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Resumo Diário de Política 11/06/2019

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Sobrou para o secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, dar a posição do governo sobre os vazamentos de mensagens do ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Nós confiamos irrestritamente no ministro Moro”, afirmou. O porta-voz, general Otávio Rêgo Barros, disse que Bolsonaro conversará hoje com Moro antes de se posicionar (http://bit.ly/2WrQ7MV). O presidente busca mesmo é ganhar tempo. O medo, justificado, é adotar uma posição enfática sem saber o conteúdo do que pode vir a público nas já esperadas próximas rodadas de vazamento de materiais obtidos pelos hackers. 

Na pesquisa XP-Ipespe do início de maio, mostramos que Sérgio Moro, com 6,5 em uma escala de 0 a 10, tinha a melhor nota de todas figuras públicas avaliadas. No mesmo levantamento, Bolsonaro obteve 5,7 pontos.

No Congresso, oposição procura apoio para convocar o ministro e abrir CPI. Por enquanto, os projetos da área econômica seguem tramitando (http://bit.ly/2Wv36Ny), mas não é possível descartar problemas caso se confirme a expectativa de novas rodadas de divulgação de material obtido pelos hackers [mais detalhes nos Bastidores de Brasília].

Hoje governadores se reunirão e devem propor manutenção dos estados na reforma da previdência. Diante da resistência dos parlamentares, pode ser buscada uma solução intermediária na qual os executivos estaduais sejam obrigados de alguma maneira a ratificar o texto. A previsão é que o relator na comissão especial, Samuel Moreira (PSDB-SP), apresente sua versão da reforma nesta quinta-feira (13) (http://bit.ly/2Wsktih e http://bit.ly/2Wu24By). Estaria em discussão a suavização da regra de transição para servidores e trabalhadores do setor privado ao custo de R$ 95 bilhões em 10 anos (http://bit.ly/2WrRgUJ). Segundo líderes que estiveram com o relator, a reforma pode ficar abaixo de R$ 1 trilhão (https://glo.bo/2WxKnkw).

Curtas: Paulo Guedes levanta a tese de que o vazamento de conversas dos procuradores tem como objetivo atrapalhar a reforma da previdência (http://bit.ly/2WrRMC9); o ministro falou ainda sobre o pós previdência. Listou pautas como abertura econômica, reforma tributária e revisão do pacto federativo (http://bit.ly/2WrVFac); Governo quer usar R$ 20 bi de recursos não sacados do PIS/Pasep para completar o orçamento de 2019 (http://bit.ly/2WvvDma e http://bit.ly/2WraNEB); e não passou despercebida a nota de que R$ 500 milhões podem ser destinados à projeto na região de Arthur Lira (PP-AL) (http://bit.ly/2WugoKz).

Bastidores de Brasília

Integrantes do Centrão estão à espera do que pode vir nas demais reportagens que o site The Intercept Brasil promete publicar sobre mensagens do ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, entre eles o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. O trecho sobre “limpar o Congresso”, dito por Moro em 2016, causou um incômodo particular, mas ainda não o suficiente para os partidos de centro forçarem a queda do hoje ministro de Bolsonaro.

Tanto que o Centrão aceitou, em acordo com o deputado Hildo Rocha e o governo, votar nesta semana o PLN 4, que abre crédito extraordinário de R$ 248 bilhões para que o governo cumpra a regra de ouro. Haverá uma contrapartida do Planalto: um novo PLN será enviado com recursos para habitação.

Alguns parlamentares mais implicados com a Lava Jato –e especialmente aqueles com aliados sem foro também na mira dos procuradores– demonstraram maior irritação. Por ora, eles esperam pesquisas que indiquem se houve mudanças na percepção pública sobre o ex-juiz para decidir qual posição tomar.

Um relatório divulgado pela consultoria Bites, que analisa comportamentos nas redes sociais, mostra que ainda não há um movimento forte de apoio à demissão de Moro. Por mais que a reportagem do Intecept tenha sido, segundo a consultoria, o segundo fato com maior interação em Facebook e Twitter (atrás apenas da morte do ator Rafael Miguel), não ondas em defesa da queda do ministro ou da instalação de uma CPI para apurar o caso.

A agenda deste 11 de junho

O Supremo Tribunal Federal pode analisar um pedido da defesa do ex-presidente Lula pela sua liberdade. No pedido, a defesa de Lula argumenta que Sergio Moro foi parcial na condenação do petista e pedem habeas corpus para o ex-presidente. O ministro do STF Gilmar Mendes havia pedido vistas da ação e liberou o pedido para julgamento ontem, após a divulgação das mensagens de Moro à força-tarefa da Lava Jato.

Governadores se reúnem em Brasília para discutir estratégias de ação para a votação da reforma da Previdência. Mesmo em um grupo de políticos diversificado, há um entendimento de que estados e municípios deveriam ter as mesmas regras que podem ser aprovadas no Congresso. Há parlamentares, porém, que são contra essa posição por questões políticas locais. Governadores tentam uma pressão para que esse dispositivo seja mantido no relatório da reforma da Previdência, que deve ser apresentado na quinta-feira (13).

O presidente Jair Bolsonaro recebe, pela manhã, o ministro Sergio Moro, no Palácio da Alvorada. O vazamento de conversas do ex-juiz com procuradores da Lava Jato deverá ser assunto e há expectativa de que o presidente dê ao menos uma bronca em seu ministro pela situação causada ao governo com essas mensagens.

  • Hoje é o 162º dia do governo Jair Bolsonaro.
  • Faz 111 dias que Jair Bolsonaro entregou projeto da previdência à Câmara.
  • Placar Valor/Atlas – Favor (105); Apoio parcial (130); Indefinidos (134); Contra (144).
  • Placar Estadão – Favor (72); Apoio parcial (123); Indefinidos (201); Contra (117).

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