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Resumo Diário de Política 24/02/2022: Tudo para depois do Carnaval

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Sem acordo e com pressão contrária de governadores, o Senado adiou para o dia 8, pós-Carnaval, a votação dos projetos sobre o preço dos combustíveis (https://bit.ly/36E8rgz). O parecer para o texto que trata da tributação havia sido alterado na direção do projeto original da Câmara, mas a rigidez maior para cobrança do ICMS acabou não agradando a governadores (https://bit.ly/3t8cmKd). E o time econômico é contrário ao segundo projeto em tramitação, que cria a conta de estabilização do preço de combustíveis (https://bit.ly/35mN56O).

Como previsto, a CCJ do Senado também adiou a votação do parecer para a PEC 110, da reforma sobre tributação do consumo. A nova data prevista é 16 de março (https://bit.ly/3LWUWIX). O relatório apresentado ontem amplia o período de transição para a cobrança do IBS (https://glo.bo/355a06z).

E avança no governo a ideia da liberação de saques do FGTS de até R$ 1 mil para cada trabalhador – mas também depois do Carnaval. A iniciativa, que poderia alcançar 40 milhões de pessoas sem condicionantes para o saque, injetaria até R$ 30 bilhões na economia (https://glo.bo/3vdnyaN). O setor da construção, financiado pelo fundo, faz pressão contra a proposta (https://glo.bo/3shZZfo).

O noticiário sobre as principais candidaturas:

Jair Bolsonaro

Jornais dão destaque às falas de Jair Bolsonaro em evento do setor financeiro. Ele deu sequência à estratégia já adotada de reforçar no PT a imagem de radicalismo para reacender o antipetismo que lhe deu a vitória em 2018 – desta vez com viés econômico, não só de costumes, mencionando promessas de revogação de reformas ou mudança na política de preços da Petrobras (https://bit.ly/3LVE6Ky). Ele cobrou ação dos presentes contra o “quem chegar, chegou” (https://glo.bo/3vjpOxz).

Ele voltou a tensionar o ambiente ao cobrar que “dois ou três” não “estiquem a corda”, em referência aos ministros do Supremo que compõem o TSE, e disse que vencerá a “guerra” contra a corte eleitoral (https://bit.ly/3LXbVLm). Em entrevista coletiva, o novo presidente do tribunal, Edson Fachin, havia prometido ser “implacável” caso Bolsonaro continue a descreditar as urnas eletrônicas.

Nas movimentações partidárias, a ação de Bolsonaro para que aliados o sigam na filiação ao PL incomoda os partidos que podem perder deputados. É o caso do Republicanos, que critica o presidente e ameaça não apoiá-lo (https://bit.ly/3t14WrT).

Lula

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann prevê subida de Bolsonaro nas pesquisas e descarta salto alto (https://bit.ly/3HazzQM). Levantamento mostra que ainda são oito os estados em que há divergência entre o partido e o PSB para a formação da federação (https://glo.bo/3sfIs7v)

Sergio Moro

O ex-juiz estrelou as primeiras propagandas partidárias regionais do Podemos (https://bit.ly/3tb88S6). A peça reedita propaganda do PT de 2002 e coloca o foco no combate à corrupção.

Ciro Gomes

Descartou fazer campanha para Lula em eventual segundo turno, “mesmo que o pau tore” (https://bit.ly/3sX7uXW).

João Doria

Bruno Araújo, o presidente do PSDB, reagiu a movimento de seus antecessores para que seja convocada reunião do Diretório Nacional que pressionaria João Doria a desistir da candidatura (https://bit.ly/3Ijrg6H).

Por fim, o ministro André Mendonça, relator no Supremo da ação que questiona o valor de R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, propôs redução para o valor de 2020 reajustado pela inflação – cerca de R$ 2,3 bilhões (https://bit.ly/3pds0CD). O julgamento será retomado nesta quinta.

Nas redes

Novas medidas anunciadas por Paulo Guedes são enaltecidas e impulsionadas por bolsonaristas que veem nelas soluções para combater a inflação. Preocupação com o preço dos combustíveis após invasão da Ucrânia divide espaço com expectativa de apoiadores sobre a redução do dólar.

Internacional

A crise entre Rússia e Ucrânia chegou a novos patamares com o início do ataque por Moscou das principais cidades ucranianas, entre elas Kyiev (https://on.ft.com/3pcerDC e https://bloom.bg/3peAARP).

Em pronunciamento na noite de quarta-feira, Putin anunciou operação militar nas regiões separatistas do leste da Ucrânia, devido às ameaças do país, e prometeu liberar o povo de suposta opressão. Recomendou ainda que os militares locais deixassem as armas e retornassem a suas casas.

Vale notar que, após ações iniciais limitadas, os Estados Unidos e a União Europeia prometem sanções severas contra Moscou, além de apoio contínuo ao governo ucraniano.

Por sua vez, a China não condenou as ações do Kremlin e afirmou confiança de que uma solução pacífica ainda seja possível. No lado econômico, Beijing destacou que Moscou continua sendo um aliado, e a atividade comercial não deve ser alterada pelos eventos (https://bloom.bg/3pegfMe).

Hoje é o 1149° dia do governo Jair Bolsonaro.

Faltam 220 dias para as eleições presidenciais.

Hoje é o 715° dia da pandemia de Covid-19.XP Política & Macro

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