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Resumo Diário de Política 11/11/2019: Polarização política se reascende com a saída de Lula da cadeia

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Todos os jornais deram destaque à saída de Lula cadeia e suas primeiras falas, primeiro em Curitiba, e depois em São Bernardo do Campo. O ex-presidente aproveitou os palanques para atacar Bolsonaro, a Lava Jato, a política educacional e a política econômica. Sobre o último tema, abordou especificamente a reforma da previdência e o não repasse da queda da Selic para as linhas de crédito (http://bit.ly/34OW5Mb, https://glo.bo/2O0Y21u e http://bit.ly/2NTyOBS). Até de impeachment Lula chegou a falar. Disse no que parece uma exploração inicial, que “o cara foi eleito democraticamente e nós aceitamos isso, mas ele (Bolsonaro) foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para os milicianos do Rio de Janeiro”.

A resposta de Bolsonaro veio, surpreendentemente, em tom comedido (http://bit.ly/2Qdsrfs e https://glo.bo/2Odg6Wn). Ficou para o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o papel de rebater Lula (http://bit.ly/2pZGpa8).

Essa reorganização da política impacta os mercados por alguns canais. O mais evidente é que Lula é a melhor figura para conduzir seu polo político até a eleição de 2022, ainda que continue inelegível até lá – Exemplo disso é já depende dele a articulação para candidaturas às prefeituras de POA, BH e RJ (http://bit.ly/2Q84iHs). Outro é que sua liderança política e capacidade de propagar narrativas pode atrapalhar a já difícil vida do governo no Congresso, em especial, nas pautas econômicas impopulares. Um risco adicional, mas de difícil aferição, é Bolsonaro se distanciar, ainda que parcialmente, da política econômica defendida por Paulo Guedes para buscar agendas mais palatáveis ao eleitorado.

A polarização vai ficar ainda mais evidente. Mesmo petistas mais moderados creem que Lula seguirá pelo caminho do conflito (http://bit.ly/2CJqtvL) e o centro, que busca um espaço e uma narrativa para crescer, reconhece a ameaça desse novo momento (http://bit.ly/34N4Ruf).

Câmara e Senado já reagem. Novo, Podemos e Cidadania anunciaram obstrução dos trabalhos até que seja aprovada uma PEC que instaure a prisão após condenação em segunda instância (http://bit.ly/36UubjZ e https://glo.bo/2NZwVDN). O PSL flerta com a mesma posição, mas reconhece que pode ser uma estratégia que prejudique o governo (https://glo.bo/32uDX8Y). Nesse caso, concordamos Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Como a PEC pretendida precisa tramitar pela CCJ e comissão especial, a eventual obstrução por parte do partido do presidente teria como resultado apenas prejudicar a tramitação das outras matérias de seu interesse.

E apesar de já esperado para essa semana, o lançamento do programa “Mais Brasil”, que dará incentivos para contratação de jovens e pessoas acima de 55 anos, ganha contorno de resposta às críticas feitas por Lula (http://bit.ly/2KbnjVr e https://glo.bo/32BTbJ6 [detalhes do programa]). A reforma administrativa também deve chegar essa semana ao Congresso. O governo quer acelerar a apreciação das propostas (http://bit.ly/2CB9M5e).  

Curtas: entrevista com relator da PEC emergencial no Senado (http://bit.ly/32CvJf5) e detalhamento adicional da proposta (https://glo.bo/36Uw3cv; reforma da previdência de SP deve gerar economia de R$ 32 bi em 10 anos (http://bit.ly/2CBa780); semana será lenta em Brasília por feriado e cúpula dos Brics (https://glo.bo/2qETOo8); e Bolsonaro pode decidir nessa semana se tentará criar outro partido (http://bit.ly/36TJAAY).

Internacional: após anunciar que convocaria novas eleições, o presidente da Bolívia, Evo Morales, não resistiu à pressão de manifestantes, políticos opositores e militares, e renunciou. O novo governo deve conduzir o país até a realização de novas eleições (https://glo.bo/2Nzhwez).

Hoje é o 314º dia do governo Jair Bolsonaro.

Faltam 328 dias para as eleições municipais.

Faltam 358 dias para as eleições nos EUA.

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