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PMI nos EUA e balanços de empresas em destaque

Inflação medida pelo PCE nos EUA e arrecadação federal no Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta sexta-feira, 23/01/2026

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IBOVESPA +2,20% | 175.589 Pontos

CÂMBIO -0,47% | 5,31/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta significativa de 2,2%, aos 175.589 pontos, registrando o segundo avanço expressivo consecutivo e renovando máximas históricas. O índice segue sendo sustentado pelo movimento de rotação global que favorece mercados emergentes, impulsionado por fluxos estrangeiros, que já acumulam R$ 8,8 bilhões no mercado à vista e R$ 6,9 bilhões no mercado futuro em 2026, totalizando R$ 15,6 bilhões. 

Pelo segundo pregão consecutivo, Cogna (COGN3, +7,4%) foi o principal destaque positivo do dia, refletindo a continuidade do momento positivo do papel após uma elevação de recomendação por um banco de investimentos e fechamento da curva de juros, que tem favorecido ações cíclicas. Na ponta negativa, as petroleiras apresentaram desempenho negativo, com Prio (PRIO3, -1,3%) e PetroReconcavo (RECV3, -1,0%) recuando em resposta à queda do preço do petróleo (Brent, -2,4%).

Nesta sexta-feira, haverá a divulgação dos PMIs de manufatura e serviços de janeiro nos EUA. Pela temporada internacional de resultados do 4T25, atenção para os balanços de American Airlines Group e SLB.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quinta-feira sem direção única nos Estados Unidos, em meio à divulgação de dados econômicos, ao leilão de TIPS e a um ambiente de menor prêmio de risco geopolítico. Indicadores que mostraram resiliência da atividade impulsionaram os rendimentos das Treasuries de 2 anos, que fecharam em 3,61% (+2 bps). Já os títulos de 10 anos recuaram após o leilão, encerrando o dia em 4,25% (0 bp), enquanto os de 30 anos caíram para 4,84% (-3 bps).

No Brasil, a curva apresentou novamente movimento de queda ao longo dos principais vértices, sustentado pela entrada de fluxos estrangeiros, que contribuíram para a desvalorização do dólar e reforçaram um otimismo quanto ao espaço para cortes de juros pelo Copom. Além disso, o Tesouro Nacional ofertou dois lotes maiores de títulos prefixados; porém, apesar da pressão inicial observada pela manhã, o impacto foi devolvido. O DI jan/27 encerrou a 13,68% (-7 bps), o DI jan/29 a 13,05% (-10 bps) e o DI jan/31 a 13,39% (-9 bps).

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros em Wall Street operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), após os principais índices acumularem o segundo dia consecutivo de ganhos com a redução das tensões geopolíticas. A recuperação começou após o presidente Donald Trump recuar da imposição de tarifas sobre oito países europeus e anunciar, ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, um “framework” para um possível acordo envolvendo a Groenlândia. No pós-mercado, porém, as ações da Intel caíram cerca de 12% após a companhia divulgar um guidance fraco para o primeiro trimestre. Apesar da recuperação recente, o S&P 500 e o Nasdaq ainda caminham para a segunda semana negativa consecutiva.

Na Europa, os mercados operam em baixa (Stoxx 600: -0,2%), após os fortes ganhos registrados na quinta-feira com o anúncio do acordo preliminar sobre a Groenlândia. O discurso do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, crítico à postura europeia diante das ameaças globais, trouxe cautela adicional. O setor de telecomunicações é um dos poucos em alta na região, enquanto papéis ligados a óleo e gás sobem acompanhando a alta do petróleo.

Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,4%; HSI: +0,4%), enquanto o restante do continente fechou majoritariamente em alta, acompanhando o desempenho positivo de Wall Street e a redução das preocupações geopolíticas. No Japão, o Banco do Japão manteve a taxa básica em 0,75%, e o Nikkei 225 avançou 0,3%, enquanto o Topix subiu 0,4%. Algumas ações de tecnologia na região sofreram pressão após a forte queda da Intel no pós-mercado nos EUA.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta‑feira em alta de 0,21%, aos 3.820,20 pontos, favorecido pela desvalorização do dólar, fator que contribuiu para o fechamento da curva de juros. O desempenho positivo foi liderado pelos fundos híbridos, que avançaram 0,41%, seguidos pelos fundos de fundos (+0,34%) — segmento mais sensível às oscilações da curva de juros — e pelos fundos de papel (+0,27%). Os fundos de tijolo apresentaram desempenho mais moderado, com alta de 0,08%, pressionados pelos segmentos de ativos logísticos e de shoppings, que registraram variações de -0,04% e -0,02%, respectivamente.

Com esse resultado, o IFIX acumula valorização de 1,19% no ano. Entre os destaques positivos da sessão figuraram XPCI11 (+2,9%), URPR11 (+2,3%) e BTHF11 (+2,1%). Já entre as principais quedas, destacaram‑se BTAL11 (-2,0%), PMIS11 (-1,9%) e VILG11 (-0,9%).

Economia

Nos EUA, a inflação medida pelo PCE (índice de preços de gastos com consumo) subiu 0,2% em novembro contra outubro, assim como o núcleo – indicador preferido pelo Fed (banco central) -, que exclui alimentos e energia. No acumulado em 12 meses, o núcleo avançou 2,8%. Os números sustentam a postura cautelosa da autoridade monetária quanto ao próximo corte de juros. Também foi divulgado a estimativa final do crescimento do PIB do 3° trimestre, com leve revisão de 4,3% para 4,4%, com revisão em exportações e investimentos.

No Brasil, a arrecadação federal subiu 3,7% em termos reais em 2025, com sinais de desaceleração.  Projetamos arrecadação federal de R$ 3.082,3 bilhões em 2026, equivalente a um crescimento real de 2,8%. Ainda assim, esse montante não é suficiente para o cumprimento da meta de resultado primário do governo central.

Na agenda internacional, destaque para divulgação dos índices PMI nos EUA – PMIs são sondagens empresariais que visam captar o pulso da atividade econômica.

Veja todos os detalhes

Economia

Indicador de inflação preferido do banco central dos EUA avança 2,8% em novembro

  • A inflação nos Estados Unidos registrou avanço moderado em novembro, com o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) — que exclui alimentos e energia, componentes mais voláteis — subindo 0,2% no mês, repetindo a alta de outubro e ficando em linha com as expectativas. Esse núcleo é o indicador preferido do Federal Reserve (Fed, banco central) para calibrar a política monetária, por refletir melhor a tendência da inflação. O índice cheio também subiu 0,2% no período, enquanto a taxa anual do núcleo avançou 2,8%, ainda acima da meta de 2% do Fed. Os números sustentam a postura cautelosa da autoridade monetária quanto ao próximo corte de juros;
  • O PIB dos Estados Unidos cresceu 4,4% no 3º trimestre de 2025, em taxa anualizada, de acordo com a segunda leitura do Departamento de Comércio. O resultado ficou ligeiramente acima da estimativa inicial de 4,3% e representa o ritmo mais forte em dois anos, refletindo expansão consistente do consumo das famílias, exportações mais robustas, investimentos corporativos e maiores gastos do governo. Também houve contribuição positiva do menor déficit comercial e da revisão para cima de componentes como exportações e investimentos;
  • O Banco do Japão manteve a taxa básica de juros em 0,75%, mas reforçou o viés de novas altas caso suas projeções de crescimento e inflação se confirmem. O presidente Kazuo Ueda destacou que aumento dos salários tem levado empresas a repassar custos, especialmente em um contexto de iene fraco, o que mantém riscos inflacionários no radar, e afirmou que o banco tomará decisões de forma tempestiva, inclusive com base em indicadores mais rápidos. No relatório trimestral, o BoJ elevou as projeções de crescimento para 2025 e 2026 e revisou para cima a inflação subjacente de 2026 (de 1,8% para 1,9%), ao mesmo tempo em que alertou para os riscos de alta dos rendimentos dos títulos e afirmou que seguirá monitorando seus efeitos sobre as condições financeiras;
  • No Brasil, a arrecadação federal somou R$ 292,7 bilhões em dezembro, registrando alta real de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado superou tanto o consenso de mercado (R$ 290,1 bilhões) quanto a nossa estimativa (R$ 292,1 bilhões). No acumulado de 2025, a arrecadação atingiu R$ 2.886,7 bilhões, com crescimento real de 3,7%, desacelerando frente ao avanço de 9,6% observado em 2024. O desempenho de dezembro foi impulsionado principalmente pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre ganhos de capital, pelas contribuições previdenciárias e pelo PIS/Cofins. Olhando adiante, seguimos esperando uma redução gradual do ritmo de crescimento da arrecadação, em linha com a moderação da atividade econômica e a desaceleração da inflação. Para 2026, esperamos que a arrecadação continue crescendo acima do PIB, apoiada nas medidas recentes de elevação de receitas, como a limitação da compensação tributária, o aumento da tributação sobre juros sobre capital próprio e a redução das renúncias fiscais. Projetamos arrecadação federal de R$ 3.082,3 bilhões em 2026, equivalente a um crescimento real de 2,8%. Ainda assim, esse montante não é suficiente para o cumprimento da meta de resultado primário do governo central, o que torna necessária a obtenção de receitas extraordinárias, como leilões de petróleo e dividendos de empresas estatais;
  • Tarcísio Gomes de Freitas, governador de São Paulo, confirmou que será pré-candidato à reeleição ao governo estadual, afastando-se da disputa presidencial. Ainda, reiterou que trabalha por uma direita unida e é leal ao ex-presidente Bolsonaro;
  • Na agenda internacional, destaque para divulgação dos índices PMI nos EUA – PMIs são sondagens empresariais que visam captar o pulso da atividade econômica.

Empresas

M. Dias Branco (MDIA3) | Incerteza elevada continua

  • Estamos divulgando nossa Prévia de Resultados do 4T25 enquanto refinamos nosso modelo, reduzindo levemente nosso preço-alvo baseado em DCF para o fim de 2026 (2026YE) de BRL 28.9/ação para BRL 27.9/ação.
  • Alta incerteza em torno do case. Mantemos nossa recomendação Neutra. Por um lado, nosso tracker proprietário de custos de médio prazo sugere um cenário benigno para 2026, principalmente em função de uma taxa de câmbio mais baixa e preços menores do trigo.tese também reforcem uma postura mais cautelosa.
  • Prévia de resultados 4T25: sequencialmente melhor com menores custos, mas provavelmente não um gatilho. Projetamos que os preços médios recuem sequencialmente devido a uma combinação de preços mais baixos nas categorias ligadas a commodities e desempenho resiliente em Cookies e massas de maior valor agregado.
  • A 9.3x P/E 2026 e yield de FCF de 11.9%, vemos a ação como corretamente precificada, e não particularmente atrativa, especialmente quando comparada a pares domésticos. Diante da visibilidade limitada de lucros, do upsides restritos e da ausência de catalisadores no curto prazo, reiteramos nossa recomendação Neutra.
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/m-dias-branco-mdia3-incerteza-elevada-continua/

AmBev (ABEV3) | Forte volume de produção do Grupo Petrópolis

  • Em 8 de janeiro, reagimos aos dados da PIM de novembro divulgados pelo IBGE, destacando que, em nossa visão, o ambiente da indústria poderia se deteriorar após a aparente mudança na estratégia de preço/volume do Grupo Petrópolis (GP), uma tendência que discutimos em relatórios recentes.
  • Os dados recém-divulgados continuam a sugerir que a Companhia adotou uma estratégia mais orientada a volumes no final de 2025. Em novembro, o proxy de receita líquida/hl recuou 10.5% A/A, enquanto os volumes de produção cresceram 8.4% A/A. Ainda é difícil afirmar de forma categórica se o GP está “de volta ao jogo”, especialmente considerando a volatilidade da estratégia da Companhia. Após cruzarmos os dados do GP com os dados da PIM, estimamos que a PIM de novembro ex-GP tenha ficado em -8.8% A/A (vs. a queda efetiva de -6.5% A/A).
  • No acumulado do trimestre até o momento (outubro + novembro), estimamos que a PIM ex-GP tenha recuado 7.8% A/A, enquanto o GP cresceu 21.1% A/A, sugerindo um ganho de participação de mercado de aproximadamente 450bps.
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/ambev-abev3-forte-volume-de-producao-do-grupo-petropolis/


Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • BC determina ao BRB provisão de R$ 2,6 bilhões (Valor Econômico);
  • PCE inflation November 2026 (CNBC);
  • CMN altera estatuto do FGC após início dos pagamentos do caso Master (InfoMoney);
  • Conselho do PPI aprova qualificação de terminais portuários e sinaliza projetos ferroviários (Valor Econômico);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX bate máxima de 52 semanas e fecha em alta de 0,21% (Suno);
    • VGIR11 lucra mais de R$ 16 milhões e dividendos rendem CDI+1,4% ao ano; veja valor (FIIs);
    • RBRX11 se destaca entre hedge funds imobiliários, aponta análise da XP (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

ESG

MME inicia estudos para formulação da Estratégia Nacional de Terras Raras | Café com ESG, 23/01

  • O mercado fechou o pregão de quinta-feira novamente em alta, com IBOV e o ISE avançando 2,20% e 2,56%, respectivamente;
  • Do lado das empresas, a Rumo, uma das principais companhias responsáveis pelo transporte pesado ligado ao agronegócio, reforçou sua principal meta de reduzir em 21% suas emissões de carbono até 2030 (tendo 2020 como ano‑base) – a estratégia, de acordo com Natalia Marcassa, VP de Regulatório, Institucional e Comunicação da Rumo, passa por duas frentes principais: aumentar o volume transportado em cada viagem, e aprimorar a eficiência energética a partir de tecnologias de ponta;
  • Na política, (i) o Ministério de Minas e Energia (MME) deu início aos trabalhos técnicos que vão embasar a formulação da Estratégia Nacional de Terras Raras – a iniciativa visa organizar o desenvolvimento da cadeia desses minerais estratégicos no Brasil, em conexão com a política industrial e a agenda de transição energética; e (ii) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou essa semana uma audiência pública sobre a resolução para regulamentar os procedimentos técnicos relativos à emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) – dentre as principais propostas da minuta estão os requisitos para certificação do produtor e importador de biometano;
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