Resumo Diário de Política 07/05/2019

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.


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Em dia fraco de notícias, a comissão especial que analisa a reforma da previdência na Câmara começa hoje os trabalhos e deve aprovar calendário com série de audiências públicas ao longo do mês de maio. Paulo Guedes pode ir à comissão amanhã. Depois serão ouvidos especialistas a favor da reforma e representantes de entidades contra a proposta do governo. O relator da reforma acena com análise de outras fontes de receita para tentar manter o tamanho da reforma na casa do trilhão (http://bit.ly/2Lu2tnh).

O governo decidiu enfrentar os partidos de centro e bancar a manutenção do COAF no Ministério da Justiça, de Sérgio Moro. Há risco real de derrota. Os políticos querem o Conselho no Ministério da Economia (https://glo.bo/2LoA5CX). Outra pedra no caminho é a necessidade de aprovar até junho no Congresso os ‘créditos suplementares’ para evitar um shutdown ou a violação da ‘regra de ouro’, considerada crime de responsabilidade, como o que foi utilizado formalmente no impeachment de Dilma Rousseff (http://bit.ly/2LnWxw6).

Reforma ministerial? Sob pressão política e com a pauta cheia de temas espinhosos, o governo tem acenado para os partidos de centro com uma possível reforma ministerial (http://bit.ly/2LvQDcq). Ontem já havia se especulado sobre a possível recriação de ministérios para acomodar aliados da política tradicional. Se houver avanço nesse sentido, a depender de como será conduzido o processo, é possível ver melhora no ambiente em Brasília.

Curtas: O secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, foi claro diante da pressão do setor produtivo: “A gente não tem dinheiro para gastar, mais benefício para dar” (http://bit.ly/2LGZoRd); jornais continuam dando destaque ao racha entre militares e olavistas (http://bit.ly/2LtDP6s).

Bastidores de Brasília

O líder do governo, major Vitor Hugo (PSL), propaga o discurso de que o governo não deve ceder em mais pontos na reforma da Previdência além dos que já são quase certos: a mudança no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. Esse discurso público não é o mesmo que ecoa sequer dentro do partido de Vitor Hugo e do presidente Jair Bolsonaro.

Nós já ouvimos de alguns integrantes do PSL, além do pedido de retirar BPC e aposentadoria rural da reforma, a defesa de regras de transição mais suaves para o funcionalismo público, mudança na idade mínima para policiais militares e agentes penitenciários e algumas críticas reservadas às mudanças direcionadas aos professores.

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR), jantou ontem com líderes do Centrão. Os representantes do PP, PR, PRB e DEM discutiram, genericamente, como será a tramitação da PEC no colegiado. Hoje, Marcelo reúne-se com líderes da oposição para tratar do mesmo assunto.

A agenda deste 7 de maio

A comissão especial que analisa a reforma da Previdência define o cronograma dos trabalhos. Às 11h, o presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos (PR), se reúne com representantes de cada partido para discutir esse cronograma e chegar a um acordo. Às 14h30, todos os integrantes da comissão votam requerimentos.

Marcelo Ramos vai à liderança da minoria na Câmara para discutir a tramitação da reforma da Previdência na comissão especial, às 10h. Ele insistirá que não serão necessárias 40 sessões do plenário da Casa para a votação da PEC no colegiado.

O presidente Jair Bolsonaro tem uma agenda extensa de reuniões no Palácio do Planalto. Primeiro, às 10h30, recebe o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Em seguida, às 10h, o deputado Reinhold Stephanes Jr. (PSD-PR). Depois, reúne seu conselho de governo, às 14h. Às 16h, ele assinará o decreto que permitirá a caçadores carregarem armas carregadas. No fim da tarde, às 18h30, recebe a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebe o comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa, às 14h30, na residência oficial da Câmara. Logo depois, às 15h, reúne líderes partidários na Câmara dos Deputados.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebe os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Marcos Rogério (DEM-RO), o deputado Eli Corrêa Filho (DEM-SP) e o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Transportes, Valter Casimiro, às 11h. Às 12h, recebe o presidente do Ipea, Carlos von Doellinger. Mais tarde, reúne líderes partidários para discutir a pauta do Senado.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, recebe os senadores Marcelo Castro (MDB-PI) e Fernando Bezerra (MDB-PE), às 10h30. À tarde, participa da reunião do conselho de governo com Bolsonaro.

  • Hoje é o 127º dia do governo de Jair Bolsonaro.
  • Faz 76 dias que Jair Bolsonaro entregou projeto da previdência à Câmara.
  • A Câmara teve uma sessão que conta como prazo para comissão especial da previdência.
  • Placar Valor/Atlas – Favor (100); Apoio parcial (112); Indefinidos (157); Contra (144).
  • Placar Estadão – Favor (72)[+1]; Apoio parcial (123); Indefinidos (201)[-1]; Contra (117).

XP Política

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