Resumo Diário de Política 01/07/2019

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.


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Com a leitura da complementação do voto de Samuel Moreira (PSDB-SP) prevista para terça-feira, a votação da reforma da previdência na comissão especial pode acontecer nessa semana. As condições políticas para a votação ainda dependem de ajustes no texto. O mais complexo é a tentativa de reincluir estados e municípios. A lógica parece invertida, pois governadores estão apresentando uma fatura de R$ 38 bilhões para aprovar a reforma que vai beneficia-los. Depois ainda existem as resistências localizadas. No PSDB é a regra de transição, no PSL é a previdência de policiais e assim segue. E para além do texto, falta o dinheiro pagar as emendas que o governo prometeu (http://bit.ly/2JiqGZk; http://bit.ly/2JkHAXD; http://bit.ly/2JmmbNs e http://bit.ly/2JgZuKM). São muitos problemas para resolver até o fim da semana.

Manifestações deste domingo em apoio à Lava Jato, Sergio Moro e ao governo em geral ocorreram em mais de 80 cidades (http://bit.ly/2Jfm4TX e https://glo.bo/2JfECU1). O alcance foi menor, porém, sem os constrangimentos que a manifestação anterior trazia, especialmente o risco de apego a pautas contra o Congresso e o STF, houve maior participação de líderes governistas como o General Heleno, os filhos do presidente, Major Olímpio, Carla Zambelli e etc. Os atos foram ainda exaltados pelo presidente nas redes sociais. Os demais atores em Brasília estão aprendendo a viver com esse novo cenário e as ruas já não assustam tanto, mas ajudam a manter esse equilíbrio peculiar entre a nova e a velha política.

A Folha e o The Intercept divulgaram mais uma leva de mensagens de promotores da Lava Jato, agora sobre a delação de Leo Pinheiro (http://bit.ly/2Jhl5CG).

Curtas: Bolsonaro precisará decidir se abriga ou demite Marcelo Álvaro Antônio, o ministro enrolado com candidaturas laranja (https://glo.bo/2JgZP00); partidos de centro estão preocupados com o futuro de Onyx Lorenzoni. A saída do ministro poderia piorar a já complicada articulação política. Quem diria (https://glo.bo/2JgZytV); o presidente poderá indicar 14 postos em agências reguladoras até o fim do ano, por enquanto, só apontou 3 (http://bit.ly/2Jg5lA2); Mercosul e UE fecham acordo comercial após 20 anos de negociação. Os efeitos econômicos, entretanto, demorarão para aparecer (http://bit.ly/2Jflw0f).

A agenda de 1º a 7 de julho

  • Câmara deve analisar relatório sobre reforma da Previdência
  • Governadores vêm a Brasília num último esforço para inclusão na reforma
  • Moro deve ir à Câmara para falar sobre Vaza Jato

A comissão especial da reforma da Previdência deve analisar nesta semana o relatório do deputado Samuel Moreira (https://glo.bo/2xk6O2B). O termo “deve” é preciso ser enfatizado, já que essa possibilidade já está na mesa desde a semana passada, mas foi adiada devido à insatisfação dos deputados. Os congressistas reclamam que o governo não cumpriu com o acordo de liberar emendas extra orçamentárias (http://bit.ly/2xndRYm). O Planalto diz que esse problema será resolvido a partir desta semana (https://glo.bo/2XgP8UT). Uma vez solucionado, o relator deve apresentar seu complemento de voto e, então, abrir espaço para a votação do seu texto. A previsão dos entusiastas da reforma é aprová-la na comissão nesta semana e levá-la ao plenário da Casa na próxima.

Enquanto a questão dos deputados e emendas não é resolvido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, busca um acordo com governadores para que estados e municípios sejam incluídos na PEC (http://bit.ly/2xsodpH). Eles foram excluídos no relatório de Moreira por uma demanda generalizada de deputados, que não aceitavam beneficiar estados e municípios com uma reforma que traria ônus apenas aos deputados federais. Governadores virão a Brasília mais uma vez nesta semana para tentar um acordo (http://bit.ly/2xiJgv4).

O ministro da Justiça, Sergio Moro, deve ir à Câmara nesta terça (2) para explicar o vazamento de mensagens atribuídas a ele e à Força Tarefa da Lava Jato (https://glo.bo/2xmqGSF). O encontro estava previsto para a semana passada, mas foi adiado devido a uma viagem de Moro aos Estados Unidos. A audiência será realizada poucos dias após as manifestações de domingo de apoio ao ex-juiz e à operação (http://bit.ly/2xmr6sd). A última reportagem publicada pelo The Intercept (http://bit.ly/2xnAKuC) causou críticas de apoiadores de Moro por causa de um erro de edição do site. Procuradores, parlamentares e influenciadores da direita passaram, então, a apontar a usar a falha para dizer que o conteúdo era falso. Um procurador, porém, confirmou ao Correio Braziliense que o diálogo retratado na reportagem em discussão era verdadeiro (http://bit.ly/2xltrUv).

  • Hoje é o 182º dia do governo Jair Bolsonaro.
  • Faz 131 dias que Jair Bolsonaro entregou projeto da previdência à Câmara.
  • Placar Valor/Atlas – Favor (109); Apoio parcial (126); Indefinidos (135); Contra (143).
  • Placar Estadão – Favor (72); Apoio parcial (123); Indefinidos (201); Contra (117).

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