consolidado. Apesar disso, seguimos cautelosos com o crédito, pois a principal discussão permanece sendo a capacidade de converter essa melhora operacional em desalavancagem e geração consistente de caixa. Para o 2S26, entendemos que o foco deve permanecer na redução do endividamento, já que o elevado custo da dívida continua consumindo parcela relevante da geração operacional de caixa. Nesse sentido, acompanharemos principalmente os potenciais desinvestimentos em cimentos e infraestrutura, que podem acelerar a desalavancagem caso os recursos sejam direcionados para amortização de dívida. Também seguiremos monitorando a evolução dos efeitos das medidas antidumping na siderurgia. A penetração do aço importado no mercado interno recuou dos 25% no final de 2025, e a companhia espera estabilidade em torno de 15%-17%, o que seria importante para sustentar a recuperação de volumes e margens do segmento. Além disso, eventuais novas medidas de proteção comercial podem reforçar essa tendência e contribuir para uma geração de caixa mais robusta. Por fim, a estratégia de redução de estoques e liberação de capital de giro, contribuiu positivamente para o caixa no trimestre e foi destacada pela administração como um importante vetor de suporte à liquidez.

Usiminas

Overview do trimestre: O 2T26 foi positivo para a Usiminas: embora a Mineração tenha sido impactada por menores preços realizados e custos mais elevados, a evolução da Siderurgia foi suficiente para sustentar a expansão do EBITDA consolidado e a manutenção da baixa alavancagem. A companhia reportou receita líquida de R$ 6,1 bilhões (+4,0% t/t), EBITDA ajustado consolidado de R$ 761 milhões (+16,6% t/t) e margem EBITDA ajustada de 12,4%, ante 11,1% no trimestre anterior. O desempenho foi impulsionado pela Siderurgia, que apresentou melhora de rentabilidade mesmo com vendas de aço levemente menores, refletindo um ambiente mais favorável de preços e mix comercial. Em contrapartida, a Mineração registrou queda no EBITDA t/t, apesar do forte crescimento dos volumes vendidos, impactada principalmente por menores preços realizados e um mix de vendas menos favorável. Ainda assim, a expansão da rentabilidade da Siderurgia mais do que compensou essa pressão. Do lado financeiro, a Usiminas segue com uma estrutura de capital bastante sólida, encerrando o trimestre com dívida líquida ajustada de R$ 173 milhões e alavancagem de apenas 0,1x.

Vale

Overview do trimestre: A Vale reportou um trimestre positivo, sustentado pela forte recuperação operacional do negócio de minério de ferro e pela contínua expansão da rentabilidade em Metais Básicos. Em Minério de Ferro, o aumento dos volumes produzidos e comercializados mais do que compensou a pressão observada nos custos, permitindo avanço do EBITDA mesmo com preços realizados praticamente estáveis. Já em Metais Básicos, a combinação de preços mais elevados de cobre e níquel e maiores vendas de cobre resultou em nova expansão dos resultados, com destaque para o expressivo crescimento anual do EBITDA da divisão. Do lado financeiro, a companhia manteve sólida geração de caixa, com fluxo de caixa livre de US$1,5 bilhão e aumento da posição de caixa para US$5,8 bilhões ao final do trimestre. Em nossa visão, o resultado reforça a resiliência operacional da Vale e a elevada qualidade de seu perfil de crédito, refletidas na redução da alavancagem para 1,0x dívida líquida expandida/EBITDA LTM, na queda do endividamento expandido e em um cronograma de amortização bastante confortável. A combinação de forte geração operacional, liquidez elevada e perfil de vencimentos alongado segue proporcionando ampla flexibilidade financeira à companhia.

Brava Energia

Overview do trimestre: A Brava reportou um trimestre operacionalmente forte, marcado pela recuperação dos ativos offshore, maiores preços realizados e expansão da rentabilidade. A produção cresceu 8% t/t, impulsionada principalmente por Parque das Conchas, Atlanta e Manati, enquanto a alta do Brent e dos preços realizados de óleo e gás sustentou o avanço da receita líquida para R$ 3,6 bilhões e do EBITDA Ajustado pós-IFRS 16 para R$ 1,94 bilhão. Do ponto de vista de crédito, estimamos alavancagem de aproximadamente 2,3x ao final do trimestre, enquanto a companhia reportou 1,97x. A diferença decorre principalmente de nossa metodologia, que exclui os efeitos da liquidação dos hedges de petróleo do EBITDA, mas incorpora os derivativos passivos à dívida líquida ajustada. Embora o hedge de petróleo tenha contribuído para reduzir a dívida líquida reportada por meio de um ganho contábil de R$ 462 milhões, ele continua limitando parte da captura de cenários mais favoráveis para o petróleo e consumiu R$ 864 milhões de caixa no trimestre.

Origem

Overview do trimestre: A Origem reportou um forte resultado operacional no 2T26, com produção recorde de 16,9 mil boe/d e EBITDA de R$ 290 milhões, beneficiados pela retomada do crescimento do Polo Alagoas e pela maior monetização do petróleo, que impacta também os contratos de venda de gás da companhia. Pela nossa metodologia, a alavancagem recuou para 3,9x, ante 4,5x no trimestre anterior, refletindo principalmente o crescimento do EBITDA dos últimos 12 meses. Por outro lado, a companhia segue atravessando um ciclo intensivo de investimentos, o que continua pressionando o fluxo de caixa. Apesar da evolução da geração operacional, observamos consumo de caixa decorrente principalmente de capex, dinâmica que deve persistir nos próximos anos diante dos investimentos necessários para a implementação da UTE Pilar. Para o 3T26, esperamos a manutenção de uma forte performance operacional, com captura dos preços mais elevados do petróleo na precificação dos contratos de gás, que possuem defasagem e utilizam como referência o Brent do trimestre anterior. Ainda assim, o potencial de alta é parcialmente limitado pelos mecanismos de floor e cap presentes nos contratos, reduzindo a sensibilidade às oscilações do petróleo.

PRIO

Overview do trimestre: A PRIO entregou um resultado forte no 2T26, com recordes de produção e EBITDA, sustentados pela conclusão do desenvolvimento de Wahoo e pela consolidação de Peregrino. O aumento da produção veio acompanhado de redução do lifting cost para US$ 8,9/bbl, refletindo ganhos de eficiência operacional e diluição de custos. Do lado financeiro, a combinação de maior volume vendido, melhora dos preços realizados e menores custos unitários sustentou um EBITDA Ajustado de US$ 886 milhões, mesmo diante da pressão de maiores royalties, participação especial e imposto de exportação (vigente desde 12 de março de 2026). A forte geração de caixa permitiu financiar os investimentos de crescimento, aumentar a posição de caixa e reduzir a alavancagem para 1,7x em nossa metodologia (1,5x na metodologia reportada pela companhia), reforçando a trajetória de desalavancagem e a flexibilidade financeira da PRIO.

Irani

Overview do trimestre: A Irani reportou um trimestre operacionalmente positivo, com crescimento de volumes nos segmentos de Papelão Ondulado e Papel, refletindo a normalização das operações após as paradas do 1T26 e a continuidade da captura de ganhos dos investimentos recentes. Na frente financeira, a companhia manteve forte geração de caixa e alavancagem ajustada controlada em 2,3x, reforçando a solidez do perfil de crédito. Por outro lado, seguimos atentos à concentração de aproximadamente R$ 837 milhões em vencimentos ao longo de 2027, o que torna o refinanciamento dessa obrigação um tema relevante para os próximos trimestres. Nesse sentido, a estratégia de liability management anunciada pela administração ganha importância, especialmente pelo potencial de alongar o cronograma de amortizações e reduzir a concentração de vencimentos. Apesar desse ponto de atenção, mantemos viés positivo para o crédito da Irani, sustentado pela consistente geração de caixa, boa liquidez, alavancagem controlada e histórico de acesso a fontes de financiamento, fatores que devem favorecer a execução das iniciativas de gestão do passivo atualmente em discussão.

Klabin

Overview do trimestre: A Klabin apresentou um resultado positivo no 2T26, com recuperação dos preços internacionais de celulose, bom desempenho dos negócios de papel e embalagens e EBITDA Ajustado de R$ 2,0 bilhões, com melhora de 17,5% t/t, mas ainda -4% a/a. Do ponto de vista de crédito, a companhia continua avançando em sua desalavancagem, mas nossa métrica ainda permanece relativamente elevada em 3,8x, apesar da melhora frente aos 4,2x do 2T25. Acreditamos que a continuidade dessa trajetória dependerá da manutenção da forte geração operacional, especialmente em um contexto de investimentos ainda elevados, com R$ 657 milhões de capex no trimestre e guidance de R$ 3,3 bilhões para 2026. Por outro lado, o perfil de liquidez segue como um importante ponto positivo. A companhia possui apenas R$ 734 milhões de vencimentos financeiros remanescentes em 2026, frente a R$ 10,1 bilhões de caixa e aplicações e R$ 2,6 bilhões em linhas de crédito disponíveis, além de prazo médio da dívida de 84 meses, o que reduz significativamente o risco de refinanciamento no curto prazo.

Aegea

Overview do trimestre: A Aegea apresentou resultado neutro no trimestre. De um lado, observa-se a continuidade do consumo de caixa, reflexo do ciclo intenso de investimentos nas concessões que estão na etapa mais sensível da curva de universalização. De outro, esse Capex tem se convertido em maior EBITDA Societário Ajustado, que saltou de R$ 978,9 milhões no 2T25 para R$ 1,4 bilhão no 2T26 (+47,2% A/A). Destaca-se também a aprovação do aporte de capital de R$ 2,1 bilhões na holding, a ser efetivado ao longo do 3T26. A medida afasta a Companhia de um rompimento de covenant no curto prazo, uma vez que a relação Dívida Líquida/EBITDA potencialmente apresentará redução de cerca de 0,2x.

Em breve…

Localiza

Overview do trimestre: Em linhas gerais, a Localiza apresentou um trimestre positivo. A agenda de aumento de tarifas, combinada à expansão da eficiência operacional, continuou entregando resultados no segundo trimestre de 2026. A taxa de utilização em RAC (Locação de Veículos) encerrou em 81,9% (+3,3 p.p A/A.), enquanto a vertical de GTF (Gestão de Frotas) registrou 96,7% (+0,9% p.p A/A). Destaca-se também a oferta de troca de dívidas no mercado de capitais realizada em junho de 2026, que movimentou aproximadamente R$ 7 bilhões e permitiu à empresa ajustar seu cronograma de amortização de modo a cobrir todos os vencimentos de principal até 2028.

Movida

Overview do trimestre: A Movida segue em trajetória de recuperação operacional, que tem se refletido em uma melhora pontual nas métricas de crédito. O LTV, métrica que compara o Endividamento Líquido, com o Valor da Frota, apresentou melhora, com redução de 6,9 p.p. na comparação anual, atingindo 83,8%, atrelado a esta melhora, houve uma expansão do EBIT Ajustado, que passou de R$ 569,1 milhões no 2T25 para R$ 802,6 milhões no 2T26. Cabe destacar que, neste trimestre, a Companhia recebeu o aporte de R$ 750 milhões decorrente da subscrição de ações com participação do BNDESPAR. Com isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA, conforme covenants, encerrou em 2,5x (-0,4x A/A).

JSL

Overview do trimestre: A JSL apresentou um resultado neutro neste trimestre. As verticais de Serviços Dedicados e Intralog mantiveram o lucro operacional ajustado estável, sendo a primeira favorecida por uma revisão de base de contratos e a segunda impactada por um efeito pontual e não recorrente, enquanto o segmento JSL Digital, que representou 7% do faturamento líquido, apresentou enfraquecimento de margem tanto na comparação anual quanto trimestral, reflexo de um mix de serviços de menor margem devido maior percentual de repasse a parceiros. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA, conforme covenants, encerrou em 2,5x (-0,1x A/A).

Vamos

Overview do trimestre: A Vamos apresentou mais um trimestre positivo, marcado pela continuidade da evolução operacional e pela melhora das métricas de crédito. A ocupação da frota atingiu 89%, a maior desde 2020, acompanhada por uma otimização dos estoques de ativos, que resultou em prazos médios de 1,6 meses para bens novos e 8,0 meses para bens usados. Além disso, a Companhia recebeu o aporte de capital de R$ 600 milhões decorrente da subscrição de ações com participação do BNDESPAR. Com isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA, conforme covenants, encerrou em 3,0x (-0,4x A/A). Enquanto, a dívida líquida ajusta pré IFRS-16 reduziu em R$ 1 bilhão no comparativo anual.

Simpar

Overview do trimestre: O trimestre foi marcado por avanços operacionais e financeiros no consolidado da Simpar, mas favorecido pelo evento não recorrente do aporte de capital de R$ 2,9 bilhões feito pelo controlador, família Simões, em conjunto com o braço de investimentos do BNDES, o BNDESPAR. Em resumo, um resultado neutro. A dívida líquida ajustada pré-IFRS 16 apresentou uma queda anual de 8,0%, de R$ 51,0 bilhões para R$ 46,9 bilhões. Essa melhora na estrutura de capital, somada à manutenção do EBITDA UDM ajustado pré-IFRS 16 em R$ 15,8 bilhões, fez com que a relação dívida líquida/EBITDA ajustado pré-IFRS 16 encerrasse em 3,0x (-0,2x A/A).

Assaí

Overview do trimestre: No 2T26, o Assaí apresentou um trimestre neutro, sem mudanças relevantes na tese. O Assaí manteve crescimento moderado das vendas, sustentado pelo aumento do fluxo de clientes, desempenho positivo das lojas mais recentes e ganho de participação de mercado, embora ainda refletindo um ambiente de consumo mais desafiador, com pressão sobre o ticket médio. Na rentabilidade, a melhora reportada foi impulsionada por efeitos tributários não recorrentes, enquanto o desempenho operacional ajustado permaneceu praticamente estável. A Companhia continuou apresentando forte geração de caixa sustentada pela evolução operacional, pelo menor nível de investimentos e pela gestão do capital de giro.

GPA

Overview do trimestre: O trimestre foi marcado pelos efeitos da recuperação extrajudicial sobre as operações e por um ambiente de consumo desafiador, refletidos na retração de vendas e na pressão sobre o capital de giro. Em contrapartida, a companhia apresentou evolução de rentabilidade, com melhora das margens e do EBITDA, sustentada pela priorização de canais mais rentáveis, captura de eficiências operacionais e menor nível de investimentos. A expansão de margem também foi beneficiada por efeitos tributários relacionados à alteração do regime de incidência de ICMS em determinadas categorias de produtos.

RD Saúde

Overview do trimestre: A RD Saúde reportou um 2T26 com forte desempenho operacional, sustentado pela continuidade da expansão orgânica da rede, ganhos consistentes de participação de mercado e avanço relevante da estratégia digital. O trimestre também foi marcado por robusta geração de caixa, redução da alavancagem e monetização parcial da venda da 4Bio.

Em breve…

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  • A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
  • Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo assessores de investimentos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos.
  • 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710.
  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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