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Resumo Diário de Política 10/02/2022: Discussão dos combustíveis restrita ao diesel e a briga de PT e PSB por São Paulo

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Diante do impasse para avanço de propostas mais amplas sobre combustíveis no Congresso, o noticiário registra agora disposição da ala política do governo para que a discussão fique restrita à desoneração do diesel (https://glo.bo/3Bby6It) e possa incluir também o mecanismo, já aprovado pela Câmara, de alteração na cobrança do ICMS para um valor fixo – a ideia vai na direção defendida por Arthur Lira e que, como temos escrito, é a favorita do Ministério da Economia diante das alternativas colocadas. Nesse contexto, ganha força a ideia de tratar do tema por meio do projeto de lei complementar, que está em discussão no Senado (https://bit.ly/3oE66s2).

Enquanto isso, avança a rigidez orçamentária: o Senado aprovou ontem PEC que obriga o governo a investir no setor de transportes 70% dos recursos de outorgas onerosas de obras e serviços do setor — o texto vai à Câmara (https://glo.bo/34MltYc). Em outra frente, o governo corre atrás de R$ 3,1 bilhões no Orçamento para custear subsídio do Plano Safra, que ficou mais caro por causa da alta nas taxas de juros (https://bit.ly/3GzsvwM).

E o TCU decidiu convocar sessão extraordinária na próxima terça-feira para discutir a privatização da Eletrobras (https://glo.bo/34IlFb4), o que mantém o processo dentro do prazo para sua conclusão ainda este ano.

Indo para a disputa eleitoral, Lula usou série de entrevistas ontem para reforçar a disposição do PT de lançar Fernando Haddad em São Paulo (https://bit.ly/3LrN9T5) – um candidato forte do partido ao governo do estado, que tem 21,8% do eleitorado do país, é considerado peça essencial para o projeto nacional do ex-presidente. O PT aposta que o PSOL acabará por lançar Guilherme Boulos à Câmara, como puxador de votos, e avalia já ter feitos gestos o suficiente ao PSB para que Márcio França desista da candidatura. Horas depois das entrevistas, no entanto, França reafirmou sua postulação ao governo (https://bit.ly/3JmjARf), o que foi reforçado na sequência pelo presidente do PSB (https://bit.ly/34AEtJs).

Diante da insistência dos socialistas, o PT segue estreitando laços com o PSD, de Gilberto Kassab. O ex-ministro esteve com Lula na segunda e ontem disse não ser impossível apoiar o PT já no primeiro turno, embora o projeto prioritário seja o de ter nome próprio (https://bit.ly/34wjMyu). Para Kassab, faz sentido manter a expectativa de candidatura própria para evitar que deputados bolsonaristas busquem alternativas à sigla na janela partidária – mas há pressão da ala de oposição para que a aliança decole (https://glo.bo/3JiMP7g).

Se Lula se concentra em São Paulo, Bolsonaro foi ontem buscar votos do Nordeste (https://bit.ly/3oCNKI0). No Rio Grande do Norte, participou de “jeguiata” e fez propaganda da transposição do Rio São Francisco.

No PSDB, cresce o ataque especulativo da ala contrária à candidatura de João Doria para que a convenção partidária rejeite sua indicação para disputar a Presidência em outubro (https://bit.ly/3rEEpBn) – o governador classificou o encontro dos rivais como “jantar de derrotados”. E, no Podemos, de Sergio Moro, uma parte da bancada passou a incentivar sua filiação ao União Brasil, avaliando que seria melhor não dividir o fundo eleitoral com uma campanha presidencial que ainda patina nas pesquisas (https://glo.bo/34PvcwQ).

Ainda ontem, o Supremo validou a existência das federações partidárias e estendeu até 31 de maio o prazo para associação de partidos para as eleições de 2022 — ampliada, portanto, a janela de balões de ensaio para as uniões das legendas (https://bit.ly/3uBaZGd).

Nas redes

Segundo o monitor XP-Conatus, polêmica sobre demissão de de Adrilles Jorge da Jovem Pan repercute nas redes sociais e engaja bolsonaristas. Em menor volume, avanço das mortes e internações pela variante ômicron preocupa usuários.

Internacional

Nos Estados Unidos, a disputa pelo Orçamento de 2022 parece estar chegando ao fim. Segundo senadores que lideram as conversas, um acordo inicial foi alcançado nesta quarta-feira (9) e deve ser trabalhado nos próximos dias (https://bit.ly/3oCZKZS). Em paralelo, a Câmara aprovou uma medida provisória que impediria um shutdown e permitiria o funcionamento do governo até meados de março (https://on.wsj.com/3uFdHKA).

E a crise na fronteira entre Rússia e Ucrânia segue em destaque. Apesar dos primeiros sinais de alívio das tensões aparecerem nesta semana com a visita de Emmanuel Macron a Moscou, os EUA alertam que a tropas russas continuam se acumulando na fronteira com a Ucrânia. A movimentação seria contrária às promessas que Putin teria feito a Macron na segunda-feira (https://on.ft.com/3JfTqzj).

Hoje é o 1137° dia do governo Jair Bolsonaro.

Faltam 234 dias para as eleições presidenciais.

Hoje é o 701° dia da pandemia de Covid-19.XP Política & Macro

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