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Resumo Diário de Política 17/02/2022: O adiamento dos combustíveis e o apetite do Congresso

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Sem consenso, o Senado adiou ontem a discussão dos projetos de lei que tratam dos preços de combustíveis com promessa de tentativa de votação na próxima semana (https://glo.bo/3JAIQTW). O adiamento, acertado entre Câmara e Senado, decorreu de desarticulação do governo (a emenda para reduzir a tributação sobre diesel só foi protocolada a poucas horas do início da sessão) e também porque ainda não havia entendimento entre Rodrigo Pacheco e Arthur Lira — o Senado receava devolver o projeto à Câmara sem certeza de que contribuições seriam preservadas. Pouco depois da decisão, Lira falou em buscar consenso entre as duas casas e repetiu que a desoneração pretendida pelo governo deve ficar restrita a diesel e gás.

Enquanto ajustam o tema, senadores avançaram sobre outros projetos com apelo eleitoral – apetite que deve se manter enquanto o Congresso funcionar neste ano: aprovaram subsídio de R$ 5 bilhões para o transporte metropolitano, que agora segue à Câmara (https://glo.bo/3LGda1e); também passou pelo Senado medida provisória que cria programa habitacional subsidiado para agentes de segurança (https://glo.bo/3gU4y9a). A situação na Casa é agravada pela falta de um líder de governo desde o fim do ano passado (https://glo.bo/3JDHasT).

Rodrigo Pacheco anunciou também que na próxima semana a CCJ deve analisar a PEC 110, da reforma da tributação sobre consumo (https://glo.bo/3LG2fo3) – ainda que avance no Senado, há poucos sinais de Arthur Lira de que colocaria a matéria em tramitação na Câmara.

Paulo Guedes afirmou ontem a empresários que o governo vai renovar os programas de crédito para o pequeno negócio e empresas de médio porte que pode injetar até R$ 100 bilhões na economia (https://glo.bo/353cZMs).

Partindo para a seara eleitoral, Bolsonaro manteve a crescente nas investidas contra os ministros do Supremo que compõem o TSE (https://bit.ly/3oTNioE) – voltou a falar que eles querem torná-lo inelegível para dar a vitória a Lula. A consulta sobre a possibilidade de desoneração do diesel em ano eleitoral deve gerar ainda mais pressão do presidente, caso não seja mesmo conhecida pela corte. Consciente dos embates duros, a campanha do presidente contratou o ex-ministro da corte Tarcísio Vieira de Carvalho Neto como advogado eleitoral (https://bit.ly/3gQUwFI). Descontente com os ataques de Bolsonaro, o ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva desistiu de assumir o cargo de diretor-geral do TSE (https://bit.ly/3BquZwo).

Nesse contexto, depois da entrevista de Fachin, é a vez de Barroso, de saída da presidência do TSE, responder às investidas de Bolsonaro, minimizando as ameaças apresentadas pelo chefe do Executivo (https://bit.ly/3691vHR).

Em meio às investidas para filiar Eduardo Leite (https://bit.ly/3rUDxbO), Kassab disse à bancada federal do PSD que vai manter uma candidatura própria ao Planalto (https://bit.ly/3LFhSMy) – maneira de reunir a tropa e evitar perdas na janela partidária de março, já que 16 diretórios regionais do partido resistem a uma aliança com o PT, mas contas do Globo (https://glo.bo/3gXA8m8).

E, no PT, ganha visibilidade a resistência de parte da bancada baiana à possibilidade de que o partido ceda a candidatura ao governo do estado justamente ao PSD (https://bit.ly/3oXty3w).

Sergio Moro segue vendo problemas com a classe política para a montagem de palanques regionais. Agora é a vez de Ratinho Jr. governador do seu estado natal, dar indícios de que prefere Bolsonaro ao seu lado (https://bit.ly/3BswUAI).

Por fim, pesquisa PoderData divulgada ontem registra tendência de aproximação entre Lula e Bolsonaro. O ex-presidente oscilou um ponto para baixo (foi de 41% a 40%) e Bolsonaro, um para cima (foi de 30% para 31%). A diferença agora é de 9 pontos percentuais (https://bit.ly/3gQ6n71).

Nas redes

Segundo o monitor XP-Conatus, a tragédia em Petrópolis gera pico de menções em diversos temas analisados. Em outra frente, a visita de Jair Bolsonaro à Rússia é destaque também entre as menções envolvendo covid-19.

Internacional

A crise na fronteira entre Rússia e Ucrânia segue em destaque. Apesar de as declarações de Vladimir Putin sobre a retirada de parte das tropas da fronteira terem trazido alívio no início na semana, os EUA, o Reino Unido e a Alemanha alertaram que o Kremlin teria enviado 7 mil novos soldados para região. O ministro das Relações Internacionais da Rússia negou e minimizou os alertas dos líderes sobre uma possível invasão. As tensões, no entanto, permanecem em alta (https://on.ft.com/3uXt3dQ).

Nesse contexto, líderes da União Europeia se reúnem hoje em Bruxelas para discutir a crise antes da chegada de autoridades internacionais do G7 em Munique no fim de semana (https://bloom.bg/3GW1CDs).

Hoje é o 1144° dia do governo Jair Bolsonaro.

Faltam 227 dias para as eleições presidenciais.

Hoje é o 708° dia da pandemia de Covid-19.

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