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Resumo Diário de Política 30/10/2019: Nova polêmica envolve Bolsonaro

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Reportagem do Jornal Nacional trouxe informação de que no dia do crime um dos suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco teria entrado no condomínio onde moram o principal suspeito de cometer o crime, o ex-PM Ronnie Lessa, e o presidente Jair Bolsonaro. Depoimentos e o registro de visitas do indicariam que o suspeito teria ido ao apartamento do presidente. Entretanto, a própria reportagem assume que o presidente estava em Brasília e teria registrado presença com sua digital no plenário quase simultaneamente à entrada da pessoa no condomínio (em vídeo: http://bit.ly/36gEAWL; e em texto: https://glo.bo/2Jzm563).

O presidente fez uma transmissão ao vivo no meio da madrugada na Arábia Saudita, onde está em viagem oficial, para negar qualquer envolvimento e atacar a mídia e o governador do Rio de Janeiro, pelo suposto vazamento de apuração que corre em segredo de justiça (íntegra da live http://bit.ly/2BXdypi).

O tweet com o vídeo das hienas foi postado e deletado anteontem, mas parece que já faz uma semana. Ainda assim, o Bolsonaro se desculpou publicamente ao STF e chamou a postagem de “injustiça” (http://bit.ly/2Pvpt5P). Na contramão, Carlos Bolsonaro, a quem foi atribuída a autoria da postagem nas redes sociais do pai, foi ao Twitter para reiterar que “O Presidente pediu desculpas sobre a publicação do vídeo QUE ELE MESMO O FEZ” (http://bit.ly/2JzKbOb).

Governo pode mandar para o Congresso nesta quinta-feira sua PEC para a reforma administrativa (http://bit.ly/34fjXbD). Simultaneamente, o Ministério da Economia busca negociar os demais projetos. Já teriam decidido não incluir o Fundeb (educação) e fundos de fomento de Norte, Nordeste e Centro-Oeste na proposta de desvinculação de recursos. Deve ficar de fora dos projetos a serem apresentados as mudanças no abono salarial (http://bit.ly/2NmxZRW). São desidratações significativas antes sequer do início da tramitação no Congresso.

Em 11 de setembro, Paulo Guedes havia prometido apoio à PEC da regra de ouro, que na verdade vai abordar as regras fiscais e gastos obrigatórios (matéria daquela data: https://glo.bo/31X0PxI). Agora, no entanto, o Ministério da Economia se prepara para enviar projeto similar, que iniciaria a tramitação pelo Senado (http://bit.ly/2PC8Oxk). As reações, de novo, são as esperadas. Uma tramitação paralela em duas casas de projetos similares, um com apoio do governo e outro cuja discussão e detalhamento estão mais avançados demorará mais para avançar.

Curtas: Comissão da Câmara aprovou ontem a reforma da previdência dos militares, que segue direto para o Senado (http://bit.ly/36keCS4); Estadão faz reportagem sobre aliança do MDB do Senado com Davi Alcolumbre (http://bit.ly/36k3aWy); Maia diz que apoiará texto de Toffoli sobre restrição a prescrições (https://glo.bo/36k3zbw).

Bastidores de Brasília

Integrantes da oposição querem uma audiência ainda hoje com o presidente do STF, Dias Toffoli. Liderados pelo Psol, querem que o ministro do Supremo garanta que não haverá interferência na investigação sobre o assassinato de Marielle e de seu motorista, Anderson. Os partidos de esquerda querem que o caso continue sob a responsabilidade do Rio, e não que seja federalizado. A menção de ontem ao nome do presidente Bolsonaro nas investigações assustou os oposicionistas.

Já é eleição em Brasília. Ontem, integrantes do DEM, entre eles Rodrigo Maia e ACM Neto, se reuniram com os do PDT para discutir apoio no pleito municipal do ano que vem –e também, por consequência, uma possível aliança em 2022. Depois, a cúpula do PDT se uniu, à noite, para traçar estratégia com a do PSB em um jantar em Brasília. Hoje, partidos de oposição em geral devem discutir esse encaminhamento –principalmente após se tornar público o desejo do petista Lula em ter candidatos do PT em todas as capitais.

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos) já coletou mais de 400 mil assinaturas online para pressionar a presidente da CCJ, Simone Tebet, a pautar uma PEC que elimina discussão sobre o momento a ser feita a execução da pena: seria a partir da condenação em 2ª Instância (http://bit.ly/32T3GsF). Essa é mais um dos embates Senado vs. Câmara sobre protagonismo, já que a Câmara analisa uma PEC com esse mesmo objetivo.

  • Hoje é o 303º dia do governo Jair Bolsonaro.
  • Faltam 340 dias para as eleições municipais.
  • Faltam 370 dias para as eleições nos EUA.

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