Não perca nenhum resultado: confira o Calendário de Resultados dos emissores cobertos pelo Research de Renda Fixa.
Acompanhe aqui os resultados trimestrais de empresas selecionadas que emitem títulos de crédito privado na plataforma da XP
AÇÚCAR & ETANOL
Em breve…
ALIMENTOS & BEBIDAS
Em breve…
EDUCAÇÃO
Em breve…
ENERGIA
Enel São Paulo
Overview do trimestre: A Enel São Paulo reportou um 2T26 com desempenho operacional consistente, sustentado pelo reajuste tarifário de julho de 2025 sobre a Parcela B e pelo crescimento de +25% na receita de uso da rede de consumidores livres. Em bases comparáveis, a receita líquida somou R$ 4.792 milhões (+2% A/A), a margem bruta R$ 1.626 milhões (+4,2%) e o EBITDA R$ 978 milhões (+21%), com margem de 20,40% (+3 p.p.). Parte deste resultado deriva de cortes de custos, com o Opex recuando 10% A/A e o PMSO por consumidor em R$ 86,97 (-10%). Entretanto, ainda não é claro se esta disciplina de custo pode impactar a qualidade do serviço prestado ao longo dos próximos meses. Em 24 de abril, a Fitch rebaixou o rating de AAA(bra) para AA+(bra), com perspectiva negativa.
Neoenergia
Overview do trimestre: A Neoenergia reportou um 2T26 com desempenho operacional sólido, sustentado pela expansão da base de clientes, crescimento de volume nas distribuidoras e especialmente disciplina de custos, ainda que parcialmente compensado pela menor geração renovável, devido à menor incidência de ventos sobre o seu portfólio, e pelo efeito do curtailment. O trimestre também concentrou eventos societários relevantes: a conclusão da venda da UHE Dardanelos (abril), a liquidação da OPA com posterior resgate compulsório das ações remanescentes e saída do Novo Mercado (abril/maio) e a renovação das concessões de Coelba, Cosern e Elektro por mais 30 anos (maio/26), que somada à renovação de Pernambuco em set/25 deixa quatro das cinco distribuidoras do grupo com concessões renovadas, eliminando o principal risco de longo prazo do negócio de redes. A alavancagem apresentou queda sequencial, revertendo parte da elevação vista no 1T26.
IMOBILIÁRIO & SHOPPINGS
Iguatemi
Overview do trimestre: No 2T26, a Iguatemi reportou um trimestre marcado por crescimento operacional moderado e manutenção de indicadores de crédito sólidos. A companhia continua beneficiada pela qualidade de seu portfólio, refletida na elevada ocupação, baixa inadimplência e alavancagem conservadora, mesmo em um ambiente de consumo mais desafiador e impactado por efeitos de calendário.
Multiplan
Overview do trimestre: A Multiplan reportou um 2T26 com forte desempenho operacional e financeiro, sustentado pelo crescimento das vendas dos lojistas, elevada ocupação dos ativos, expansão da receita recorrente e expressiva geração de caixa. O trimestre também foi beneficiado pelo reconhecimento de créditos tributários de PIS/COFINS, mas mesmo desconsiderando esse efeito, os indicadores operacionais permaneceram sólidos, refletindo a qualidade do portfólio e a elevada demanda pelos ativos da companhia.
INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA
Ecorodovias
Overview do trimestre: O 2T26 registrou performance operacional positiva em bases ajustadas, porém com maior consumo de caixa na comparação anual, reflexo das mudanças no portfólio de ativos rodoviários. Trata-se de uma conjectura desfavorável, mas com potencial de reversão à medida que as concessões adicionadas e reequilibradas amadurecem. No trimestre, a Ecovias Sul encerrou seu contrato, enquanto a Rota das Gerais (Ecovias das Gerais) passou a ser consolidada no balanço da Ecorodovias. Destaca-se também a captação do empréstimo-ponte de R$ 2,4 bilhões, contratado pela Companhia para realizar os investimentos iniciais na Ecovias Capixaba.
MINERAÇÃO & SIDERURGIA
Usiminas
Overview do trimestre: O 2T26 foi positivo para a Usiminas: embora a Mineração tenha sido impactada por menores preços realizados e custos mais elevados, a evolução da Siderurgia foi suficiente para sustentar a expansão do EBITDA consolidado e a manutenção da baixa alavancagem. A companhia reportou receita líquida de R$ 6,1 bilhões (+4,0% t/t), EBITDA ajustado consolidado de R$ 761 milhões (+16,6% t/t) e margem EBITDA ajustada de 12,4%, ante 11,1% no trimestre anterior. O desempenho foi impulsionado pela Siderurgia, que apresentou melhora de rentabilidade mesmo com vendas de aço levemente menores, refletindo um ambiente mais favorável de preços e mix comercial. Em contrapartida, a Mineração registrou queda no EBITDA t/t, apesar do forte crescimento dos volumes vendidos, impactada principalmente por menores preços realizados e um mix de vendas menos favorável. Ainda assim, a expansão da rentabilidade da Siderurgia mais do que compensou essa pressão. Do lado financeiro, a Usiminas segue com uma estrutura de capital bastante sólida, encerrando o trimestre com dívida líquida ajustada de R$ 173 milhões e alavancagem de apenas 0,1x.
Vale
Overview do trimestre: A Vale reportou um trimestre positivo, sustentado pela forte recuperação operacional do negócio de minério de ferro e pela contínua expansão da rentabilidade em Metais Básicos. Em Minério de Ferro, o aumento dos volumes produzidos e comercializados mais do que compensou a pressão observada nos custos, permitindo avanço do EBITDA mesmo com preços realizados praticamente estáveis. Já em Metais Básicos, a combinação de preços mais elevados de cobre e níquel e maiores vendas de cobre resultou em nova expansão dos resultados, com destaque para o expressivo crescimento anual do EBITDA da divisão. Do lado financeiro, a companhia manteve sólida geração de caixa, com fluxo de caixa livre de US$1,5 bilhão e aumento da posição de caixa para US$5,8 bilhões ao final do trimestre. Em nossa visão, o resultado reforça a resiliência operacional da Vale e a elevada qualidade de seu perfil de crédito, refletidas na redução da alavancagem para 1,0x dívida líquida expandida/EBITDA LTM, na queda do endividamento expandido e em um cronograma de amortização bastante confortável. A combinação de forte geração operacional, liquidez elevada e perfil de vencimentos alongado segue proporcionando ampla flexibilidade financeira à companhia.
ÓLEO & GÁS E PETROQUÍMICOS
Brava Energia
Overview do trimestre: A Brava reportou um trimestre operacionalmente forte, marcado pela recuperação dos ativos offshore, maiores preços realizados e expansão da rentabilidade. A produção cresceu 8% t/t, impulsionada principalmente por Parque das Conchas, Atlanta e Manati, enquanto a alta do Brent e dos preços realizados de óleo e gás sustentou o avanço da receita líquida para R$ 3,6 bilhões e do EBITDA Ajustado pós-IFRS 16 para R$ 1,94 bilhão. Do ponto de vista de crédito, estimamos alavancagem de aproximadamente 2,3x ao final do trimestre, enquanto a companhia reportou 1,97x. A diferença decorre principalmente de nossa metodologia, que exclui os efeitos da liquidação dos hedges de petróleo do EBITDA, mas incorpora os derivativos passivos à dívida líquida ajustada. Embora o hedge de petróleo tenha contribuído para reduzir a dívida líquida reportada por meio de um ganho contábil de R$ 462 milhões, ele continua limitando parte da captura de cenários mais favoráveis para o petróleo e consumiu R$ 864 milhões de caixa no trimestre.
PRIO
Overview do trimestre: A PRIO entregou um resultado forte no 2T26, com recordes de produção e EBITDA, sustentados pela conclusão do desenvolvimento de Wahoo e pela consolidação de Peregrino. O aumento da produção veio acompanhado de redução do lifting cost para US$ 8,9/bbl, refletindo ganhos de eficiência operacional e diluição de custos. Do lado financeiro, a combinação de maior volume vendido, melhora dos preços realizados e menores custos unitários sustentou um EBITDA Ajustado de US$ 886 milhões, mesmo diante da pressão de maiores royalties, participação especial e imposto de exportação (vigente desde 12 de março de 2026). A forte geração de caixa permitiu financiar os investimentos de crescimento, aumentar a posição de caixa e reduzir a alavancagem para 1,7x em nossa metodologia (1,5x na metodologia reportada pela companhia), reforçando a trajetória de desalavancagem e a flexibilidade financeira da PRIO.
PAPEL & CELULOSE
Irani
Overview do trimestre: A Irani reportou um trimestre operacionalmente positivo, com crescimento de volumes nos segmentos de Papelão Ondulado e Papel, refletindo a normalização das operações após as paradas do 1T26 e a continuidade da captura de ganhos dos investimentos recentes. Na frente financeira, a companhia manteve forte geração de caixa e alavancagem ajustada controlada em 2,3x, reforçando a solidez do perfil de crédito. Por outro lado, seguimos atentos à concentração de aproximadamente R$ 837 milhões em vencimentos ao longo de 2027, o que torna o refinanciamento dessa obrigação um tema relevante para os próximos trimestres. Nesse sentido, a estratégia de liability management anunciada pela administração ganha importância, especialmente pelo potencial de alongar o cronograma de amortizações e reduzir a concentração de vencimentos. Apesar desse ponto de atenção, mantemos viés positivo para o crédito da Irani, sustentado pela consistente geração de caixa, boa liquidez, alavancagem controlada e histórico de acesso a fontes de financiamento, fatores que devem favorecer a execução das iniciativas de gestão do passivo atualmente em discussão.
SANEAMENTO
Aegea
Overview do trimestre: A Aegea apresentou resultado neutro no trimestre. De um lado, observa-se a continuidade do consumo de caixa, reflexo do ciclo intenso de investimentos nas concessões que estão na etapa mais sensível da curva de universalização. De outro, esse Capex tem se convertido em maior EBITDA Societário Ajustado, que saltou de R$ 978,9 milhões no 2T25 para R$ 1,4 bilhão no 2T26 (+47,2% A/A). Destaca-se também a aprovação do aporte de capital de R$ 2,1 bilhões na holding, a ser efetivado ao longo do 3T26. A medida afasta a Companhia de um rompimento de covenant no curto prazo, uma vez que a relação Dívida Líquida/EBITDA potencialmente apresentará redução de cerca de 0,2x.
SAÚDE
Em breve…
TRANSPORTES
Localiza
Overview do trimestre: Em linhas gerais, a Localiza apresentou um trimestre positivo. A agenda de aumento de tarifas, combinada à expansão da eficiência operacional, continuou entregando resultados no segundo trimestre de 2026. A taxa de utilização em RAC (Locação de Veículos) encerrou em 81,9% (+3,3 p.p A/A.), enquanto a vertical de GTF (Gestão de Frotas) registrou 96,7% (+0,9% p.p A/A). Destaca-se também a oferta de troca de dívidas no mercado de capitais realizada em junho de 2026, que movimentou aproximadamente R$ 7 bilhões e permitiu à empresa ajustar seu cronograma de amortização de modo a cobrir todos os vencimentos de principal até 2028.
VAREJO
GPA
Overview do trimestre: O trimestre foi marcado pelos efeitos da recuperação extrajudicial sobre as operações e por um ambiente de consumo desafiador, refletidos na retração de vendas e na pressão sobre o capital de giro. Em contrapartida, a companhia apresentou evolução de rentabilidade, com melhora das margens e do EBITDA, sustentada pela priorização de canais mais rentáveis, captura de eficiências operacionais e menor nível de investimentos. A expansão de margem também foi beneficiada por efeitos tributários relacionados à alteração do regime de incidência de ICMS em determinadas categorias de produtos.
RD Saúde
Overview do trimestre: A RD Saúde reportou um 2T26 com forte desempenho operacional, sustentado pela continuidade da expansão orgânica da rede, ganhos consistentes de participação de mercado e avanço relevante da estratégia digital. O trimestre também foi marcado por robusta geração de caixa, redução da alavancagem e monetização parcial da venda da 4Bio.
OUTROS
Em breve…
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