Resumo Diário de Política 21/05/2020: Discussões do Ministério da Economia para o pós-crise em foco

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.


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Com o noticiário menos movimentado que o habitual para uma quinta-feira (dá até medo escrever isso, porque Celso de Mello decide entre hoje e amanhã sobre a publicidade da gravação da reunião ministerial…), ganham mais espaço as discussões sobre estratégias do Ministério da Economia para o pós-crise.

Ainda sem detalhes, Guedes tem falado em medidas que facilitem novas contratações, como a desoneração de folhas de pagamentos e uma nova tentativa da Carteira Verde e Amarela, que sejam compensadas pela criação de um tributo similar à antiga CPMF, cujo nome é rechaçado por ele (https://bit.ly/36l81XX e https://bit.ly/2WNPCzW) A ver quanto tempo demora para Bolsonaro reagir

Nos programas já em curso, outras três discussões sobre extensão de prazo e de valores: no auxílio emergencial, o ministro da Economia topa uma transição gradual além dos três meses, mas com valor de R$ 200, não de R$ 600 (https://glo.bo/3cQa3lD e https://bit.ly/36kEPkc).

Nas discussões da MP 936, o governo tem endurecido a negociação com o Congresso para evitar que a complementação paga a trabalhadores formais que tiverem redução de salário e jornada extrapole o teto do seguro-desemprego, de R$ 1.813. A Câmara queria elevar o valor para três salários mínimos e, agora, tenta 2,5 (https://bit.ly/2TGJojJ).

E, diante do empoçamento do crédito para custeio das folhas de pagamento previsto na MP 944, deputados discutem com o governo a possibilidade de que a União arque com 100% dos R$ 40 bilhões disponíveis – e não mais 85% como no texto original para a linha de crédito (https://glo.bo/2ZnBBuH).

Por fim, Bolsonaro recebe hoje governadores para uma reunião sobre o plano de ajuda aos estados e municípios (https://bit.ly/2yp3Qhu). Era o que faltava para o anúncio de Bolsonaro sobre o veto à possibilidade de reajuste de servidores até 2021.

Na esfera das investigações, para além da expectativa sobre a decisão de Celso de Mello, destaque para o depoimento de Paulo Marinho prestado ontem (https://bit.ly/3gaNie8) e para nova suspeita de vazamento de investigação envolvendo Fabrício Queiroz (https://bit.ly/2WTVbgB)

O Supremo retoma hoje julgamento sobre a medida provisória que protege servidores públicos por atos durante a quarentena. O relator, Luís Barroso, votou para limitar os efeitos da medida (https://glo.bo/2TpzToQ).

E, para quem achava que só Bolsonaro dava declarações infelizes sobre o coronavírus, o ex-presidente Lula agradeceu na terça-feira à natureza pela criação da doença, por ter exposto o fracasso da agenda liberal. Ontem ele disse ter usado uma expressão “totalmente infeliz” (https://bit.ly/2LLPkDp).

Curta: depois de pressão do Congresso, o governo decidiu adiar a realização do Enem (https://bit.ly/3e7upXK).

Internacional

Covid-19: A OMS computa 4.789.295 casos confirmados no mundo e 318.789 óbitos (https://bit.ly/2ziLAXl).

No conflito entre a China e os EUA, segundo a Bloomberg, documento enviado pela Casa Branca ao Congresso americano faz críticas à política econômica e militar do país asiático. O texto não especifica medidas a serem tomadas pelo governo americano, mas aumenta o tom contra os chineses (https://bloom.bg/3e9ESlv).

O Senado americano aprovou projeto que exige que empresas atestem que não estão sob controle estrangeiro. As que estiverem não poderão ter seus valores mobiliários negociados na bolsa (https://glo.bo/2ZrfWBI).

Hoje é o 507° dia do governo Jair Bolsonaro.

Hoje é o 71° dia da pandemia de Covid-19.

Faltam 136 dias para as eleições municipais.

Faltam 166 dias para as eleições nos EUA.

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